
A carta de remessa é uma instrução ou notificação escrita emitida pelo ordenante ao banco ou ao beneficiário, que detalha informações essenciais sobre um pagamento. Este documento permite ao destinatário reconciliar fundos recebidos e registar corretamente as transações. Importa sublinhar que a carta de remessa não representa o valor monetário, mas sim um documento explicativo que indica a origem dos fundos, o destino, a data prevista de chegada e o motivo do envio.
No contexto comercial, os vendedores utilizam cartas de remessa para associar pagamentos recebidos a encomendas. Nas operações de processamento salarial ou cadeia de fornecimento, as equipas financeiras utilizam estas cartas para reconciliar transferências em lote. Em negócios internacionais, as cartas de remessa permitem que bancos e beneficiários em diferentes fusos horários confirmem rapidamente o percurso dos fundos. Podem ser enviadas por e-mail, carta oficial, notificação de sistema ou através de certificados normalizados emitidos por bancos.
Os elementos essenciais incluem dados de identificação do ordenante e do beneficiário, montante e moeda, data e finalidade do pagamento, e um número de referência rastreável. No mínimo, a carta de remessa deve indicar: quem paga a quem, qual o valor pago, em que moeda, quando ocorre o pagamento e qual o motivo do envio.
Os campos típicos incluem: nome e número de conta do ordenante; nome e número de conta do destinatário; montante e moeda do pagamento; data do pagamento; finalidade ou número da fatura; referência ou ID da transação; e regime de taxas. Para operações internacionais, podem ser exigidos dados adicionais: nome do banco beneficiário, código SWIFT (identificador bancário internacional utilizado para mensagens transfronteiriças), morada do banco beneficiário, entre outros.
Em transações internacionais, a carta de remessa notifica antecipadamente o beneficiário e o respetivo banco sobre um pagamento a receber e serve de registo para associação assim que os fundos chegam, aumentando a eficiência dos depósitos. Atua como notificação de envio e comprovativo de entrega, fornecendo pré-alertas e rastreabilidade.
As transferências internacionais transmitem normalmente as informações de pagamento através da rede SWIFT. O SWIFT é um sistema de mensagens interbancárias utilizado para enviar instruções de pagamento e dados de reconciliação, não para transferir fundos. Os bancos emitem mensagens normalizadas como a MT103 (utilizada para transferências internacionais singulares), que incluem dados do ordenante e destinatário, montante e número de referência — equivalendo a uma carta de remessa estruturada.
Relatórios recentes do Banco Mundial apontam para um crescimento estável nas remessas internacionais, com avanços paralelos na digitalização e nas medidas de compliance. Neste contexto, fornecer uma carta de remessa completa contribui para reduzir rejeições e atrasos causados por informação incompleta.
Ambos os documentos podem ser utilizados para reconciliação, mas têm finalidades distintas. A carta de remessa é uma instrução ou notificação proativa emitida pelo ordenante ou gerada pelo seu sistema — indica “pretendo pagar” ou “já paguei”. O comprovativo de transferência bancária é gerado pelo banco após o processamento da transação — certifica que “o banco efetuou este pagamento”.
Na prática, o destinatário pode receber primeiro a carta de remessa para registo provisório do pagamento a receber. Assim que os fundos são creditados, utiliza o comprovativo de transferência ou o extrato bancário para verificação final. A utilização conjunta destes documentos pode acelerar o tempo de depósito e reduzir erros.
Os pagamentos on-chain não utilizam cartas de remessa em papel tradicionais, mas continuam a exigir informação para reconciliação. O equivalente em blockchain é o transaction hash — um identificador único para cada transação na rede, verificável em exploradores de blocos públicos.
Por exemplo, ao pagar a comerciantes em USDT via Gate, estes normalmente solicitam tanto o transaction hash como o motivo do pagamento — funcionando como uma “carta de remessa on-chain”. Se o seu endereço exigir Memo ou Tag (observações obrigatórias em determinadas redes), esta indicação deve constar claramente na sua “carta de remessa” para evitar atrasos devido à ausência de notas.
Passo 1: Indique os dados de identificação. Inclua o nome completo e número de conta do ordenante e do destinatário. Para pagamentos internacionais, adicione o nome do banco beneficiário, código SWIFT e morada do banco; para pagamentos na zona euro, inclua o IBAN (International Bank Account Number).
Passo 2: Indique montante e moeda. Especifique claramente “USD 10 000” ou “CNY 50 000” — evite listar apenas números sem identificar a moeda.
Passo 3: Indique data e finalidade. Mencione a data do pagamento e o motivo, como “pagamento da fatura INV-2026-001” ou “financiamento da segunda fase do projeto”.
Passo 4: Inclua um número de referência rastreável. Para transferências bancárias, utilize o número de referência do banco; para pagamentos em blockchain, inclua o transaction hash; para pagamentos internos, acrescente o número de encomenda ou PO para correspondência em vários níveis.
