Nos últimos anos, o mercado de Bitcoin tem apresentado características de ciclo bem definidas. Até 2024, o BTC passou de $40K no início do ano para $93.11K, um aumento de 132%, atingindo um recorde histórico de $126.08K. Por trás desta subida, há tanto apoios institucionais (aprovado ETF de Bitcoin à vista pela SEC dos EUA) quanto fatores técnicos (expectativa de halving). Mas para compreender verdadeiramente a atual corrida de alta, é preciso recuar às quatro principais fases de ciclo do Bitcoin.
A atual tendência de alta das criptomoedas: novos impulsionadores para 2024-2025
Visão geral do momento atual
Preço atual do BTC: $93.11K
Variação nas últimas 24h: +1.91%
Variação em 7 dias: +6.07%
Desde o início do ano: +132%
Volume de negociação em 24h: $858.55M
O mercado de Bitcoin em 2024 apresenta diferenças marcantes em relação ao passado. O núcleo desta corrida de alta provém de três fatores principais: primeiro, a SEC dos EUA aprovou um ETF de Bitcoin à vista em janeiro; segundo, o evento de halving em abril reduziu a oferta; terceiro, há expectativas de políticas favoráveis às criptomoedas por parte do governo Trump.
Fluxo contínuo de fundos institucionais. Até novembro de 2024, o fluxo líquido acumulado de ETFs de Bitcoin ultrapassou $2,8 bilhões, muito acima dos ETFs de ouro no mesmo período. MicroStrategy e outras empresas listadas continuam aumentando suas reservas de Bitcoin, consolidando a oferta. Essas mudanças indicam uma transição do mercado de investidores de varejo para o domínio de instituições.
Pressão na oferta está sendo liberada. Após o quarto halving, a produção adicional de Bitcoin foi drasticamente reduzida, enquanto a quantidade de Bitcoin detida por instituições continua a crescer, reduzindo a circulação. Dados históricos mostram que a restrição de oferta após o halving costuma impulsionar os preços em 6-12 meses — esse padrão está se repetindo em 2024.
Comparações históricas: lições de três ciclos clássicos de bull run
2013: Bitcoin de extrema pobreza a $1200
Foi uma época de selvageria no mercado de criptomoedas. No início do ano, o Bitcoin oscilava em torno de $145, mas em dezembro atingiu $1.200, um aumento de 730% no ano. Parece surreal, mas aconteceu de fato.
O que aconteceu? Primeiramente, a crise bancária no Chipre, com depósitos europeus congelados, levou as pessoas a buscar refúgios fora do sistema bancário — o Bitcoin tornou-se uma opção. Depois, a mídia começou a dar destaque, transformando o Bitcoin de um brinquedo de entusiastas tecnológicos em um tema de interesse público.
Mas com um custo alto. Em 2014, a Mt.Gox foi hackeada, e na época 70% do volume global de Bitcoin passava por essa plataforma, com dezenas de milhares de BTC desaparecendo de uma só vez. O preço despencou de $1.200 para abaixo de $300, uma queda de 75%. Este evento revelou a vulnerabilidade da infraestrutura do mercado e plantou as sementes de uma bear market que duraria anos.
2017: O boom das ICOs e a festa dos investidores de varejo
2017 marcou a era das redes sociais no universo cripto. O Bitcoin subiu de $1.000 no início do ano para $20.000 no final, um aumento de 1.900%. O volume diário de negociações saltou de $200 milhões em fevereiro para $15 bilhões em dezembro.
Impulso de fenômeno de massa. A febre das ICOs atraiu milhões de novos investidores, que não só compraram diversos tokens, mas também adquiriram Bitcoin como ativo base. Exchanges amigáveis facilitaram o acesso. Notícias diárias e discussões nas redes sociais criaram um ciclo de feedback positivo: preço sobe → mais atenção → mais compradores → novo aumento.
Depois, a bolha estourou. No início de 2018, reguladores globais (incluindo a proibição de ICOs e exchanges na China) começaram a agir, levando o Bitcoin de $20.000 para abaixo de $3.200, uma queda de 84%. A correção durou um ano até o fundo ser atingido.
Lições profundas: esse ciclo mostrou o poder do capital de varejo, mas também expôs a natureza especulativa do mercado — sem demanda real suficiente para sustentar os valores.
2020-2021: entrada de instituições e mudança de paradigma
Este ciclo de alta foi marcado por uma dinâmica completamente diferente. O Bitcoin passou de $8.000 no início de 2020 para $64.000 em abril de 2021, um aumento de 700%. Mas por trás dos números, houve mudanças institucionais.
