Reconfiguração geopolítica do mercado cambial: o apetite pelo dólar como ativo de refúgio reacende-se, enquanto a divergência entre a libra e o euro se intensifica
O dólar volta a desempenhar o papel de ativo de refúgio em meio aos riscos geopolíticos. Em 5 de janeiro, impulsionado pela tensão na Venezuela e no Irã, o movimento do dólar foi reforçado. Ao mesmo tempo, o desempenho da libra esterlina e do euro apresentou uma clara divergência: a libra caiu face ao dólar, mas subiu para o seu nível mais alto em dois meses e meio face ao euro. Por trás deste padrão cambial complexo, refletem-se respostas diferenciadas das moedas a eventos de risco, além de indicar possíveis novas mudanças no mercado cambial em 2026.
Riscos geopolíticos impulsionam a procura por refúgio no dólar
De acordo com as últimas notícias, analistas da Monex Europe apontam que a procura por refúgio desencadeada pela tensão na Venezuela e no Irã é o principal motor do fortalecimento do dólar. Em situações de risco, os participantes do mercado tendem a preferir ativos tradicionais de refúgio, como o moeda norte-americana, levando a um aumento na procura pelo mesma.
Essa lógica já foi comprovada várias vezes na história. Sempre que surgem riscos geopolíticos ou incertezas económicas globais, o dólar costuma ser favorecido devido à sua liquidez elevada e ao mercado profundo.
Razões profundas para a divergência entre o desempenho da libra e do euro
Par de moedas
Desempenho
Características principais
Libra face ao dólar
Queda
Desvalorização passiva devido à procura por refúgio
Libra face ao euro
Subida até o nível mais alto em dois meses e meio
Relativa força
Euro
Sob pressão
Mais sensível às interrupções comerciais
Por que o euro é mais suscetível a choques
Analistas indicam que o euro demonstra maior sensibilidade às interrupções comerciais. Isso reflete as características da economia da zona euro: altamente dependente do comércio internacional, onde riscos geopolíticos podem gerar incertezas comerciais que impactam diretamente suas perspectivas económicas. Em contraste, embora a libra também enfrente pressão de valorização do dólar, ela mostra-se relativamente forte face ao euro, justamente porque o euro sofre pressões maiores.
Riscos políticos internos no Reino Unido
Apesar do bom desempenho da libra face ao euro, essa vantagem pode ser apenas temporária. Os analistas acreditam que, até 2026, o ambiente político interno do Reino Unido continuará desfavorável ao crescimento económico e ao desempenho de longo prazo da libra. Isso sugere que a recuperação da moeda pode carecer de fundamentos sólidos, com riscos acumulando-se.
Novo cenário no mercado cambial em 2026
Segundo os analistas, o euro pode beneficiar-se das políticas fiscais da zona euro que estimulam o crescimento. Isso indica que, embora no curto prazo o euro possa sofrer devido aos riscos comerciais, no médio prazo, se a zona euro implementar políticas fiscais positivas, o euro poderá ter uma oportunidade de recuperação. Isso contrasta com os desafios políticos e económicos enfrentados pelo Reino Unido.
O atual padrão cambial apresenta uma clara dicotomia de “risco-oportunidade”: o dólar reforçado pelo apetite por refúgio, o euro sob pressão devido à sensibilidade comercial, mas com potencial de recuperação apoiado por políticas, e a libra em uma recuperação de curto prazo, porém com perspectivas de longo prazo sombrias.
Resumo
Os riscos geopolíticos estão a remodelar o mapa do mercado cambial global. A propriedade de refúgio do dólar está sendo reativada, mas a sua força sustentada dependerá da evolução da situação geopolítica. A divergência entre a libra e o euro reflete a sensibilidade diferenciada das economias aos eventos de risco: a zona euro, altamente dependente do comércio, é mais vulnerável, enquanto o Reino Unido enfrenta pressões políticas e económicas duplas. Para os participantes do mercado, o mais importante é compreender a lógica fundamental por trás dessas moedas, e não apenas seguir as oscilações de curto prazo. O rumo do mercado cambial em 2026 dependerá, em grande medida, da evolução da situação geopolítica e da interação das políticas das principais economias.
