A mineração de criptomoedas é lucrativa?

2026-02-05 15:21:51
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Uma visão completa sobre a rentabilidade da mineração de criptomoedas na atualidade. O artigo analisa os principais fatores de custo—incluindo despesas de eletricidade, preço dos equipamentos e o nível de dificuldade da mineração—e apresenta explicações detalhadas acerca da rentabilidade do Bitcoin e das altcoins, dos pools de mineração e das ferramentas de cálculo de lucros, dirigidas tanto a principiantes como a investidores. Aborda também os resultados da mineração em 2024 e estratégias para quem pretende gerar rendimento através desta atividade.
A mineração de criptomoedas é lucrativa?

A mineração de criptomoedas é rentável?

Não existe uma resposta definitiva sobre a rentabilidade da mineração de criptomoedas, pois o sucesso destas operações depende de diversos fatores voláteis.

Qualquer potencial minerador deve investigar minuciosamente cada criptomoeda-alvo, avaliando custos de eletricidade, preços de aquisição de equipamento, dificuldade de mineração e volatilidade dos preços nos mercados cripto. Como os preços das criptomoedas são altamente voláteis, o acompanhamento em tempo real é indispensável.

Se o valor de uma criptomoeda descer abaixo de determinado limiar, os rendimentos da mineração podem não cobrir os custos operacionais, tornando o lucro improvável. Nestes períodos, muitos mineradores acabam por suspender o suporte à rede, o que provoca uma redução significativa do hash rate global.

Mineradores profissionais, em operações de grande escala, recorrem a equipamento dispendioso, elevando as barreiras de acesso para investidores individuais. Embora aderir a um mining pool possa aumentar a eficiência, os membros pagam taxas de participação e repartem as recompensas, pelo que os lucros individuais são inferiores.

Por este motivo, muitos mineradores optam por moedas menos conhecidas em vez do Bitcoin. Apesar de serem menos valiosas, estas moedas costumam apresentar menor dificuldade de mineração e, após obtidas, podem ser trocadas por outras criptomoedas—including Bitcoin—or qualquer moeda fiduciária. Esta abordagem permite iniciar operações com um investimento inicial inferior.

Custos de eletricidade

A eletricidade representa um dos custos mais relevantes na mineração. Máquinas de mineração e dispositivos ASIC funcionam ininterruptamente, com um elevado consumo energético. Em regiões com tarifas de eletricidade elevadas, a mineração de Bitcoin pode tornar-se economicamente inviável.

Mesmo em zonas com eletricidade acessível, a energia necessária para minerar um Bitcoin é considerável. Isto resulta do aumento da dificuldade de mineração, que exige cada vez mais potência computacional e energia para obter a mesma quantidade de Bitcoin.

Para limitar custos, alguns mineradores recorrem a máquinas menos potentes para minerar moedas alternativas ao Bitcoin. Estas moedas menos conhecidas exigem menor dificuldade de mineração e podem ser mineradas com menos energia. No entanto, pode demorar semanas ou meses até recuperar o investimento inicial e alcançar lucros, pelo que é essencial um plano empresarial de longo prazo.

Dificuldade de mineração

O hash rate é o principal indicador da dificuldade de mineração de criptomoedas, referindo-se à potência computacional total dedicada à resolução de puzzles criptográficos numa blockchain.

Com o aumento da potência computacional dedicada, o hash rate da rede cresce. Isto traduz-se num aumento da competição, com mais mineradores e hardware de elevado desempenho a entrar no mercado.

Quando o hash rate da rede é elevado, o hardware individual pode não ser suficientemente potente para gerar lucro. Esta situação verifica-se sobretudo em criptomoedas como o Bitcoin, onde grandes farms recorrem a enormes quantidades de ASICs, tornando praticamente impossível a concorrência para indivíduos.

Antes de avançar, é essencial analisar as tendências do hash rate da moeda escolhida e simular a rentabilidade com base no hardware e nos custos energéticos.

Custos de equipamento

Começar um negócio de mineração exige um investimento inicial significativo em hardware e infraestrutura, que pode demorar algum tempo a ser recuperado.

Mesmo ao minerar altcoins, uma GPU de alto desempenho supera normalmente ¥70 000 (~470$). Montar um sistema com várias GPUs pode ascender facilmente a várias centenas de milhares de ienes.

Ao optar por moedas menos conhecidas, é possível montar máquinas básicas por cerca de ¥30 000 (~200$), usando componentes de menor desempenho. Neste caso, o investimento inicial é inferior, mas o volume e o valor das moedas obtidas podem ser limitados.

Os preços dos equipamentos variam consoante o fabricante e modelo. Em geral, maior potência computacional e consumo energético traduzem-se em custos superiores. Melhor desempenho permite minerar mais moedas, mas o acréscimo de energia implica faturas mensais mais elevadas, sendo necessário ponderar estes fatores.

