Por que existem os futuros? Primeiro, compreenda a essência desta ferramenta financeira
Os futuros não são complicados, na verdade são um contrato em que ambas as partes concordam em negociar a uma data futura a um preço previamente estabelecido. Este conceito tem origem na sociedade agrícola — os agricultores temem que, na colheita, os preços do grão despencem, e os comerciantes temem não conseguir comprar grãos na época da colheita, então as partes assinam um contrato para fixar o preço e a quantidade da futura transação. Essa ideia de hedge de risco evoluiu para o mercado financeiro moderno, tornando-se o sistema de futuros que conhecemos hoje.
A atração dos futuros para os investidores está nas suas três principais características:
Pode-se negociar apenas com margem (garantia) (normalmente de 5-10% do valor do ativo subjacente), o que chamamos de alavancagem
Permite operações bidirecionais, ou seja, apostar na alta (long) ou na baixa (short)
Custos de negociação baixos e alta liquidez, especialmente no mercado internacional de futuros, com muitos participantes e spreads mínimos
Por outro lado, devido à existência de alavancagem, os lucros e perdas são ampliados — esta é a parte mais perigosa do investimento em futuros.
Como é um contrato de futuros? Foco nos principais elementos
Um contrato de futuros padrão contém as seguintes informações:
Elemento do contrato
Descrição
Ativo subjacente
Índice de ações, petróleo, metais preciosos, produtos agrícolas, câmbio, etc.
Especificação do contrato
Quantidade de ativo representada por contrato (ex.: 100 barris de petróleo)
Unidade mínima de variação
O menor movimento de preço para cima ou para baixo
Data de vencimento
Data limite para fechamento ou entrega do contrato
Modo de liquidação
Liquidação em dinheiro ou entrega física
Horário de negociação
Variável conforme o ativo
Atualmente, o mercado de futuros com maior volume global é o futuro de índices de ações dos EUA (S&P 500, Dow Jones), seguido por petróleo, ouro e outros commodities.
Futuros vs Spot: qual a diferença?
Muitos iniciantes confundem futuros com o mercado spot, mas a diferença é clara:
Spot = você compra um ativo real (ações, ouro, petróleo), pagando e adquirindo imediatamente Futuros = você compra um contrato, com acordo para uma negociação futura, pagando apenas uma margem agora
Comparação detalhada:
Dimensão
Spot
Futuros
Necessidade de capital
Pagamento integral
Apenas margem (5-10%)
Prazo de posse
Ilimitado
Tem data de vencimento
Direção da operação
Principalmente compra (long)
Pode operar nas duas direções (long/short)
Efeito de alavancagem
Não
Sim (normalmente 5-20x)
Grau de risco
Capital limitado
Pode perder mais que o capital investido
Exemplo: você gosta de uma ação, na compra spot você paga 10 mil para comprar; na compra de futuros, basta pagar uma margem de 1 mil para controlar um contrato de valor de 10 mil. Se subir, ótimo; se cair, a perda também será ampliada — essa é a faca de dois gumes dos futuros.
Quais são os tipos de futuros? Como escolher?
Os principais ativos de futuros no mercado internacional se dividem em seis categorias:
1. Futuros de índice
S&P 500, Nasdaq 100, Dow Jones Industrial. Muito populares entre os investidores de varejo, por sua liquidez e transparência de informações.
2. Futuros de energia
Petróleo, gasolina, óleo de aquecimento, gás natural. Alta volatilidade, indicado para traders com maior tolerância ao risco.
3. Futuros de metais
Ouro, prata, cobre, platina. Geralmente usados para diversificação de carteira e hedge de risco.
4. Futuros de produtos agrícolas
Trigo, milho, soja, algodão, café, açúcar. Volatilidade moderada, adequado para operações de médio a longo prazo.
5. Futuros de taxa de juros
Futuros de títulos de diferentes prazos (2, 5, 10 anos). Sensíveis às mudanças nas taxas de juros, geralmente utilizados por investidores institucionais.
6. Futuros de câmbio
Dólar, euro, iene, entre outros pares de moedas. Negociação 24h, com alta liquidez.
Iniciantes devem começar por futuros de índice ou commodities, pois esses ativos têm movimentos de preço impulsionados por fundamentos claros, facilitando a compreensão e previsão.
Como negociar futuros? Domine a lógica de comprar na alta e vender na baixa
A negociação de futuros tem duas operações principais:
Comprar na alta (long)
Você prevê que o ativo subjacente vai subir, então compra um contrato de futuro, e ao subir, vende para obter lucro.
