A cotação do Bitcoin permanece presa em uma zona de confronto técnico. Após recuar para US$ 87.700, o ativo não consegue consolidar ganhos acima da barreira psicológica dos US$ 90 mil — um nível que concentra volume significativo de ordens de venda desde semanas anteriores. A sessão de Wall Street desta terça mantém o padrão de pressão vendedora, deixando claro que o mercado ainda digere as últimas semanas de incerteza.
Os dados mais recentes apontam para uma cotação em torno de US$ 91.37K com variação positiva de 1.80% em 24 horas, refletindo a volatilidade do dia. Ainda assim, a incapacidade de romper e manter a resistência dos US$ 90 mil representa um sinal de cautela para operadores.
Análise técnica mostra enfraquecimento vendedor, mas sem confirmação de reversão
O gráfico de quatro horas revela um padrão preocupante: o preço segue testando as médias móveis simples e exponenciais de 200 períodos, que atuam como barreira dinâmica. Enquanto esses indicadores mantiverem o ativo pressionado, a perspectiva continua inclinada para oscilação lateral ou novos testes de suporte.
Porém, surgem pistas de possível exaustão vendedora. A análise de três dias apresenta uma divergência altista clássica: o Índice de Força Relativa (RSI) marca mínimas progressivas enquanto o preço forma mínimas cada vez mais baixas. Esse desalinhamento, observado em ciclos anteriores, costuma anteceder movimentos de reversão quando acompanhados de catalisadores adicionais.
A relação Bitcoin-ouro também sinaliza compressão técnica. Com o metal precioso se aproximando de US$ 4.500 por onça, a proporção BTC/XAU indica perda relativa do criptoativo, sugerindo que o Bitcoin não acompanha o fluxo de capital para refúgios de risco que beneficia ouro e prata.
Investidores institucionais ampliam proteção com posições vendidas de US$ 250 milhões
Dados recentes revelam que grandes investidores abriram posições vendidas combinadas em Bitcoin, Ether e Solana totalizando aproximadamente US$ 250 milhões. O movimento não representa uma aposta agressiva contra o mercado, mas sim uma estratégia de proteção ante o risco de correções adicionais.
O problema está na profundidade reduzida dos livros de ordem. Qualquer operação de porte moderado passa a causar movimentos abruptos. Sem um aumento expressivo de volume comprador, o preço tende a permanecer em consolidação, testando níveis inferiores em busca de demanda suficiente.
A proximidade do fim de ano agrava o cenário. Muitos operadores reduzem exposição para preservar ganhos acumulados, um comportamento sazonal que diminui a liquidez global e eleva a probabilidade de movimentos abruptos, mesmo sem novos catalisadores econômicos ou políticos.
Capitulação de mineradores elimina agentes marginais, reduzindo pressão estrutural
A rede enfrenta seu período mais desafiador para operadores de mineração. A taxa de hash caiu 4% — a queda mais acentuada desde o primeiro semestre de 2024 — em paralelo a uma retração de 9% no preço mensal. A volatilidade realizada de 30 dias superou 45%, nível não registrado desde abril de 2025.
Essa combinação força mineradores menos eficientes a desligarem equipamentos para evitar prejuízos operacionais. O processo, conhecido como capitulação, tende a reduzir a pressão de venda estrutural no médio prazo ao eliminar agentes que precisam liquidar ativos para cobrir custos imediatos.
China redireciona energia para IA, removendo 1,3 GW de mineração em 24 horas
O principal catalisador recente foi o desligamento de aproximadamente 400 mil máquinas mineradoras na província de Xinjiang. A ação removeu cerca de 1,3 GW de capacidade computacional em apenas um dia, uma medida ligada à realocação de recursos energéticos para centros de dados focados em inteligência artificial.
A atividade de IA oferece margens operacionais superiores à mineração de Bitcoin no presente contexto. Estimativas indicam que até 10% da taxa de hash global pode ser perdida de forma permanente. Essa reorganização tende a concentrar a mineração em operadores com acesso a energia barata e infraestrutura eficiente, elevando significativamente a barreira de entrada do setor.
Compressão de custos cria cenário de viabilidade econômica seletiva
O equipamento Bitmain S19 XP mostra a extensão dessa transformação: o preço de equilíbrio da eletricidade caiu de US$ 0,12 para US$ 0,077 por kWh em um ano — uma redução de 36%. Operações que não acompanham essa compressão de custos enfrentam risco crescente de inviabilidade.
Apesar das dificuldades imediatas, ao menos 13 países já participam da mineração de Bitcoin com algum grau de apoio estatal, visando soberania energética ou monetária. Esse suporte tende a preservar uma base de mineradores mesmo em ambientes adversos.
Historicamente, contrações na taxa de hash foram seguidas por retornos positivos do Bitcoin em 65% dos casos após 90 dias. Em períodos onde a taxa de hash se contraiu ao longo de janelas de 90 dias, o retorno médio em seis meses atingiu 72%, sugerindo que a capitulação de mineradores costuma coincidir com a exaustão da pressão vendedora de curto prazo.
O mercado aguarda agora sinais mais consistentes de entrada de capital comprador para confirmar qualquer mudança de tendência.
Esta página pode conter conteúdos de terceiros, que são fornecidos apenas para fins informativos (sem representações/garantias) e não devem ser considerados como uma aprovação dos seus pontos de vista pela Gate, nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Declaração de exoneração de responsabilidade para obter mais informações.
