O Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, concedeu uma entrevista à CBS, explicando a Operação Epic Fury (Fúria Épica) conduzida pela coalizão EUA-Israel contra o Irã. Hegseth destacou que as forças americanas já atacaram mais de 3.000 alvos dentro do Irã, seguindo completamente o plano de Trump, cujo objetivo final é desmantelar completamente a capacidade militar do Irã e forçar uma rendição incondicional.
Hegseth: A coalizão EUA-Israel controla totalmente o espaço aéreo
Respondendo às preocupações sobre se as ações militares estão chegando ao fim, Hegseth afirmou claramente que as forças americanas não seguirão o exemplo do presidente Bush, que pendurou uma faixa de “Missão Cumprida” no porta-aviões. Ele enfatizou que, após a fusão das forças aéreas dos EUA e do IDF, formaram a força aérea mais poderosa do mundo. A coalizão EUA-Israel já domina completamente o espaço aéreo iraniano, podendo realizar ataques precisos com bombas de 500 a 2000 libras contra instalações militares de forma regular. Hegseth afirmou que as ações atuais representam apenas o começo de uma demonstração do cumprimento da missão pelas forças americanas, que manterão o controle até que o Irã perca completamente sua capacidade de contra-ataque.
Objetivos das ações de Trump: eliminar armas nucleares e forçar a rendição incondicional do Irã
Hegseth explicou à 60 Minutes que a proposta de Trump de exigir a rendição incondicional do Irã significa não dar espaço para negociações. Ele acredita que, independentemente de o Irã aceitar ou não, ao destruir sua capacidade de combate, o Irã estará efetivamente rendido. Quanto às instalações nucleares remanescentes e à ameaça de urânio altamente enriquecido, Hegseth reafirmou a posição firme dos EUA, garantindo que o Irã nunca possa usar suas armas nucleares. Por motivos de segurança nacional, ele se recusou a revelar se tropas seriam enviadas para extrair material nuclear, afirmando que nenhuma ação será divulgada por ele ou por Trump, mas que múltiplas estratégias serão empregadas para conter a expansão do programa nuclear militar do Irã.
No que diz respeito à troca de inteligência e intervenção externa, Hegseth confirmou que informações-chave fornecidas por Israel desempenharam um papel importante na identificação dos líderes do núcleo do Irã, e que todas as informações foram verificadas pela CIA. Ele afirmou que os serviços de inteligência dos EUA possuem capacidades de monitoramento de ponta global, capazes de rastrear comunicações com precisão. Mencionou que Trump e líderes de vários países possuem canais de comunicação exclusivos, que podem ser usados para reduzir riscos potenciais através de diálogos diretos ou indiretos, evitando trocas de informações inadequadas. Quanto aos rumores de que a Rússia estaria fornecendo informações ao Irã, Hegseth adotou uma postura firme, dizendo que as forças americanas tomarão as medidas necessárias para mitigar riscos.
Sobre as controvérsias envolvendo mortes de militares e civis, Hegseth admitiu que, em conflitos, perdas são inevitáveis, mas isso reforça a determinação das forças americanas de vencer a guerra. Ele rejeitou veementemente as acusações de ataques deliberados a instalações civis, afirmando que tais incidentes estão sob investigação.
Em relação aos rumores de escassez de mísseis de interceptação entre os aliados no Oriente Médio, Hegseth afirmou que os estoques das forças americanas estão adequados e que a ameaça de mísseis na região diminuiu significativamente. Os EUA têm capacidade de fornecer apoio material aos aliados. Quanto à questão do bloqueio do transporte de petróleo pelo Estreito de Hormuz e à volatilidade dos preços do petróleo, ele declarou que a Marinha do Irã perdeu praticamente sua capacidade de combate, e que, com mais navios sendo afundados, os EUA poderão garantir a segurança das rotas marítimas e os interesses econômicos.