Muitos investidores já passaram por essa sensação de medo: possuir ações e de repente receber um aviso da bolsa de valores dizendo que vai iniciar o procedimento de deslistagem. Nesse momento, inevitavelmente se pergunta — As ações deslistadas ainda valem alguma coisa? Como devo proceder? Realmente posso perder tudo?
Na verdade, basta entender previamente o processo de deslistagem e dominar as estratégias corretas de resposta. Mesmo diante de ações que estão sendo deslistadas, os investidores ainda têm chances de minimizar as perdas ao máximo.
As ações deslistadas perdem totalmente o valor? Depende de quatro fatores
Primeiro, é importante esclarecer um equívoco: Deslistagem ≠ ações inválidas. O valor das ações após a deslistagem depende principalmente da razão que levou à saída da bolsa:
Situação 1: A empresa decide privatizar-se e deslistar-se
Nessa situação, suas ações podem até valorizar. Quando a quantidade de ações em circulação na bolsa é de apenas 10% a 20%, os principais acionistas frequentemente recompra as ações dos investidores de varejo a preços elevados em momentos específicos. Basta acompanhar os comunicados da empresa, e é provável que você consiga uma compensação razoável.
Situação 2: A empresa é forçada a deslistar-se por fraude financeira ou irregularidades
Por exemplo, a Luckin Coffee foi deslistada da NASDAQ em 2020 por fraudes financeiras. Nesse caso, as ações deslistadas ficam “congeladas”, não podendo ser convertidas em dinheiro, sendo necessário aguardar o término do processo legal da empresa para poderem ser tratadas. Durante esse período, você também perderá o direito de usar esses fundos.
Situação 3: A empresa entra em falência e passa por liquidação
Aqui, o cenário mais difícil para o investidor. Na ordem de pagamento em falências, os acionistas comuns sempre ficam por último. Os credores têm prioridade na compensação, e quando chega a vez dos acionistas, o dinheiro restante costuma ser escasso. Muitos investidores acabam recebendo quase nada.
Situação 4: Valor de mercado muito baixo ou queda contínua do preço
Mesmo que a empresa não esteja em falência, se o preço das ações cair até o limite mínimo exigido pela bolsa, ela será deslistada. Nesse momento, a liquidez das ações é extremamente baixa, dificultando encontrar alguém disposto a comprar. Se tiver sorte, consegue vender na bolsa ou fora dela; se não, pode acabar sem possibilidade de realizar o investimento.
Como identificar antecipadamente o risco de deslistagem? Fique atento a esses sinais de alerta
A deslistagem geralmente não acontece de repente; o processo pode levar vários meses. Basta ficar atento às seguintes fases para reagir a tempo:
Primeiro passo: fase de aviso — O código da ação será marcado com “*” ou “ST” (exemplo: “*XX eletrônico”), indicando um aviso de possível deslistagem emitido pela bolsa.
Segundo passo: prazo de melhoria — A empresa tem de 3 a 6 meses de “janela de recuperação” para apresentar relatórios financeiros corretos ou atrair novos investidores e melhorar sua situação financeira.
Terceiro passo: fase de avaliação — Se as metas de melhoria não forem atingidas, a bolsa realiza uma reunião de avaliação para decidir.
Quarto passo: encerramento do listing — Após o anúncio da data de deslistagem, após o último dia de negociação, as ações deixam de ser negociadas oficialmente.
Razões que realmente justificam preocupação na deslistagem incluem:
Empresas que acumulam prejuízos por vários anos, com patrimônio negativo; empresas cujos relatórios financeiros receberam parecer negativo ou de impossibilidade de emissão de opinião pelos auditores; empresas que não divulgam informações obrigatórias, praticam insider trading, reportam receitas fictícias ou cometem outras irregularidades; além de empresas que, por riscos relevantes, são forçadas a deslistar-se.
Parada de negociação ≠ deslistagem, não se assuste
Muitos investidores confundem “parada de negociação” com “deslistagem”, mas são completamente diferentes:
A parada de negociação costuma ser temporária, as ações permanecem na bolsa, apenas não podem ser negociadas por um período. As razões mais comuns incluem divulgação de eventos importantes, reestruturações ou fusões. Após a resolução do evento, as ações voltam a ser negociadas, mantendo seu valor praticamente inalterado.
Já a deslistagem é definitiva, significando que as ações saíram completamente da bolsa, e o investidor não poderá mais comprá-las ou vendê-las naquela bolsa.
Resumindo: parada de negociação é apenas uma suspensão temporária, deslistagem é uma saída definitiva. Investidores de longo prazo geralmente não precisam se preocupar excessivamente com paradas de negociação, desde que o preço de compra esteja dentro do esperado e possam manter a paciência durante o período de suspensão. Mas, se for anunciado a deslistagem, é hora de agir ativamente.
