Desde o nascimento do Bitcoin em 2009, passou por várias fases de ciclos de mercado grandiosos e turbulentos. Cada ciclo de alta carrega histórias diferentes — desde a celebração dos geeks até à entrada de instituições, passando pela pressão regulatória e o reconhecimento político. Compreender esses padrões históricos é fundamental para captar o ritmo atual e futuro do mercado.
Visão rápida do mercado atual: ETF + Halving como motores duplos
2024 é um ano marcante na história do Bitcoin. Até agora, o BTC atingiu $92.58K, um aumento de 132% em relação aos $40K do início do ano. Qual é o motor desta subida? Dois termos simples: aprovação de ETF e quatro halving.
Após a SEC aprovar um ETF de Bitcoin à vista em janeiro, o fluxo de fundos institucionais aumentou. Até novembro, o fluxo líquido de ETFs ultrapassou $2.8 bilhões, superando até a velocidade de crescimento dos ETFs de ouro. O que isso significa? O Bitcoin evoluiu de um “investimento de alto risco” para uma “ferramenta de alocação de ativos tradicional”.
Simultaneamente, o evento de halving de abril reduziu ainda mais a oferta. Historicamente, após cada halving, o Bitcoin apresentou grandes altas — após o halving de 2012, subiu 5.200%; após o de 2016, 315%; após o de 2020, 230%. Esta vez, não é diferente.
Voltando ao passado: entendendo as estratégias do mercado de alta
Primeiro ciclo de alta de 2013: de $145 a $1.200
2013 foi o período de crescimento selvagem do Bitcoin. No meio do ano, o preço oscilava em torno de $145, e ao final do ano disparou para $1.200, um aumento de 730%. Os fatores motivadores foram três: a crise bancária de Chipre revelou o valor do Bitcoin como “ativo de proteção”; o interesse de adotantes iniciais e da mídia aumentou drasticamente; além da infraestrutura que foi se aprimorando.
Porém, essa alta também revelou riscos do mercado inicial. A Mt. Gox controlava 70% do volume de negociações, mas em 2014 sofreu uma vulnerabilidade de segurança e quebrou, levando o Bitcoin de $1.200 a $300, uma queda de 75%. Este evento deixou uma marca profunda: o risco de exchanges centralizadas é enorme.
Festa do varejo em 2017: de $1.000 a $20.000
2017 foi a era dos investidores comuns. O Bitcoin saiu de menos de $1.000 no começo do ano e atingiu quase $20.000, um aumento de 1.900%. Todo mundo falava de Bitcoin.
Os fatores impulsionadores incluíram:
Frenesi de ICOs: novos projetos arrecadando fundos com emissão de tokens, atraindo muitos novos usuários
Redução das barreiras nas exchanges: plataformas mais amigáveis ao usuário facilitaram a compra por iniciantes
Propagação na mídia: cada alta era amplamente divulgada, criando efeito FOMO e elevando ainda mais o preço
Porém, a festa não durou. Reguladores começaram a ficar alertas — a SEC dos EUA expressou preocupações, a China proibiu ICOs e exchanges domésticas. No início de 2018, o Bitcoin caiu de $20.000 para $3.200, uma queda de 84%. A lição dessa correção foi clara: festas de varejo não são sustentáveis, o mercado precisa de fundamentos sólidos.
Era institucional de 2020-2021: de $8.000 a $64.000
O protagonista dessa fase mudou de investidores individuais para instituições. O Bitcoin subiu de $8.000 no início de 2020 para $64.000 em abril de 2021, um aumento de 700%.
Pontos de virada:
Grandes empresas entrando: MicroStrategy, Tesla, Square e outras começaram a incluir Bitcoin em seus balanços, enviando sinal forte — não é mais apenas especulação, mas parte da estratégia de ativos
Aprimoramento de derivativos: o lançamento de futuros e ETFs de Bitcoin permitiu participação mais regulada por parte de instituições
Expectativa de inflação: durante a pandemia, os governos injetaram liquidez massiva, preocupando investidores com inflação, e o Bitcoin, como “ouro digital”, ganhou atratividade
Nessa fase, a narrativa do Bitcoin evoluiu de “moeda descentralizada” para “proteção contra inflação”. Dados públicos mostram que, em 2021, o fluxo de investimentos institucionais ultrapassou $1 bilhão.
