A história do soft rock é um dos arcos mais dramáticos da música pop: um género que dominou ondas de rádio e salas de concerto, enfrentou ridículo e desprezo, e depois, surpreendentemente, conseguiu recuperar-se e voltar à relevância cultural. Um novo documentário na Paramount+ chamado Sometimes When We Touch captura esta jornada fascinante através de três capítulos—“Reign”, “Ruin” e “Resurrection”.
A Era de Ouro que Ninguém Quer Admitir que Amou
Nos anos 1970, o soft rock não era apenas popular; era imparável. Bandas como Air Supply, Kenny Loggins, Captain & Tennille e The Carpenters dominaram as tabelas de sucesso em todo o mundo. Estes não eram artistas de um só sucesso—eles moldaram toda uma era musical. Ainda assim, em algum momento, o género tornou-se algo sobre o qual as pessoas sussurravam, em vez de celebrar abertamente.
O documentário revela que até a faixa-título tem uma história por trás que vale a pena ouvir. “Sometimes When We Touch”, escrita em 1973 pelo artista canadense Dan Hill com Barry Mann, foi originalmente concebida como um gesto romântico. Hill, de 19 anos, escreveu-a na esperança de reconquistar uma namorada—spoiler, não funcionou. Ela deixou o Canadá rumo aos EUA com outro homem. Mas a canção sobreviveu ao desamor, tornando-se um ícone do próprio género.
Poder de Estrela e Conexões Surpreendentes
O que torna este documentário particularmente envolvente é como ele conecta os pontos entre o soft rock e forças culturais inesperadas. Com entrevistas de lendas como Air Supply (“All Out of Love”), Kenny Loggins (“This Is It”), Ray Parker Jr. (“A Woman Needs Love”), Rupert Holmes (“Escape: The Piña Colada Song”), e Toni Tennille (“Love Will Keep Us Together”), a série revela histórias de produção e lutas pessoais por trás da música.
Ray Parker Jr., muitas vezes lembrado apenas pelo tema de Ghostbusters, recebe o reconhecimento adequado por suas contribuições mais amplas ao género. De forma semelhante, a parceria entre Captain & Tennille é explorada em profundidade, revelando tanto seus triunfos quanto suas tensões. O trabalho colaborativo de Kenny Loggins e Michael McDonald também recebe atenção especial por ter sido pioneiro no movimento de cantores/compositores que influenciaria gerações futuras.
Artistas contemporâneos como LA Reid, Richard Marx, Sheryl Crow, Stewart Copeland e Susanna Hoffs também participam, acrescentando uma perspetiva moderna à narrativa histórica.
O Caminho Estranho para a Ressurgência
O documentário faz uma afirmação ousada: o retorno do soft rock não foi inevitável. Em vez disso, traça a revitalização a três catalisadores incomuns—a tragédia de 11 de setembro, o fenómeno cultural de Broadway e o surgimento do hip-hop. Isto pode parecer contraintuitivo até descobrir que pioneiros do hip-hop como Daryl ‘DMC’ Daniels creditam a fundação do género a fontes improváveis. DMC afirmou: “Sem Bob James, não haveria hip hop”, destacando como um tecladista de jazz e produtor moldou não apenas o soft rock, mas um movimento musical completamente diferente.
Uma série viral no YouTube popularizou o termo “Yacht Rock”, que paradoxalmente ajudou a rebrandear o género para uma nova geração. O que começou como humor na internet tornou-se um movimento musical genuíno, com bandas em turnê e fãs dedicados redescobrindo os maiores hits da era.
Vale o Seu Fim de Semana
Sometimes When We Touch consegue o sucesso porque não apenas catalogar canções—ele revela as histórias humanas por trás delas. Aprender por que certos temas se tornaram clássicos, como os artistas buscaram inspiração, e a surpreendente influência do soft rock na cultura do hip-hop acrescenta profundidade às melodias familiares.
Talvez o elemento mais intrigante seja descobrir qual canção de soft rock detém o recorde de mais versões cover. A resposta pode surpreender até os amantes de música mais experientes.
