Quando chega a época das eleições, ambos os campos políticos inevitavelmente afirmam que são melhores para Wall Street. Mas o que revelam realmente os dados? Vamos analisar os números — e pode ficar surpreendido com o que eles mostram.
O Paradoxo Político do S&P 500
O S&P 500 conta uma história fascinante quando analisado sob a ótica das administrações presidenciais. Desde março de 1957, este índice de referência de 500 grandes empresas dos EUA cresceu impressionantes 11.830%, com um crescimento composto de 7,4% ao ano. Mas aqui é que fica interessante: o desempenho varia drasticamente dependendo de quem ocupa a Casa Branca.
Quando você divide o desempenho do mercado de ações por presidente, os resultados criam o que os economistas chamam de “o paradoxo do desempenho político”. Presidentes democratas tiveram uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) média de 9,8% no S&P 500, enquanto as administrações republicanas tiveram uma média de apenas 6%. Em teoria, isso parece uma vantagem clara para os democratas.
Exceto que não é.
A Armadilha da Mediana vs. Média
É aqui que o diabo mora nos detalhes. Quando você olha para a CAGR mediana em vez da média, a imagem se inverte completamente. As presidências republicanas alcançaram uma mediana de retorno de 10,2%, enquanto as democratas ficaram em 8,9%. Matematicamente, ambos os partidos podem reivindicar legitimamente que o mercado de ações se sai melhor sob sua gestão — o que revela uma verdade fundamental: estatísticas podem ser usadas como arma para apoiar quase qualquer narrativa.
Os retornos anuais por ano contam uma história ainda diferente. O S&P 500 registrou uma taxa de crescimento anual média (AAGR) de 11,4% durante administrações democratas versus 7% durante as republicanas. Mas o AAGR é uma métrica falha porque ignora os efeitos de composição, o que pode distorcer severamente a realidade do desempenho.
Por que a Política Presidencial Não é o Verdadeiro Motor do Mercado
Aqui está a verdade inconveniente que as campanhas eleitorais não vão te contar: o presidente não controla o mercado de ações. Ponto final.
Embora um presidente em exercício influencie a política fiscal, o Congresso escreve o orçamento real. Mais criticamente, os gastos do governo representam apenas uma variável em um ecossistema complexo que afeta as avaliações de ações. Considere a bolha das dot-com (2000), a Grande Recessão (2008), e a crise da COVID-19 (2020) — nenhuma delas foi causada por qualquer presidente, mas todas desencadearam quedas sísmicas no mercado de ações.
Os preços das ações, em última análise, acompanham os fundamentos empresariais: crescimento da receita, lucros e rentabilidade. Essas métricas são influenciadas — mas não determinadas — pela política fiscal. Ciclos econômicos, disrupções tecnológicas, eventos geopolíticos e inovação corporativa importam muito mais do que qual partido controla Washington.
O que a História Realmente Ensina aos Investidores de Longo Prazo
Aqui está o que importa: nos últimos três décadas, assumindo o reinvestimento de dividendos, o S&P 500 entregou um retorno de 1.920%, com um crescimento composto de 10,5% ao ano. Esse período inclui múltiplas administrações políticas, ambientes econômicos diversos, recessões, recuperações e ciclos de mercado.
A lição? Independentemente de qual candidato vencer na próxima eleição, investidores pacientes devem esperar retornos de longo prazo aproximadamente semelhantes. O S&P 500 não oferece 10,5% todos os anos — a volatilidade é inerente aos mercados de ações. Na verdade, isso representa o retorno médio anual ao longo de períodos prolongados de manutenção.
O melhor indicador do desempenho futuro do mercado de ações não é o resultado da eleição presidencial — é o tempo no mercado e a diversificação. Tentar cronometrar o mercado com base em preferências políticas é uma estratégia perdedora. O verdadeiro risco não é quem é o presidente; é abandonar sua tese de investimento durante ciclos de volatilidade de curto prazo.
Portanto, quando os candidatos afirmarem que são a verdadeira escolha pró-mercado nesta eleição, lembre-se: seus discursos não vão determinar os retornos da sua carteira. Sua disciplina, diversificação e horizonte de tempo serão o que realmente importará.