O que mudou? A pandemia de COVID-19 levou os bancos centrais globais a liberar liquidez em quantidades recordes, com taxas de juros próximas de zero e o Federal Reserve expandindo seu QE sem limites. Nesse cenário, investidores começaram a ver o Bitcoin como uma reserva de valor — “ouro digital”.
A entrada de capital institucional foi decisiva. A MicroStrategy começou a comprar em agosto de 2020, acumulando mais de 125.000 BTC. Tesla, Square e outras empresas também entraram. Seus relatórios financeiros colocaram o Bitcoin no radar de gestores de fundos, impulsionando a demanda institucional. Além disso, a aprovação de ETFs de futuros nos EUA e em alguns países criou canais de investimento regulamentados.
Porém, riscos também aumentaram. Ambientalistas passaram a questionar a pegada de carbono da mineração de Bitcoin, e fundos ESG enfrentam limitações. Reguladores intensificaram a fiscalização. Em meados de 2021, o preço caiu para $30.000, uma retração de 53%.
Ponto de virada: esse ciclo mostrou que a demanda institucional pode ser sustentável e que o apoio político é fundamental.
Entendendo o ciclo de alta pelo lado técnico: como identificar fundos e reversões
Reconhecer sinais de início de uma tendência de alta no Bitcoin não é uma tarefa impossível.
Indicadores técnicos de alerta. O RSI (Índice de Força Relativa) acima de 70 indica possível condição de sobrecompra. Mas, em 2024, o RSI permanecendo alto confirmou força — isso mostra que o mercado pode sustentar altas mesmo em níveis elevados. A formação de cruzamentos dourados (média móvel de 50 dias cruzando acima da de 200 dias) costuma sinalizar mudança de tendência, sendo bastante útil para detectar o início de bull runs.
Dados on-chain reveladores. Um aumento na entrada de stablecoins nas exchanges indica que compradores estão se preparando para comprar. Por outro lado, a retirada de Bitcoin das exchanges para carteiras pessoais sugere acumulação. Em 2024, observamos que instituições via ETFs detêm grande parte, enquanto investidores de varejo acumulam na cadeia, ambos sinais de otimismo.
Fatores macroeconômicos como catalisadores. Políticas de juros, o dólar, riscos geopolíticos e ciclos políticos influenciam o mercado. Em 2024, a reentrada de Trump na política trouxe expectativas de políticas mais amigáveis às criptomoedas. Historicamente, mudanças regulatórias costumam preceder altas de Bitcoin.
Novas lógicas para o próximo ciclo de alta
Restrições de oferta a longo prazo. O limite de 21 milhões de Bitcoins é uma regra inquebrável. Cada halving reduz a nova oferta pela metade. Já há mais de 180 mil BTC em fundos de grandes gestoras como Grayscale e BlackRock, representando cerca de 9% da circulação global. Reservas governamentais (El Salvador com cerca de 5.900 BTC, Butão com mais de 13.000 BTC) são pequenas, mas indicam direção. Se os EUA aprovarem uma “Bitcoin Act”, o Tesouro pode deter 1 milhão de BTC (cerca de 5% do total), mudando radicalmente a curva de oferta.
Potencial de upgrades tecnológicos. A reativação do código OP_CAT pode permitir suporte a soluções Layer 2, processando milhares de transações por segundo. Se o Bitcoin suportar nativamente aplicações DeFi, deixando de ser apenas “ouro digital” para se tornar uma infraestrutura econômica digital, a avaliação mudará completamente.
Adoção institucional se consolidando. Desde janeiro de 2024, os ETFs à vista já atraíram mais de $2,8 bilhões, muito acima do histórico de ETFs de futuros. Com mais países aprovando ETFs à vista e fundos de pensão incluindo Bitcoin em suas carteiras, a demanda por esse ativo deve crescer exponencialmente.
Estrutura regulatória amadurecendo. De um cenário sem regras a uma estrutura de relatórios, controle de riscos e conformidade, o mercado cripto está se institucionalizando. Barreiras de entrada aumentam, investidores de especulação ficam de fora, e gestores institucionais entram. Isso tende a reduzir a volatilidade, elevando o preço médio.
Como se preparar para o próximo ciclo de alta
Nem todos querem especular no curto prazo. Para quem pensa em manter a longo prazo, a estratégia de preparação é diferente:
Primeiro, construa uma base de conhecimento. Entenda o modelo de oferta fixa do Bitcoin, ciclos de halving, mecanismo UTXO — fundamentos essenciais. Não precisa ser desenvolvedor, mas deve compreender por que sua escassez é insubstituível. Analisar os quatro principais ciclos passados — infraestrutura frágil em 2013, bolha de 2017, entrada institucional em 2021 — ajuda a entender o que está por vir.
