—Esta recuperação parece ter sido acionada por um botão.
Os mercados globais na sexta-feira voltaram ao padrão familiar: o dólar desvaloriza, tudo sobe. - O ouro voltou a aproximar-se dos 5000 dólares, o Bitcoin recuperou o nível de 70000 dólares, e o índice Dow Jones quebrou pela primeira vez na história a marca de 50000 dólares (evento de sentimento). Este aumento, assim como as quedas anteriores, parece não ter motivo aparente, apenas caiu demais. Dá a sensação de uma recuperação após uma onda de vendas — desta vez, a recuperação do preço, mas não da confiança — o que pode diminuir a tolerância ao risco das pessoas. A tendência dos futuros de ações nos EUA é a mais relevante, pois cobre um dia completo de negociação, com alta que atravessa a Ásia (sem queda), a Europa (sem retracement) e o sessão de negociação nos EUA (continua a subir) — por trás disso, uma ação de resgate do mercado completa e didática. Não é coisa de investidores individuais, nem de uma única instituição. Primeiro, os dirigentes do Federal Reserve mudaram de discurso. Na sexta-feira, a presidente do Federal Reserve de São Francisco, Daly, afirmou que o mercado de trabalho ainda é frágil, há espaço para cortar taxas de juros, e possivelmente será necessário mais uma ou duas reduções. Esta é a primeira vez desde a grande queda do mercado nesta rodada que o Federal Reserve sinaliza uma possível redução de juros. Em segundo lugar, o secretário do Tesouro dos EUA, Bostick, esclareceu sua “política de dólar forte”. Quando questionado na sexta-feira se ele e o presidente Trump tinham opiniões diferentes sobre o dólar, ele respondeu que “isso é uma falsa dicotomia”. Bostick respondeu de forma bastante inteligente, sem mencionar explicitamente “manter um determinado nível do dólar”, mas dizendo que “o núcleo da política de dólar forte é fazer aquelas coisas que possam criar fundamentos sólidos para o dólar”. A mensagem implícita é que os EUA estão mais preocupados em “manter o capital no país” do que em “manter a taxa de câmbio alta”. Não há compromisso de que o dólar não caia, nem de proteger o dólar, apenas a promessa de que “ativos americanos valem a pena”. Parece uma “retirada silenciosa” da narrativa de dólar forte, ou pelo menos uma sensação de que ela foi suavizada, embora não oficialmente revertida. É importante notar que, no momento de forte queda do mercado, a pergunta sobre “dólar forte” (e não sobre a queda do mercado) não foi por acaso. Além disso, os dados econômicos também corroboram essa narrativa. Os dados divulgados ontem à noite mostraram que o índice de confiança do consumidor nos EUA subiu para o nível mais alto em seis meses, impulsionando a aceleração do mercado desde então. Esses três fatores, combinados, essencialmente dizem ao mercado: não vamos realmente matar o mercado (o que é diferente de uma mudança de política). Esta recuperação veio em um momento muito oportuno, justamente quando o índice Nasdaq recuou 5%-6% desde o pico (uma posição “técnica amigável”, para evitar uma confirmação de tendência). Não se trata de uma reversão de tendência, mas de uma recuperação após uma queda excessiva em um momento errado, com uma narrativa correta.
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ADayByDay
· 5h atrás
Resuma o que significa e se ainda é necessário fazer uma segunda investigação.
—Esta recuperação parece ter sido acionada por um botão.
Os mercados globais na sexta-feira voltaram ao padrão familiar: o dólar desvaloriza, tudo sobe.
- O ouro voltou a aproximar-se dos 5000 dólares, o Bitcoin recuperou o nível de 70000 dólares, e o índice Dow Jones quebrou pela primeira vez na história a marca de 50000 dólares (evento de sentimento).
Este aumento, assim como as quedas anteriores, parece não ter motivo aparente, apenas caiu demais. Dá a sensação de uma recuperação após uma onda de vendas — desta vez, a recuperação do preço, mas não da confiança — o que pode diminuir a tolerância ao risco das pessoas.
A tendência dos futuros de ações nos EUA é a mais relevante, pois cobre um dia completo de negociação, com alta que atravessa a Ásia (sem queda), a Europa (sem retracement) e o sessão de negociação nos EUA (continua a subir) — por trás disso, uma ação de resgate do mercado completa e didática. Não é coisa de investidores individuais, nem de uma única instituição.
Primeiro, os dirigentes do Federal Reserve mudaram de discurso. Na sexta-feira, a presidente do Federal Reserve de São Francisco, Daly, afirmou que o mercado de trabalho ainda é frágil, há espaço para cortar taxas de juros, e possivelmente será necessário mais uma ou duas reduções. Esta é a primeira vez desde a grande queda do mercado nesta rodada que o Federal Reserve sinaliza uma possível redução de juros.
Em segundo lugar, o secretário do Tesouro dos EUA, Bostick, esclareceu sua “política de dólar forte”. Quando questionado na sexta-feira se ele e o presidente Trump tinham opiniões diferentes sobre o dólar, ele respondeu que “isso é uma falsa dicotomia”.
Bostick respondeu de forma bastante inteligente, sem mencionar explicitamente “manter um determinado nível do dólar”, mas dizendo que “o núcleo da política de dólar forte é fazer aquelas coisas que possam criar fundamentos sólidos para o dólar”.
A mensagem implícita é que os EUA estão mais preocupados em “manter o capital no país” do que em “manter a taxa de câmbio alta”. Não há compromisso de que o dólar não caia, nem de proteger o dólar, apenas a promessa de que “ativos americanos valem a pena”. Parece uma “retirada silenciosa” da narrativa de dólar forte, ou pelo menos uma sensação de que ela foi suavizada, embora não oficialmente revertida. É importante notar que, no momento de forte queda do mercado, a pergunta sobre “dólar forte” (e não sobre a queda do mercado) não foi por acaso.
Além disso, os dados econômicos também corroboram essa narrativa. Os dados divulgados ontem à noite mostraram que o índice de confiança do consumidor nos EUA subiu para o nível mais alto em seis meses, impulsionando a aceleração do mercado desde então.
Esses três fatores, combinados, essencialmente dizem ao mercado: não vamos realmente matar o mercado (o que é diferente de uma mudança de política).
Esta recuperação veio em um momento muito oportuno, justamente quando o índice Nasdaq recuou 5%-6% desde o pico (uma posição “técnica amigável”, para evitar uma confirmação de tendência).
Não se trata de uma reversão de tendência, mas de uma recuperação após uma queda excessiva em um momento errado, com uma narrativa correta.