

Um Token Generation Event (TGE) é um método de angariação de fundos utilizado por projetos e empresas de blockchain para captar capital. Permite obter o apoio de investidores iniciais no momento do lançamento dos seus criptoativos.
O termo TGE pode referir-se a diferentes modalidades de lançamento de tokens e de angariação de fundos, mas está geralmente associado ao lançamento de utility tokens, ou seja, ativos digitais ligados a produtos, serviços ou aplicações descentralizadas (DApp) específicos.
Para compreender melhor os TGEs, é relevante analisar o conceito de initial coin offerings, um método de angariação de fundos muito utilizado nas fases iniciais do desenvolvimento do ecossistema blockchain.
No universo das criptomoedas, os Initial Coin Offerings (ICO) constituem um dos métodos mais antigos para angariação de fundos via blockchain. Tornaram-se conhecidos quando um ICO financiou o desenvolvimento inicial do Ethereum. Os ICO tornaram-se particularmente frequentes durante o boom dos altcoins, período em que milhares de tokens foram emitidos na blockchain Ethereum.
Originalmente, o termo ICO era utilizado apenas para descrever o lançamento de moedas nativas, ou seja, criptomoedas criadas e lançadas nas suas próprias redes blockchain. Com o crescimento do Ethereum, vários projetos passaram a lançar tokens ERC-20 através de ICO, mesmo tratando-se de tokens e não de moedas nativas.
Desde então, o termo ICO é usado tanto para ofertas de moedas como de tokens. No entanto, a sua relevância diminuiu à medida que projetos e utilizadores começaram a preferir outros modelos, como os Initial Exchange Offerings (IEO) disponibilizados por exchanges de criptomoedas.
A terminologia relativa a TGEs e ICOs pode ser ambígua. Muitas vezes são apresentados como métodos distintos de angariação de fundos, mas, dado que muitos ICO serviram para lançar tokens e não moedas, alguns consideram os ICO uma forma de TGE.
Ambos os métodos têm objetivos semelhantes, sendo que os TGEs geralmente se concentram na criação e emissão de utility tokens. Estes tokens, regra geral, não constituem uma oferta de valores mobiliários, por estarem ligados a produtos ou utilidades específicas (como serviços por subscrição, armazenamento descentralizado na cloud, sistemas de votação, etc.). Por outro lado, os ICO costumam estar associados a ofertas de security tokens, o que pode implicar maior escrutínio por parte das autoridades reguladoras.
Acessibilidade global: Os TGEs permitem que startups angariem fundos junto de investidores de todo o mundo, ultrapassando fronteiras geográficas na captação de capital.
Financiamento descentralizado: Os TGEs oferecem um modelo de angariação de fundos descentralizado, reduzindo a dependência dos mecanismos tradicionais, como capital de risco ou investidores institucionais.
Oportunidades de inovação: Os TGEs permitem a inovadores de todo o mundo concretizarem ideias através de aplicações e plataformas descentralizadas, promovendo um ecossistema mais aberto ao progresso tecnológico.
Eficiência no financiamento: A utilização de tecnologia blockchain simplifica a angariação de fundos, aumentando a eficiência e reduzindo custos no desenvolvimento e implementação de projetos.
Participação inclusiva: Os TGEs democratizam o acesso às oportunidades de investimento, permitindo a participação tanto de utilizadores iniciantes como de investidores experientes.
Incerteza regulatória: A ausência de regulação nos TGEs expõe os investidores a riscos de fraude e burla. É fundamental proceder a uma análise rigorosa antes de avançar.
Volatilidade do mercado: O valor dos tokens pode variar significativamente, expondo os investidores à volatilidade típica do mercado de criptomoedas.
Viabilidade dos projetos: Alguns projetos lançados via TGE podem não cumprir o prometido, levando a perdas financeiras para apoiantes iniciais.
Vulnerabilidades de segurança: Os TGEs podem ser alvo de ataques informáticos, expondo falhas em plataformas e colocando em risco fundos ou dados.
Confiabilidade das equipas: A due diligence é essencial, pois já se registaram casos de equipas que abandonaram projetos e ficaram com os fundos dos investidores após TGEs bem-sucedidos.
Em síntese, um Token Generation Event (TGE) é um mecanismo que permite a projetos de blockchain angariar capital através da criação e oferta de utility tokens. Embora os TGEs proporcionem acessibilidade global, financiamento descentralizado e oportunidades de inovação, apresentam igualmente desafios. A incerteza regulatória, a volatilidade do mercado, as dúvidas quanto à viabilidade dos projetos e as vulnerabilidades de segurança exigem especial atenção e análise por parte de potenciais participantes e apoiantes iniciais. Conhecer os benefícios e riscos associados aos TGEs é fundamental para qualquer pessoa que considere participar nestes eventos de angariação de fundos.
O Token Generation Event (TGE) é o lançamento oficial de um novo token de criptomoeda. Permite aos projetos captar capital, distribuir tokens aos primeiros apoiantes e criar liquidez inicial no mercado. O TGE representa um momento decisivo para o desenvolvimento do projeto e o envolvimento da comunidade.
O TGE centra-se na criação e distribuição de tokens. O ICO é o modelo tradicional de venda de tokens. O IDO consiste na emissão de tokens via exchanges descentralizadas. O TGE foca-se na geração de tokens, enquanto o ICO e o IDO se concentram na venda dos mesmos.
Para participar num TGE, é necessário cumprir os critérios de elegibilidade definidos pelo projeto, normalmente exigindo uma conta verificada e, por vezes, a detenção de determinados tokens. Deve conhecer as condições do evento, o mecanismo de distribuição e o calendário de vesting antes de participar nesta fase determinante do lançamento do token.
Os tokens tornam-se negociáveis apenas após o final do período de lock-up. A duração deste período é estipulada pela equipa do projeto e as datas de desbloqueio variam consoante as características específicas de cada token.
Os riscos do TGE incluem incerteza regulatória, insucesso do projeto, volatilidade do mercado e fraude. A fiabilidade deve ser avaliada através da análise do percurso da equipa, do whitepaper, da tokenomics, do envolvimento da comunidade e do volume de transações em plataformas reconhecidas.
No TGE, a distribuição dos tokens é normalmente feita da seguinte forma: 20 % para a equipa, 40 % para investidores e 40 % para a comunidade. O remanescente é disponibilizado através de ofertas de mercado, assegurando a sustentabilidade do projeto.