Segundo, defina sua estratégia pessoal. Conheça seu apetite ao risco. Se tolera retrações de 50%, o método de compra periódica (DCA) é mais seguro. Para operações de swing, aprenda a usar ordens de stop-loss para limitar perdas. O erro comum é não saber quando sair.
Terceiro, mantenha seus ativos de forma segura. Carteiras frias (hardware wallets) são essenciais para quem pensa em manter por longo prazo. Ative autenticação de dois fatores na exchange. Faça backups periódicos da chave privada. Essas medidas parecem trabalhosas, mas o maior risco de manter Bitcoin não é o mercado, e sim a segurança.
Quarto, planeje sua tributação. Ganhos com cripto geralmente são tributados na maioria dos países. Conheça antecipadamente as regras locais, para evitar surpresas. Registre datas, preços e quantidades de cada operação.
Quinto, continue aprendendo. Acompanhe anúncios oficiais (como propostas de melhorias do Bitcoin), dados macroeconômicos, mas evite se deixar levar por oscilações diárias. Assine análises aprofundadas, participe de comunidades, mas não se deixe levar pelo sentimento de grupo.
Resumo: a lógica dos ciclos
A alta do Bitcoin não surge do nada. Geralmente, ela é impulsionada por restrições de oferta (halving), mudanças políticas (aprovação de ETFs ou apoio governamental) ou mudanças macroeconômicas (injeção de liquidez).
O diferencial de 2024-2025 é que essa rodada não é mais uma aposta de varejo, mas uma entrada de compradores institucionais. Fluxos de fundos via ETFs, reservas governamentais e acumulação por empresas são movimentos irreversíveis. Mesmo com correções de curto prazo, o caminho de alta de médio prazo permanece aberto.
O mais importante é entender que o ciclo de alta não é eterno. Em 2025, podem ocorrer novos picos ou correções de 20-30%. O segredo é não comprar no topo nem vender no fundo. Compreendendo os ciclos, respeitando os dados e controlando riscos, você estará mais preparado para sobreviver nesse mercado.
Esta página pode conter conteúdos de terceiros, que são fornecidos apenas para fins informativos (sem representações/garantias) e não devem ser considerados como uma aprovação dos seus pontos de vista pela Gate, nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Declaração de exoneração de responsabilidade para obter mais informações.
A periodicidade do Bitcoin: a evolução completa do mercado em alta para o mercado em baixa
Nos últimos anos, o mercado de Bitcoin tem apresentado características de ciclo bem definidas. Até 2024, o BTC passou de $40K no início do ano para $93.11K, um aumento de 132%, atingindo um recorde histórico de $126.08K. Por trás desta subida, há tanto apoios institucionais (aprovado ETF de Bitcoin à vista pela SEC dos EUA) quanto fatores técnicos (expectativa de halving). Mas para compreender verdadeiramente a atual corrida de alta, é preciso recuar às quatro principais fases de ciclo do Bitcoin.
A atual tendência de alta das criptomoedas: novos impulsionadores para 2024-2025
Visão geral do momento atual
O mercado de Bitcoin em 2024 apresenta diferenças marcantes em relação ao passado. O núcleo desta corrida de alta provém de três fatores principais: primeiro, a SEC dos EUA aprovou um ETF de Bitcoin à vista em janeiro; segundo, o evento de halving em abril reduziu a oferta; terceiro, há expectativas de políticas favoráveis às criptomoedas por parte do governo Trump.
Fluxo contínuo de fundos institucionais. Até novembro de 2024, o fluxo líquido acumulado de ETFs de Bitcoin ultrapassou $2,8 bilhões, muito acima dos ETFs de ouro no mesmo período. MicroStrategy e outras empresas listadas continuam aumentando suas reservas de Bitcoin, consolidando a oferta. Essas mudanças indicam uma transição do mercado de investidores de varejo para o domínio de instituições.
Pressão na oferta está sendo liberada. Após o quarto halving, a produção adicional de Bitcoin foi drasticamente reduzida, enquanto a quantidade de Bitcoin detida por instituições continua a crescer, reduzindo a circulação. Dados históricos mostram que a restrição de oferta após o halving costuma impulsionar os preços em 6-12 meses — esse padrão está se repetindo em 2024.
