Evolução do Metaverso: da ficção científica à realidade digital

Resumo Executivo

O mundo do metaverso não é apenas um conceito futurista distante, mas sim uma interseção real entre o espaço digital e a realidade física. Com a aceleração das inovações tecnológicas e a expansão da infraestrutura digital, esse conceito começou a se concretizar de formas tangíveis. A tecnologia blockchain e as moedas digitais são consideradas a espinha dorsal desse novo sistema, pois fornecem a base descentralizada segura necessária para construir uma verdadeira plataforma de metaverso.

O que é exatamente o metaverso?

Ainda não existe uma definição unificada para o termo metaverso, mas a ideia básica gira em torno da existência de um ambiente digital único que reúne diferentes tecnologias. Este conceito envolve mais do que apenas um aplicativo ou produto específico, mas sim um sistema abrangente que integra múltiplos elementos, incluindo a internet, realidade aumentada, realidade virtual, inteligência artificial e técnicas de construção em três dimensões.

Na literatura de ficção científica, o metaverso é descrito como um mundo virtual caracterizado pela interação total e imersão real. Hoje, as tecnologias de blockchain e criptomoedas estão transformando esse sonho em uma realidade tangível. O surgimento do movimento web 3 provou que o metaverso não é mais exclusivo dos filmes de ficção científica, mas tornou-se um verdadeiro campo de inovação.

Uma Jornada Histórica: Da Imaginação à Realidade

os primeiros começos (1838-1938)

As raízes da tecnologia necessária para construir o metaverso remontam a dois séculos. Começou com Charles Wheatstone e sua ideia de “visão estereoscópica” em 1838, uma técnica tridimensional inicial. Mais tarde, na década de 1930, o escritor Stanley Weinbaum apresentou sua visão fictícia de óculos com um efeito semelhante aos sentidos humanos. Antonin Artaud também escreveu sobre realidade virtual em seu conjunto de ensaios teatrais, descrevendo como o teatro cria mundos alternativos.

Era da Aplicação (1962-1989)

As ideias evoluíram da teoria para a prática. Morton Heilig criou em 1962 um dispositivo revolucionário chamado Sensorama, que integrou movimento, aromas e exibições visuais tridimensionais para criar uma experiência imersiva. Na década de 1980, Jaron Lanier e Thomas Zimmerman fundaram a VPL Research e começaram a desenvolver e comercializar fones de ouvido de realidade virtual e luvas de dados. Em 1989, Tim Berners-Lee estabeleceu as bases da World Wide Web, que formou a espinha dorsal da internet moderna.

Ponto de viragem: Surgimento do Metaverso (1992-2009)

O ano de 1992 marcou um momento decisivo quando Neal Stephenson cunhou o termo “metaverso” em seu romance Snow Crash, retratando um mundo virtual que permite que os indivíduos escapem para uma realidade alternativa usando representações digitais. Aproximadamente no mesmo ano, os cientistas da computação Muni Naour e Cynthia Dwork desenvolveram o conceito de prova de trabalho (PoW), um mecanismo de proteção das redes de computadores contra ataques.

Em 2003, a Linden Lab lançou a plataforma Second Life, um mundo virtual multiplayer onde os usuários podem interagir, criar e trabalhar. Embora não disponha de tecnologias de imersão total, provou a viabilidade do conceito de comunidades eletrônicas contínuas.

O evento marcante ocorreu em 2009, quando Satoshi Nakamoto lançou a primeira rede descentralizada de bitcoin, fornecendo a infraestrutura financeira descentralizada necessária para o metaverso.

a explosão moderna (2012-2022)

Em 2012, Palmer Luckey lançou os óculos Oculus, que foram comprados pelo Facebook em 2014 para acelerar o desenvolvimento. No mesmo ano, Kevin McCoy e Anil Dash criaram o primeiro token não fungível (NFT) chamado Quantum.

O ano de 2015 viu o lançamento da plataforma Ethereum liderada por Vitalik Buterin, que abriu as portas para contratos inteligentes e aplicações descentralizadas. Plataformas como Roblox (2006), Decentraland, Axie Infinity e The Sandbox conseguiram integrar elementos de metaverso utilizando tecnologias de blockchain.

O ano de 2021 foi um ponto de viragem: o Facebook mudou o seu nome para Meta, investindo bilhões de dólares no desenvolvimento de tecnologias de realidade estendida. Em 2022, a Siemens e a NVIDIA anunciaram uma parceria para construir um metaverso industrial unificado.

O papel da blockchain e das criptomoedas: A base do novo sistema

A blockchain e as criptomoedas não são apenas adições tecnológicas, mas sim fundamentos indispensáveis na construção de um verdadeiro metaverso:

Transferências financeiras seguras: As cadeias de blockchain fornecem um ambiente seguro e transparente para realizar transações financeiras em mundos virtuais. As moedas digitais facilitam a transferência de valor de forma rápida e segura entre os utilizadores.

Propriedade Digital: A tecnologia de contratos inteligentes na plataforma Ethereum e outras permite a criação de tokens não fungíveis (NFT) que representam ativos virtuais únicos, negociáveis e de propriedade real.

Descentralização e independência: as aplicações descentralizadas garantem que os serviços do metaverso não sejam controlados por uma única entidade. Os utilizadores mantêm controle total sobre os seus dados e ativos digitais, proporcionando um nível de segurança e independência que antes não estava disponível.

O que vem a seguir: Desafios e oportunidades do futuro

Apesar do rápido desenvolvimento, a infraestrutura do metaverso ainda precisa de mais desenvolvimento. Os desafios incluem o desenvolvimento de tecnologias que tornem os ambientes virtuais mais realistas e interativos, e a construção de redes de alta velocidade com a menor latência possível para suportar milhões de utilizadores simultâneos.

As questões de privacidade, segurança e governança permanecem uma preocupação fundamental. A inteligência artificial e o processamento de linguagem natural também desempenharão um papel central na criação de personagens simbólicos mais realistas e interativos.

É provável que os próximos desenvolvimentos tecnológicos — como a realidade aumentada, a computação de borda e a conectividade 5G — determinem o grau de maturidade do metaverso. É ainda cedo para determinar se o metaverso se tornará a aplicação crítica da blockchain, mas a sua capacidade de documentar transações com segurança e permitir novos ativos e aplicações torna-o o candidato mais forte.

Resumo

O metaverso é uma evolução natural da Internet e da tecnologia digital, suas raízes se estendem profundamente na imaginação humana há dois séculos. Hoje, graças ao crescimento da blockchain e das moedas digitais, bem como ao desenvolvimento da realidade virtual e aumentada, esse sonho está mais próximo do que nunca. Ainda estamos nas fases iniciais dessa revolução digital, mas as possibilidades são ilimitadas.

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