Após anos de liderança na Apple com determinação, Tim Cook começa a procurar uma forma de se retirar gradualmente do cargo de CEO. Aos 65 anos, apesar de aparentar energia e estar habituado a viagens para a Ásia, o diretor expressou à alta administração o desejo de reduzir suas responsabilidades. Essa revelação, segundo relatos do New York Times, iniciou um processo de busca por um sucessor em larga escala.
Onde a Apple busca o sucessor de Cook?
O conselho de administração já vem preparando intensamente o caminho para a sucessão desde o ano passado. Entre vários candidatos potenciais, destaca-se John Ternus, de 50 anos, veterano da empresa, cujo perfil mais se assemelha à situação de anos atrás. Quando Cook assumiu após Steve Jobs, tinha uma idade semelhante – Ternus hoje representa um ponto análogo na história da Apple.
Além de Ternus, outras figuras da estrutura de gestão interna também estão sendo consideradas:
Craig Federighi, responsável pelo software
Eddy Cue, supervisionando o setor de serviços
Greg Joswiak, responsável pelo marketing global
Deirdre O’Brien, à frente de vendas no varejo e recursos humanos
John Ternus – engenheiro de raiz
Ternus ingressou na Apple em 2001 como engenheiro envolvido no desenvolvimento de telas para Mac. Sua trajetória reflete uma profunda conexão com o DNA tecnológico da empresa. Em 2005, liderou a engenharia do hardware do iMac, e desde 2013, dirige toda a operação relacionada ao Mac e ao iPad.
Suas realizações incluem decisões estratégicas: em 2018, propôs limitar a tecnologia LiDAR exclusivamente aos modelos Pro do iPhone, alcançando um equilíbrio entre inovação e eficiência de custos. Nos últimos anos, liderou o projeto do iPhone Air ultraleve e conduziu a transição do Mac de processadores Intel para os chips próprios da Apple. Frequentemente viajou para a Ásia, negociando diretamente com fabricantes e conhecendo o complexo ecossistema da cadeia de suprimentos.
Dúvidas sobre o novo líder
No entanto, a possível nomeação de Ternus também gera reservas. Ele seria o primeiro em três décadas a liderar a Apple com uma especialização técnica voltada para hardware. Críticos apontam que sua reputação está mais ligada à “aperfeiçoamento de produtos existentes” do que a “inovações revolucionárias”.
Além disso, sua experiência focada em engenharia indica uma preparação menor para as complexidades políticas e responsabilidades mais amplas que o cargo de CEO exige. A decisão final será do conselho de administração, após a qual Cook provavelmente assumirá a presidência.
Teste de IA – maior desafio
No entanto, o verdadeiro teste para o novo líder da Apple estará inexoravelmente ligado à IA. Enquanto concorrentes – Meta, Google, Microsoft – já investiram dezenas de bilhões de dólares em inteligência artificial, a Apple mantém uma postura mais observadora. A empresa ainda não implementou uma integração de IA de amplo espectro em seus produtos principais.
O novo líder precisará não apenas definir a estratégia de IA para a Apple, mas também restabelecer a posição da empresa como líder na era da transformação tecnológica. Essa será uma tarefa que testará a capacidade de pensamento estratégico do futuro CEO – independentemente de ser Ternus ou alguém de outros candidatos.
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Quem vai assumir a Apple? O jogo interno pelo sucessor de Cook gostaria de mostrar a visão da IA
Após anos de liderança na Apple com determinação, Tim Cook começa a procurar uma forma de se retirar gradualmente do cargo de CEO. Aos 65 anos, apesar de aparentar energia e estar habituado a viagens para a Ásia, o diretor expressou à alta administração o desejo de reduzir suas responsabilidades. Essa revelação, segundo relatos do New York Times, iniciou um processo de busca por um sucessor em larga escala.
Onde a Apple busca o sucessor de Cook?
O conselho de administração já vem preparando intensamente o caminho para a sucessão desde o ano passado. Entre vários candidatos potenciais, destaca-se John Ternus, de 50 anos, veterano da empresa, cujo perfil mais se assemelha à situação de anos atrás. Quando Cook assumiu após Steve Jobs, tinha uma idade semelhante – Ternus hoje representa um ponto análogo na história da Apple.
Além de Ternus, outras figuras da estrutura de gestão interna também estão sendo consideradas:
John Ternus – engenheiro de raiz
Ternus ingressou na Apple em 2001 como engenheiro envolvido no desenvolvimento de telas para Mac. Sua trajetória reflete uma profunda conexão com o DNA tecnológico da empresa. Em 2005, liderou a engenharia do hardware do iMac, e desde 2013, dirige toda a operação relacionada ao Mac e ao iPad.
Suas realizações incluem decisões estratégicas: em 2018, propôs limitar a tecnologia LiDAR exclusivamente aos modelos Pro do iPhone, alcançando um equilíbrio entre inovação e eficiência de custos. Nos últimos anos, liderou o projeto do iPhone Air ultraleve e conduziu a transição do Mac de processadores Intel para os chips próprios da Apple. Frequentemente viajou para a Ásia, negociando diretamente com fabricantes e conhecendo o complexo ecossistema da cadeia de suprimentos.
Dúvidas sobre o novo líder
No entanto, a possível nomeação de Ternus também gera reservas. Ele seria o primeiro em três décadas a liderar a Apple com uma especialização técnica voltada para hardware. Críticos apontam que sua reputação está mais ligada à “aperfeiçoamento de produtos existentes” do que a “inovações revolucionárias”.
Além disso, sua experiência focada em engenharia indica uma preparação menor para as complexidades políticas e responsabilidades mais amplas que o cargo de CEO exige. A decisão final será do conselho de administração, após a qual Cook provavelmente assumirá a presidência.
Teste de IA – maior desafio
No entanto, o verdadeiro teste para o novo líder da Apple estará inexoravelmente ligado à IA. Enquanto concorrentes – Meta, Google, Microsoft – já investiram dezenas de bilhões de dólares em inteligência artificial, a Apple mantém uma postura mais observadora. A empresa ainda não implementou uma integração de IA de amplo espectro em seus produtos principais.
O novo líder precisará não apenas definir a estratégia de IA para a Apple, mas também restabelecer a posição da empresa como líder na era da transformação tecnológica. Essa será uma tarefa que testará a capacidade de pensamento estratégico do futuro CEO – independentemente de ser Ternus ou alguém de outros candidatos.