Comparações históricas: lições de três ciclos clássicos de bull run
2013: Bitcoin de extrema pobreza a $1200
Foi uma época de selvageria no mercado de criptomoedas. No início do ano, o Bitcoin oscilava em torno de $145, mas em dezembro atingiu $1.200, um aumento de 730% no ano. Parece surreal, mas aconteceu de fato.
O que aconteceu? Primeiramente, a crise bancária no Chipre, com depósitos europeus congelados, levou as pessoas a buscar refúgios fora do sistema bancário — o Bitcoin tornou-se uma opção. Depois, a mídia começou a dar destaque, transformando o Bitcoin de um brinquedo de entusiastas tecnológicos em um tema de interesse público.
Mas com um custo alto. Em 2014, a Mt.Gox foi hackeada, e na época 70% do volume global de Bitcoin passava por essa plataforma, com dezenas de milhares de BTC desaparecendo de uma só vez. O preço despencou de $1.200 para abaixo de $300, uma queda de 75%. Este evento revelou a vulnerabilidade da infraestrutura do mercado e plantou as sementes de uma bear market que duraria anos.
2017: O boom das ICOs e a festa dos investidores de varejo
2017 marcou a era das redes sociais no universo cripto. O Bitcoin subiu de $1.000 no início do ano para $20.000 no final, um aumento de 1.900%. O volume diário de negociações saltou de $200 milhões em fevereiro para $15 bilhões em dezembro.
Impulso de fenômeno de massa. A febre das ICOs atraiu milhões de novos investidores, que não só compraram diversos tokens, mas também adquiriram Bitcoin como ativo base. Exchanges amigáveis facilitaram o acesso. Notícias diárias e discussões nas redes sociais criaram um ciclo de feedback positivo: preço sobe → mais atenção → mais compradores → novo aumento.
Depois, a bolha estourou. No início de 2018, reguladores globais (incluindo a proibição de ICOs e exchanges na China) começaram a agir, levando o Bitcoin de $20.000 para abaixo de $3.200, uma queda de 84%. A correção durou um ano até o fundo ser atingido.
Lições profundas: esse ciclo mostrou o poder do capital de varejo, mas também expôs a natureza especulativa do mercado — sem demanda real suficiente para sustentar os valores.
2020-2021: entrada de instituições e mudança de paradigma
Este ciclo de alta foi marcado por uma dinâmica completamente diferente. O Bitcoin passou de $8.000 no início de 2020 para $64.000 em abril de 2021, um aumento de 700%. Mas por trás dos números, houve mudanças institucionais.
O que mudou? A pandemia de COVID-19 levou os bancos centrais globais a liberar liquidez em quantidades recordes, com taxas de juros próximas de zero e o Federal Reserve expandindo seu QE sem limites. Nesse cenário, investidores começaram a ver o Bitcoin como uma reserva de valor — “ouro digital”.
A entrada de capital institucional foi decisiva. A MicroStrategy começou a comprar em agosto de 2020, acumulando mais de 125.000 BTC. Tesla, Square e outras empresas também entraram. Seus relatórios financeiros colocaram o Bitcoin no radar de gestores de fundos, impulsionando a demanda institucional. Além disso, a aprovação de ETFs de futuros nos EUA e em alguns países criou canais de investimento regulamentados.
Porém, riscos também aumentaram. Ambientalistas passaram a questionar a pegada de carbono da mineração de Bitcoin, e fundos ESG enfrentam limitações. Reguladores intensificaram a fiscalização. Em meados de 2021, o preço caiu para $30.000, uma retração de 53%.
Ponto de virada: esse ciclo mostrou que a demanda institucional pode ser sustentável e que o apoio político é fundamental.
Entendendo o ciclo de alta pelo lado técnico: como identificar fundos e reversões
Reconhecer sinais de início de uma tendência de alta no Bitcoin não é uma tarefa impossível.
Indicadores técnicos de alerta. O RSI (Índice de Força Relativa) acima de 70 indica possível condição de sobrecompra. Mas, em 2024, o RSI permanecendo alto confirmou força — isso mostra que o mercado pode sustentar altas mesmo em níveis elevados. A formação de cruzamentos dourados (média móvel de 50 dias cruzando acima da de 200 dias) costuma sinalizar mudança de tendência, sendo bastante útil para detectar o início de bull runs.
Dados on-chain reveladores. Um aumento na entrada de stablecoins nas exchanges indica que compradores estão se preparando para comprar. Por outro lado, a retirada de Bitcoin das exchanges para carteiras pessoais sugere acumulação. Em 2024, observamos que instituições via ETFs detêm grande parte, enquanto investidores de varejo acumulam na cadeia, ambos sinais de otimismo.