A escolha do hardware deve considerar a longevidade e a rentabilidade. Os três indicadores-chave são:

  1. Preço por 1TH (terahash, um milhão de milhões de hashes)
  2. Consumo energético por 1TH (eficiência energética)
  3. Custos de alojamento (aluguer de espaço e taxas de gestão)

Se conseguir um ambiente de alojamento acessível, poderá fazer sentido privilegiar o “preço/TH” face à eficiência energética. Custos operacionais baixos podem compensar menor eficiência do equipamento e aumentar a rentabilidade global.

Mining pools

Os mining pools agregam a potência computacional de vários mineradores, permitindo a mineração colaborativa. Ao aderir a um pool, os mineradores podem acelerar a mineração e reduzir a dificuldade, obtendo recompensas mais regulares do que na mineração individual.

À medida que a dificuldade de mineração aumenta, mais mineradores procuram rendimentos estáveis integrando pools. Existem dois modelos principais de distribuição de recompensas:

Mineração proporcional: As recompensas são distribuídas proporcionalmente ao hash rate de cada minerador. Os pagamentos dependem da descoberta de blocos pelo pool; quando ocorre, as recompensas podem ser elevadas, mas há períodos sem pagamentos. Este sistema beneficia os mineradores em mercados “bull”, onde as valorizações compensam a maior dificuldade.

Mineração Pay-Per-Share (PPS): As recompensas são pagas mediante a quota de cada minerador na potência total do pool, independentemente da mineração de blocos. Este modelo garante pagamentos regulares e é indicado para quem procura rendimentos estáveis, principalmente em fases de preços baixos.

Perante a volatilidade dos mercados, os mineradores devem adaptar-se. Os mais experientes podem alternar entre pools ou modelos de pagamento, consoante tendências de preços e estruturas de recompensa. Alguns pools ajustam também os métodos de distribuição em função de eventos como o halving, alternando entre os dois modelos principais.

Ferramentas de cálculo de rentabilidade

Existem diversos simuladores gratuitos online para avaliar a viabilidade económica da mineração de criptomoedas. Estes instrumentos são fundamentais para prever a rentabilidade.

Os principais dados solicitados pelos simuladores são:

  • Potência de hash disponível (capacidade do seu hardware)
  • Consumo energético (eletricidade utilizada pelo hardware)
  • Tarifa de eletricidade local (preço por kWh)
  • Taxas do mining pool
  • Preço da moeda-alvo
  • Dificuldade de rede

Como tanto os preços das criptomoedas como as tarifas energéticas variam, convém simular vários cenários e ajustar os parâmetros de dificuldade para aferir o impacto na rentabilidade.

Esta análise permite determinar o intervalo de preços rentável e o ponto de equilíbrio para a criptomoeda-alvo, apoiando decisões de investimento mais fundamentadas.

O que é mineração de criptomoedas?

A mineração de criptomoedas consiste na validação de novos blocos de transações e na geração de novas moedas em blockchains que utilizam o mecanismo de consenso Proof of Work (PoW).

O Bitcoin é a blockchain PoW mais reconhecida e com maior capitalização de mercado, mas existem várias outras criptomoedas PoW. Entre as principais encontram-se Monero, Ravencoin, Litecoin, Grin, Zcash e Ethereum Classic (Ethereum usava PoW, mas migrou para PoS).

Para minerar, é necessário um computador configurado com CPU, GPU ou ASIC (circuito integrado de aplicação específica) de alto desempenho, capaz de processar cálculos complexos. Cada blockchain pode recorrer a algoritmos de hash distintos, exigindo software compatível com a moeda escolhida.

As blockchains funcionam como redes globais de computadores distribuídos, que cooperam na validação de transações e segurança da rede. Enquanto as recompensas da mineração superarem os custos de equipamento, eletricidade e manutenção, os mineradores continuam a investir na infraestrutura necessária para suportar estas redes.

No seu fundamento, a mineração de criptomoedas é simples: os mineradores fornecem potência computacional à rede para validar transações, recebendo novas moedas como recompensa por bloco. Este sistema mantém a segurança e fiabilidade da rede sem autoridade central.

Mineração de Bitcoin e rentabilidade

A mineração de Bitcoin implica verificar e validar transações na blockchain do Bitcoin, obtendo novos bitcoins como recompensa. Este processo é vital para garantir a segurança e fiabilidade da rede.

Os mineradores obtêm lucro quando o preço de mercado do Bitcoin supera o custo total de mineração. Nos últimos anos, os avanços tecnológicos e a rápida evolução do hardware tornaram a mineração de criptomoedas—sobretudo do Bitcoin—num modelo de negócio consolidado.

