## Do ponto de vista dos dados, o ciclo de alta do Bitcoin: o que é uma corrida de touros no mercado de criptomoedas
No mundo dos ativos digitais, não há fenômeno mais notório do que as oscilações cíclicas do Bitcoin. Desde o seu nascimento em 2009, este ativo digital de maior valor de mercado passou por várias ondas de valorização de diferentes magnitudes, cada uma acompanhada por diferentes motivações de mercado e formas de participação dos investidores. Para entender onde está a próxima oportunidade do Bitcoin, primeiro é preciso compreender o que é uma bull run e qual é a lógica por trás dela.
### O que é uma Bull Run? Análise de indicadores técnicos e dados on-chain
A essência de uma bull run de Bitcoin é uma alta contínua de preços que ocorre em um período relativamente curto, geralmente acompanhada por um aumento expressivo no volume de negociações, aumento do buzz nas redes sociais e maior atividade nas carteiras. Do ponto de vista técnico, um RSI (Índice de Força Relativa) acima de 70 indica uma pressão de compra forte, enquanto a quebra das médias móveis de 50 e 200 dias costuma marcar o início de uma tendência de alta.
Dados on-chain reforçam essa análise. Quando a reserva de Bitcoin nas exchanges diminui continuamente, indica que grandes investidores estão acumulando; quando há aumento na entrada de stablecoins nas exchanges, sugere que há uma grande quantidade de fundos prontos para entrar no mercado; quando o número de endereços que possuem Bitcoin cresce, reflete a entrada de novos participantes. Esses indicadores microeconômicos, conectados, formam um retrato completo de uma bull run.
De acordo com os dados mais recentes, o preço atual do Bitcoin é de $92.73K, com uma alta de 1.47% nas últimas 24 horas, e um aumento de 3.86% desde o início do ano (período de 30 dias). O número de endereços de detentores já atingiu 55.267.312, o que indica que o engajamento ainda se mantém elevado.
### Retrospectiva histórica: quatro ciclos de alta importantes
**2013: o crescimento selvagem inicial**
A primeira valorização significativa do Bitcoin ocorreu em 2013. De aproximadamente $145 em maio, até o pico de $1.200 em dezembro, o preço subiu 730% em apenas 7 meses. Os principais impulsionadores foram a entrada de adotantes iniciais e a melhoria da infraestrutura. Além disso, a crise bancária no Chipre também impulsionou o interesse, levando investidores tradicionais a migrar para este ativo emergente.
Porém, o cenário não durou muito. No início de 2014, a Mt.Gox, então responsável por 70% das transações globais de Bitcoin, enfrentou vulnerabilidades de segurança e acabou fechando, levando o preço a cair abaixo de $300, uma queda superior a 75%. Este evento expôs a fragilidade da infraestrutura do mercado, mas também ensinou aos sobreviventes a importância da gestão de riscos.
**2017: o frenesi dos investidores de varejo e a bolha das ICOs**
A bull run de 2017 foi completamente diferente. O Bitcoin saiu de $1.000 no início do ano e atingiu $20.000 no final, uma valorização de 1.900%. O volume diário de negociações passou de $200 milhões para $15 bilhões. Os fatores de impulso foram três: a febre de financiamento por meio de ICOs (ofertas iniciais de tokens), que atraiu muitos novatos; plataformas de negociação amigáveis que facilitaram o acesso ao público comum; e o próprio aumento de preços, que foi amplificado pela mídia, atraindo ainda mais atenção.
Porém, essa euforia teve um custo alto. No início de 2018, preocupações regulatórias e uma correção de mercado levaram o Bitcoin a despencar 84%, cortando o valor de $20.000 pela metade várias vezes. A proibição de ICOs na China e o fechamento de exchanges agravaram a situação. Essa bolha estourou e marcou o começo de uma busca por infraestrutura mais madura e por regulações mais sólidas.
