A sensação viral da internet conhecida como “Hawk tuah girl” revelou recentemente detalhes sobre o escrutínio regulatório que enfrentou após o lançamento problemático do seu token de criptomoeda homónimo. Durante um episódio de 21 de maio do seu podcast, Haliey Welch divulgou que agentes federais conduziram investigações sobre a sua participação na memecoin HAWK antes de concluírem que ela não tinha culpabilidade.
A Visita Inesperada do Governo
A investigação regulatória começou de uma forma incomum. Welch contou como agentes do FBI apareceram na residência da sua avó procurando questioná-la sobre o projeto de criptomoeda. A sua avó, surpreendida com a visita, contactou imediatamente Welch em estado de angústia. Os agentes posteriormente apreenderam o telefone de Welch e realizaram um interrogatório prolongado, questionando-a extensivamente sobre o seu papel na promoção do token e o seu conhecimento sobre assuntos de criptomoedas.
A Comissão de Valores Mobiliários e a Bolsa (SEC) seguiu com a sua própria investigação, solicitando acesso ao seu dispositivo por um período de dois a três dias. Ambas as agências chegaram à mesma conclusão—Welch não tinha responsabilidade legal pelo que aconteceu.
Compreendendo o Colapso do Memecoin HAWK
O token que levava a frase de efeito de Welch foi lançado no início de dezembro e declinou rapidamente, perdendo aproximadamente 90% do seu valor quase imediatamente. Empresas de análise de blockchain identificaram padrões de negociação suspeitos, com carteiras de insiders e traders agressivos adquirindo e vendendo grandes quantidades de tokens na oferta inicial. Acusações de fraude cercaram o projeto, com críticos alegando que operava como um esquema projetado para explorar investidores de retalho.
Um grupo de investidores afetados pelo HAWK iniciou uma ação legal em dezembro contra os supostos criadores, incluindo indivíduos associados à Tuah the Moon Foundation e à overHere Limited. Notavelmente, Welch não foi nomeada como ré na ação judicial.
Relato de Welch: Manipulação e Arrependimento
Durante a sua participação no podcast, Welch reconheceu que tinha um entendimento limitado de criptomoedas antes do projeto HAWK. Ela enfatizou que tinha “confiado nas pessoas erradas” na supervisão do lançamento do token. Segundo a sua narrativa, uma empresa não identificada manteve o controlo da sua conta de redes sociais, publicando vídeos promocionais sem o seu envolvimento direto. Ela afirmou ter recebido roteiros para gravar, que foram posteriormente carregados por associados cujas identidades ela não pôde divulgar publicamente por razões legais.
No dia do lançamento, Welch percebeu que complicações estavam a acontecer. Ela estava agendada para uma entrevista ao vivo com a personalidade do YouTube Coffeezilla, um comentador de criptomoedas conhecido pelo seu conteúdo investigativo. Durante a transmissão, os responsáveis pelo projeto supostamente instruíram-na a silenciar a transmissão. Welch descreveu-se a sentir-se despreparada e mal informada sobre a expertise de Coffeezilla em assuntos de criptomoedas, afirmando que se sentiu “devorada” pelo encontro.
Exposição Financeira e Responsabilidade
Welch esclareceu que a sua remuneração consistia apenas numa taxa de marketing, sem quaisquer ganhos provenientes do token em si. Ela afirmou que os fundos disponíveis foram direcionados para custos de defesa legal e relações públicas. Apesar de ter sido exonerada pelas autoridades regulatórias, ela expressou um arrependimento genuíno por ter enganado a sua base de fãs. “Faz-me sentir-me muito mal por eles confiarem em mim”, refletiu, reconhecendo que a sua falta de conhecimento em crypto deveria ter impedido a sua participação em tais empreendimentos.
O seu representante legal, James Sallah, confirmou aos meios de comunicação em março que a SEC tinha oficialmente encerrado a sua investigação sem emitir conclusões contra Welch ou perseguir penalizações financeiras.
Este caso destaca a interseção entre influência nas redes sociais, empreendimentos de criptomoedas e supervisão regulatória—um espaço onde personalidades da internet bem-intencionadas podem ficar envolvidas em esquemas orquestrados por atores mais experientes.
