Rússia reforça a regulamentação de criptomoedas! Atividades de mineração de Bitcoin não registadas podem enfrentar até 2 anos de prisão e multas elevadas
A Rússia, após legalizar a mineração de criptomoedas, voltou a reforçar a regulamentação com penas severas. Mineradores de Bitcoin não registados podem enfrentar responsabilidades criminais e multas elevadas. O governo tenta, através do risco legal, forçar a conformidade total do setor, aliviando a pressão sobre energia e impostos.
Após a legalização oficial da mineração de criptomoedas na Rússia, o país prepara-se para intensificar ainda mais a supervisão, impondo penalidades criminais rigorosas às atividades de mineração de Bitcoin BTC não registadas. Recentemente, o Ministério da Justiça russo divulgou um projeto de emenda ao código penal, propondo reclassificar várias atividades ilegais de mineração de criptomoedas, de violações administrativas para crimes, com mineradores não registrados podendo enfrentar trabalho forçado ou até duas anos de prisão, além de multas de 50 mil a 150 mil rublos.
Apenas 30% dos mineradores de Bitcoin na Rússia estão registrados, enquanto muitos continuam operando na chamada “zona cinzenta” sem declarar suas atividades
Este projeto de alteração legislativa tem como contexto o estabelecimento, em 2024, de um quadro regulatório oficial para mineração de criptomoedas na Rússia. Naquele verão, o presidente Putin assinou uma lei que reconhece legalmente a atividade de mineração, buscando integrar um setor que até então operava na zona cinzenta, sob regulamentação, tributação e gestão de energia. Contudo, estatísticas oficiais indicam que a implementação real ainda apresenta uma discrepância significativa com os objetivos políticos iniciais.
O vice-ministro das Finanças russo, Ivan Chebeskov, afirmou em junho que apenas cerca de 30% dos mineradores estavam devidamente registrados na Receita Federal, enquanto a maioria continuava operando na “zona cinzenta” sem declaração adequada. As autoridades consideram que essa grande escala de irregularidades não só enfraquece a base tributária, mas também exerce pressão de longo prazo sobre o sistema elétrico e a infraestrutura local.
Ministério da Justiça russo anuncia multas pesadas e penas de trabalho forçado
De acordo com o projeto de emenda divulgado pelo Ministério da Justiça, indivíduos que realizarem mineração sem registro adequado podem ser multados em 500 mil a 1,5 milhão de rublos ou sujeitos a até dois anos de trabalho forçado. Em casos menos graves, o tribunal pode aplicar até 480 horas de trabalho forçado como punição alternativa.
Para atividades de mineração em grande escala, organizadas ou que gerem receitas consideráveis ou extraordinárias, as penalidades serão ainda mais severas. O projeto prevê multas de até 2,5 milhões de rublos ou até cinco anos de trabalho forçado, além de possível prisão pelo mesmo período. A confiscação de equipamentos de mineração e outros bens também continuará sendo uma medida de execução.
Atualmente, a legislação russa adota um sistema de gestão por níveis para mineradores. Mineradores individuais com consumo mensal de energia inferior a 6.000 kWh são considerados usuários privados, podendo minerar sem registro prévio, desde que declarem as criptomoedas obtidas e paguem imposto de renda pessoal. Já operações comerciais e fornecedores de infraestrutura devem registrar-se oficialmente, enviar relatórios periódicos de produção e cumprir restrições regionais impostas por autoridades locais devido à carga de energia ou segurança energética.
No entanto, as autoridades admitem que, na prática, a repressão à mineração ilegal ainda é difícil. Muitas fazendas não registradas estão envolvidas em furto de energia ou localizadas em áreas proibidas para mineração, causando uma carga oculta e de longo prazo na rede elétrica local. Algumas regiões chegaram a impor proibições temporárias de mineração durante picos de consumo no inverno, devido à instabilidade no fornecimento de energia provocada por atividades ilegais.
A mineração ilegal de Bitcoin consome grande quantidade de energia, afetando o fornecimento para uso doméstico
Estima-se que a mineração ilegal consome dezenas de bilhões de kWh por ano, impactando significativamente a distribuição de energia e o consumo residencial. No passado, a Rússia tentou conter a atividade com multas de até 2 milhões de rublos, confisco de equipamentos e operações de fiscalização surpresa, com resultados limitados. Algumas ações de fiscalização chegaram a envolver funcionários de companhias de energia, com vários presos por auxiliar mineração ilegal, e grandes minas subterrâneas sendo fechadas.
A proposta de emenda ao código penal demonstra a intenção do governo russo de usar o aumento do risco legal para forçar os mineradores a se regularizarem. O projeto foi divulgado oficialmente em 30 de dezembro e está atualmente em fase de consulta pública. Ainda é incerto se as medidas mais duras poderão efetivamente alterar o ecossistema de mineração, que há anos opera na zona cinzenta.