Prevenir é melhor do que remediar: como evitar riscos de ações que podem ser deslistadas
A melhor estratégia de proteção é fazer uma análise cuidadosa antes de comprar ações:
Primeiro: análise aprofundada dos fundamentos da empresa
Antes de comprar, verifique o potencial de negócios, posição no setor, situação financeira, se atende aos requisitos da bolsa e os riscos envolvidos. Especial atenção às empresas com prejuízos consecutivos ou deterioração na qualidade dos relatórios financeiros.
Segundo: diversificação de investimentos, evitando concentração
Não concentre seus recursos em uma única ação ou classe de ativos. Uma alocação adequada reduz significativamente riscos extremos.
De acordo com seu perfil de risco, considere as seguintes distribuições:
Assim, mesmo que uma ação enfrente risco de deslistagem, o impacto na carteira será minimizado.
Se as ações realmente forem deslistadas, siga esses 5 passos para minimizar perdas
Se, por azar, suas ações forem oficialmente deslistadas, não entre em pânico. Seguir os passos abaixo pode ajudar a maximizar seus ganhos ou minimizar suas perdas:
Passo 1: Verifique imediatamente o aviso da empresa
A empresa divulgará detalhes na “Observação de Informação Pública”, incluindo a data de deslistagem, procedimentos posteriores, possibilidade de recompra, ou transferência para mercado de balcão (OTC). Acompanhe os comunicados ou entre em contato com o corretor para confirmar detalhes.
Passo 2: Avalie a proposta de recompra
Se a empresa oferecer recompra, o investidor pode decidir participar ou não. Caso aceite, deve concluir o procedimento dentro do prazo do aviso; após esse período, perde o direito de recompra. Quem não aceitar pode manter as ações, mas deve estar preparado para baixa liquidez futura.
Passo 3: Fique atento à possibilidade de transferência para o mercado de balcão (OTC)
Algumas ações deslistadas podem migrar para o mercado OTC. Apesar de ter menor volume de negociação, ainda é possível comprar e vender por corretoras. Se a situação financeira da empresa melhorar, há chances de reabrir o capital futuramente. Manter as ações e aguardar a recuperação pode ser uma estratégia inteligente.
Passo 4: Caso a deslistagem seja por falência ou insolvência
Se a causa for deterioração financeira ou falência, o investidor deve aguardar a conclusão do processo de liquidação. A empresa distribuirá os ativos remanescentes conforme a lei, mas os acionistas comuns geralmente ficam por último na fila de pagamento (após credores). O valor recebido costuma ser limitado, podendo chegar a quase zero. Ainda assim, pode servir como documento de “perda de investimento” para fins fiscais.
Passo 5: Se não houver recompra nem transferência para OTC
Se a empresa não oferecer recompra nem migrar para OTC, o investidor pode:
Manter as ações, acompanhando a situação
Negociar uma transferência privada com outros acionistas (seguindo os procedimentos de transferência de propriedade)
Consultar a corretora ou o agente de registro para entender os procedimentos de transferência e registro de propriedade
Tratamento fiscal de ações deslistadas: não ignore esse detalhe
Muitos investidores desconhecem que ações deslistadas ainda podem ser usadas na declaração de imposto de renda:
Se as ações forem deslistadas e não puderem mais ser negociadas, o investidor pode declarar uma perda de investimento, que pode ser usada para compensar ganhos de capital. Assim, ao menos, há uma redução na carga tributária.
Se a empresa posteriormente fizer recompra de ações, o valor recebido será considerado para cálculo de lucro ou prejuízo real.
Recomenda-se consultar um contador ou especialista em tributação na hora de declarar, para garantir que o procedimento esteja correto e aproveitar ao máximo esse benefício fiscal.
Conclusão: o risco de ações deslistadas é controlável
Resumindo, ações deslistadas não representam necessariamente um desastre total. O segredo está em:
Prevenir com antecedência — fazer uma análise detalhada na fase de compra, diversificar a carteira
Reagir rapidamente — ao receber aviso de deslistagem, acompanhar os comunicados e avaliar as opções
Agir com flexibilidade — escolher a estratégia mais adequada conforme a causa da deslistagem
Aproveitar oportunidades — mesmo na deslistagem, há possibilidades de recompra, transferência ou venda privada para recuperar parte do investimento
Por fim, lembre-se: se a avaliação indicar alta probabilidade de prejuízo na deslistagem, o melhor é vender rapidamente, se alguém estiver disposto a comprar. Mas, se houver potencial de lucro, pode valer a pena manter e aguardar notícias de recompra ou reabertura de capital. Às vezes, ações deslistadas podem voltar a ser negociadas futuramente, e seu investimento pode ser recuperado ou até valorizado novamente.
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As ações que possui estão prestes a sair de mercado? Guia de sobrevivência essencial para investidores
Muitos investidores já passaram por essa sensação de medo: possuir ações e de repente receber um aviso da bolsa de valores dizendo que vai iniciar o procedimento de deslistagem. Nesse momento, inevitavelmente se pergunta — As ações deslistadas ainda valem alguma coisa? Como devo proceder? Realmente posso perder tudo?
Na verdade, basta entender previamente o processo de deslistagem e dominar as estratégias corretas de resposta. Mesmo diante de ações que estão sendo deslistadas, os investidores ainda têm chances de minimizar as perdas ao máximo.
As ações deslistadas perdem totalmente o valor? Depende de quatro fatores
Primeiro, é importante esclarecer um equívoco: Deslistagem ≠ ações inválidas. O valor das ações após a deslistagem depende principalmente da razão que levou à saída da bolsa:
Situação 1: A empresa decide privatizar-se e deslistar-se Nessa situação, suas ações podem até valorizar. Quando a quantidade de ações em circulação na bolsa é de apenas 10% a 20%, os principais acionistas frequentemente recompra as ações dos investidores de varejo a preços elevados em momentos específicos. Basta acompanhar os comunicados da empresa, e é provável que você consiga uma compensação razoável.
Situação 2: A empresa é forçada a deslistar-se por fraude financeira ou irregularidades Por exemplo, a Luckin Coffee foi deslistada da NASDAQ em 2020 por fraudes financeiras. Nesse caso, as ações deslistadas ficam “congeladas”, não podendo ser convertidas em dinheiro, sendo necessário aguardar o término do processo legal da empresa para poderem ser tratadas. Durante esse período, você também perderá o direito de usar esses fundos.
Situação 3: A empresa entra em falência e passa por liquidação Aqui, o cenário mais difícil para o investidor. Na ordem de pagamento em falências, os acionistas comuns sempre ficam por último. Os credores têm prioridade na compensação, e quando chega a vez dos acionistas, o dinheiro restante costuma ser escasso. Muitos investidores acabam recebendo quase nada.
Situação 4: Valor de mercado muito baixo ou queda contínua do preço Mesmo que a empresa não esteja em falência, se o preço das ações cair até o limite mínimo exigido pela bolsa, ela será deslistada. Nesse momento, a liquidez das ações é extremamente baixa, dificultando encontrar alguém disposto a comprar. Se tiver sorte, consegue vender na bolsa ou fora dela; se não, pode acabar sem possibilidade de realizar o investimento.
Como identificar antecipadamente o risco de deslistagem? Fique atento a esses sinais de alerta
A deslistagem geralmente não acontece de repente; o processo pode levar vários meses. Basta ficar atento às seguintes fases para reagir a tempo:
Primeiro passo: fase de aviso — O código da ação será marcado com “*” ou “ST” (exemplo: “*XX eletrônico”), indicando um aviso de possível deslistagem emitido pela bolsa.
Segundo passo: prazo de melhoria — A empresa tem de 3 a 6 meses de “janela de recuperação” para apresentar relatórios financeiros corretos ou atrair novos investidores e melhorar sua situação financeira.
Terceiro passo: fase de avaliação — Se as metas de melhoria não forem atingidas, a bolsa realiza uma reunião de avaliação para decidir.
Quarto passo: encerramento do listing — Após o anúncio da data de deslistagem, após o último dia de negociação, as ações deixam de ser negociadas oficialmente.
Razões que realmente justificam preocupação na deslistagem incluem:
Empresas que acumulam prejuízos por vários anos, com patrimônio negativo; empresas cujos relatórios financeiros receberam parecer negativo ou de impossibilidade de emissão de opinião pelos auditores; empresas que não divulgam informações obrigatórias, praticam insider trading, reportam receitas fictícias ou cometem outras irregularidades; além de empresas que, por riscos relevantes, são forçadas a deslistar-se.
Parada de negociação ≠ deslistagem, não se assuste
Muitos investidores confundem “parada de negociação” com “deslistagem”, mas são completamente diferentes:
A parada de negociação costuma ser temporária, as ações permanecem na bolsa, apenas não podem ser negociadas por um período. As razões mais comuns incluem divulgação de eventos importantes, reestruturações ou fusões. Após a resolução do evento, as ações voltam a ser negociadas, mantendo seu valor praticamente inalterado.
Já a deslistagem é definitiva, significando que as ações saíram completamente da bolsa, e o investidor não poderá mais comprá-las ou vendê-las naquela bolsa.