Fatores macroeconômicos como catalisadores. Políticas de juros, o dólar, riscos geopolíticos e ciclos políticos influenciam o mercado. Em 2024, a reentrada de Trump na política trouxe expectativas de políticas mais amigáveis às criptomoedas. Historicamente, mudanças regulatórias costumam preceder altas de Bitcoin.
Novas lógicas para o próximo ciclo de alta
Restrições de oferta a longo prazo. O limite de 21 milhões de Bitcoins é uma regra inquebrável. Cada halving reduz a nova oferta pela metade. Já há mais de 180 mil BTC em fundos de grandes gestoras como Grayscale e BlackRock, representando cerca de 9% da circulação global. Reservas governamentais (El Salvador com cerca de 5.900 BTC, Butão com mais de 13.000 BTC) são pequenas, mas indicam direção. Se os EUA aprovarem uma “Bitcoin Act”, o Tesouro pode deter 1 milhão de BTC (cerca de 5% do total), mudando radicalmente a curva de oferta.
Potencial de upgrades tecnológicos. A reativação do código OP_CAT pode permitir suporte a soluções Layer 2, processando milhares de transações por segundo. Se o Bitcoin suportar nativamente aplicações DeFi, deixando de ser apenas “ouro digital” para se tornar uma infraestrutura econômica digital, a avaliação mudará completamente.
Adoção institucional se consolidando. Desde janeiro de 2024, os ETFs à vista já atraíram mais de $2,8 bilhões, muito acima do histórico de ETFs de futuros. Com mais países aprovando ETFs à vista e fundos de pensão incluindo Bitcoin em suas carteiras, a demanda por esse ativo deve crescer exponencialmente.
Estrutura regulatória amadurecendo. De um cenário sem regras a uma estrutura de relatórios, controle de riscos e conformidade, o mercado cripto está se institucionalizando. Barreiras de entrada aumentam, investidores de especulação ficam de fora, e gestores institucionais entram. Isso tende a reduzir a volatilidade, elevando o preço médio.
Como se preparar para o próximo ciclo de alta
Nem todos querem especular no curto prazo. Para quem pensa em manter a longo prazo, a estratégia de preparação é diferente:
Primeiro, construa uma base de conhecimento. Entenda o modelo de oferta fixa do Bitcoin, ciclos de halving, mecanismo UTXO — fundamentos essenciais. Não precisa ser desenvolvedor, mas deve compreender por que sua escassez é insubstituível. Analisar os quatro principais ciclos passados — infraestrutura frágil em 2013, bolha de 2017, entrada institucional em 2021 — ajuda a entender o que está por vir.
Segundo, defina sua estratégia pessoal. Conheça seu apetite ao risco. Se tolera retrações de 50%, o método de compra periódica (DCA) é mais seguro. Para operações de swing, aprenda a usar ordens de stop-loss para limitar perdas. O erro comum é não saber quando sair.
Terceiro, mantenha seus ativos de forma segura. Carteiras frias (hardware wallets) são essenciais para quem pensa em manter por longo prazo. Ative autenticação de dois fatores na exchange. Faça backups periódicos da chave privada. Essas medidas parecem trabalhosas, mas o maior risco de manter Bitcoin não é o mercado, e sim a segurança.
Quarto, planeje sua tributação. Ganhos com cripto geralmente são tributados na maioria dos países. Conheça antecipadamente as regras locais, para evitar surpresas. Registre datas, preços e quantidades de cada operação.
Quinto, continue aprendendo. Acompanhe anúncios oficiais (como propostas de melhorias do Bitcoin), dados macroeconômicos, mas evite se deixar levar por oscilações diárias. Assine análises aprofundadas, participe de comunidades, mas não se deixe levar pelo sentimento de grupo.
Resumo: a lógica dos ciclos
A alta do Bitcoin não surge do nada. Geralmente, ela é impulsionada por restrições de oferta (halving), mudanças políticas (aprovação de ETFs ou apoio governamental) ou mudanças macroeconômicas (injeção de liquidez).
O diferencial de 2024-2025 é que essa rodada não é mais uma aposta de varejo, mas uma entrada de compradores institucionais. Fluxos de fundos via ETFs, reservas governamentais e acumulação por empresas são movimentos irreversíveis. Mesmo com correções de curto prazo, o caminho de alta de médio prazo permanece aberto.
O mais importante é entender que o ciclo de alta não é eterno. Em 2025, podem ocorrer novos picos ou correções de 20-30%. O segredo é não comprar no topo nem vender no fundo. Compreendendo os ciclos, respeitando os dados e controlando riscos, você estará mais preparado para sobreviver nesse mercado.