Esta é a história de um rapaz que passou vários anos na sua sala, estudando algoritmos, enquanto os outros pensavam dele nada de bom. Jimmy Donaldson, mais conhecido como MrBeast, provou uma coisa simples: se realmente estás apaixonado por algo, nada te impedirá de alcançar os teus objetivos.
O futuro génio do conteúdo nasceu em 1998, no Kansas, numa família militar. A sua infância foi uma típica aventura americana — mudanças constantes, divórcio dos pais, mudança para a Carolina do Norte com a mãe e o irmão mais velho. Em Greenville, Jimmy estudou numa pequena escola privada de orientação religiosa. Os vizinhos e conhecidos descreviam-no com uma palavra: «obcecado». Mas não no sentido de um estudante entediante — ele simplesmente absorvia completamente o que fazia, sem ver nada ao seu redor.
Cinco anos em cativeiro de computador
Quando o videoblogging começou a emergir como indústria, em 2012, Donaldson criou o canal MrBeast6000. Começou como um hobby típico de adolescente: jogando Minecraft e Call of Duty. Ao mesmo tempo, Felix Kjellberg, conhecido como PewDiePie, ganhava popularidade, mas Jimmy não só assistia aos vídeos dele — ele analisava-os, desvendava a estrutura, estudava os padrões.
«Por volta de cinco anos, fiquei completamente obcecado com o algoritmo do YouTube», — revelou MrBeast numa entrevista à Rolling Stone. Não eram apenas sonhos antes de dormir. Cada dia era igual: acordar, pedir comida por entrega, e passar o resto do dia no computador, na companhia de outros youtubers, analisando o que funciona, o que não funciona. Os colegas de escola achavam-no autista. Talvez tivessem alguma razão — o rapaz realmente se desligou da realidade, mas para alcançar o objetivo.
O conteúdo evoluiu: os gameplays deram lugar à análise de dados. Em 2015, saiu um vídeo em que Donaldson falava aos espectadores sobre os rendimentos dos youtubers. A mãe dele não ficou nada satisfeita. Ela descobriu o hobby do filho por acaso — através do álbum de formatura da escola. Após o pedido dela, o rapaz entrou na faculdade, mas foi uma história curta: uma tentativa de assistir a uma aula, e acabou. Jimmy escolheu o YouTube. A mãe respondeu simplesmente — expulsando-o de casa.
Momento da verdade: 100 000 e viral
O primeiro sucesso realmente explosivo veio em 2017. Cinco anos de espera, cinco anos de trabalho. A ideia parecia ridícula: simplesmente contar até 100 000. O rapaz de 18 anos passou mais de 40 horas na frente da câmera, contando em voz alta de forma metódica. No final, percebendo o absurdo da situação, acrescentou: «O que estou a fazer com a minha vida?»
O vídeo chamado «Contou até 100 000» não só teve bom desempenho — tornou-se um fenómeno. Desde o lançamento, o vídeo acumulou mais de 27 milhões de visualizações. E, em 2015, Donaldson dizia na câmera: «Espero que pelo menos 100 mil pessoas se inscrevam no meu canal». Em maio de 2017, já tinha mais de um milhão de inscritos.
Fórmula: loucura + orçamento enorme = viral
O canal do MrBeast ganhou uma assinatura própria: vídeos com desafios completamente sem sentido, mas hipnotizantes. Primeiro, eram paredes feitas de copos e palavras longas em inglês. Depois, a escala disparou: fogos de artifício caros, torres gigantes de Lego construídas com máquinas de construção, expedições a ilhas desertas.
O dinheiro da publicidade cobre até os experimentos mais loucos. Agora, Donaldson lança um ou dois vídeos por mês, e cada um deles reúne pelo menos 10 milhões de visualizações. Nos últimos cinco anos, isso tornou-se o padrão.
MrBeast provou que o YouTube não é lugar para paixões superficiais. É um espaço para quem está disposto a gastar cinco anos a estudar algoritmos, perder o conforto de casa e investir milhões em ideias que podem parecer loucura. E, no final, mudar toda a plataforma.