Resumindo: parada de negociação é apenas uma suspensão temporária, deslistagem é uma saída definitiva. Investidores de longo prazo geralmente não precisam se preocupar excessivamente com paradas de negociação, desde que o preço de compra esteja dentro do esperado e possam manter a paciência durante o período de suspensão. Mas, se for anunciado a deslistagem, é hora de agir ativamente.
Prevenir é melhor do que remediar: como evitar riscos de ações que podem ser deslistadas
A melhor estratégia de proteção é fazer uma análise cuidadosa antes de comprar ações:
Primeiro: análise aprofundada dos fundamentos da empresa Antes de comprar, verifique o potencial de negócios, posição no setor, situação financeira, se atende aos requisitos da bolsa e os riscos envolvidos. Especial atenção às empresas com prejuízos consecutivos ou deterioração na qualidade dos relatórios financeiros.
Segundo: diversificação de investimentos, evitando concentração Não concentre seus recursos em uma única ação ou classe de ativos. Uma alocação adequada reduz significativamente riscos extremos.
De acordo com seu perfil de risco, considere as seguintes distribuições:
Assim, mesmo que uma ação enfrente risco de deslistagem, o impacto na carteira será minimizado.
Se as ações realmente forem deslistadas, siga esses 5 passos para minimizar perdas
Se, por azar, suas ações forem oficialmente deslistadas, não entre em pânico. Seguir os passos abaixo pode ajudar a maximizar seus ganhos ou minimizar suas perdas:
Passo 1: Verifique imediatamente o aviso da empresa A empresa divulgará detalhes na “Observação de Informação Pública”, incluindo a data de deslistagem, procedimentos posteriores, possibilidade de recompra, ou transferência para mercado de balcão (OTC). Acompanhe os comunicados ou entre em contato com o corretor para confirmar detalhes.
Passo 2: Avalie a proposta de recompra Se a empresa oferecer recompra, o investidor pode decidir participar ou não. Caso aceite, deve concluir o procedimento dentro do prazo do aviso; após esse período, perde o direito de recompra. Quem não aceitar pode manter as ações, mas deve estar preparado para baixa liquidez futura.
Passo 3: Fique atento à possibilidade de transferência para o mercado de balcão (OTC) Algumas ações deslistadas podem migrar para o mercado OTC. Apesar de ter menor volume de negociação, ainda é possível comprar e vender por corretoras. Se a situação financeira da empresa melhorar, há chances de reabrir o capital futuramente. Manter as ações e aguardar a recuperação pode ser uma estratégia inteligente.
Passo 4: Caso a deslistagem seja por falência ou insolvência Se a causa for deterioração financeira ou falência, o investidor deve aguardar a conclusão do processo de liquidação. A empresa distribuirá os ativos remanescentes conforme a lei, mas os acionistas comuns geralmente ficam por último na fila de pagamento (após credores). O valor recebido costuma ser limitado, podendo chegar a quase zero. Ainda assim, pode servir como documento de “perda de investimento” para fins fiscais.
Passo 5: Se não houver recompra nem transferência para OTC Se a empresa não oferecer recompra nem migrar para OTC, o investidor pode:
Tratamento fiscal de ações deslistadas: não ignore esse detalhe
Muitos investidores desconhecem que ações deslistadas ainda podem ser usadas na declaração de imposto de renda:
Se as ações forem deslistadas e não puderem mais ser negociadas, o investidor pode declarar uma perda de investimento, que pode ser usada para compensar ganhos de capital. Assim, ao menos, há uma redução na carga tributária.
Se a empresa posteriormente fizer recompra de ações, o valor recebido será considerado para cálculo de lucro ou prejuízo real.
Recomenda-se consultar um contador ou especialista em tributação na hora de declarar, para garantir que o procedimento esteja correto e aproveitar ao máximo esse benefício fiscal.
Conclusão: o risco de ações deslistadas é controlável
Resumindo, ações deslistadas não representam necessariamente um desastre total. O segredo está em:
Prevenir com antecedência — fazer uma análise detalhada na fase de compra, diversificar a carteira Reagir rapidamente — ao receber aviso de deslistagem, acompanhar os comunicados e avaliar as opções Agir com flexibilidade — escolher a estratégia mais adequada conforme a causa da deslistagem Aproveitar oportunidades — mesmo na deslistagem, há possibilidades de recompra, transferência ou venda privada para recuperar parte do investimento
Por fim, lembre-se: se a avaliação indicar alta probabilidade de prejuízo na deslistagem, o melhor é vender rapidamente, se alguém estiver disposto a comprar. Mas, se houver potencial de lucro, pode valer a pena manter e aguardar notícias de recompra ou reabertura de capital. Às vezes, ações deslistadas podem voltar a ser negociadas futuramente, e seu investimento pode ser recuperado ou até valorizado novamente.