Detalhes do Documentário:
Título:Sometimes When We Touch
Episódios: 3
Streaming: Paramount+
Género: Documentário
Artistas em destaque: Air Supply, Ambrosia, Captain & Tennille, The Carpenters, Christopher Cross, Hall & Oates, Kenny Loggins, Lionel Richie, Michael McDonald, e mais
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Como o Soft Rock passou de mina de ouro cultural a piada—e depois fez um retorno inesperado
A história do soft rock é um dos arcos mais dramáticos da música pop: um género que dominou ondas de rádio e salas de concerto, enfrentou ridículo e desprezo, e depois, surpreendentemente, conseguiu recuperar-se e voltar à relevância cultural. Um novo documentário na Paramount+ chamado Sometimes When We Touch captura esta jornada fascinante através de três capítulos—“Reign”, “Ruin” e “Resurrection”.
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Nos anos 1970, o soft rock não era apenas popular; era imparável. Bandas como Air Supply, Kenny Loggins, Captain & Tennille e The Carpenters dominaram as tabelas de sucesso em todo o mundo. Estes não eram artistas de um só sucesso—eles moldaram toda uma era musical. Ainda assim, em algum momento, o género tornou-se algo sobre o qual as pessoas sussurravam, em vez de celebrar abertamente.
O documentário revela que até a faixa-título tem uma história por trás que vale a pena ouvir. “Sometimes When We Touch”, escrita em 1973 pelo artista canadense Dan Hill com Barry Mann, foi originalmente concebida como um gesto romântico. Hill, de 19 anos, escreveu-a na esperança de reconquistar uma namorada—spoiler, não funcionou. Ela deixou o Canadá rumo aos EUA com outro homem. Mas a canção sobreviveu ao desamor, tornando-se um ícone do próprio género.
Poder de Estrela e Conexões Surpreendentes
O que torna este documentário particularmente envolvente é como ele conecta os pontos entre o soft rock e forças culturais inesperadas. Com entrevistas de lendas como Air Supply (“All Out of Love”), Kenny Loggins (“This Is It”), Ray Parker Jr. (“A Woman Needs Love”), Rupert Holmes (“Escape: The Piña Colada Song”), e Toni Tennille (“Love Will Keep Us Together”), a série revela histórias de produção e lutas pessoais por trás da música.
Ray Parker Jr., muitas vezes lembrado apenas pelo tema de Ghostbusters, recebe o reconhecimento adequado por suas contribuições mais amplas ao género. De forma semelhante, a parceria entre Captain & Tennille é explorada em profundidade, revelando tanto seus triunfos quanto suas tensões. O trabalho colaborativo de Kenny Loggins e Michael McDonald também recebe atenção especial por ter sido pioneiro no movimento de cantores/compositores que influenciaria gerações futuras.
Artistas contemporâneos como LA Reid, Richard Marx, Sheryl Crow, Stewart Copeland e Susanna Hoffs também participam, acrescentando uma perspetiva moderna à narrativa histórica.
O Caminho Estranho para a Ressurgência
O documentário faz uma afirmação ousada: o retorno do soft rock não foi inevitável. Em vez disso, traça a revitalização a três catalisadores incomuns—a tragédia de 11 de setembro, o fenómeno cultural de Broadway e o surgimento do hip-hop. Isto pode parecer contraintuitivo até descobrir que pioneiros do hip-hop como Daryl ‘DMC’ Daniels creditam a fundação do género a fontes improváveis. DMC afirmou: “Sem Bob James, não haveria hip hop”, destacando como um tecladista de jazz e produtor moldou não apenas o soft rock, mas um movimento musical completamente diferente.
Uma série viral no YouTube popularizou o termo “Yacht Rock”, que paradoxalmente ajudou a rebrandear o género para uma nova geração. O que começou como humor na internet tornou-se um movimento musical genuíno, com bandas em turnê e fãs dedicados redescobrindo os maiores hits da era.
Vale o Seu Fim de Semana
Sometimes When We Touch consegue o sucesso porque não apenas catalogar canções—ele revela as histórias humanas por trás delas. Aprender por que certos temas se tornaram clássicos, como os artistas buscaram inspiração, e a surpreendente influência do soft rock na cultura do hip-hop acrescenta profundidade às melodias familiares.
Talvez o elemento mais intrigante seja descobrir qual canção de soft rock detém o recorde de mais versões cover. A resposta pode surpreender até os amantes de música mais experientes.
Detalhes do Documentário: