Depois da festa do Ano Novo Chinês com robôs humanóides: As dez principais previsões para a inteligência incorporada no Ano do Cavalo

O Ano do Cavalo no espetáculo de Ano Novo tem um detalhe que provoca reflexão: em menos de meia hora de abertura, três programas apresentam robôs com inteligência incorporada a aparecerem frequentemente. Em 2025, os robôs ainda parecem idosos trêmulos, precisando de ajuda para caminhar. Em 2026, já conseguem rebolar, lutar em artes marciais, com movimentos limpos e precisos. O Ano Novo não é uma feira de tecnologia, mas sempre funciona como um termómetro do clima social. Quando os robôs passam de simples objetos de novidade no palco a personagens de performance, significa que estão saindo do laboratório para a indústria, do fascínio para a escala.

As questões também se tornam mais concretas: onde os robôs irão primeiro? Quem eles irão substituir primeiro? Quem vai lucrar primeiro? Quem será eliminado? Em 2026, o verdadeiro ponto de inflexão dos robôs com inteligência incorporada talvez já esteja próximo. Tentei condensar as mudanças-chave possíveis em dez previsões. Elas não são uma lista de visões, mas julgamentos sobre o que acontecerá primeiro na próxima fase e quais etapas irão valorizar-se mais cedo.

1. Primeiro o turno da noite, depois a entrada em casa

Em 2026, os robôs que primeiro alcançarão escala não serão domésticos, mas empresariais. Os primeiros a serem substituídos não serão os trabalhadores diurnos, mas os noturnos. Os empregos de turno da noite enfrentam há muito três problemas estruturais: custos de mão de obra significativamente mais altos do que os diurnos, dificuldades de contratação e alta rotatividade, além de exigências mínimas de habilidades sociais e compreensão de situações complexas. As operações de armazenamento, transporte de caixas, inspeções na manufatura, entregas de roupas de hotel e patrulhas de segurança durante a noite serão os cenários mais frequentes de implementação em 2026. Nesses postos, desde que o robô não cometa erros graves, não falhe e consiga passar a noite toda, terá motivo para ser comprado.

A escassez de trabalhadores no turno da noite é estrutural: envelhecimento populacional, escassez de mão de obra no setor de serviços, relutância dos jovens em trabalhar à noite, tudo isso não se resolve em um ou dois anos. Para a indústria e o investimento, em 2026 não se deve focar na “penetração doméstica”, mas em dois indicadores: a taxa de substituição no turno da noite e o número de horas de operação estável de um robô em ambientes reais de trabalho noturno. Esses dois números são sinais reais de se os robôs estão caminhando para a escala. Em resumo: neste ano, primeiro substituem as pessoas nas noites longas, depois vêm as tarefas domésticas.

2. O sucesso não é parecer humano, mas parecer uma ferramenta

O maior equívoco na área de inteligência incorporada é entender a competição como uma “corrida para parecer humano”, onde quem imita melhor os movimentos humanos é mais avançado. Em 2026, a verdadeira diferença não será quem consegue imitar melhor os movimentos humanos, mas quem consegue realizar de forma estável, por longo tempo, as tarefas físicas mais monótonas e repetitivas em ambientes reais.

Empurrar carrinhos, mover caixas, empilhar, pegar e colocar, fazer triagens simples, abrir e fechar portas, inspeções pontuais — esses movimentos não são complexos, mas representam grande parte do trabalho de linha de frente. Nesses cenários, os robôs não precisam de liberdade de movimento impressionante nem de expressões emocionais complexas; basta que não falhem em uso frequente. Para clientes empresariais, cobrir 80% dos cenários de forma estável vale muito mais do que demonstrar 100% de capacidades.

