CME considera emitir seu próprio token? Como os gigantes tradicionais do setor financeiro irão reescrever as regras do mercado de criptomoedas

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“Estamos a estudar várias iniciativas, incluindo a nossa própria moeda, que poderá ser implementada numa rede descentralizada para uso por outros participantes do nosso setor.” O presidente e CEO do Chicago Mercantile Exchange Group (CME Group), Terry Duffy, revelou a estratégia de criptomoedas da empresa na sua última teleconferência de resultados.

Esta breve declaração marca a primeira vez que a maior bolsa de derivados do mundo explicitamente anunciou planos de emissão de um token próprio. Paralelamente, a CME prepara-se para transformar todos os seus futuros de criptomoedas em negociações 7x24 horas no segundo trimestre de 2026, além de lançar novos contratos futuros de Cardano (ADA), Chainlink (LINK) e Stellar (XLM).

Mudança de estratégia da CME

Gigantes tradicionais do setor financeiro estão a adotar ativos digitais a uma velocidade sem precedentes. Um dos principais fornecedores de infraestrutura de Wall Street, o CME Group, está a mudar silenciosamente as regras do jogo.

Como maior mercado de derivados do mundo, a CME revelou recentemente estar a explorar a possibilidade de lançar a sua própria criptomoeda. Esta notícia gerou grande interesse na indústria de criptomoedas, pois qualquer movimento da CME pode redefinir a forma como as instituições participam no mercado de criptomoedas.

Duffy confirmou, em resposta a um analista do Morgan Stanley, que a empresa está a estudar várias iniciativas relacionadas com “a nossa própria moeda”, que poderá ser implementada numa rede descentralizada.

Tokenização de dinheiro em espécie e moeda própria

A estratégia da CME divide-se em duas frentes: por um lado, uma solução de tokenização de dinheiro em espécie em parceria com a Google, e por outro, a exploração de uma possível moeda própria.

O projeto de tokenização de dinheiro em espécie, desenvolvido em colaboração com a Google, está previsto para ser lançado ainda em 2026, envolvendo um banco custodiante que facilitará as transações. Trata-se de um produto dedicado a instituições, com o objetivo de otimizar processos de liquidação e margem, integrando-se diretamente na infraestrutura de derivados da CME.

Já a “moeda própria” poderá ser um produto diferente, com a empresa a considerar “lançá-la numa rede descentralizada para uso por outros participantes do setor”. A CME ainda não esclareceu se esse “token” será uma stablecoin, uma moeda de liquidação ou outra forma.

Expansão completa de produtos de criptomoedas

A ambição da CME no setor de criptomoedas vai além da emissão de tokens. A empresa está a transformar os seus futuros e opções de criptomoedas numa negociação 24 horas por dia, com implementação prevista para o segundo trimestre de 2026.

A partir de 9 de fevereiro de 2026, a CME expandirá o seu portefólio regulamentado de derivados de criptomoedas, lançando contratos futuros de Cardano, Chainlink e Stellar. Os participantes do mercado poderão optar por negociar contratos padrão ou microcontratos, atendendo a diferentes escalas de investimento.

O lançamento destes novos produtos coincide com o forte crescimento do volume de negociação de criptomoedas na CME. Em 2025, a média diária de contratos de futuros e opções de criptomoedas atingiu um recorde de 278.300 contratos (valor nominal de 12 mil milhões de dólares).

Controlo de riscos e qualidade dos emissores

Apesar de explorar ativamente a inovação, a CME mantém uma postura cautelosa no controlo de riscos. Duffy afirmou claramente que a aceitação de qualquer colateral tokenizado depende da qualidade do emissor e da avaliação de riscos associada.

“Se me derem um token emitido por uma instituição financeira de importância sistémica, posso ficar mais confortável do que se for emitido por um banco de terceira ou quarta linha para negociação de margem.” Duffy destacou que a reputação do emissor é um fator-chave na avaliação de colaterais tokenizados.

Esta abordagem conservadora reflete a forma como as entidades de liquidação avaliam a qualidade do colateral nos mercados tradicionais. A CME está disposta a analisar outros ativos na cadeia, incluindo stablecoins e fundos de mercado monetário tokenizados, desde que cumpram os padrões de risco da bolsa.

Impacto na indústria de criptomoedas

A iniciativa da CME de explorar a emissão de um token próprio pode ter um impacto profundo na indústria de criptomoedas. Marca um novo nível de aceitação por parte das instituições financeiras tradicionais na tecnologia blockchain.

A ação da CME contrasta claramente com concorrentes de Wall Street como o JPMorgan. O Citigroup e o JPMorgan optaram por usar tokens e redes privadas para facilitar liquidações mais rápidas para clientes institucionais.

Como líder no mercado global de derivados, qualquer mudança na liquidação de margens na plataforma da CME pode desencadear efeitos em cadeia. Os instrumentos de dinheiro tokenizado podem reduzir fricções na liquidação, encurtar o tempo de transferência de colaterais e facilitar a reutilização de garantias entre diferentes produtos.

06 Novo cenário para negociações institucionais de criptomoedas

À medida que gigantes tradicionais como a CME aprofundam a sua incursão no setor de criptomoedas, o panorama da participação institucional no mercado de criptomoedas está a evoluir rapidamente. Em 2025, a CME facilitou quase 3 biliões de dólares em volume nominal de negociações de criptomoedas, com o ritmo a acelerar no quarto trimestre.

Para além da inovação de produtos, a CME também expande a sua base de clientes através do crescimento da sua linha de negócios de retalho. A empresa colaborou com a FanDuel para lançar produtos de mercado de previsão, que em seis semanas negociaram mais de 68 milhões de contratos de eventos.

Duffy destacou que os clientes da CME economizaram, em média, 80 mil milhões de dólares por dia em garantias em todas as seis principais classes de ativos, um aumento de cerca de 20 mil milhões de dólares em relação a 2024. Esta eficiência de capital é um fator-chave para atrair clientes institucionais.

Perspectivas futuras

Até 5 de fevereiro, o preço do Gate Token (GT) na plataforma Gate era de 7,24 dólares. Com a entrada oficial de gigantes tradicionais como a CME, plataformas de negociação especializadas, como a Gate, estão a tornar-se pontes essenciais entre o setor financeiro tradicional e o mundo das criptomoedas.

Quando as telas de negociação de Wall Street começarem a exibir preços em tempo real de criptomoedas, e a maior bolsa de derivados do mundo considerar emitir o seu próprio token, a indústria de criptomoedas já não será um campo de testes para pequenos players.

A fusão entre o setor financeiro tradicional e o mundo das criptomoedas está a acontecer a uma velocidade sem precedentes, em três dimensões: quadro regulatório, inovação de produtos e participação institucional. Essa integração irá gerar um ecossistema financeiro mais complexo, eficiente e diversificado.

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