Exemplo prático:
Você acredita que a economia dos EUA vai melhorar, espera alta do mercado de ações, então compra futuros do S&P 500
Suponha que comprou a 3800 pontos, com margem de 3 mil dólares
Duas semanas depois, o índice sobe para 3900 pontos, você vende e lucra com a diferença de 100 pontos
Como 1 ponto = 100 dólares, o lucro é de 10.000 dólares, com um investimento de apenas 3 mil dólares de margem
Vender na baixa (short)
Você prevê que o ativo vai cair, então vende um contrato de futuro, e ao cair, recompra para fechar a posição e obter lucro.
Exemplo prático:
Você acha que os estoques de petróleo vão aumentar, o preço vai cair, então vende futuros de petróleo
Suponha que vende a 70 dólares por barril, com margem de 2 mil dólares
Uma semana depois, o preço cai para 65 dólares, você recompra e lucra com a diferença de 5 dólares por barril
Como um contrato de petróleo representa 100 barris, o lucro é de 500 dólares
Ponto importante: para vender na baixa, não é necessário emprestar o ativo (como na venda a descoberto de ações), basta operar na plataforma — uma vantagem dos futuros.
Três passos essenciais antes de investir em futuros
1. Escolha uma corretora confiável
Futuros exigem abrir conta em corretoras ou corretoras de futuros regulamentadas. Para o mercado internacional, escolha plataformas reconhecidas. Uma boa plataforma deve ser:
Regulada e autorizada
Precisa nas cotações e rápida na execução
Com taxas transparentes e sem custos ocultos
Oferecer boas ferramentas de gestão de risco
2. Use conta demo para testar estratégias
99% das plataformas oferecem contas de simulação, que são excelentes para aprender. Antes de investir dinheiro real, pratique com fundos virtuais, testando suas estratégias até obter consistência. Recomenda-se fazer pelo menos 50 operações simuladas para entender o mercado.
3. Crie um plano de gerenciamento de risco rigoroso
Este é o ponto mais importante. Antes de entrar, defina:
Stop loss: quanto você aceita de perda antes de fechar a posição (normalmente 2-5% do preço de entrada)
Take profit: quanto deseja ganhar antes de encerrar
Controle de risco por operação: limite de perda de 1-2% do saldo da conta por operação
Alavancagem geral: não use toda a margem, mantenha mais de 50% de reserva para emergências
Por que futuros são perigosos? Entenda os mecanismos de risco
Alavancagem aumenta o risco
Este é o maior perigo. Uma alavancagem de 20x significa que uma queda de 5% no mercado pode zerar sua margem. Muitos iniciantes não percebem o risco real e acabam com o saldo negativo ou “liquidados” forçadamente.
Perda superior ao capital investido
No mercado de ações, a pior perda é o capital investido. Nos futuros, se o mercado se mover drasticamente (ex.: notícia negativa inesperada), sua conta pode ficar negativa, devendo dinheiro à corretora.
Contratos com vencimento
Futuros não são para manter indefinidamente. É preciso fechar ou rolar o contrato antes do vencimento. Esquecer disso pode levar a liquidação forçada ao preço do dia, com perdas inesperadas.
Alta pressão psicológica
A alta alavancagem faz o mercado oscilar muito, podendo gerar lucros ou perdas de milhares de dólares por minuto. Quem não tem controle emocional pode tomar decisões ruins, como aumentar a posição após estar “preso”.
Como usar os futuros para hedge: proteger seus ativos existentes
Apesar do risco elevado, se usados corretamente, os futuros são uma das melhores ferramentas de proteção.
Lógica do hedge: usar posições vendidas em futuros para compensar riscos de ativos físicos.
Cenário prático:
Você possui uma carteira de ações avaliada em 100 mil, com visão de longo prazo, mas teme uma correção de curto prazo. Pode:
Vender futuros de índice (ex.: S&P 500)
Se o mercado cair, as perdas na carteira serão parcialmente compensadas pelos lucros na posição vendida em futuros
Se o mercado subir, a carteira terá ganhos, mesmo com perdas no futuro, o resultado geral ainda será positivo
Essa estratégia é especialmente útil antes de feriados longos ou eventos importantes (ex.: decisão do Fed).
CFD (Contratos por Diferença): versão mais flexível dos futuros
Se os futuros são contratos padronizados, os CFDs (Contratos por Diferença) são uma versão mais avançada, voltada para investidores de varejo.
CFD vs futuros, qual é melhor para você?