As diferenças reais aparecem aqui: muitas equipes ainda investem recursos em movimentos de alta liberdade e comportamentos complexos, mas o que o cliente realmente valoriza é produção estável, não tecnologia de ponta. Em 2026, essa preferência se refletirá na apresentação dos produtos: os principais indicadores das fabricantes deixarão de ser “quais movimentos podem fazer” para “quanto tempo podem operar continuamente, intervalos entre falhas, taxa de quedas e frequência de intervenção humana”. Assim, avaliar se um robô com inteligência incorporada está próximo da escala não deve mais se basear em vídeos de demonstração, mas na sua capacidade de trabalhar continuamente na linha de produção ou no local, sem se tornar uma fonte de instabilidade. Quem assiste se preocupa com “o que ele pode fazer”, enquanto quem paga se importa apenas se “ele pode trabalhar sem causar problemas por muito tempo”. Em suma: quanto mais ferramenta, mais próximo do negócio.

3. A força se mede pela demonstração, o valor se mede pelo erro

Grandes modelos vão se popularizar, e a diferença de “inteligência” ficará menor. O que realmente decide se uma empresa de robótica consegue sair do piloto e entrar na escala não é quão inteligente ela é em condições ideais, mas se consegue lidar com problemas frequentes no mundo real. O mundo real apresenta desafios diários: falhas na captura, objetos escorregando, passagens bloqueadas, ferramentas emperradas, até aproximações inesperadas de pessoas. Se esses problemas não forem bem tratados, não é só uma experiência ruim, mas um risco de segurança. Quem consegue antecipar esses erros comuns no projeto, transformando “como lidar após o problema” em um fluxo estável, terá mais facilidade em integrar o robô na produção real. Caso contrário, qualquer problema que exija intervenção humana constante manterá o robô na fase de piloto.

Essa linha de divisão já começa a se mostrar. Cada vez mais, as soluções de robôs enfatizam não só movimentos bem-sucedidos, mas também o tratamento de exceções, controle remoto e gravação de sessões, incluindo limites de segurança nos contratos de cooperação. Para o cliente, a confiabilidade do robô depende de sua capacidade de ser controlado em falhas. Assim, uma questão mais realista para avaliar o quão perto uma empresa está da comercialização é: se ocorrer um erro no local, ela consegue imediatamente conter o risco, evitar ferimentos ou danos, e registrar claramente as causas e ações tomadas? Empresas capazes de fazer isso tendem a alcançar uma estabilidade de fluxo de caixa mais cedo. Em suma: não basta o robô fazer o trabalho, é preciso que ele também não cause problemas quando falha.

4. Para entregar, primeiro aprenda a simplificar

Muita gente pensa que, em 2026, os robôs com inteligência incorporada ficarão cada vez mais “completos”. Na minha avaliação, o contrário: produtos que realmente entregam e podem ser replicados tendem a se tornar mais “simples”. Quanto mais funções, mais complexo o sistema, mais pontos de falha. Quanto mais complexo, mais difícil de validar, manter e produzir em massa. Em 2026, é mais provável que surjam alguns poucos modelos altamente reutilizáveis: focados em transporte, inspeção, entrega, ou colaboração fixa, fazendo uma ou duas tarefas de forma profunda, ao invés de tentar fazer dez ao mesmo tempo.

Essa redução de funcionalidades não é retrocesso tecnológico, mas uma fase natural de maturidade de engenharia. Escalar não recompensa recursos extravagantes, mas confiabilidade: conseguir realizar as ações-chave com baixa taxa de falhas, manter desempenho consistente em uso frequente, e fazer com que os operadores confiem na ferramenta, não na demonstração. Quando o produto atingir esse estágio, a criatividade dará lugar à estabilidade e à capacidade de replicação.

Em 2026, a comunicação dos fabricantes provavelmente mudará de “quais tarefas posso fazer” para “por quanto tempo posso operar continuamente nessas tarefas sem problemas”. Para a indústria e o investimento, isso envia um sinal claro: após a padronização dos modelos, quem realmente se beneficia são componentes padronizados e sistemas de controle, não os robôs mais sofisticados em funcionalidades. Em suma: o caminho para escala sempre passa por simplificar.

5. Quem lucra primeiro não é o robô completo, mas os componentes-chave

Se você só foca em “quem será a Apple dos robôs”, provavelmente perderá o ganho mais certo em 2026. A razão é simples: fabricantes de máquinas completas passarão por uma competição de eliminação, com pedidos variáveis, enquanto componentes essenciais serão usados repetidamente em todos os robôs. Pense no robô como uma combinação de “esqueleto, músculos, nervos e coração”: juntas, juntas, atuadores, sensores e gerenciadores de energia — esses “órgãos internos” terão demanda contínua antes mesmo do exterior.

Atuadores (servo-motores + redutores + drives), rolamentos e materiais de alta consistência, sensores táteis e de força, sistemas de gerenciamento de baterias (BMS) — esses terão oportunidades estruturais de capacidade em 2026. Para investidores comuns, isso significa uma coisa simples: ao invés de apostar em um robô estrela, é melhor focar naqueles componentes que todos os robôs precisam usar. Em suma: quem vende ferramentas, costuma ganhar primeiro.

6. Não vendemos apenas o robô, vendemos um contrato de longo prazo “hardware + assinatura + serviço”

Em 2026, vender um robô será cada vez mais como vender um smartphone: a entrega é só o começo, o verdadeiro custo vem depois. Quem compra quer que o robô funcione de forma estável por muito tempo no local real de trabalho. Assim, parcerias mais realistas envolverão pagamentos iniciais pelo hardware, assinaturas anuais de software e taxas de manutenção. Na essência, trata-se de comprar o robô como uma ferramenta de produção de uso prolongado, não como um item descartável.

Esse modelo já tem exemplos: comprar equipamentos de automação não é difícil, mas muitas vezes eles ficam parados, quebram sem manutenção, ou não há quem conserte. Se um robô dá alarmes frequentes, precisa de engenheiro no local o tempo todo, o custo de manutenção rapidamente anula o benefício. O que decide a próxima encomenda não é mais a demonstração inicial, mas se o robô continua operando meses depois, se consegue recuperar rapidamente de problemas. No palco do Ano Novo, um robô faz uma acrobacia e sai de cena, mas a empresa quer garantia de operação contínua e confiável.

Assim, o foco da concorrência também muda: mais empresas passarão a fabricar robôs, mas as que conseguem manter, operar e recuperar rapidamente serão mais escassas. Em suma: entregar o robô é só o começo; operar por um ano é o verdadeiro negócio.

7. A vantagem não é ser barato, mas ser rápido de adaptar e confiável

Muita gente pensa que, na onda de inteligência incorporada, vantagem ainda vem de preço mais baixo. Mas, em 2026, o fator mais decisivo será a velocidade de engenharia: modificar rapidamente em pequenas séries, identificar problemas no local e consertar rápido, transformar estruturas complexas em processos de fabricação em escala. Essa capacidade determinará quem consegue passar do piloto para a produção em larga escala. Robôs não são projetados em salas de reunião, mas “forjados” no local de trabalho: cada travamento, queda ou erro de captura é uma oportunidade de melhoria.

Em 2026, veremos uma competição mais dura e realista: não quem faz a melhor apresentação conceitual, mas quem consegue resolver problemas em três meses, montar facilmente, simplificar a manutenção. Quem fizer isso, terá mais rapidez na entrega, entrando mais cedo na fase de replicação. Em suma: a vitória não está na apresentação, mas na obra no campo e na linha de produção.

8. Uma máquina é um protótipo, um grupo é força de produção

O divisor de águas em 2026 provavelmente não será uma única máquina mais inteligente, mas várias trabalhando juntas. Uma máquina sozinha é só uma demonstração. Só quando um grupo de robôs consegue dividir tarefas, evitar obstáculos, passar o bastão e preencher lacunas, é que deixam de parecer impressionantes para se tornarem realmente eficientes. A razão pela qual o espetáculo do “武BOT” na TV foi tão impactante é justamente por isso: não é um robô sozinho, mas uma equipe de robôs colaborando no palco.