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De Operação do FBI à Exoneração: Como Haliey Welch Navegou na Crise da Memecoin HAWK
A sensação viral da internet conhecida como “Hawk tuah girl” revelou recentemente detalhes sobre o escrutínio regulatório que enfrentou após o lançamento problemático do seu token de criptomoeda homónimo. Durante um episódio de 21 de maio do seu podcast, Haliey Welch divulgou que agentes federais conduziram investigações sobre a sua participação na memecoin HAWK antes de concluírem que ela não tinha culpabilidade.
A Visita Inesperada do Governo
A investigação regulatória começou de uma forma incomum. Welch contou como agentes do FBI apareceram na residência da sua avó procurando questioná-la sobre o projeto de criptomoeda. A sua avó, surpreendida com a visita, contactou imediatamente Welch em estado de angústia. Os agentes posteriormente apreenderam o telefone de Welch e realizaram um interrogatório prolongado, questionando-a extensivamente sobre o seu papel na promoção do token e o seu conhecimento sobre assuntos de criptomoedas.
A Comissão de Valores Mobiliários e a Bolsa (SEC) seguiu com a sua própria investigação, solicitando acesso ao seu dispositivo por um período de dois a três dias. Ambas as agências chegaram à mesma conclusão—Welch não tinha responsabilidade legal pelo que aconteceu.
Compreendendo o Colapso do Memecoin HAWK
O token que levava a frase de efeito de Welch foi lançado no início de dezembro e declinou rapidamente, perdendo aproximadamente 90% do seu valor quase imediatamente. Empresas de análise de blockchain identificaram padrões de negociação suspeitos, com carteiras de insiders e traders agressivos adquirindo e vendendo grandes quantidades de tokens na oferta inicial. Acusações de fraude cercaram o projeto, com críticos alegando que operava como um esquema projetado para explorar investidores de retalho.
Um grupo de investidores afetados pelo HAWK iniciou uma ação legal em dezembro contra os supostos criadores, incluindo indivíduos associados à Tuah the Moon Foundation e à overHere Limited. Notavelmente, Welch não foi nomeada como ré na ação judicial.
Relato de Welch: Manipulação e Arrependimento
Durante a sua participação no podcast, Welch reconheceu que tinha um entendimento limitado de criptomoedas antes do projeto HAWK. Ela enfatizou que tinha “confiado nas pessoas erradas” na supervisão do lançamento do token. Segundo a sua narrativa, uma empresa não identificada manteve o controlo da sua conta de redes sociais, publicando vídeos promocionais sem o seu envolvimento direto. Ela afirmou ter recebido roteiros para gravar, que foram posteriormente carregados por associados cujas identidades ela não pôde divulgar publicamente por razões legais.
No dia do lançamento, Welch percebeu que complicações estavam a acontecer. Ela estava agendada para uma entrevista ao vivo com a personalidade do YouTube Coffeezilla, um comentador de criptomoedas conhecido pelo seu conteúdo investigativo. Durante a transmissão, os responsáveis pelo projeto supostamente instruíram-na a silenciar a transmissão. Welch descreveu-se a sentir-se despreparada e mal informada sobre a expertise de Coffeezilla em assuntos de criptomoedas, afirmando que se sentiu “devorada” pelo encontro.
Exposição Financeira e Responsabilidade
Welch esclareceu que a sua remuneração consistia apenas numa taxa de marketing, sem quaisquer ganhos provenientes do token em si. Ela afirmou que os fundos disponíveis foram direcionados para custos de defesa legal e relações públicas. Apesar de ter sido exonerada pelas autoridades regulatórias, ela expressou um arrependimento genuíno por ter enganado a sua base de fãs. “Faz-me sentir-me muito mal por eles confiarem em mim”, refletiu, reconhecendo que a sua falta de conhecimento em crypto deveria ter impedido a sua participação em tais empreendimentos.
O seu representante legal, James Sallah, confirmou aos meios de comunicação em março que a SEC tinha oficialmente encerrado a sua investigação sem emitir conclusões contra Welch ou perseguir penalizações financeiras.
Este caso destaca a interseção entre influência nas redes sociais, empreendimentos de criptomoedas e supervisão regulatória—um espaço onde personalidades da internet bem-intencionadas podem ficar envolvidas em esquemas orquestrados por atores mais experientes.