O Presidente da China, Xi Jinping, posicionou a Organização de Cooperação de Xangai como uma força contrária à rivalidade geopolítica divisiva, enfatizando a cooperação multilateral em inteligência artificial na maior reunião da organização até à data. A cimeira de dois dias reuniu mais de 20 líderes estrangeiros em Tianjin, incluindo Vladimir Putin, da Rússia, e Narendra Modi, da Índia, em meio a tensões globais crescentes que abrangem a Ucrânia, o Médio Oriente e as fricções comerciais entre os EUA e a China.
Estrutura de Cooperação em IA e Investimento Económico
Xi anunciou compromissos substanciais para fortalecer a colaboração tecnológica entre os Estados-membros da SCO, prometendo $84 mil milhões em investimentos já alocados para nações parceiras. A liderança chinesa revelou apoio a 10.000 estudantes para participarem na iniciativa de educação profissional “Luban” de Pequim, sinalizando o desenvolvimento de capacidades a longo prazo em todo o bloco. Estas medidas refletem a estratégia de Pequim de aprofundar os laços institucionais através de parcerias de desenvolvimento práticas, em vez de uma competição de soma zero.
Rejeição de Modelos Geopolíticos Divisivos
Em declarações dirigidas à organização, Xi rejeitou explicitamente o que chamou de uma “mentalidade de Guerra Fria”, sinalizando resistência às divisões internacionais baseadas em blocos, características da era da Guerra Fria. A sua ênfase na cooperação em detrimento do confronto ocorre num momento em que as estruturas tradicionais de alianças estão a ser testadas por conflitos por procuração e guerras comerciais. A mensagem alinha-se com o posicionamento mais amplo da China como pacificadora, em meio à instabilidade global persistente.
Envolvimento Bilateral de Alto Nível
A cimeira proporcionou uma plataforma para um envolvimento diplomático intensivo além dos procedimentos formais. Xi reuniu-se com aproximadamente 10 líderes visitantes nos últimos dias, incluindo Recep Tayyip Erdogan, da Turquia, e Hun Manet, do Camboja. Uma reunião de sábado entre Xi e Modi destacou os esforços para reformular as relações entre Índia e China como parcerias baseadas no respeito mútuo. O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Índia caracterizou o diálogo como essencial para a estabilidade regional, afirmando que a cooperação entre as duas nações e os seus 2,8 mil milhões de cidadãos permanece fundamental para o desenvolvimento partilhado.
Contexto Geopolítico e Implicações
A reunião decorre num contexto de conflitos internacionais não resolvidos — a guerra Rússia-Ucrânia continua sem resolução, as hostilidades israelo-palestinianas persistem, e as pressões comerciais americanas contra Pequim intensificam-se. Se a cimeira da SCO produzirá avanços tangíveis na redução das tensões permanece incerto, embora a reunião bilateral planeada entre Xi e Putin esta semana sugira um esforço contínuo para manter o alinhamento estratégico entre Moscovo e Pequim.
Espera-se que a cimeira conclua com uma declaração conjunta na segunda-feira, seguida de declarações do principal diplomata da China, Wang Yi. Os resultados da assembleia indicarão se instituições multilaterais como a SCO podem efetivamente contrariar tendências isolacionistas ou permanecerem em grande medida simbólicas na abordagem às fracturas geopolíticas subjacentes.
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Cimeira SCO em Tianjin Prioriza o Desenvolvimento de IA, Xi Desafia o Pensamento da Guerra Fria na Era das Tensões
O Presidente da China, Xi Jinping, posicionou a Organização de Cooperação de Xangai como uma força contrária à rivalidade geopolítica divisiva, enfatizando a cooperação multilateral em inteligência artificial na maior reunião da organização até à data. A cimeira de dois dias reuniu mais de 20 líderes estrangeiros em Tianjin, incluindo Vladimir Putin, da Rússia, e Narendra Modi, da Índia, em meio a tensões globais crescentes que abrangem a Ucrânia, o Médio Oriente e as fricções comerciais entre os EUA e a China.
Estrutura de Cooperação em IA e Investimento Económico
Xi anunciou compromissos substanciais para fortalecer a colaboração tecnológica entre os Estados-membros da SCO, prometendo $84 mil milhões em investimentos já alocados para nações parceiras. A liderança chinesa revelou apoio a 10.000 estudantes para participarem na iniciativa de educação profissional “Luban” de Pequim, sinalizando o desenvolvimento de capacidades a longo prazo em todo o bloco. Estas medidas refletem a estratégia de Pequim de aprofundar os laços institucionais através de parcerias de desenvolvimento práticas, em vez de uma competição de soma zero.
Rejeição de Modelos Geopolíticos Divisivos
Em declarações dirigidas à organização, Xi rejeitou explicitamente o que chamou de uma “mentalidade de Guerra Fria”, sinalizando resistência às divisões internacionais baseadas em blocos, características da era da Guerra Fria. A sua ênfase na cooperação em detrimento do confronto ocorre num momento em que as estruturas tradicionais de alianças estão a ser testadas por conflitos por procuração e guerras comerciais. A mensagem alinha-se com o posicionamento mais amplo da China como pacificadora, em meio à instabilidade global persistente.
Envolvimento Bilateral de Alto Nível
A cimeira proporcionou uma plataforma para um envolvimento diplomático intensivo além dos procedimentos formais. Xi reuniu-se com aproximadamente 10 líderes visitantes nos últimos dias, incluindo Recep Tayyip Erdogan, da Turquia, e Hun Manet, do Camboja. Uma reunião de sábado entre Xi e Modi destacou os esforços para reformular as relações entre Índia e China como parcerias baseadas no respeito mútuo. O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Índia caracterizou o diálogo como essencial para a estabilidade regional, afirmando que a cooperação entre as duas nações e os seus 2,8 mil milhões de cidadãos permanece fundamental para o desenvolvimento partilhado.
Contexto Geopolítico e Implicações
A reunião decorre num contexto de conflitos internacionais não resolvidos — a guerra Rússia-Ucrânia continua sem resolução, as hostilidades israelo-palestinianas persistem, e as pressões comerciais americanas contra Pequim intensificam-se. Se a cimeira da SCO produzirá avanços tangíveis na redução das tensões permanece incerto, embora a reunião bilateral planeada entre Xi e Putin esta semana sugira um esforço contínuo para manter o alinhamento estratégico entre Moscovo e Pequim.
Espera-se que a cimeira conclua com uma declaração conjunta na segunda-feira, seguida de declarações do principal diplomata da China, Wang Yi. Os resultados da assembleia indicarão se instituições multilaterais como a SCO podem efetivamente contrariar tendências isolacionistas ou permanecerem em grande medida simbólicas na abordagem às fracturas geopolíticas subjacentes.