O escândalo de negociação com informação privilegiada no mercado de previsão ainda está a ferver. Recentemente, o CEO da Kalshi, Tarek Mansour, manifestou-se no LinkedIn, enfatizando que a empresa proíbe veementemente a negociação com informação privilegiada e apoia a nova legislação regulatória dos EUA. Contudo, ele também apontou que os casos de negociação com informação privilegiada recentemente expostos envolvem principalmente plataformas offshore não reguladas, e não entidades regulamentadas como a Kalshi. Por trás desta declaração, está a tempestade regulatória que o setor de mercados de previsão enfrenta atualmente.
A verdade sobre o escândalo de negociação com informação privilegiada
A origem do problema não é complexa. No final de dezembro de 2025, uma conta recém-criada na Polymarket realizou uma “aposta perfeita”. Essa conta comprou um contrato por cerca de 0,07 dólares, prevendo que “Maduro será deposto até 31 de janeiro”, com um investimento inicial de apenas 32.500 dólares. Quando o presidente dos EUA, Trump, anunciou oficialmente a sua prisão, essa conta já tinha lucrado mais de 400 mil dólares, com um retorno superior a 1200%. Mais importante ainda, os dados do mercado mostraram que o preço do contrato relacionado começou a subir de forma anormal horas antes do anúncio oficial de Trump.
Este não foi um evento isolado. Antes do anúncio do Nobel da Paz, mercados relacionados na Polymarket também apresentaram oscilações anormais semelhantes. Esses eventos apontam para uma questão comum: informações privilegiadas do governo estão sendo usadas para negociar nos mercados de previsão.
Resposta rápida à regulamentação
O escândalo provocou uma resposta rápida das autoridades reguladoras dos EUA. O deputado democrata de Nova York, Ritchie Torres, planeja apresentar nesta semana a “Lei de Integridade Pública dos Mercados de Previsão Financeira de 2026”. Essa lei proibirá diretamente que funcionários federais eleitos, nomeados políticos e funcionários do setor executivo negociem em mercados de previsão quando tiverem acesso a informações não públicas relacionadas às negociações.
Este é um sinal claro: embora os mercados de previsão sejam legais, é necessário estabelecer firewalls para evitar abusos de poder.
A posição da Kalshi e as diferenças
Neste contexto, a resposta da Kalshi torna-se especialmente importante. O CEO Tarek Mansour destacou que a Kalshi apoia essa legislação e afirmou que a empresa possui medidas rigorosas de prevenção de negociação com informação privilegiada. Mais importante ainda, ele apontou que os recentes casos de negociação com informação privilegiada envolvem principalmente plataformas offshore não reguladas, como a Polymarket.
Essa distinção é fundamental. A Kalshi é uma plataforma de mercado de previsão regulamentada nos EUA, sob supervisão da CFTC (Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA). Embora a Polymarket seja amplamente utilizada nos EUA, sua entidade operadora está localizada em offshore, com regulamentação mais branda. Essa diferença afeta diretamente a capacidade de cada plataforma de prevenir negociações com informação privilegiada.
Oportunidades e desafios do setor
Ironicamente, apesar do escândalo de negociação com informação privilegiada, o setor de mercados de previsão continua a crescer rapidamente. Segundo dados recentes, o volume de negociação anual da Kalshi ultrapassou 100 bilhões de dólares, com a meta de alcançar 1 trilhão de dólares. Analistas da Bernstein preveem que, em 2026, o volume de negociação dos mercados de previsão poderá dobrar para 700 bilhões de dólares, com uma receita anual de aproximadamente 14 bilhões de dólares.
Isso indica que a regulamentação não visa suprimir os mercados de previsão, mas torná-los mais normatizados. Eventos políticos importantes, como as eleições de meio de mandato nos EUA, deverão trazer mais usuários e volume de negociações para plataformas como Kalshi, Robinhood, Coinbase, entre outras.
Resumo
A declaração do CEO da Kalshi é, na essência, uma afirmação de conformidade. Negociações com informação privilegiada são um problema real, mas a raiz do problema está nas plataformas offshore não reguladas, e não nos mercados de previsão regulamentados. A nova legislação fortalecerá a vantagem competitiva das plataformas conformes, ao mesmo tempo que combaterá os concorrentes offshore que exploram brechas legais. Para plataformas como a Kalshi, que já operam de forma regulamentada, o reforço regulatório é uma oportunidade — ele eleva a barreira de entrada no setor e consolida a posição dos principais players. O futuro dos mercados de previsão pertence àqueles que adotarem proativamente a regulamentação.