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Qual Presidente é Melhor para o Seu Portefólio? Os Dados do Mercado de Ações Contam uma História Surpreendente
Quando chega a época das eleições, ambos os campos políticos inevitavelmente afirmam que são melhores para Wall Street. Mas o que revelam realmente os dados? Vamos analisar os números — e pode ficar surpreendido com o que eles mostram.
O Paradoxo Político do S&P 500
O S&P 500 conta uma história fascinante quando analisado sob a ótica das administrações presidenciais. Desde março de 1957, este índice de referência de 500 grandes empresas dos EUA cresceu impressionantes 11.830%, com um crescimento composto de 7,4% ao ano. Mas aqui é que fica interessante: o desempenho varia drasticamente dependendo de quem ocupa a Casa Branca.
Quando você divide o desempenho do mercado de ações por presidente, os resultados criam o que os economistas chamam de “o paradoxo do desempenho político”. Presidentes democratas tiveram uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) média de 9,8% no S&P 500, enquanto as administrações republicanas tiveram uma média de apenas 6%. Em teoria, isso parece uma vantagem clara para os democratas.
Exceto que não é.
A Armadilha da Mediana vs. Média
É aqui que o diabo mora nos detalhes. Quando você olha para a CAGR mediana em vez da média, a imagem se inverte completamente. As presidências republicanas alcançaram uma mediana de retorno de 10,2%, enquanto as democratas ficaram em 8,9%. Matematicamente, ambos os partidos podem reivindicar legitimamente que o mercado de ações se sai melhor sob sua gestão — o que revela uma verdade fundamental: estatísticas podem ser usadas como arma para apoiar quase qualquer narrativa.
Os retornos anuais por ano contam uma história ainda diferente. O S&P 500 registrou uma taxa de crescimento anual média (AAGR) de 11,4% durante administrações democratas versus 7% durante as republicanas. Mas o AAGR é uma métrica falha porque ignora os efeitos de composição, o que pode distorcer severamente a realidade do desempenho.
Por que a Política Presidencial Não é o Verdadeiro Motor do Mercado
Aqui está a verdade inconveniente que as campanhas eleitorais não vão te contar: o presidente não controla o mercado de ações. Ponto final.
Embora um presidente em exercício influencie a política fiscal, o Congresso escreve o orçamento real. Mais criticamente, os gastos do governo representam apenas uma variável em um ecossistema complexo que afeta as avaliações de ações. Considere a bolha das dot-com (2000), a Grande Recessão (2008), e a crise da COVID-19 (2020) — nenhuma delas foi causada por qualquer presidente, mas todas desencadearam quedas sísmicas no mercado de ações.
Os preços das ações, em última análise, acompanham os fundamentos empresariais: crescimento da receita, lucros e rentabilidade. Essas métricas são influenciadas — mas não determinadas — pela política fiscal. Ciclos econômicos, disrupções tecnológicas, eventos geopolíticos e inovação corporativa importam muito mais do que qual partido controla Washington.
O que a História Realmente Ensina aos Investidores de Longo Prazo
Aqui está o que importa: nos últimos três décadas, assumindo o reinvestimento de dividendos, o S&P 500 entregou um retorno de 1.920%, com um crescimento composto de 10,5% ao ano. Esse período inclui múltiplas administrações políticas, ambientes econômicos diversos, recessões, recuperações e ciclos de mercado.
A lição? Independentemente de qual candidato vencer na próxima eleição, investidores pacientes devem esperar retornos de longo prazo aproximadamente semelhantes. O S&P 500 não oferece 10,5% todos os anos — a volatilidade é inerente aos mercados de ações. Na verdade, isso representa o retorno médio anual ao longo de períodos prolongados de manutenção.
O melhor indicador do desempenho futuro do mercado de ações não é o resultado da eleição presidencial — é o tempo no mercado e a diversificação. Tentar cronometrar o mercado com base em preferências políticas é uma estratégia perdedora. O verdadeiro risco não é quem é o presidente; é abandonar sua tese de investimento durante ciclos de volatilidade de curto prazo.
Portanto, quando os candidatos afirmarem que são a verdadeira escolha pró-mercado nesta eleição, lembre-se: seus discursos não vão determinar os retornos da sua carteira. Sua disciplina, diversificação e horizonte de tempo serão o que realmente importará.