Há alguns dias, alguém me fez uma pergunta bastante interessante: "Bitcoin é lento nas transações e tem taxas altas, como é que consegue atingir 90 mil dólares por unidade, com uma capitalização de mercado que ultrapassa os 2 biliões?" Essa questão é boa, mas se você a considerar apenas como uma ferramenta de pagamento, realmente não há como explicar.
Mas se mudarmos a perspectiva, tudo fica claro — veja o Bitcoin como uma inovação na escala de cooperação humana, uma ruptura institucional, e tudo se explica.
**1. Não é uma ferramenta de eficiência, o núcleo é uma "substituição de confiança"**
Do ponto de vista técnico, o Bitcoin é bastante contra-intuitivo. Olhe para seus indicadores: o número de transações por segundo supera o da Visa, a mineração consome muita energia, toda a rede de nós repete transmissões e registra o livro-razão, as atualizações do protocolo são lentas, os custos de governança são altos... em quase todos os aspectos de "velocidade", ele não consegue competir com o sistema financeiro tradicional.
Porém, há um detalhe que muitas pessoas ignoram — o que realmente custa dinheiro no sistema financeiro tradicional não são os servidores de hardware, mas as pessoas. Bancos, intermediários de liquidação, órgãos reguladores, auditores, conformidade legal, sistema judiciário, coordenação internacional... esses "blockchains de nível humano" são as partes mais dispendiosas, mais propensas a problemas e mais difíceis de escalar dentro do sistema financeiro. Uma coisa bastante radical que o Bitcoin faz é: usar uma grande quantidade de poder computacional barato para substituir esses mecanismos caros e instáveis de confiança humana.
**2. O gargalo que limita a cooperação humana nunca foi a tecnologia**
Ao retroceder na história, antes do advento de sistemas e tecnologias modernas, o limite de escala na cooperação humana está em torno de 150 pessoas. A evolução de toda civilização, essencialmente, sempre buscou resolver a mesma questão: como fazer com que estranhos, pessoas que não confiam umas nas outras, possam colaborar de forma estável e duradoura.
A resposta não é "melhorar a moral das pessoas", mas — deixar as regras do jogo claras, fazer as contas de forma transparente, definir as consequências do inadimplemento. O design institucional é a verdadeira arma para ampliar o alcance da cooperação humana.
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MeaninglessApe
· 4h atrás
Caramba, finalmente alguém explicou de forma clara. Aquela galera que ficava o dia todo obcecada com TPS, eu achava que estavam indo na direção errada.
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CryptoWageSlave
· 22h atrás
Caramba, este ângulo é incrível. Sempre considerei o BTC como uma ferramenta de pagamento, mas não conseguia entender. Trocar por um mecanismo de confiança como substituto foi uma revelação instantânea.
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DefiPlaybook
· 01-06 08:23
Esta perspetiva realmente abriu a mente, de acordo com esta lógica, o valor do Bitcoin não está na capacidade de processamento, mas na eliminação da estrutura de custos de intermediários. É importante notar que, de acordo com os dados mais recentes, a proporção dos custos de intermediação financeira global é de cerca de 15-20%, enquanto os custos da rede Bitcoin são relativamente transparentes e decrescentes, o que explica do ponto de vista económico por que a capitalização de mercado pode ultrapassar os 2 biliões — essencialmente, é a libertação do benefício do sistema.
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mev_me_maybe
· 01-05 03:55
Falou tudo, finalmente alguém explicou isso de forma clara. A essência do Bitcoin é usar criptografia para eliminar intermediários, evitando que os custos de confiança explodam.
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FlashLoanLarry
· 01-05 03:54
Caramba, finalmente alguém explicou isso claramente, eu já discuti isso com alguém antes assim.
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LiquidationWatcher
· 01-05 03:53
ngl esta abordagem de substituição de confiança realmente faz a diferença... já fui liquidado várias vezes para saber o quanto essa coisa de "intermediário estável" nos custa. mas fica atento aos fatores de saúde, sério
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CryptoHistoryClass
· 01-05 03:52
ngl, this "substituição de confiança" angle na verdade faz sentido quando a mapeamos contra o padrão de colapso de 2008. assistimos literalmente toda a camada de intermediários implodir, e toda a ideia do bitcoin era basicamente dizer "sim, não precisamos mais dessas pessoas". estatisticamente falando, é exatamente assim que a confiança institucional morre antes de algo novo preencher o vazio. a história rima mesmo.
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LayerHopper
· 01-05 03:47
Caramba, esta perspetiva é incrível. Sempre pensei que o BTC fosse apenas uma ferramenta de pagamento, mas afinal o núcleo está em substituir intermediários.
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RugpullTherapist
· 01-05 03:38
Porra, finalmente alguém explicou isso claramente, não é se a tecnologia é rápida ou não, é que a confiança nessa coisa é cara mesmo
Há alguns dias, alguém me fez uma pergunta bastante interessante: "Bitcoin é lento nas transações e tem taxas altas, como é que consegue atingir 90 mil dólares por unidade, com uma capitalização de mercado que ultrapassa os 2 biliões?" Essa questão é boa, mas se você a considerar apenas como uma ferramenta de pagamento, realmente não há como explicar.
Mas se mudarmos a perspectiva, tudo fica claro — veja o Bitcoin como uma inovação na escala de cooperação humana, uma ruptura institucional, e tudo se explica.
**1. Não é uma ferramenta de eficiência, o núcleo é uma "substituição de confiança"**
Do ponto de vista técnico, o Bitcoin é bastante contra-intuitivo. Olhe para seus indicadores: o número de transações por segundo supera o da Visa, a mineração consome muita energia, toda a rede de nós repete transmissões e registra o livro-razão, as atualizações do protocolo são lentas, os custos de governança são altos... em quase todos os aspectos de "velocidade", ele não consegue competir com o sistema financeiro tradicional.
Porém, há um detalhe que muitas pessoas ignoram — o que realmente custa dinheiro no sistema financeiro tradicional não são os servidores de hardware, mas as pessoas. Bancos, intermediários de liquidação, órgãos reguladores, auditores, conformidade legal, sistema judiciário, coordenação internacional... esses "blockchains de nível humano" são as partes mais dispendiosas, mais propensas a problemas e mais difíceis de escalar dentro do sistema financeiro. Uma coisa bastante radical que o Bitcoin faz é: usar uma grande quantidade de poder computacional barato para substituir esses mecanismos caros e instáveis de confiança humana.
**2. O gargalo que limita a cooperação humana nunca foi a tecnologia**
Ao retroceder na história, antes do advento de sistemas e tecnologias modernas, o limite de escala na cooperação humana está em torno de 150 pessoas. A evolução de toda civilização, essencialmente, sempre buscou resolver a mesma questão: como fazer com que estranhos, pessoas que não confiam umas nas outras, possam colaborar de forma estável e duradoura.
A resposta não é "melhorar a moral das pessoas", mas — deixar as regras do jogo claras, fazer as contas de forma transparente, definir as consequências do inadimplemento. O design institucional é a verdadeira arma para ampliar o alcance da cooperação humana.