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De lucros de 400 mil dólares a uma nova lei: Por que a Kalshi quer se distanciar de plataformas offshore
O escândalo de negociação com informação privilegiada no mercado de previsão ainda está a ferver. Recentemente, o CEO da Kalshi, Tarek Mansour, manifestou-se no LinkedIn, enfatizando que a empresa proíbe veementemente a negociação com informação privilegiada e apoia a nova legislação regulatória dos EUA. Contudo, ele também apontou que os casos de negociação com informação privilegiada recentemente expostos envolvem principalmente plataformas offshore não reguladas, e não entidades regulamentadas como a Kalshi. Por trás desta declaração, está a tempestade regulatória que o setor de mercados de previsão enfrenta atualmente.
A verdade sobre o escândalo de negociação com informação privilegiada
A origem do problema não é complexa. No final de dezembro de 2025, uma conta recém-criada na Polymarket realizou uma “aposta perfeita”. Essa conta comprou um contrato por cerca de 0,07 dólares, prevendo que “Maduro será deposto até 31 de janeiro”, com um investimento inicial de apenas 32.500 dólares. Quando o presidente dos EUA, Trump, anunciou oficialmente a sua prisão, essa conta já tinha lucrado mais de 400 mil dólares, com um retorno superior a 1200%. Mais importante ainda, os dados do mercado mostraram que o preço do contrato relacionado começou a subir de forma anormal horas antes do anúncio oficial de Trump.
Este não foi um evento isolado. Antes do anúncio do Nobel da Paz, mercados relacionados na Polymarket também apresentaram oscilações anormais semelhantes. Esses eventos apontam para uma questão comum: informações privilegiadas do governo estão sendo usadas para negociar nos mercados de previsão.
Resposta rápida à regulamentação
O escândalo provocou uma resposta rápida das autoridades reguladoras dos EUA. O deputado democrata de Nova York, Ritchie Torres, planeja apresentar nesta semana a “Lei de Integridade Pública dos Mercados de Previsão Financeira de 2026”. Essa lei proibirá diretamente que funcionários federais eleitos, nomeados políticos e funcionários do setor executivo negociem em mercados de previsão quando tiverem acesso a informações não públicas relacionadas às negociações.
Este é um sinal claro: embora os mercados de previsão sejam legais, é necessário estabelecer firewalls para evitar abusos de poder.
A posição da Kalshi e as diferenças
Neste contexto, a resposta da Kalshi torna-se especialmente importante. O CEO Tarek Mansour destacou que a Kalshi apoia essa legislação e afirmou que a empresa possui medidas rigorosas de prevenção de negociação com informação privilegiada. Mais importante ainda, ele apontou que os recentes casos de negociação com informação privilegiada envolvem principalmente plataformas offshore não reguladas, como a Polymarket.
Essa distinção é fundamental. A Kalshi é uma plataforma de mercado de previsão regulamentada nos EUA, sob supervisão da CFTC (Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA). Embora a Polymarket seja amplamente utilizada nos EUA, sua entidade operadora está localizada em offshore, com regulamentação mais branda. Essa diferença afeta diretamente a capacidade de cada plataforma de prevenir negociações com informação privilegiada.
Oportunidades e desafios do setor
Ironicamente, apesar do escândalo de negociação com informação privilegiada, o setor de mercados de previsão continua a crescer rapidamente. Segundo dados recentes, o volume de negociação anual da Kalshi ultrapassou 100 bilhões de dólares, com a meta de alcançar 1 trilhão de dólares. Analistas da Bernstein preveem que, em 2026, o volume de negociação dos mercados de previsão poderá dobrar para 700 bilhões de dólares, com uma receita anual de aproximadamente 14 bilhões de dólares.
Isso indica que a regulamentação não visa suprimir os mercados de previsão, mas torná-los mais normatizados. Eventos políticos importantes, como as eleições de meio de mandato nos EUA, deverão trazer mais usuários e volume de negociações para plataformas como Kalshi, Robinhood, Coinbase, entre outras.
Resumo
A declaração do CEO da Kalshi é, na essência, uma afirmação de conformidade. Negociações com informação privilegiada são um problema real, mas a raiz do problema está nas plataformas offshore não reguladas, e não nos mercados de previsão regulamentados. A nova legislação fortalecerá a vantagem competitiva das plataformas conformes, ao mesmo tempo que combaterá os concorrentes offshore que exploram brechas legais. Para plataformas como a Kalshi, que já operam de forma regulamentada, o reforço regulatório é uma oportunidade — ele eleva a barreira de entrada no setor e consolida a posição dos principais players. O futuro dos mercados de previsão pertence àqueles que adotarem proativamente a regulamentação.