聊天里 ouve um amigo que trabalha no setor financeiro tradicional a reclamar, com um rosto de desânimo: "Blockchain realmente tem muitas vantagens — transparência, eficiência, essas são vantagens concretas. O problema é que, na prática, nossa equipe realmente não consegue usar. Onde colocar a privacidade das informações dos clientes? Como explicar isso às autoridades reguladoras? Como passar na auditoria?"



Essa talvez seja a ideia mais sincera de muitas instituições financeiras tradicionais ao enfrentarem a tecnologia blockchain. De um lado, o potencial atraente da nova tecnologia; do outro, as pressões reais de proteção de privacidade e conformidade regulatória. Os dois parecem estar sempre em conflito — ou sacrificamos a privacidade para cumprir as regras, ou escondemos tudo para evitar inspeções. Será que é tão preto no branco assim?

Justamente nesse clima de controvérsia, um projeto que começou a trabalhar silenciosamente desde 2018 escolheu um caminho diferente. Não se posicionou de um lado ou de outro, mas fez uma pergunta ainda mais radical: será que dá para criar um sistema que, ao mesmo tempo, criptografe e proteja os dados das transações, e que também delegue legalmente o poder de fiscalização às autoridades reguladoras? Parece loucura, mas esse projeto (Dusk) realmente está tentando fazer isso acontecer.

Hoje, vamos dar uma olhada nesse blockchain que se autodenomina uma "infraestrutura financeira de nível institucional" e entender qual é a sua real intenção.

**1. Modularização Desmontada: mais do que um quebra-cabeça, uma divisão de tarefas precisa**

Quando se fala em modularização, a imagem que geralmente vem à cabeça é de blocos de LEGO — várias cores de peças que podem ser encaixadas de qualquer jeito. Mas a compreensão de modularização do Dusk é mais parecida com a divisão de departamentos de um hospital: cardiologia, cirurgia, anestesia, cada um cuidando de sua área, mas trabalhando em harmonia para realizar uma cirurgia complexa.

No contexto de blockchain, o que isso significa? Simplificando, o sistema possui um módulo dedicado ao processamento de liquidação e compensação (operações básicas), outro responsável pela execução de contratos inteligentes (lógica de negócios), e ainda um módulo especial para privacidade e conformidade (necessidades específicas). Cada um faz sua parte, sem interferir nos outros, mas colaborando de forma eficiente.

Isso é bem diferente de soluções que tentam empilhar todas as funções numa única cadeia. O resultado é que o sistema não fica lento por tratar de privacidade, nem compromete a segurança para ganhar desempenho.

**2. Privacidade e conformidade: uma dupla em harmonia**

Se modularização é uma inovação na arquitetura, a combinação de privacidade e conformidade é o núcleo que o Dusk tenta resolver.

Imagine o seguinte cenário: um banco quer registrar transações internacionais na blockchain. Ele precisa —

- esconder os dados de outros usuários (privacidade do cliente);
- ao mesmo tempo, provar às autoridades que "essa transação é legítima, sem lavagem de dinheiro".

Um conflito, não é?

A abordagem do Dusk é introduzir uma "transparência condicional". As informações da transação são criptografadas, mas as autoridades reguladoras possuem uma chave especial que permite decifrar e verificar, sem expor os detalhes a todos na rede. Assim, protege-se a privacidade do usuário e, ao mesmo tempo, mantém-se a possibilidade de fiscalização.

Parece mágica, mas por baixo dos panos usam-se ferramentas de criptografia como provas de conhecimento zero e MPC (computação multipartidária) — tecnologias acadêmicas maduras, validadas por estudos, e não invenções do nada.

**3. Por que isso é tão importante para as instituições**

As instituições financeiras tradicionais ainda relutam em adotar blockchain, não por falta de tecnologia, mas por causa do arcabouço regulatório que não acompanha. Você quer colocar a conta de um cliente na blockchain pública? Logo será chamado pela autoridade.

O design do Dusk funciona dentro do quadro regulatório atual. Ele não tenta derrubar as regras, mas usa tecnologia para fazer com que as regras antigas funcionem também em um sistema novo. Isso significa que, para instituições que realmente precisam de conformidade — bancos, seguradoras, gestoras de ativos — há uma chance real de considerarem usar blockchain.

E, por outro lado, isso dá a esses players tradicionais uma porta de entrada prática para participar do Web3, e não apenas uma fase de "estudo".

**4. Riscos e a realidade**

Claro que uma boa ideia e sua implementação prática são coisas diferentes. O Dusk precisa provar seu desempenho, facilidade de uso e construir um ecossistema. Além disso, seus clientes-alvo (usuários de nível institucional) têm requisitos de segurança extremamente rigorosos — uma vulnerabilidade pode ser fatal.

Mas, olhando o cenário atual, esse projeto de 2018 está insistindo em um caminho difícil, mas correto. Enquanto a maioria dos projetos ainda busca tendências, o Dusk trabalha na resolução de problemas reais.

Talvez essa seja a verdadeira inovação do Web3 — não gastar dinheiro em marketing ou em hype, mas encontrar o ponto de interseção entre o mundo tradicional e o mundo da criptografia, e usar tecnologia para abrir essa brecha.
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