Como a máquina virtual funciona na cadeia e em computadores comuns

O que é uma máquina virtual e para que serve

A máquina virtual (VM) é um ambiente isolado que emula o funcionamento de um computador completo dentro de outro dispositivo. Ela pode executar seu próprio sistema operativo, aplicações e aceder à internet, mas tudo isso funciona com base nos recursos da máquina hospedeira.

Simplificando, uma máquina virtual é uma solução de software que permite usar diferentes sistemas operacionais sem a necessidade de comprar hardware separado. Precisa testar o Linux num MacBook ou executar software especializado? A VM cria um ambiente seguro para experimentação sem o risco de danificar o sistema principal.

Arquitetura: como tudo isso funciona

O hipervisor ocupa um lugar central no funcionamento da máquina virtual - um software que distribui recursos físicos (processador, memória RAM, armazenamento) entre várias VMs simultaneamente.

Distingue-se dois tipos de hipervisores:

Tipo 1 (Bare-metal) — operam diretamente no hardware, são utilizados em data centers e plataformas de nuvem. Garantem o máximo desempenho.

Tipo 2 (Hosted) — são lançados como aplicações sobre o SO, adequados para testes e desenvolvimento local.

Principais aplicações de VMs tradicionais

  1. Teste cruzado de plataformas — os desenvolvedores verificam aplicações em diferentes sistemas operativos sem mudar entre dispositivos.

  2. Estudo seguro de malware suspeito — se um vírus entrar na VM, o sistema principal permanecerá protegido.

  3. Execução de software obsoleto — alguns programas funcionam apenas em sistemas antigos; a VM permite recriar o ambiente necessário.

  4. Infraestrutura em Nuvem — serviços como AWS, Azure, Google Cloud funcionam precisamente com base em máquinas virtuais

VM no blockchain: outro nível de funcionalidade

Ao contrário das máquinas virtuais tradicionais, que isolam diferentes sistemas operacionais, as VMs de blockchain servem como mecanismo de execução de contratos inteligentes em redes distribuídas.

Ethereum Virtual Machine (EVM) tornou-se o padrão da indústria. Permite que os desenvolvedores escrevam contratos em Solidity, Vyper e Yul, e depois os implantem na Ethereum e em redes compatíveis. A EVM garante que cada nó da rede aplique regras idênticas ao interagir com os contratos — isso assegura a consistência dos dados.

Outras blockchains usam suas próprias implementações:

  • NEAR e Cosmos aplicam WebAssembly (WASM) — isso permite escrever contratos inteligentes em várias linguagens de programação

  • Sui utiliza o MoveVM, otimizado para contratos na linguagem Move, focando na execução paralela.

  • Solana utiliza seu próprio ambiente de execução (SVM), que processa transações em paralelo e lida com cargas extremas da rede.

Como a máquina virtual trabalha com DApp e DeFi

Sempre que interage com aplicações descentralizadas, a VM funciona em segundo plano:

Em plataformas DeFi — quando você troca tokens através de protocolos como Uniswap, contratos inteligentes no EVM processam a transação e atualizam os saldos.

Ao criar e negociar NFTs — a máquina virtual executa o código que rastreia os proprietários de cada token; ao transferir o NFT, os registros são atualizados

Em soluções Layer 2 — VMs especializadas ( como zkEVM) processam transações usando provas de conhecimento zero, garantindo escalabilidade.

Prós e contras da VM

Vantagens:

  • Flexibilidade e controlo ao lançar diferentes ambientes
  • Segurança através da isolação
  • Utilização eficaz dos recursos de hardware

Desvantagens:

  • Diminuição da performance devido a uma camada adicional de abstração
  • Dificuldade de configuração e manutenção
  • Problemas de compatibilidade - contratos inteligentes para Ethereum precisam ser adaptados para Solana ou outras blockchains
  • Exigências superiores em recursos computacionais

Significado Prático

Compreender como funciona a máquina virtual ajuda a entender melhor a infraestrutura das modernas plataformas de fintech. Desde a gestão de serviços em nuvem até o funcionamento de aplicações descentralizadas — as VMs desempenham um papel fundamental em todos os lugares.

Mesmo sem conhecimentos técnicos profundos, é útil saber que a maioria dos processos na blockchain funciona graças a máquinas virtuais que garantem a confiabilidade e o consenso em redes distribuídas.

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