O que torna essa fase de mercado diferente
Abertura oficial do canal institucional
Nas altas anteriores, a participação de instituições exigia infraestrutura própria, gestão de custódia e riscos regulatórios. Agora? Basta comprar ETF. O fundo IBIT da BlackRock( possui sozinho 467 mil BTC, e os ETFs de Bitcoin acumulam mais de 1 milhão de unidades. O que mudou? Aumentou a estabilidade e a legitimidade do Bitcoin.
Escassez de oferta evidenciada
Halving + acumulação institucional = oferta restrita. MicroStrategy, Bhutane)Butão( e outros continuam aumentando suas posições, enquanto a nova produção de Bitcoin diminui após o halving. Essa desconexão entre oferta e demanda é rara na história, sugerindo potencial de alta maior do que antes.
Aumento da receptividade política
Senadores dos EUA propuseram o projeto de lei BITCOIN, sugerindo que o Tesouro adquira 1 milhão de BTC em cinco anos. El Salvador já adotou o Bitcoin como moeda oficial. O Butão também acumula silenciosamente. A mudança de postura dos governos indica que o Bitcoin deixou de ser “não convencional” e passa a ser uma opção de alocação de ativos nacionais.
O próximo mistério do mercado
A atualização técnica será concretizada?
A ativação potencial do código OP_CAT pode permitir que o Bitcoin suporte aplicações Layer-2 e DeFi. Uma vez implementada, o cenário de uso do Bitcoin se expandirá significativamente, passando de uma simples “ferramenta de reserva de valor” para uma “ferramenta de produção”. Isso atrairá investidores de perfis completamente diferentes.
O tamanho do ETF continuará crescendo?
Hoje, $2,8 bilhões parecem muito, mas comparando com ETFs de ouro que movimentam bilhões de dólares, há espaço para expansão. Se o ETF de Bitcoin captar trilhões de dólares, o que isso significaria? Potencialmente, uma valorização de 3 a 5 vezes.
Cisnes negros geopolíticos
Expectativa de redução de juros, mudanças na força do dólar, ajustes na economia global — tudo isso pode alterar a lógica de avaliação do Bitcoin. Além disso, há uma forte correlação entre o FOMO antes do halving e o otimismo após, com volatilidade acentuada.
Como se preparar para o próximo ciclo
Entenda os fundamentos
Por que o Bitcoin existe? Qual é seu princípio técnico? Por que sua oferta total é limitada a 21 milhões? Conhecer essas respostas ajuda a manter a racionalidade durante as oscilações.
Estude a história, mas sem dogmatizar
Os ciclos de 2013, 2017 e 2021 tiveram trajetórias diferentes. Não espere que a história se repita exatamente. Cada ciclo tem seus próprios impulsionadores e riscos.
Diversifique riscos e aloque de forma racional
Embora o Bitcoin seja o rei, um portfólio completo não deve conter apenas ele. Considere outras criptomoedas principais, oportunidades em DeFi e também mantenha uma parcela em ativos tradicionais.
Escolha plataformas confiáveis e seguras
A segurança, liquidez e estrutura de taxas das exchanges impactam diretamente seus resultados. Procure plataformas com forte controle de risco, operação transparente e boa reputação.
Estude regularmente, mantenha-se atento
Participe de comunidades, acompanhe as políticas, monitore dados on-chain — tudo isso ajuda a antecipar movimentos. Mas cuidado com o “efeito manada”: quando todos discutem compra, às vezes é hora de pensar nos riscos.
Resumo
A história do Bitcoin é um ciclo de “ruptura — correção — renascimento”. Desde os geeks pioneiros, passando pelo hype de 2017, até o reconhecimento institucional, cada fase elevou a maturidade desse ativo.