**2020-2021: entrada de investidores institucionais e a narrativa do "ouro digital"**
2020 foi um ponto de virada. De $8.000 no início do ano, o Bitcoin ultrapassou $64.000 em abril de 2021, um aumento de 700%. Desta vez, o protagonismo mudou dos investidores de varejo para os institucionais. MicroStrategy, Tesla, Square e outras empresas listadas passaram a incluir Bitcoin em suas carteiras, usando recursos próprios.
O impulso principal veio da lógica do "ouro digital" — em um cenário de estímulos monetários globais, taxas de juros baixas e incertezas econômicas, investidores buscavam um ativo que pudesse proteger contra a inflação. A escassez absoluta de 21 milhões de Bitcoins também foi um fator decisivo. A entrada de grandes players trouxe também derivativos (futuros) e fundos de investimento, permitindo que investidores tradicionais participassem.
Claro que, neste ciclo, também surgiram debates sobre o impacto ambiental da mineração e a regulação, mas esses fatores não impediram o fluxo de capital institucional.
**2024-2025: ETFs à vista e choque de oferta impulsionam a nova fase**
A bull run atual apresenta uma conformidade regulatória sem precedentes. Em janeiro de 2024, a SEC dos EUA aprovou o primeiro ETF de Bitcoin à vista, abrindo uma via legal para fundos de pensão, fundos mútuos e outros investidores tradicionais entrarem no mercado. Até novembro, o fluxo líquido de entradas nos ETFs ultrapassou $4.5 bilhões, com o ETF da BlackRock, o IBIT, detendo mais de 467.000 BTC.
Simultaneamente, em abril de 2024, ocorreu a quarta halving do Bitcoin, que reduziu ainda mais a oferta. O halving, mecanismo de escassez do Bitcoin, ocorre a cada 4 anos e diminui pela metade a quantidade de novos Bitcoins criados. Historicamente, após cada halving, houve aumentos expressivos de preço (+5.200% após 2012, +315% após 2016, +230% após 2020).
Como resultado, o Bitcoin saiu de $40.000 no início do ano e atingiu $92.73K em novembro, uma alta de 132%, com valor de mercado ultrapassando $1.85 trilhão. Analistas até preveem que pode chegar a $100.000 até o final do ano. As características desta bull run são: maior participação institucional, infraestrutura mais madura e ambiente regulatório mais favorável.
### Como identificar que uma Bull Run está em andamento: quatro dimensões de observação
**Sinais técnicos**
Durante o ciclo de alta de 2024-25, o RSI do Bitcoin permanece acima de 70 por longos períodos, o que na análise técnica tradicional indica sobrecompra, mas no mercado de criptomoedas muitas vezes significa continuidade da força de compra, sem obrigatoriamente uma correção imediata. O preço frequentemente rompe as médias móveis de 50 e 200 dias, formando um canal de alta bem definido.
**Confirmação por dados on-chain**
A reserva de Bitcoin nas exchanges continua a diminuir, indicando que grandes investidores estão acumulando e não vendendo. A entrada de stablecoins nas plataformas permanece elevada, sinalizando forte poder de compra. O crescimento do número de endereços e de novos endereços também reflete uma expansão na participação do mercado.
**Acompanhamento do comportamento institucional**
Empresas como MicroStrategy continuam a aumentar suas posições em Bitcoin em 2024. Os fluxos líquidos nos ETFs atingiram recordes históricos. Dados públicos mostram que a soma do BTC detido por todos os ETFs à vista já ultrapassou 1 milhão de moedas.
**Interpretação do cenário macroeconômico**
O governo dos EUA pode lançar uma "Lei de reserva estratégica de Bitcoin", considerando adquirir até 1 milhão de BTC em cinco anos, o que aumentaria a demanda a nível nacional. A instabilidade geopolítica também eleva o apetite por "ouro digital".
### Por que uma Bull Run acontece: tríade de oferta, demanda e política
**Oferta: Halving e a escassez absoluta**
O limite fixo de Bitcoin é a base de seu valor. Cada halving reduz pela metade a nova emissão, criando uma escassez artificial. Quando a demanda se mantém ou aumenta, o preço tende a subir. Dados mostram que há 55.267.312 endereços de detentores, com uma circulação de 19.971.778 BTC, e a produção diária dos mineradores está em declínio constante, indicando uma pressão de oferta contínua.