Grandes centros e farms industriais, com enormes capacidades computacionais, surgiram globalmente, frequentemente em regiões com eletricidade barata para maximizar lucros.

No entanto, não existe resposta universal sobre a rentabilidade da mineração de Bitcoin. Embora muitos especialistas e mineradores reconhecidos garantam “ser rentável”, a rentabilidade real depende de fatores individuais—tarifas energéticas, qualidade do hardware, investimento inicial e dimensão da operação—pelo que cada minerador deve analisar detalhadamente a sua situação.

Como os mineradores obtêm rendimento: recompensas de bloco

As recompensas de bloco correspondem a moedas recém-criadas atribuídas aos mineradores que validam novos blocos. Cada blockchain define um intervalo para a criação de blocos.

Na blockchain do Bitcoin, um novo bloco é criado cerca de cada 10 minutos, e o primeiro minerador a validá-lo recebe a recompensa. No lançamento do Bitcoin em 2009, o criador anónimo Satoshi Nakamoto definiu a recompensa em 50 BTC por bloco e programou reduções ao longo do tempo.

O código do Bitcoin reduz automaticamente a recompensa por bloco aproximadamente a cada quatro anos (210 000 blocos), evento conhecido como “halving do Bitcoin”. O primeiro halving em 2012 reduziu a recompensa para 25 BTC, depois para 12,5 BTC em 2016 e para 6,25 BTC em 2020. O próximo halving (previsto para 2024) reduzirá para 3,125 BTC.

Este mecanismo limita o fornecimento total de Bitcoin a 21 milhões de BTC, controlando a inflação.

O que é o hash rate? Métrica central do blockchain

O hash rate é essencial para medir a força e segurança de uma rede blockchain. Um hash rate elevado reduz significativamente o risco de ataque à rede, sendo também um indicador para avaliar se a mineração de uma moeda é rentável.

Em termos técnicos, o hash rate expressa a computação total utilizada para validar transações—ou seja, a velocidade de resolução de puzzles criptográficos. Com mais mineradores a contribuir, a rede aumenta automaticamente a dificuldade dos puzzles.

Quando o Bitcoin foi lançado em 2009, o hash rate era medido em hashes por segundo (H/s). Atualmente, devido ao aumento exponencial da capacidade de mineração, as unidades padrão são:

  • Kilohash – KH/s (milhares de hashes por segundo)
  • Megahash – MH/s (milhões de hashes por segundo)
  • Gigahash – GH/s (milhares de milhões de hashes por segundo)
  • Terahash – TH/s (milhões de milhões de hashes por segundo)
  • Petahash – PH/s (milhões de milhões de milhões de hashes por segundo)
  • Exahash – EH/s (milhões de milhões de milhões de milhões de hashes por segundo)

O hash rate do Bitcoin não pode ser medido diretamente, mas pode ser estimado estatisticamente através da dificuldade dos blocos e do número de blocos minerados.

Recentemente, a rede Bitcoin atingiu cerca de 200 EH/s (1 EH = 1 milhão de TH), o que significa que mineradores em todo o mundo dedicam uma capacidade computacional gigantesca à rede. Neste patamar, estima-se que o rendimento diário total da mineração de Bitcoin ronde os 35 milhões de dólares.

Equipamento necessário para minerar Bitcoin

Como referido, o hardware dedicado de alto desempenho é indispensável para a mineração de criptomoedas. Antes de começar, deve investigar minuciosamente os diferentes algoritmos de mineração e hardware compatível, para escolher o mais ajustado ao seu orçamento e objetivos.

Os custos iniciais elevados são uma barreira importante para mineradores individuais e pequenos operadores. Para minerar Bitcoin, é obrigatório investir em hardware especializado.

A mineração de Bitcoin exige ASICs (Application Specific Integrated Circuits)—sistemas dedicados desenhados para esta finalidade. Comparados com CPUs ou GPUs convencionais, os ASICs oferecem um desempenho muito superior na mineração de Bitcoin.

O mercado disponibiliza vários ASICs, com diferentes níveis de eficiência energética, hash rate e preços. Os ASICs mais recentes são mais eficientes, mas consomem mais energia e custam significativamente mais. Os modelos antigos são mais acessíveis, mas menos eficientes, o que pode comprometer lucros devido ao aumento da fatura energética.

Na seleção de equipamento, deve considerar não apenas o preço, mas também a eficiência energética, a expectativa de vida útil e a facilidade de manutenção.

A mineração de altcoins é rentável?

Com a configuração e estratégia adequadas, a mineração pode ser rentável. Rigs GPU de alto desempenho ou sistemas ASIC permitem minerar maiores quantidades de moedas de forma eficiente, aumentando potencialmente os lucros.

