Os alarmes nos mercados financeiros globais voltaram a soar. A dívida federal dos EUA ultrapassou os 36 trilhões de dólares, atingindo um máximo histórico, e o défice do ano fiscal de 2024 chegou a 1,83 triliões de dólares. O Fundo Monetário Internacional prevê ainda que, até 2030, a proporção da dívida em relação ao PIB poderá disparar para 143% — um valor que já supera os níveis da Grécia e Itália durante a crise da dívida na zona euro.



A verdadeira questão é que, para esconder o buraco da dívida, as autoridades financeiras encontram-se numa encruzilhada. Com a inflação ainda em 3%, é necessário manter uma política de juros baixos para sustentar a economia, o que levou o rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos a atingir 4,8%, pressionando diretamente a qualidade de vida das famílias americanas — o custo de vida anual médio dos americanos aumentou em mais 4000 dólares.

Mais preocupante ainda, os credores globais começaram a votar com os pés. No ano passado, a China reduziu a sua posição em títulos do Tesouro dos EUA em 57,3 bilhões de dólares, enquanto países tradicionais compradores como Japão e Reino Unido também começaram a vender, resultando numa saída líquida de fundos oficiais estrangeiros superior a 75 bilhões de dólares. Isto indica que o mito de que os títulos do Tesouro dos EUA são ativos seguros está a desmoronar-se.

As tensões políticas internas agravaram ainda mais a situação. O governo de Trump interferiu à força nas negociações do projeto de lei de despesas, levando o Congresso a aprovar um orçamento provisório apenas no final do ano passado, que só dura até março de 2025. Os republicanos querem cortar os gastos sociais, enquanto os democratas insistem na manutenção da receita fiscal. Mas ambos sabem — e a Moody’s já confirmou — que a Segurança Social em 2034 e o Medicare em 2033 estão condenados à falência. Ainda assim, continuam a não ceder na questão do limite da dívida, e a classificação de crédito dos EUA foi rebaixada de AAA para Aa1.

As ondas desta crise estão a espalhar-se globalmente. A posição do dólar como moeda de reserva está a abalar-se, os custos de empréstimo nos mercados emergentes estão a disparar, e o mercado de ativos digitais enfrenta uma pressão crescente de liquidez. Em apenas 3 meses, os fundos do governo irão acabar novamente. Será que os dois partidos conseguirão sentar-se à mesa para propor uma reforma que combine aumento de impostos com cortes de despesas, ou deixarão os EUA continuarem a escorregar para o abismo da "armadilha da dívida", arrastando a economia global? A resposta a esta questão poderá ser revelada mais rapidamente do que imaginamos.
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