**Demanda: de varejo a instituições e países**
Em 2013, os investidores de varejo descobriram o ativo; em 2017, houve uma febre de investidores de varejo; em 2020-21, as instituições entraram; e em 2024-25, há uma ressonância de múltiplos níveis de participantes — varejo, instituições e até países. Essa diversificação e evolução da demanda fortalecem a continuidade da bull run.
**Política: de proibição a adoção**
Nos últimos dez anos, a postura regulatória global mudou bastante. De proibições iniciais, para atualmente considerar o Bitcoin como reserva estratégica, essa mudança de atitude é um dos maiores catalisadores para uma bull run.
### Como se preparar para a próxima fase: o que investidores devem fazer
**Primeiro passo: entender quem você é**
Para lucrar em uma bull run, é fundamental conhecer sua tolerância ao risco. Você é um investidor de longo prazo ou um trader? É uma instituição ou um investidor de varejo? Cada perfil exige estratégias diferentes. Investidores de longo prazo devem focar em ciclos macro e fundamentos, enquanto traders precisam estar atentos às mudanças técnicas e emocionais.
**Segundo passo: escolher as ferramentas certas**
Hoje há uma vasta gama de opções: para uma abordagem simples, um ETF à vista; para gestão própria, plataformas de negociação confiáveis, com fortes medidas de segurança (autenticação de dois fatores, armazenamento em cold wallets, auditorias regulares); para grandes volumes e posições de longo prazo, carteiras de hardware são a melhor escolha.
**Terceiro passo: estabelecer um sistema de gestão de riscos**
Mesmo em uma bull run, é importante definir pontos de stop-loss. Oscilações emocionais podem levar a decisões erradas; regras de negociação bem definidas ajudam a evitar o pânico ou a FOMO (medo de perder). Além disso, não coloque todo o seu capital em Bitcoin; diversificar a carteira reduz riscos globais.
Fique atento às próximas halving, anúncios de políticas, dados econômicos relevantes (inflação, decisões de juros). Esses fatores influenciam o ritmo da bull run.
**Quinto passo: entender questões fiscais e de conformidade**
Os lucros com criptoativos geralmente são tributados na maioria das jurisdições. Conheça a legislação local e faça a declaração corretamente para evitar problemas. Guarde todos os registros de transações.
### Como as atualizações tecnológicas podem mudar o jogo
A rede Bitcoin também evolui. A reativação do código OP_CAT pode abrir possibilidades de Layer-2 e DeFi simples, transformando o Bitcoin de uma ferramenta de armazenamento de valor para uma plataforma de transações complexas. Essa atualização pode ampliar ainda mais os casos de uso do Bitcoin e se tornar uma nova história nesta bull run.
### Para finalizar: a previsibilidade do ciclo e a incerteza do timing
A periodicidade do Bitcoin é certa — halving a cada 4 anos, adoção institucional é uma tendência de longo prazo, a postura regulatória tende a melhorar. Nada disso mudará. Mas exatamente quando o pico acontecerá, até que ponto o preço subirá antes de uma correção, esses detalhes ainda são incertos.
A história mostra que a melhor forma de participar de uma bull run de Bitcoin não é tentar prever o topo, mas entender o ciclo, estudar bem, entrar em um momento razoável e gerenciar riscos. A fase atual já possui fundamentos sólidos. Mas, por mais otimista que seja, lembre-se do principal do mercado de criptomoedas: altos retornos vêm acompanhados de altos riscos. Se estiver preparado, pode obter lucros no próximo ciclo; se não, pode ser engolido pela volatilidade.
O Bitcoin, em $92.73K, ainda está em alta. A questão não é "vai continuar subindo", mas "você está preparado para participar"?
