O maior risco da MSTR está sendo mal avaliado: a subida do BTC enquanto o preço das ações permanece estagnado é que realmente representa um perigo oculto
ArcaChief Investment Officer Jeff Dorman recentemente comentou, apontando que a perceção do mercado sobre o risco da MicroStrategy (MSTR) está distorcida. A maioria das pessoas preocupa-se com a exclusão da MSCI ou com a queda do preço do Bitcoin, mas Dorman acredita que o verdadeiro risco reside na desconexão entre o aumento do preço do Bitcoin e a estagnação do preço das ações da MSTR. Este ponto de vista revela as limitações profundas da MSTR enquanto instrumento de exposição ao Bitcoin.
O risco de uma avaliação incorreta
Porque a exclusão da MSCI não é o principal risco
A exclusão da MSCI tem um impacto negativo leve nas ações da MSTR e é irrelevante para o próprio Bitcoin. Embora este evento atraia atenção do mercado, não abala diretamente os fundamentos da MSTR.
Porque uma queda do BTC também não é o principal risco
A MSTR possui mais de 2 anos de reservas de caixa e não tem cláusulas de venda forçada. Isso significa que, mesmo com uma forte queda no preço do Bitcoin, a empresa não será forçada a vender seus ativos de Bitcoin para lidar com pressões de liquidez. Essa reserva de liquidez suficiente é uma proteção importante para a MSTR.
O verdadeiro risco: desconexão de preços
Mecanismo de risco
Se a MSTR deixar de acompanhar o preço do Bitcoin, e o preço de negociação ficar muito abaixo do mNAV (valor patrimonial líquido de mercado), ocorrerá uma consequência crítica: a empresa não poderá levantar fundos através do ATM (mecanismo de negociação automática). Nesse cenário, a MSTR enfrentará um dilema — terá que considerar vender Bitcoin para recomprar ações, o que na prática equivale a uma venda forçada de seus ativos de Bitcoin.
Porque isso representa uma ameaça real
A essência desse risco está em quebrar o ciclo de crescimento da MSTR. O modelo de operação da empresa depende de o preço das ações acompanhar de forma eficaz o valor dos Bitcoins que possui, permitindo que ela levante continuamente fundos via ATM para comprar mais Bitcoin. Quando esse ciclo é interrompido, a empresa entra numa situação passiva.
Lições profundas
Essa visão reflete uma realidade importante: embora a MSTR seja a empresa listada com maior exposição ao Bitcoin, o preço de suas ações é influenciado por fatores que vão além do próprio Bitcoin. Emoções do mercado, prêmio de liquidez, desconto na avaliação, entre outros fatores, podem fazer com que o preço das ações se descole do seu valor patrimonial.
Sob essa perspectiva, a MSTR não é apenas um amplificador do preço do Bitcoin, mas também uma refletora dos riscos do mercado de Bitcoin. Quando o mercado perde confiança em ações relacionadas ao Bitcoin, mesmo que o preço do Bitcoin suba, o preço das ações da MSTR pode permanecer estagnado — exatamente o risco que Dorman alerta.
Resumo
O maior risco para a MSTR não é um choque externo (como a exclusão da MSCI) ou uma queda unidirecional (BTC em baixa), mas sim o risco interno de desconexão de preços. Isso lembra aos investidores que possuir ações da MSTR não equivale a possuir Bitcoin diretamente, pois há todos os riscos associados às ações listadas. A visão de Dorman, embora profissional e profunda, também reflete que, no cenário atual, mesmo as empresas mais agressivas de múltiplas exposições ao Bitcoin não podem evitar completamente o impacto do sentimento do mercado.
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O maior risco da MSTR está sendo mal avaliado: a subida do BTC enquanto o preço das ações permanece estagnado é que realmente representa um perigo oculto
ArcaChief Investment Officer Jeff Dorman recentemente comentou, apontando que a perceção do mercado sobre o risco da MicroStrategy (MSTR) está distorcida. A maioria das pessoas preocupa-se com a exclusão da MSCI ou com a queda do preço do Bitcoin, mas Dorman acredita que o verdadeiro risco reside na desconexão entre o aumento do preço do Bitcoin e a estagnação do preço das ações da MSTR. Este ponto de vista revela as limitações profundas da MSTR enquanto instrumento de exposição ao Bitcoin.
O risco de uma avaliação incorreta
Porque a exclusão da MSCI não é o principal risco
A exclusão da MSCI tem um impacto negativo leve nas ações da MSTR e é irrelevante para o próprio Bitcoin. Embora este evento atraia atenção do mercado, não abala diretamente os fundamentos da MSTR.
Porque uma queda do BTC também não é o principal risco
A MSTR possui mais de 2 anos de reservas de caixa e não tem cláusulas de venda forçada. Isso significa que, mesmo com uma forte queda no preço do Bitcoin, a empresa não será forçada a vender seus ativos de Bitcoin para lidar com pressões de liquidez. Essa reserva de liquidez suficiente é uma proteção importante para a MSTR.
O verdadeiro risco: desconexão de preços
Mecanismo de risco
Se a MSTR deixar de acompanhar o preço do Bitcoin, e o preço de negociação ficar muito abaixo do mNAV (valor patrimonial líquido de mercado), ocorrerá uma consequência crítica: a empresa não poderá levantar fundos através do ATM (mecanismo de negociação automática). Nesse cenário, a MSTR enfrentará um dilema — terá que considerar vender Bitcoin para recomprar ações, o que na prática equivale a uma venda forçada de seus ativos de Bitcoin.
Porque isso representa uma ameaça real
A essência desse risco está em quebrar o ciclo de crescimento da MSTR. O modelo de operação da empresa depende de o preço das ações acompanhar de forma eficaz o valor dos Bitcoins que possui, permitindo que ela levante continuamente fundos via ATM para comprar mais Bitcoin. Quando esse ciclo é interrompido, a empresa entra numa situação passiva.
Lições profundas
Essa visão reflete uma realidade importante: embora a MSTR seja a empresa listada com maior exposição ao Bitcoin, o preço de suas ações é influenciado por fatores que vão além do próprio Bitcoin. Emoções do mercado, prêmio de liquidez, desconto na avaliação, entre outros fatores, podem fazer com que o preço das ações se descole do seu valor patrimonial.
Sob essa perspectiva, a MSTR não é apenas um amplificador do preço do Bitcoin, mas também uma refletora dos riscos do mercado de Bitcoin. Quando o mercado perde confiança em ações relacionadas ao Bitcoin, mesmo que o preço do Bitcoin suba, o preço das ações da MSTR pode permanecer estagnado — exatamente o risco que Dorman alerta.
Resumo
O maior risco para a MSTR não é um choque externo (como a exclusão da MSCI) ou uma queda unidirecional (BTC em baixa), mas sim o risco interno de desconexão de preços. Isso lembra aos investidores que possuir ações da MSTR não equivale a possuir Bitcoin diretamente, pois há todos os riscos associados às ações listadas. A visão de Dorman, embora profissional e profunda, também reflete que, no cenário atual, mesmo as empresas mais agressivas de múltiplas exposições ao Bitcoin não podem evitar completamente o impacto do sentimento do mercado.