Isso desloca o foco da competição: de estruturas mecânicas e movimentos espetaculares para planejamento de tarefas, rotas de passagem, regras de transferência e adaptação ao espaço. O que as empresas realmente precisam não é de um robô universal, mas de uma “equipe de robôs” que funcione de forma estável em armazéns, fábricas e logística hoteleira. Quem faz transporte, quem faz reposição, quem faz inspeções, como lidar com turnos extras, recarregar na ociosidade, lidar com falhas — tudo isso será mais importante. Em 2026, veremos mais projetos passando de comprar uma unidade para adquirir várias que operam em conjunto, pois só a operação em lote revela a verdadeira eficiência. Em suma: uma máquina é um produto, um conjunto de várias é um sistema.

9. Ecossistema não começa com lojas, mas com pacotes de setor

“Lojas de aplicativos de robôs” certamente surgirão, mas em 2026 ainda não será na forma de lojas abertas ao estilo de smartphones. É mais provável que apareçam “pacotes de setor”: um pacote para armazém, um para logística de hotel, um para postos de trabalho na fábrica, um para logística hospitalar. Porque as empresas querem soluções controladas, entregáveis e reutilizáveis, não instalações aleatórias.

Isso explica por que a competição de 2026 não será só de hardware: o mesmo robô, em diferentes cenários, enfrenta o maior desafio de “como encaixar no fluxo de trabalho”. Quem consegue transformar o cenário em pacote terá mais chances de fidelizar clientes. Ecossistemas de terceiros aparecerão mais na forma de integradores de sistemas e fornecedores de serviços específicos por setor. Em suma: primeiro padronize o setor, só assim o ecossistema florescer.

10. Barreiras para escala não são tecnológicas, mas de responsabilidade e seguros

Quando os robôs com inteligência incorporada realmente entram no ambiente de trabalho, o problema mais difícil geralmente não é “se consegue fazer movimentos”, mas “quem é responsável pelos problemas”. Ferimentos, danos, erros operacionais, paralisações, vazamentos de dados — esses riscos, uma vez considerados pelas empresas, empurram o setor do “campo tecnológico” para o “campo de governança”. Em 2026, o que decidirá a escala não será só a capacidade do produto, mas três fatores: se há padrões setoriais claros, como se divide a responsabilidade e se há seguros que cubram esses riscos.

Isso pode parecer pouco glamouroso, mas determina se o robô consegue sair de poucos pilotos para uma implantação em larga escala. Empresas precisam se sentir seguras para liberar o controle, e os robôs com inteligência incorporada precisam se tornar uma infraestrutura quase básica, que funcione com responsabilidade e seguro. Em suma: a tecnologia abre a porta, responsabilidade e seguros decidem se ela será atravessada.

Conclusão: de espetáculo a implementação, o divisor de águas de 2026

Ao juntar essas dez previsões, fica claro que a principal tendência de 2026 não é romântica: não será o momento em que todos terão robôs domésticos, nem uma revolução instantânea de capacidades. Será a transição de pilotos para replicação, de vídeos para horas de trabalho, de demonstrações para responsabilidade. O avanço-chave dos robôs com inteligência incorporada é passar de “parecer forte” para “ser realmente útil”. Para a indústria e o investimento, o caminho também se torna mais claro: focar na escala de tarefas noturnas, apostar em equipes que possam absorver falhas e transformar entregas em modelos, e concentrar-se em componentes-chave e serviços de operação que ofereçam maior previsibilidade. O verdadeiro ponto de inflexão não é se o robô consegue fazer uma cambalhota, mas se consegue suportar turnos noturnos, realizar tarefas pesadas com estabilidade, lidar com falhas sem causar acidentes, entregar de forma replicável e assumir responsabilidades claras. Quando tudo isso estiver consolidado, os robôs com inteligência incorporada deixarão de ser apenas uma novidade do Ano Novo, uma conversa de tecnologia, e passarão a ser um novo fator de produção na economia real.

(Autor: Hu Yi, trabalhador de dados, autor do livro “Futuro Promissor: Caminhando com Inteligência Artificial”)

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