A jogada japonesa de "auto-transfusão de sangue + taxas de juros baixas" que durou trinta anos, chegou ao fim.
Em 2025, a dívida pública de 240% do PIB do Japão não conseguirá mais conter a situação — o rendimento dos títulos do governo de 10 anos atingiu 1,83%, um novo máximo em 208 anos, e o de 40 anos ultrapassou 3,7%. O iene caiu abaixo do nível de 158 contra o dólar, e as sombras de uma queda tripla nos mercados de ações, títulos e câmbio já estão à vista, enquanto as reações em cadeia nos mercados financeiros globais estão sendo acionadas uma após a outra.
O novo primeiro-ministro lançou um pacote de estímulo de 21,3 trilhões de ienes, quebrando de vez esse ciclo antigo. O banco central agora está numa encruzilhada: se subir as taxas para combater a inflação, a dívida pode explodir; se não subir, o iene continuará a se depreciar, a inflação ficará fora de controle, e com uma taxa de juros de 0,5%, a taxa de juros real ainda é negativa em -2,5%, fazendo o dinheiro dos poupadores encolher a cada dia.
O golpe mais duro veio agora — as seguradoras japonesas começaram a vender loucamente ativos no exterior, voltando-se para títulos domésticos. O que isso significa? Os títulos do Tesouro dos EUA perderam um de seus maiores compradores. Os custos de empréstimo globais tiveram que subir, e a reação em cadeia está apenas começando. Ainda estamos lembrando do cenário criado pelo aumento de juros do ano passado: o índice Nikkei caiu 12,4%, o mercado de criptomoedas também caiu em sintonia, 230 mil investidores foram liquidados, e as posições de carry trade estão escondidas nas exchanges, podendo explodir em 2026.
Para o mercado de criptomoedas, há duas faces nesta situação. Por um lado, a depreciação do iene estimulou a demanda por proteção, e o Japão está até considerando permitir que bancos negociem Bitcoin, transformando ativos digitais em uma nova ferramenta contra a inflação. Por outro lado, se o crédito global realmente se apertar, ativos criptográficos de alta alavancagem serão os primeiros a serem derrubados, arrastando todo o mercado junto.
Basta observar três sinais: se os títulos de 30 anos do governo japonês conseguirem se manter acima de 3,5%, se o iene resistir ao nível de 160, e se a queda tripla nos mercados de ações, títulos e câmbio acontecer ao mesmo tempo. Qualquer um desses gatilhos pode desencadear uma tempestade. O Japão vai optar por uma diluição da dívida ao estilo "água morna com sapo", ou vai encarar uma crise de frente? O mercado de criptomoedas pode realmente se tornar um refúgio seguro, ou será arrastado por uma nova onda de vendas em massa? Essas são as questões a serem observadas nos próximos tempos.
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GasFeeNightmare
· 01-07 19:00
2026爆雷?Esta aposta não a aceito, os japoneses têm muitas estratégias, ainda há jogadas mais duras por vir
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MiningDisasterSurvivor
· 01-06 23:49
Eu já passei por isso, na crise das mineradoras em 2018 ouvi previsões semelhantes, e qual foi o resultado? O mercado de criptomoedas continua sendo o mercado de criptomoedas. Essa questão do Japão, na verdade, é uma disputa entre grandes potências, por que os investidores de varejo ficam se preocupando à toa.
O que realmente importa é quando aquelas operações de carry trade em 2026 vão explodir, e quantos novos investidores inexperientes vão acabar assumindo o prejuízo nessa hora.
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WenMoon42
· 01-06 23:33
Esta onda no Japão realmente vai ficar difícil, a desvalorização dos títulos do Tesouro dos EUA deixou o mercado de criptomoedas um pouco em risco.
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BitcoinDaddy
· 01-06 23:24
Se esta onda no Japão desmoronar, o nosso mundo das criptomoedas vai ter que levar mais umas porrada...
A jogada japonesa de "auto-transfusão de sangue + taxas de juros baixas" que durou trinta anos, chegou ao fim.
Em 2025, a dívida pública de 240% do PIB do Japão não conseguirá mais conter a situação — o rendimento dos títulos do governo de 10 anos atingiu 1,83%, um novo máximo em 208 anos, e o de 40 anos ultrapassou 3,7%. O iene caiu abaixo do nível de 158 contra o dólar, e as sombras de uma queda tripla nos mercados de ações, títulos e câmbio já estão à vista, enquanto as reações em cadeia nos mercados financeiros globais estão sendo acionadas uma após a outra.
O novo primeiro-ministro lançou um pacote de estímulo de 21,3 trilhões de ienes, quebrando de vez esse ciclo antigo. O banco central agora está numa encruzilhada: se subir as taxas para combater a inflação, a dívida pode explodir; se não subir, o iene continuará a se depreciar, a inflação ficará fora de controle, e com uma taxa de juros de 0,5%, a taxa de juros real ainda é negativa em -2,5%, fazendo o dinheiro dos poupadores encolher a cada dia.
O golpe mais duro veio agora — as seguradoras japonesas começaram a vender loucamente ativos no exterior, voltando-se para títulos domésticos. O que isso significa? Os títulos do Tesouro dos EUA perderam um de seus maiores compradores. Os custos de empréstimo globais tiveram que subir, e a reação em cadeia está apenas começando. Ainda estamos lembrando do cenário criado pelo aumento de juros do ano passado: o índice Nikkei caiu 12,4%, o mercado de criptomoedas também caiu em sintonia, 230 mil investidores foram liquidados, e as posições de carry trade estão escondidas nas exchanges, podendo explodir em 2026.
Para o mercado de criptomoedas, há duas faces nesta situação. Por um lado, a depreciação do iene estimulou a demanda por proteção, e o Japão está até considerando permitir que bancos negociem Bitcoin, transformando ativos digitais em uma nova ferramenta contra a inflação. Por outro lado, se o crédito global realmente se apertar, ativos criptográficos de alta alavancagem serão os primeiros a serem derrubados, arrastando todo o mercado junto.
Basta observar três sinais: se os títulos de 30 anos do governo japonês conseguirem se manter acima de 3,5%, se o iene resistir ao nível de 160, e se a queda tripla nos mercados de ações, títulos e câmbio acontecer ao mesmo tempo. Qualquer um desses gatilhos pode desencadear uma tempestade. O Japão vai optar por uma diluição da dívida ao estilo "água morna com sapo", ou vai encarar uma crise de frente? O mercado de criptomoedas pode realmente se tornar um refúgio seguro, ou será arrastado por uma nova onda de vendas em massa? Essas são as questões a serem observadas nos próximos tempos.