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Como Jimmy Donaldson se tornou o rei do «YouTube»
De perdedor a rei do conteúdo
Esta é a história de um rapaz que passou vários anos na sua sala, estudando algoritmos, enquanto os outros pensavam dele nada de bom. Jimmy Donaldson, mais conhecido como MrBeast, provou uma coisa simples: se realmente estás apaixonado por algo, nada te impedirá de alcançar os teus objetivos.
O futuro génio do conteúdo nasceu em 1998, no Kansas, numa família militar. A sua infância foi uma típica aventura americana — mudanças constantes, divórcio dos pais, mudança para a Carolina do Norte com a mãe e o irmão mais velho. Em Greenville, Jimmy estudou numa pequena escola privada de orientação religiosa. Os vizinhos e conhecidos descreviam-no com uma palavra: «obcecado». Mas não no sentido de um estudante entediante — ele simplesmente absorvia completamente o que fazia, sem ver nada ao seu redor.
Cinco anos em cativeiro de computador
Quando o videoblogging começou a emergir como indústria, em 2012, Donaldson criou o canal MrBeast6000. Começou como um hobby típico de adolescente: jogando Minecraft e Call of Duty. Ao mesmo tempo, Felix Kjellberg, conhecido como PewDiePie, ganhava popularidade, mas Jimmy não só assistia aos vídeos dele — ele analisava-os, desvendava a estrutura, estudava os padrões.
«Por volta de cinco anos, fiquei completamente obcecado com o algoritmo do YouTube», — revelou MrBeast numa entrevista à Rolling Stone. Não eram apenas sonhos antes de dormir. Cada dia era igual: acordar, pedir comida por entrega, e passar o resto do dia no computador, na companhia de outros youtubers, analisando o que funciona, o que não funciona. Os colegas de escola achavam-no autista. Talvez tivessem alguma razão — o rapaz realmente se desligou da realidade, mas para alcançar o objetivo.
O conteúdo evoluiu: os gameplays deram lugar à análise de dados. Em 2015, saiu um vídeo em que Donaldson falava aos espectadores sobre os rendimentos dos youtubers. A mãe dele não ficou nada satisfeita. Ela descobriu o hobby do filho por acaso — através do álbum de formatura da escola. Após o pedido dela, o rapaz entrou na faculdade, mas foi uma história curta: uma tentativa de assistir a uma aula, e acabou. Jimmy escolheu o YouTube. A mãe respondeu simplesmente — expulsando-o de casa.
Momento da verdade: 100 000 e viral
O primeiro sucesso realmente explosivo veio em 2017. Cinco anos de espera, cinco anos de trabalho. A ideia parecia ridícula: simplesmente contar até 100 000. O rapaz de 18 anos passou mais de 40 horas na frente da câmera, contando em voz alta de forma metódica. No final, percebendo o absurdo da situação, acrescentou: «O que estou a fazer com a minha vida?»
O vídeo chamado «Contou até 100 000» não só teve bom desempenho — tornou-se um fenómeno. Desde o lançamento, o vídeo acumulou mais de 27 milhões de visualizações. E, em 2015, Donaldson dizia na câmera: «Espero que pelo menos 100 mil pessoas se inscrevam no meu canal». Em maio de 2017, já tinha mais de um milhão de inscritos.
Fórmula: loucura + orçamento enorme = viral
O canal do MrBeast ganhou uma assinatura própria: vídeos com desafios completamente sem sentido, mas hipnotizantes. Primeiro, eram paredes feitas de copos e palavras longas em inglês. Depois, a escala disparou: fogos de artifício caros, torres gigantes de Lego construídas com máquinas de construção, expedições a ilhas desertas.
O dinheiro da publicidade cobre até os experimentos mais loucos. Agora, Donaldson lança um ou dois vídeos por mês, e cada um deles reúne pelo menos 10 milhões de visualizações. Nos últimos cinco anos, isso tornou-se o padrão.
MrBeast provou que o YouTube não é lugar para paixões superficiais. É um espaço para quem está disposto a gastar cinco anos a estudar algoritmos, perder o conforto de casa e investir milhões em ideias que podem parecer loucura. E, no final, mudar toda a plataforma.