A trajetória de 2024-2025 é, na essência, mais um ponto na evolução — canais institucionais, oferta limitada, políticas favoráveis — esses fatores combinados fazem desta fase diferente de todas as anteriores.
Mas lembre-se sempre: não há ciclo eterno de alta, nem de baixa. O mercado está em constante evolução. Entenda a história, mas não se prenda a ela. Conheça os riscos, mas não se assuste com eles. Essa é a postura correta para atravessar ciclos.
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Do ponto de vista dos ciclos históricos, o mercado em alta do Bitcoin: esta onda é diferente
Desde o nascimento do Bitcoin em 2009, passou por várias fases de ciclos de mercado grandiosos e turbulentos. Cada ciclo de alta carrega histórias diferentes — desde a celebração dos geeks até à entrada de instituições, passando pela pressão regulatória e o reconhecimento político. Compreender esses padrões históricos é fundamental para captar o ritmo atual e futuro do mercado.
Visão rápida do mercado atual: ETF + Halving como motores duplos
2024 é um ano marcante na história do Bitcoin. Até agora, o BTC atingiu $92.58K, um aumento de 132% em relação aos $40K do início do ano. Qual é o motor desta subida? Dois termos simples: aprovação de ETF e quatro halving.
Após a SEC aprovar um ETF de Bitcoin à vista em janeiro, o fluxo de fundos institucionais aumentou. Até novembro, o fluxo líquido de ETFs ultrapassou $2.8 bilhões, superando até a velocidade de crescimento dos ETFs de ouro. O que isso significa? O Bitcoin evoluiu de um “investimento de alto risco” para uma “ferramenta de alocação de ativos tradicional”.
Simultaneamente, o evento de halving de abril reduziu ainda mais a oferta. Historicamente, após cada halving, o Bitcoin apresentou grandes altas — após o halving de 2012, subiu 5.200%; após o de 2016, 315%; após o de 2020, 230%. Esta vez, não é diferente.
Voltando ao passado: entendendo as estratégias do mercado de alta
Primeiro ciclo de alta de 2013: de $145 a $1.200
2013 foi o período de crescimento selvagem do Bitcoin. No meio do ano, o preço oscilava em torno de $145, e ao final do ano disparou para $1.200, um aumento de 730%. Os fatores motivadores foram três: a crise bancária de Chipre revelou o valor do Bitcoin como “ativo de proteção”; o interesse de adotantes iniciais e da mídia aumentou drasticamente; além da infraestrutura que foi se aprimorando.
Porém, essa alta também revelou riscos do mercado inicial. A Mt. Gox controlava 70% do volume de negociações, mas em 2014 sofreu uma vulnerabilidade de segurança e quebrou, levando o Bitcoin de $1.200 a $300, uma queda de 75%. Este evento deixou uma marca profunda: o risco de exchanges centralizadas é enorme.
Festa do varejo em 2017: de $1.000 a $20.000
2017 foi a era dos investidores comuns. O Bitcoin saiu de menos de $1.000 no começo do ano e atingiu quase $20.000, um aumento de 1.900%. Todo mundo falava de Bitcoin.
Os fatores impulsionadores incluíram:
Porém, a festa não durou. Reguladores começaram a ficar alertas — a SEC dos EUA expressou preocupações, a China proibiu ICOs e exchanges domésticas. No início de 2018, o Bitcoin caiu de $20.000 para $3.200, uma queda de 84%. A lição dessa correção foi clara: festas de varejo não são sustentáveis, o mercado precisa de fundamentos sólidos.
Era institucional de 2020-2021: de $8.000 a $64.000
O protagonista dessa fase mudou de investidores individuais para instituições. O Bitcoin subiu de $8.000 no início de 2020 para $64.000 em abril de 2021, um aumento de 700%.
Pontos de virada:
Nessa fase, a narrativa do Bitcoin evoluiu de “moeda descentralizada” para “proteção contra inflação”. Dados públicos mostram que, em 2021, o fluxo de investimentos institucionais ultrapassou $1 bilhão.