Este artigo foi reproduzido com autorização de:《链新闻》
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Rússia reforça a regulamentação de criptomoedas! Atividades de mineração de Bitcoin não registadas podem enfrentar até 2 anos de prisão e multas elevadas
A Rússia, após legalizar a mineração de criptomoedas, voltou a reforçar a regulamentação com penas severas. Mineradores de Bitcoin não registados podem enfrentar responsabilidades criminais e multas elevadas. O governo tenta, através do risco legal, forçar a conformidade total do setor, aliviando a pressão sobre energia e impostos.
Após a legalização oficial da mineração de criptomoedas na Rússia, o país prepara-se para intensificar ainda mais a supervisão, impondo penalidades criminais rigorosas às atividades de mineração de Bitcoin BTC não registadas. Recentemente, o Ministério da Justiça russo divulgou um projeto de emenda ao código penal, propondo reclassificar várias atividades ilegais de mineração de criptomoedas, de violações administrativas para crimes, com mineradores não registrados podendo enfrentar trabalho forçado ou até duas anos de prisão, além de multas de 50 mil a 150 mil rublos.
Apenas 30% dos mineradores de Bitcoin na Rússia estão registrados, enquanto muitos continuam operando na chamada “zona cinzenta” sem declarar suas atividades
Este projeto de alteração legislativa tem como contexto o estabelecimento, em 2024, de um quadro regulatório oficial para mineração de criptomoedas na Rússia. Naquele verão, o presidente Putin assinou uma lei que reconhece legalmente a atividade de mineração, buscando integrar um setor que até então operava na zona cinzenta, sob regulamentação, tributação e gestão de energia. Contudo, estatísticas oficiais indicam que a implementação real ainda apresenta uma discrepância significativa com os objetivos políticos iniciais.
O vice-ministro das Finanças russo, Ivan Chebeskov, afirmou em junho que apenas cerca de 30% dos mineradores estavam devidamente registrados na Receita Federal, enquanto a maioria continuava operando na “zona cinzenta” sem declaração adequada. As autoridades consideram que essa grande escala de irregularidades não só enfraquece a base tributária, mas também exerce pressão de longo prazo sobre o sistema elétrico e a infraestrutura local.
Ministério da Justiça russo anuncia multas pesadas e penas de trabalho forçado
De acordo com o projeto de emenda divulgado pelo Ministério da Justiça, indivíduos que realizarem mineração sem registro adequado podem ser multados em 500 mil a 1,5 milhão de rublos ou sujeitos a até dois anos de trabalho forçado. Em casos menos graves, o tribunal pode aplicar até 480 horas de trabalho forçado como punição alternativa.
Para atividades de mineração em grande escala, organizadas ou que gerem receitas consideráveis ou extraordinárias, as penalidades serão ainda mais severas. O projeto prevê multas de até 2,5 milhões de rublos ou até cinco anos de trabalho forçado, além de possível prisão pelo mesmo período. A confiscação de equipamentos de mineração e outros bens também continuará sendo uma medida de execução.
Atualmente, a legislação russa adota um sistema de gestão por níveis para mineradores. Mineradores individuais com consumo mensal de energia inferior a 6.000 kWh são considerados usuários privados, podendo minerar sem registro prévio, desde que declarem as criptomoedas obtidas e paguem imposto de renda pessoal. Já operações comerciais e fornecedores de infraestrutura devem registrar-se oficialmente, enviar relatórios periódicos de produção e cumprir restrições regionais impostas por autoridades locais devido à carga de energia ou segurança energética.
No entanto, as autoridades admitem que, na prática, a repressão à mineração ilegal ainda é difícil. Muitas fazendas não registradas estão envolvidas em furto de energia ou localizadas em áreas proibidas para mineração, causando uma carga oculta e de longo prazo na rede elétrica local. Algumas regiões chegaram a impor proibições temporárias de mineração durante picos de consumo no inverno, devido à instabilidade no fornecimento de energia provocada por atividades ilegais.
A mineração ilegal de Bitcoin consome grande quantidade de energia, afetando o fornecimento para uso doméstico
Estima-se que a mineração ilegal consome dezenas de bilhões de kWh por ano, impactando significativamente a distribuição de energia e o consumo residencial. No passado, a Rússia tentou conter a atividade com multas de até 2 milhões de rublos, confisco de equipamentos e operações de fiscalização surpresa, com resultados limitados. Algumas ações de fiscalização chegaram a envolver funcionários de companhias de energia, com vários presos por auxiliar mineração ilegal, e grandes minas subterrâneas sendo fechadas.
A proposta de emenda ao código penal demonstra a intenção do governo russo de usar o aumento do risco legal para forçar os mineradores a se regularizarem. O projeto foi divulgado oficialmente em 30 de dezembro e está atualmente em fase de consulta pública. Ainda é incerto se as medidas mais duras poderão efetivamente alterar o ecossistema de mineração, que há anos opera na zona cinzenta.