Comparativo
Futuros
CFDs
Ativos negociáveis
Limitados
Mais de 200 tipos de ativos financeiros
Vencimento
Com data de vencimento
Sem vencimento, podem ser mantidos indefinidamente
Alavancagem
Fixa
Pode ser ajustada (1-200x)
Custo de entrada
Margem relativamente alta
Entrada mais baixa
Especificação do contrato
Padrão, difícil de ajustar
Flexível, várias opções (0,01 lote, 0,1 lote)
Para quem é indicado
Investidores profissionais, institucionais
Pessoas físicas, iniciantes
Vantagens do CFD
Diversidade de ativos: além de futuros, inclui ações, criptomoedas, títulos, etc.
Flexibilidade de contratos: negocie frações pequenas (0,01 lote) ou grandes (30 lotes)
Leverage ajustável: use alta alavancagem em moedas de baixa volatilidade, menor em ações de alta volatilidade
Sem vencimento: pode manter a posição pelo tempo que desejar
Riscos do CFD
Assim como os futuros, os CFDs envolvem riscos de alavancagem, perdas superiores ao capital, e precisam de gerenciamento rigoroso de risco.
Resumo: futuros não são uma ferramenta para ganhar dinheiro rápido
Muita gente se interessa por futuros por ouvir que é possível enriquecer rapidamente, mas isso ignora um fato importante: também há quem quebre por causa de futuros.
O uso correto dos futuros envolve:
Operadores de curto prazo: usar futuros para especulação, requer análise técnica sólida e controle emocional
Investidores de longo prazo: usar futuros como hedge para proteger ativos, não como principal estratégia de investimento
Gestores de risco: equilibrar a carteira com posições vendidas em futuros para limitar perdas
Dica final: antes de investir com dinheiro real, pratique bastante em conta demo, defina regras claras de entrada e saída, e respeite sempre o stop loss. Lembre-se: a alavancagem é uma espada de dois gumes. Investir em futuros não é jogo de azar, é uma batalha contra o risco — quem respeita o risco, vive mais tempo.
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Começar do zero no trading de futuros: guia de negociação e dicas de risco
Por que existem os futuros? Primeiro, compreenda a essência desta ferramenta financeira
Os futuros não são complicados, na verdade são um contrato em que ambas as partes concordam em negociar a uma data futura a um preço previamente estabelecido. Este conceito tem origem na sociedade agrícola — os agricultores temem que, na colheita, os preços do grão despencem, e os comerciantes temem não conseguir comprar grãos na época da colheita, então as partes assinam um contrato para fixar o preço e a quantidade da futura transação. Essa ideia de hedge de risco evoluiu para o mercado financeiro moderno, tornando-se o sistema de futuros que conhecemos hoje.
A atração dos futuros para os investidores está nas suas três principais características:
Por outro lado, devido à existência de alavancagem, os lucros e perdas são ampliados — esta é a parte mais perigosa do investimento em futuros.
Como é um contrato de futuros? Foco nos principais elementos
Um contrato de futuros padrão contém as seguintes informações:
Atualmente, o mercado de futuros com maior volume global é o futuro de índices de ações dos EUA (S&P 500, Dow Jones), seguido por petróleo, ouro e outros commodities.
Futuros vs Spot: qual a diferença?
Muitos iniciantes confundem futuros com o mercado spot, mas a diferença é clara:
Spot = você compra um ativo real (ações, ouro, petróleo), pagando e adquirindo imediatamente
Futuros = você compra um contrato, com acordo para uma negociação futura, pagando apenas uma margem agora
Comparação detalhada:
Exemplo: você gosta de uma ação, na compra spot você paga 10 mil para comprar; na compra de futuros, basta pagar uma margem de 1 mil para controlar um contrato de valor de 10 mil. Se subir, ótimo; se cair, a perda também será ampliada — essa é a faca de dois gumes dos futuros.
Quais são os tipos de futuros? Como escolher?
Os principais ativos de futuros no mercado internacional se dividem em seis categorias:
1. Futuros de índice
S&P 500, Nasdaq 100, Dow Jones Industrial. Muito populares entre os investidores de varejo, por sua liquidez e transparência de informações.
2. Futuros de energia
Petróleo, gasolina, óleo de aquecimento, gás natural. Alta volatilidade, indicado para traders com maior tolerância ao risco.
3. Futuros de metais
Ouro, prata, cobre, platina. Geralmente usados para diversificação de carteira e hedge de risco.