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## Do ponto de vista dos dados, o ciclo de alta do Bitcoin: o que é uma corrida de touros no mercado de criptomoedas
No mundo dos ativos digitais, não há fenômeno mais notório do que as oscilações cíclicas do Bitcoin. Desde o seu nascimento em 2009, este ativo digital de maior valor de mercado passou por várias ondas de valorização de diferentes magnitudes, cada uma acompanhada por diferentes motivações de mercado e formas de participação dos investidores. Para entender onde está a próxima oportunidade do Bitcoin, primeiro é preciso compreender o que é uma bull run e qual é a lógica por trás dela.
### O que é uma Bull Run? Análise de indicadores técnicos e dados on-chain
A essência de uma bull run de Bitcoin é uma alta contínua de preços que ocorre em um período relativamente curto, geralmente acompanhada por um aumento expressivo no volume de negociações, aumento do buzz nas redes sociais e maior atividade nas carteiras. Do ponto de vista técnico, um RSI (Índice de Força Relativa) acima de 70 indica uma pressão de compra forte, enquanto a quebra das médias móveis de 50 e 200 dias costuma marcar o início de uma tendência de alta.
Dados on-chain reforçam essa análise. Quando a reserva de Bitcoin nas exchanges diminui continuamente, indica que grandes investidores estão acumulando; quando há aumento na entrada de stablecoins nas exchanges, sugere que há uma grande quantidade de fundos prontos para entrar no mercado; quando o número de endereços que possuem Bitcoin cresce, reflete a entrada de novos participantes. Esses indicadores microeconômicos, conectados, formam um retrato completo de uma bull run.
De acordo com os dados mais recentes, o preço atual do Bitcoin é de $92.73K, com uma alta de 1.47% nas últimas 24 horas, e um aumento de 3.86% desde o início do ano (período de 30 dias). O número de endereços de detentores já atingiu 55.267.312, o que indica que o engajamento ainda se mantém elevado.
### Retrospectiva histórica: quatro ciclos de alta importantes
**2013: o crescimento selvagem inicial**
A primeira valorização significativa do Bitcoin ocorreu em 2013. De aproximadamente $145 em maio, até o pico de $1.200 em dezembro, o preço subiu 730% em apenas 7 meses. Os principais impulsionadores foram a entrada de adotantes iniciais e a melhoria da infraestrutura. Além disso, a crise bancária no Chipre também impulsionou o interesse, levando investidores tradicionais a migrar para este ativo emergente.
Porém, o cenário não durou muito. No início de 2014, a Mt.Gox, então responsável por 70% das transações globais de Bitcoin, enfrentou vulnerabilidades de segurança e acabou fechando, levando o preço a cair abaixo de $300, uma queda superior a 75%. Este evento expôs a fragilidade da infraestrutura do mercado, mas também ensinou aos sobreviventes a importância da gestão de riscos.
**2017: o frenesi dos investidores de varejo e a bolha das ICOs**
A bull run de 2017 foi completamente diferente. O Bitcoin saiu de $1.000 no início do ano e atingiu $20.000 no final, uma valorização de 1.900%. O volume diário de negociações passou de $200 milhões para $15 bilhões. Os fatores de impulso foram três: a febre de financiamento por meio de ICOs (ofertas iniciais de tokens), que atraiu muitos novatos; plataformas de negociação amigáveis que facilitaram o acesso ao público comum; e o próprio aumento de preços, que foi amplificado pela mídia, atraindo ainda mais atenção.
Porém, essa euforia teve um custo alto. No início de 2018, preocupações regulatórias e uma correção de mercado levaram o Bitcoin a despencar 84%, cortando o valor de $20.000 pela metade várias vezes. A proibição de ICOs na China e o fechamento de exchanges agravaram a situação. Essa bolha estourou e marcou o começo de uma busca por infraestrutura mais madura e por regulações mais sólidas.