Passo 5: Indique contactos e anexos. Inclua o e-mail e número de telefone de contacto; anexe faturas, contratos, comprovativos de transferência ou capturas de ecrã do explorador de blocos, conforme necessário, para facilitar a verificação pelo destinatário.
A informação incompleta é o risco mais frequente — a ausência de moeda, número de referência ou motivo pode originar depósitos atrasados ou incorretos. Em transferências internacionais, dados incorretos do banco beneficiário podem causar devoluções ou investigações demoradas que exigem comunicação repetida.
No âmbito do compliance: montantes anormais ou pagamentos para países/regiões sensíveis podem desencadear diligência reforçada por parte dos bancos. Recomenda-se indicar o contexto da transação (por exemplo, número de contrato ou fatura) na carta de remessa e garantir que nomes e contas coincidem com os documentos contratuais, para reduzir riscos de compliance. Para pagamentos avultados ou fracionados, articule previamente o circuito e a documentação com o banco.
Prevenção de fraude: esteja atento a e-mails de phishing que solicitem alterações nos dados do beneficiário. Confirme sempre as notificações de alteração por canais oficiais. Para segurança financeira, realize pagamentos apenas para contas verificadas e conserve cuidadosamente cartas de remessa e comprovativos.
A correspondência é direta: o “número de referência” numa carta de remessa equivale ao “transaction hash” em blockchain; “conta do ordenante/beneficiário” corresponde a “endereço do remetente/destinatário”; “montante e moeda” traduz-se em “quantidade de token mais nome da rede ou endereço do contrato”; “data do pagamento” corresponde ao “timestamp do bloco”.
Nos casos de utilização em Gate — se pagar a um comerciante com USDT na TRON — ao enviar o transaction hash e o motivo do pagamento (e o link para o explorador de blocos) cobre todos os elementos essenciais de uma “carta de remessa on-chain”. Se o pagamento for para um endereço de exchange que exija Memo/Tag, confirme explicitamente que este campo está corretamente preenchido nos detalhes da remessa.
A definição central de carta de remessa é: fornece informação identificável, verificável e rastreável sobre um pagamento para efeitos de reconciliação e compliance. Ao documentar de forma clara a identidade, montante/moeda, momento/finalidade e número de referência em cinco categorias, possibilita depósitos eficientes para comércio, transferências internacionais e pagamentos Web3. A correspondência dos elementos tradicionais com os transaction hashes on-chain preserva a integridade da informação para auditoria/compliance, assegurando simultaneamente transparência e rapidez nos pagamentos digitais.
Remessa a crédito refere-se ao caso em que o remetente autoriza um banco a efetuar o pagamento ao beneficiário em condições de crédito — o banco emite uma carta de remessa como comprovativo. Ao contrário das transferências bancárias normais (telegraphic transfers), a remessa a crédito enfatiza registos escritos formais apoiados por garantias de crédito bancário; os beneficiários apresentam a carta de remessa nos bancos designados para levantar os fundos — um processo mais formal e rastreável.
Ao receber uma carta de remessa, verifique cinco itens críticos: nome/conta do remetente; dados do destinatário; montante/moeda; banco/conta do beneficiário; prazo de chegada previsto. Qualquer erro pode resultar em depósitos falhados ou fundos bloqueados — confirme rapidamente com o remetente ao receber e notifique de imediato o seu banco caso sejam necessárias correções.
As remessas liquidam-se normalmente em 3–7 dias úteis; diferenças de fuso horário ou feriados podem prolongar este prazo. Em caso de atraso, contacte primeiro o banco remetente para verificar o número de referência/estado da carta de remessa; depois notifique o seu banco recetor para confirmar a receção; por fim, envie pedidos de esclarecimento a ambos os bancos em simultâneo, mantendo todos os documentos de suporte para resolução de litígios.
As principais diferenças dizem respeito aos dados de identificação e documentos de suporte. As cartas de remessa de particulares exigem números de identificação pessoal e contas individuais; as de empresas requerem números de licença empresarial, contas corporativas e dados de representantes autorizados. As remessas empresariais devem indicar a finalidade (comércio, serviços, etc.) — determinados países aplicam escrutínio adicional a pagamentos de empresas, enquanto as operações de particulares tendem a ser mais simples, mas sujeitas a limites inferiores.
Deve comunicar imediatamente a perda da carta de remessa ao banco remetente e solicitar o seu cancelamento para evitar reclamações fraudulentas. Se os fundos ficarem bloqueados (geralmente devido a controlos de risco ou dados inconsistentes), reúna os documentos de suporte e envie pedidos de desbloqueio a ambos os bancos. O processo pode demorar 5–15 dias úteis — mantenha todos os registos de correspondência e, se necessário, recorra a apoio jurídico para recuperar os fundos.