O que torna essa fase de mercado diferente
Abertura oficial do canal institucional
Nas altas anteriores, a participação de instituições exigia infraestrutura própria, gestão de custódia e riscos regulatórios. Agora? Basta comprar ETF. O fundo IBIT da BlackRock( possui sozinho 467 mil BTC, e os ETFs de Bitcoin acumulam mais de 1 milhão de unidades. O que mudou? Aumentou a estabilidade e a legitimidade do Bitcoin.
Escassez de oferta evidenciada
Halving + acumulação institucional = oferta restrita. MicroStrategy, Bhutane)Butão( e outros continuam aumentando suas posições, enquanto a nova produção de Bitcoin diminui após o halving. Essa desconexão entre oferta e demanda é rara na história, sugerindo potencial de alta maior do que antes.
Aumento da receptividade política
Senadores dos EUA propuseram o projeto de lei BITCOIN, sugerindo que o Tesouro adquira 1 milhão de BTC em cinco anos. El Salvador já adotou o Bitcoin como moeda oficial. O Butão também acumula silenciosamente. A mudança de postura dos governos indica que o Bitcoin deixou de ser “não convencional” e passa a ser uma opção de alocação de ativos nacionais.
O próximo mistério do mercado
A atualização técnica será concretizada?
A ativação potencial do código OP_CAT pode permitir que o Bitcoin suporte aplicações Layer-2 e DeFi. Uma vez implementada, o cenário de uso do Bitcoin se expandirá significativamente, passando de uma simples “ferramenta de reserva de valor” para uma “ferramenta de produção”. Isso atrairá investidores de perfis completamente diferentes.
O tamanho do ETF continuará crescendo?
Hoje, $2,8 bilhões parecem muito, mas comparando com ETFs de ouro que movimentam bilhões de dólares, há espaço para expansão. Se o ETF de Bitcoin captar trilhões de dólares, o que isso significaria? Potencialmente, uma valorização de 3 a 5 vezes.
Cisnes negros geopolíticos
Expectativa de redução de juros, mudanças na força do dólar, ajustes na economia global — tudo isso pode alterar a lógica de avaliação do Bitcoin. Além disso, há uma forte correlação entre o FOMO antes do halving e o otimismo após, com volatilidade acentuada.
Como se preparar para o próximo ciclo
Entenda os fundamentos
Por que o Bitcoin existe? Qual é seu princípio técnico? Por que sua oferta total é limitada a 21 milhões? Conhecer essas respostas ajuda a manter a racionalidade durante as oscilações.
Estude a história, mas sem dogmatizar
Os ciclos de 2013, 2017 e 2021 tiveram trajetórias diferentes. Não espere que a história se repita exatamente. Cada ciclo tem seus próprios impulsionadores e riscos.
Diversifique riscos e aloque de forma racional
Embora o Bitcoin seja o rei, um portfólio completo não deve conter apenas ele. Considere outras criptomoedas principais, oportunidades em DeFi e também mantenha uma parcela em ativos tradicionais.
Escolha plataformas confiáveis e seguras
A segurança, liquidez e estrutura de taxas das exchanges impactam diretamente seus resultados. Procure plataformas com forte controle de risco, operação transparente e boa reputação.
Estude regularmente, mantenha-se atento
Participe de comunidades, acompanhe as políticas, monitore dados on-chain — tudo isso ajuda a antecipar movimentos. Mas cuidado com o “efeito manada”: quando todos discutem compra, às vezes é hora de pensar nos riscos.
Resumo
A história do Bitcoin é um ciclo de “ruptura — correção — renascimento”. Desde os geeks pioneiros, passando pelo hype de 2017, até o reconhecimento institucional, cada fase elevou a maturidade desse ativo.
A trajetória de 2024-2025 é, na essência, mais um ponto na evolução — canais institucionais, oferta limitada, políticas favoráveis — esses fatores combinados fazem desta fase diferente de todas as anteriores.
Mas lembre-se sempre: não há ciclo eterno de alta, nem de baixa. O mercado está em constante evolução. Entenda a história, mas não se prenda a ela. Conheça os riscos, mas não se assuste com eles. Essa é a postura correta para atravessar ciclos.