**2020-2021: entrada de investidores institucionais e a narrativa do "ouro digital"**
2020 foi um ponto de virada. De $8.000 no início do ano, o Bitcoin ultrapassou $64.000 em abril de 2021, um aumento de 700%. Desta vez, o protagonismo mudou dos investidores de varejo para os institucionais. MicroStrategy, Tesla, Square e outras empresas listadas passaram a incluir Bitcoin em suas carteiras, usando recursos próprios.
O impulso principal veio da lógica do "ouro digital" — em um cenário de estímulos monetários globais, taxas de juros baixas e incertezas econômicas, investidores buscavam um ativo que pudesse proteger contra a inflação. A escassez absoluta de 21 milhões de Bitcoins também foi um fator decisivo. A entrada de grandes players trouxe também derivativos (futuros) e fundos de investimento, permitindo que investidores tradicionais participassem.
Claro que, neste ciclo, também surgiram debates sobre o impacto ambiental da mineração e a regulação, mas esses fatores não impediram o fluxo de capital institucional.
**2024-2025: ETFs à vista e choque de oferta impulsionam a nova fase**
A bull run atual apresenta uma conformidade regulatória sem precedentes. Em janeiro de 2024, a SEC dos EUA aprovou o primeiro ETF de Bitcoin à vista, abrindo uma via legal para fundos de pensão, fundos mútuos e outros investidores tradicionais entrarem no mercado. Até novembro, o fluxo líquido de entradas nos ETFs ultrapassou $4.5 bilhões, com o ETF da BlackRock, o IBIT, detendo mais de 467.000 BTC.
Simultaneamente, em abril de 2024, ocorreu a quarta halving do Bitcoin, que reduziu ainda mais a oferta. O halving, mecanismo de escassez do Bitcoin, ocorre a cada 4 anos e diminui pela metade a quantidade de novos Bitcoins criados. Historicamente, após cada halving, houve aumentos expressivos de preço (+5.200% após 2012, +315% após 2016, +230% após 2020).
Como resultado, o Bitcoin saiu de $40.000 no início do ano e atingiu $92.73K em novembro, uma alta de 132%, com valor de mercado ultrapassando $1.85 trilhão. Analistas até preveem que pode chegar a $100.000 até o final do ano. As características desta bull run são: maior participação institucional, infraestrutura mais madura e ambiente regulatório mais favorável.
### Como identificar que uma Bull Run está em andamento: quatro dimensões de observação
**Sinais técnicos**
Durante o ciclo de alta de 2024-25, o RSI do Bitcoin permanece acima de 70 por longos períodos, o que na análise técnica tradicional indica sobrecompra, mas no mercado de criptomoedas muitas vezes significa continuidade da força de compra, sem obrigatoriamente uma correção imediata. O preço frequentemente rompe as médias móveis de 50 e 200 dias, formando um canal de alta bem definido.
**Confirmação por dados on-chain**
A reserva de Bitcoin nas exchanges continua a diminuir, indicando que grandes investidores estão acumulando e não vendendo. A entrada de stablecoins nas plataformas permanece elevada, sinalizando forte poder de compra. O crescimento do número de endereços e de novos endereços também reflete uma expansão na participação do mercado.
**Acompanhamento do comportamento institucional**
Empresas como MicroStrategy continuam a aumentar suas posições em Bitcoin em 2024. Os fluxos líquidos nos ETFs atingiram recordes históricos. Dados públicos mostram que a soma do BTC detido por todos os ETFs à vista já ultrapassou 1 milhão de moedas.
**Interpretação do cenário macroeconômico**
O governo dos EUA pode lançar uma "Lei de reserva estratégica de Bitcoin", considerando adquirir até 1 milhão de BTC em cinco anos, o que aumentaria a demanda a nível nacional. A instabilidade geopolítica também eleva o apetite por "ouro digital".
### Por que uma Bull Run acontece: tríade de oferta, demanda e política
**Oferta: Halving e a escassez absoluta**
O limite fixo de Bitcoin é a base de seu valor. Cada halving reduz pela metade a nova emissão, criando uma escassez artificial. Quando a demanda se mantém ou aumenta, o preço tende a subir. Dados mostram que há 55.267.312 endereços de detentores, com uma circulação de 19.971.778 BTC, e a produção diária dos mineradores está em declínio constante, indicando uma pressão de oferta contínua.