4. Futuros de produtos agrícolas
Trigo, milho, soja, algodão, café, açúcar. Volatilidade moderada, adequado para operações de médio a longo prazo.
5. Futuros de taxa de juros
Futuros de títulos de diferentes prazos (2, 5, 10 anos). Sensíveis às mudanças nas taxas de juros, geralmente utilizados por investidores institucionais.
6. Futuros de câmbio
Dólar, euro, iene, entre outros pares de moedas. Negociação 24h, com alta liquidez.
Iniciantes devem começar por futuros de índice ou commodities, pois esses ativos têm movimentos de preço impulsionados por fundamentos claros, facilitando a compreensão e previsão.
Como negociar futuros? Domine a lógica de comprar na alta e vender na baixa
A negociação de futuros tem duas operações principais:
Comprar na alta (long)
Você prevê que o ativo subjacente vai subir, então compra um contrato de futuro, e ao subir, vende para obter lucro.
Exemplo prático:
Vender na baixa (short)
Você prevê que o ativo vai cair, então vende um contrato de futuro, e ao cair, recompra para fechar a posição e obter lucro.
Exemplo prático:
Ponto importante: para vender na baixa, não é necessário emprestar o ativo (como na venda a descoberto de ações), basta operar na plataforma — uma vantagem dos futuros.
Três passos essenciais antes de investir em futuros
1. Escolha uma corretora confiável
Futuros exigem abrir conta em corretoras ou corretoras de futuros regulamentadas. Para o mercado internacional, escolha plataformas reconhecidas. Uma boa plataforma deve ser:
2. Use conta demo para testar estratégias
99% das plataformas oferecem contas de simulação, que são excelentes para aprender. Antes de investir dinheiro real, pratique com fundos virtuais, testando suas estratégias até obter consistência. Recomenda-se fazer pelo menos 50 operações simuladas para entender o mercado.
3. Crie um plano de gerenciamento de risco rigoroso
Este é o ponto mais importante. Antes de entrar, defina:
Por que futuros são perigosos? Entenda os mecanismos de risco
Alavancagem aumenta o risco
Este é o maior perigo. Uma alavancagem de 20x significa que uma queda de 5% no mercado pode zerar sua margem. Muitos iniciantes não percebem o risco real e acabam com o saldo negativo ou “liquidados” forçadamente.
Perda superior ao capital investido
No mercado de ações, a pior perda é o capital investido. Nos futuros, se o mercado se mover drasticamente (ex.: notícia negativa inesperada), sua conta pode ficar negativa, devendo dinheiro à corretora.
Contratos com vencimento
Futuros não são para manter indefinidamente. É preciso fechar ou rolar o contrato antes do vencimento. Esquecer disso pode levar a liquidação forçada ao preço do dia, com perdas inesperadas.
Alta pressão psicológica
A alta alavancagem faz o mercado oscilar muito, podendo gerar lucros ou perdas de milhares de dólares por minuto. Quem não tem controle emocional pode tomar decisões ruins, como aumentar a posição após estar “preso”.
Como usar os futuros para hedge: proteger seus ativos existentes
Apesar do risco elevado, se usados corretamente, os futuros são uma das melhores ferramentas de proteção.
Lógica do hedge: usar posições vendidas em futuros para compensar riscos de ativos físicos.
Cenário prático: Você possui uma carteira de ações avaliada em 100 mil, com visão de longo prazo, mas teme uma correção de curto prazo. Pode:
Essa estratégia é especialmente útil antes de feriados longos ou eventos importantes (ex.: decisão do Fed).
CFD (Contratos por Diferença): versão mais flexível dos futuros
Se os futuros são contratos padronizados, os CFDs (Contratos por Diferença) são uma versão mais avançada, voltada para investidores de varejo.
CFD vs futuros, qual é melhor para você?
Vantagens do CFD
Riscos do CFD
Assim como os futuros, os CFDs envolvem riscos de alavancagem, perdas superiores ao capital, e precisam de gerenciamento rigoroso de risco.
Resumo: futuros não são uma ferramenta para ganhar dinheiro rápido
Muita gente se interessa por futuros por ouvir que é possível enriquecer rapidamente, mas isso ignora um fato importante: também há quem quebre por causa de futuros.
O uso correto dos futuros envolve:
Dica final: antes de investir com dinheiro real, pratique bastante em conta demo, defina regras claras de entrada e saída, e respeite sempre o stop loss. Lembre-se: a alavancagem é uma espada de dois gumes. Investir em futuros não é jogo de azar, é uma batalha contra o risco — quem respeita o risco, vive mais tempo.