Bitcoin oscila em torno de US$ 90 mil enquanto liquidez reduzida amplifica volatilidade
A cotação do Bitcoin permanece presa em uma zona de confronto técnico. Após recuar para US$ 87.700, o ativo não consegue consolidar ganhos acima da barreira psicológica dos US$ 90 mil — um nível que concentra volume significativo de ordens de venda desde semanas anteriores. A sessão de Wall Street desta terça mantém o padrão de pressão vendedora, deixando claro que o mercado ainda digere as últimas semanas de incerteza.
Os dados mais recentes apontam para uma cotação em torno de US$ 91.37K com variação positiva de 1.80% em 24 horas, refletindo a volatilidade do dia. Ainda assim, a incapacidade de romper e manter a resistência dos US$ 90 mil representa um sinal de cautela para operadores.
Análise técnica mostra enfraquecimento vendedor, mas sem confirmação de reversão
O gráfico de quatro horas revela um padrão preocupante: o preço segue testando as médias móveis simples e exponenciais de 200 períodos, que atuam como barreira dinâmica. Enquanto esses indicadores mantiverem o ativo pressionado, a perspectiva continua inclinada para oscilação lateral ou novos testes de suporte.
Porém, surgem pistas de possível exaustão vendedora. A análise de três dias apresenta uma divergência altista clássica: o Índice de Força Relativa (RSI) marca mínimas progressivas enquanto o preço forma mínimas cada vez mais baixas. Esse desalinhamento, observado em ciclos anteriores, costuma anteceder movimentos de reversão quando acompanhados de catalisadores adicionais.
A relação Bitcoin-ouro também sinaliza compressão técnica. Com o metal precioso se aproximando de US$ 4.500 por onça, a proporção BTC/XAU indica perda relativa do criptoativo, sugerindo que o Bitcoin não acompanha o fluxo de capital para refúgios de risco que beneficia ouro e prata.
Investidores institucionais ampliam proteção com posições vendidas de US$ 250 milhões
Dados recentes revelam que grandes investidores abriram posições vendidas combinadas em Bitcoin, Ether e Solana totalizando aproximadamente US$ 250 milhões. O movimento não representa uma aposta agressiva contra o mercado, mas sim uma estratégia de proteção ante o risco de correções adicionais.
O problema está na profundidade reduzida dos livros de ordem. Qualquer operação de porte moderado passa a causar movimentos abruptos. Sem um aumento expressivo de volume comprador, o preço tende a permanecer em consolidação, testando níveis inferiores em busca de demanda suficiente.
A proximidade do fim de ano agrava o cenário. Muitos operadores reduzem exposição para preservar ganhos acumulados, um comportamento sazonal que diminui a liquidez global e eleva a probabilidade de movimentos abruptos, mesmo sem novos catalisadores econômicos ou políticos.
Capitulação de mineradores elimina agentes marginais, reduzindo pressão estrutural
A rede enfrenta seu período mais desafiador para operadores de mineração. A taxa de hash caiu 4% — a queda mais acentuada desde o primeiro semestre de 2024 — em paralelo a uma retração de 9% no preço mensal. A volatilidade realizada de 30 dias superou 45%, nível não registrado desde abril de 2025.
Essa combinação força mineradores menos eficientes a desligarem equipamentos para evitar prejuízos operacionais. O processo, conhecido como capitulação, tende a reduzir a pressão de venda estrutural no médio prazo ao eliminar agentes que precisam liquidar ativos para cobrir custos imediatos.
China redireciona energia para IA, removendo 1,3 GW de mineração em 24 horas
O principal catalisador recente foi o desligamento de aproximadamente 400 mil máquinas mineradoras na província de Xinjiang. A ação removeu cerca de 1,3 GW de capacidade computacional em apenas um dia, uma medida ligada à realocação de recursos energéticos para centros de dados focados em inteligência artificial.
A atividade de IA oferece margens operacionais superiores à mineração de Bitcoin no presente contexto. Estimativas indicam que até 10% da taxa de hash global pode ser perdida de forma permanente. Essa reorganização tende a concentrar a mineração em operadores com acesso a energia barata e infraestrutura eficiente, elevando significativamente a barreira de entrada do setor.
Compressão de custos cria cenário de viabilidade econômica seletiva
O equipamento Bitmain S19 XP mostra a extensão dessa transformação: o preço de equilíbrio da eletricidade caiu de US$ 0,12 para US$ 0,077 por kWh em um ano — uma redução de 36%. Operações que não acompanham essa compressão de custos enfrentam risco crescente de inviabilidade.
Apesar das dificuldades imediatas, ao menos 13 países já participam da mineração de Bitcoin com algum grau de apoio estatal, visando soberania energética ou monetária. Esse suporte tende a preservar uma base de mineradores mesmo em ambientes adversos.
Historicamente, contrações na taxa de hash foram seguidas por retornos positivos do Bitcoin em 65% dos casos após 90 dias. Em períodos onde a taxa de hash se contraiu ao longo de janelas de 90 dias, o retorno médio em seis meses atingiu 72%, sugerindo que a capitulação de mineradores costuma coincidir com a exaustão da pressão vendedora de curto prazo.
O mercado aguarda agora sinais mais consistentes de entrada de capital comprador para confirmar qualquer mudança de tendência.