**Demanda: de varejo a instituições e países**
Em 2013, os investidores de varejo descobriram o ativo; em 2017, houve uma febre de investidores de varejo; em 2020-21, as instituições entraram; e em 2024-25, há uma ressonância de múltiplos níveis de participantes — varejo, instituições e até países. Essa diversificação e evolução da demanda fortalecem a continuidade da bull run.
**Política: de proibição a adoção**
Nos últimos dez anos, a postura regulatória global mudou bastante. De proibições iniciais, para atualmente considerar o Bitcoin como reserva estratégica, essa mudança de atitude é um dos maiores catalisadores para uma bull run.
### Como se preparar para a próxima fase: o que investidores devem fazer
**Primeiro passo: entender quem você é**
Para lucrar em uma bull run, é fundamental conhecer sua tolerância ao risco. Você é um investidor de longo prazo ou um trader? É uma instituição ou um investidor de varejo? Cada perfil exige estratégias diferentes. Investidores de longo prazo devem focar em ciclos macro e fundamentos, enquanto traders precisam estar atentos às mudanças técnicas e emocionais.
**Segundo passo: escolher as ferramentas certas**
Hoje há uma vasta gama de opções: para uma abordagem simples, um ETF à vista; para gestão própria, plataformas de negociação confiáveis, com fortes medidas de segurança (autenticação de dois fatores, armazenamento em cold wallets, auditorias regulares); para grandes volumes e posições de longo prazo, carteiras de hardware são a melhor escolha.
**Terceiro passo: estabelecer um sistema de gestão de riscos**
Mesmo em uma bull run, é importante definir pontos de stop-loss. Oscilações emocionais podem levar a decisões erradas; regras de negociação bem definidas ajudam a evitar o pânico ou a FOMO (medo de perder). Além disso, não coloque todo o seu capital em Bitcoin; diversificar a carteira reduz riscos globais.
**Quarto passo: acompanhar gatilhos macroeconômicos**
Fique atento às próximas halving, anúncios de políticas, dados econômicos relevantes (inflação, decisões de juros). Esses fatores influenciam o ritmo da bull run.
**Quinto passo: entender questões fiscais e de conformidade**
Os lucros com criptoativos geralmente são tributados na maioria das jurisdições. Conheça a legislação local e faça a declaração corretamente para evitar problemas. Guarde todos os registros de transações.
### Como as atualizações tecnológicas podem mudar o jogo
A rede Bitcoin também evolui. A reativação do código OP_CAT pode abrir possibilidades de Layer-2 e DeFi simples, transformando o Bitcoin de uma ferramenta de armazenamento de valor para uma plataforma de transações complexas. Essa atualização pode ampliar ainda mais os casos de uso do Bitcoin e se tornar uma nova história nesta bull run.
### Para finalizar: a previsibilidade do ciclo e a incerteza do timing
A periodicidade do Bitcoin é certa — halving a cada 4 anos, adoção institucional é uma tendência de longo prazo, a postura regulatória tende a melhorar. Nada disso mudará. Mas exatamente quando o pico acontecerá, até que ponto o preço subirá antes de uma correção, esses detalhes ainda são incertos.
A história mostra que a melhor forma de participar de uma bull run de Bitcoin não é tentar prever o topo, mas entender o ciclo, estudar bem, entrar em um momento razoável e gerenciar riscos. A fase atual já possui fundamentos sólidos. Mas, por mais otimista que seja, lembre-se do principal do mercado de criptomoedas: altos retornos vêm acompanhados de altos riscos. Se estiver preparado, pode obter lucros no próximo ciclo; se não, pode ser engolido pela volatilidade.
O Bitcoin, em $92.73K, ainda está em alta. A questão não é "vai continuar subindo", mas "você está preparado para participar"?