Oscar vencedor do documentário Daniel Roher lança a sua mais recente obra “The AI Doc”, que entrevistou mais de 40 figuras de destaque na área de IA, incluindo Sam Altman e Dario Amodei, explorando se a humanidade está a caminhar para um apocalipse de IA.
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Dirigido por Daniel Roher, vencedor do Oscar, e Charlie Tyrell, o novo documentário “The AI Doc: Or How I Became an Apocaloptimist” (título provisório: Documentário sobre IA: Como me tornei um otimista do apocalipse) será lançado nos cinemas nos EUA a 27 de março, distribuído pela Focus Features, uma subsidiária da Universal. A estreia ocorreu em janeiro na Festival de Cinema de Nikkatsu, no Japão, com avaliação de 8.2 no IMDB.
O maior destaque do documentário é a sua escala e peso de entrevistas. A equipa entrevistou mais de 40 figuras-chave na área de IA, produzindo um total de 3.300 páginas de transcrições, incluindo:
Entre eles, Sam Altman e Tristan Harris têm visões opostas sobre o futuro da IA: o primeiro é um firme defensor do desenvolvimento de IA, enquanto o segundo alerta há muito tempo para os riscos que a tecnologia representa para a sociedade humana.
O elenco de produção também é de alto nível, incluindo o realizador de “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” 關家永 e o produtor Jonathan Wang, juntamente com Shane Boris e Diane Becker, responsáveis pela produção de “Nava Nini”.
Roher aborda o filme sob a perspetiva de um “futuro pai”, questionando enquanto aguarda o nascimento do seu filho: o mundo que este irá herdar será melhor ou pior por causa da IA?
Roher criou o termo “apocaloptimist” para descrever uma postura que reconhece os possíveis efeitos destrutivos da IA, mas que ainda assim opta por abraçar o seu lado luminoso. O filme tenta encontrar um equilíbrio entre os extremos: não uma esperança ingênua, nem um pessimismo paralisante.
No entanto, a crítica tem opiniões divididas. Alguns elogiam a edição refinada, o estilo de ilustração à mão e a perspetiva pessoal de Roher; outros criticam a falta de uma posição clara e de uma análise aprofundada sob o pretexto de “apresentar de forma justa”, aceitando as opiniões dos entrevistados sem questionar, o que torna as conclusões vagas e fracas.