A mineração é particularmente apelativa em regiões com eletricidade acessível. Contudo, é necessário ponderar fatores como inflação das criptomoedas, concorrência pelas recompensas de bloco e aumento da dificuldade da rede.

Nos últimos anos, surgiram diversas altcoins mineáveis além do Bitcoin. Utilizando calculadoras como o WhatToMine, os mineradores podem comparar e prever a rentabilidade de várias moedas. Algumas altcoins listadas nestas plataformas podem gerar cerca de 2–3$ por dia.

Embora estes valores possam parecer modestos, permitem acumular moedas com elevado potencial de valorização futura, praticamente a “custo zero”. Existem casos de moedas mineradas em fases iniciais que mais tarde registaram valorizações substanciais.

Ao escolher altcoins para minerar, considere:

  • Liquidez nas exchanges: As moedas mineradas estão disponíveis em grandes plataformas? Baixa liquidez dificulta a venda.

  • Credibilidade do projeto: O projeto tem equipa transparente, white paper e roadmap? Atenção a possíveis fraudes.

  • Longevidade do hardware: Há planos para alterar o algoritmo de mineração ou migrar de PoW para PoS? Avalie a sustentabilidade a longo prazo.

  • Conversão para moeda fiduciária: Existem canais para converter moedas mineradas em dinheiro (como dólares)? Opções limitadas dificultam a realização de lucros.

Pesar cuidadosamente estes fatores e equilibrar risco e retorno é fundamental para o sucesso na mineração de altcoins.

Rentabilidade recente da mineração de criptomoedas

Nos primórdios do Bitcoin, a mineração era altamente lucrativa. Bastava um CPU doméstico, a concorrência era baixa e era relativamente fácil acumular grandes quantidades de Bitcoin.

Nos últimos anos, o setor alterou-se radicalmente. A dificuldade crescente, a chegada de ASICs dedicados e a entrada de grandes instituições mudaram o contexto para mineradores individuais.

Hoje, grandes farms concentram-se em regiões com eletricidade mais barata (como China, Cazaquistão, Islândia e países nórdicos), operando os ASICs mais eficientes em larga escala para maximizar economias de escala. Neste cenário, a concorrência individual tornou-se extremamente difícil.

Antes de avançar, é fundamental analisar cuidadosamente os custos e benefícios, considerando:

  • Tarifas de eletricidade locais (incluindo industriais sempre que possível)
  • Eficiência e longevidade do hardware
  • Volatilidade do preço da moeda-alvo
  • Tendências da dificuldade de rede
  • Custos de refrigeração e espaço físico
  • Despesas de manutenção e reparação

Vale a pena explorar também a mineração de outras moedas PoW com menor dificuldade e hardware mais acessível, não apenas as de maior dificuldade como o Bitcoin.

A diversificação de estratégias permite gerir o risco e procurar retornos estáveis e duradouros. Embora a mineração continue a oferecer oportunidades de lucro, o sucesso depende de investigação, planeamento e análise contínua do mercado.

Perguntas Frequentes

É possível obter realmente lucro com a mineração de criptomoedas?

Sim, mas os lucros dependem do valor de mercado à data do recebimento, pelo que a volatilidade dos preços e o planeamento fiscal são cruciais. Compense ganhos e perdas no mesmo ano e cumpra as obrigações fiscais.

Quais são os custos iniciais e energéticos na mineração?

O investimento inicial ronda ¥900 000–¥1 000 000 (~6 000–6 700$). O consumo mensal de eletricidade para equipamento avançado (Antminer S21) é cerca de ¥78 000 (~520$). No Japão, devido ao elevado custo energético, é extremamente difícil recuperar o investimento.

Ainda é possível lucrar individualmente com mineração em 2024?

Em 2024, é extremamente difícil para indivíduos obterem lucro na mineração. Os custos iniciais dos ASICs, as faturas energéticas e a forte concorrência tornam a rentabilidade individual praticamente impossível.

Como evoluiu a rentabilidade com o aumento da dificuldade de mineração?

Com o aumento da dificuldade, a rentabilidade tende a diminuir. É necessário mais potência computacional e energia, o que reduz as margens de lucro. Contudo, em mercados “bull” de criptomoedas, a rentabilidade pode recuperar.

Como se compara a mineração com outros métodos cripto (staking, trading, etc.)?

O staking é normalmente mais vantajoso do que a mineração. Consome menos 99% de energia, exige menor investimento inicial e tem menos barreiras de entrada. Embora a mineração possa proporcionar recompensas superiores, os custos energéticos e de hardware são uma carga significativa. O staking oferece retornos mais estáveis, sendo mais adequado para investidores individuais.

* As informações não se destinam a ser e não constituem aconselhamento financeiro ou qualquer outra recomendação de qualquer tipo oferecido ou endossado pela Gate.
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