Esta página pode conter conteúdos de terceiros, que são fornecidos apenas para fins informativos (sem representações/garantias) e não devem ser considerados como uma aprovação dos seus pontos de vista pela Gate, nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Declaração de exoneração de responsabilidade para obter mais informações.
Reconfiguração geopolítica do mercado cambial: o apetite pelo dólar como ativo de refúgio reacende-se, enquanto a divergência entre a libra e o euro se intensifica
O dólar volta a desempenhar o papel de ativo de refúgio em meio aos riscos geopolíticos. Em 5 de janeiro, impulsionado pela tensão na Venezuela e no Irã, o movimento do dólar foi reforçado. Ao mesmo tempo, o desempenho da libra esterlina e do euro apresentou uma clara divergência: a libra caiu face ao dólar, mas subiu para o seu nível mais alto em dois meses e meio face ao euro. Por trás deste padrão cambial complexo, refletem-se respostas diferenciadas das moedas a eventos de risco, além de indicar possíveis novas mudanças no mercado cambial em 2026.
Riscos geopolíticos impulsionam a procura por refúgio no dólar
De acordo com as últimas notícias, analistas da Monex Europe apontam que a procura por refúgio desencadeada pela tensão na Venezuela e no Irã é o principal motor do fortalecimento do dólar. Em situações de risco, os participantes do mercado tendem a preferir ativos tradicionais de refúgio, como o moeda norte-americana, levando a um aumento na procura pelo mesma.
Essa lógica já foi comprovada várias vezes na história. Sempre que surgem riscos geopolíticos ou incertezas económicas globais, o dólar costuma ser favorecido devido à sua liquidez elevada e ao mercado profundo.
Razões profundas para a divergência entre o desempenho da libra e do euro
Por que o euro é mais suscetível a choques
Analistas indicam que o euro demonstra maior sensibilidade às interrupções comerciais. Isso reflete as características da economia da zona euro: altamente dependente do comércio internacional, onde riscos geopolíticos podem gerar incertezas comerciais que impactam diretamente suas perspectivas económicas. Em contraste, embora a libra também enfrente pressão de valorização do dólar, ela mostra-se relativamente forte face ao euro, justamente porque o euro sofre pressões maiores.
Riscos políticos internos no Reino Unido
Apesar do bom desempenho da libra face ao euro, essa vantagem pode ser apenas temporária. Os analistas acreditam que, até 2026, o ambiente político interno do Reino Unido continuará desfavorável ao crescimento económico e ao desempenho de longo prazo da libra. Isso sugere que a recuperação da moeda pode carecer de fundamentos sólidos, com riscos acumulando-se.
Novo cenário no mercado cambial em 2026
Segundo os analistas, o euro pode beneficiar-se das políticas fiscais da zona euro que estimulam o crescimento. Isso indica que, embora no curto prazo o euro possa sofrer devido aos riscos comerciais, no médio prazo, se a zona euro implementar políticas fiscais positivas, o euro poderá ter uma oportunidade de recuperação. Isso contrasta com os desafios políticos e económicos enfrentados pelo Reino Unido.
O atual padrão cambial apresenta uma clara dicotomia de “risco-oportunidade”: o dólar reforçado pelo apetite por refúgio, o euro sob pressão devido à sensibilidade comercial, mas com potencial de recuperação apoiado por políticas, e a libra em uma recuperação de curto prazo, porém com perspectivas de longo prazo sombrias.
Resumo
Os riscos geopolíticos estão a remodelar o mapa do mercado cambial global. A propriedade de refúgio do dólar está sendo reativada, mas a sua força sustentada dependerá da evolução da situação geopolítica. A divergência entre a libra e o euro reflete a sensibilidade diferenciada das economias aos eventos de risco: a zona euro, altamente dependente do comércio, é mais vulnerável, enquanto o Reino Unido enfrenta pressões políticas e económicas duplas. Para os participantes do mercado, o mais importante é compreender a lógica fundamental por trás dessas moedas, e não apenas seguir as oscilações de curto prazo. O rumo do mercado cambial em 2026 dependerá, em grande medida, da evolução da situação geopolítica e da interação das políticas das principais economias.