Antes de pensar em como emitir, pense em como criar uma necessidade real.
Escrito por: Eli5DeFi
Traduzido por: AididiaoJP, Foresight News
A emissão de tokens em 2026 precisa enfrentar um ambiente de mercado brutal.
Não é uma celebração, nem uma homenagem pelo seu esforço de construção.
É mais como uma «arena de combate aberta» — qualquer ponto mal planejado no seu modelo econômico de token será aproveitado por pessoas experientes, com modelos mais fortes que o seu, que irão expô-lo e usá-lo publicamente.
A Arrakis Research analisou os dados de 2025, e o resultado foi claro: 85% dos projetos de emissão de tokens terminaram com prejuízo.
Isso não é culpa do mercado em baixa; o mercado não escolhe tokens com má economia de tokenomics para atacar, deixando os bem planejados de lado.
Esse número é um alerta para os fundadores: a maioria está indo para uma batalha, mas só preparou a cerimônia de inauguração.
Boa notícia? Os 15% que sobreviveram não foi por sorte. Eles simplesmente são rigorosos na execução, e seus métodos podem ser replicados.
«Se o desempenho na primeira semana for ruim, basicamente você já foi condenado. Dados mostram que apenas 9,4% dos tokens que caíram na primeira semana conseguiram se recuperar.» — Arrakis Research
Essa frase merece reflexão.
Resumo
Seu token falhou, não por azar, mas porque você não pensou em fazê-lo ter sucesso desde o início.
Em 2025, 85% dos tokens emitidos caíram ao longo do ano. Isso é um problema de design, não de mercado.
Emitir com uma «Avaliação Total Diluída (FDV)» superior a 1 bilhão de dólares é como dar dinheiro a quem nunca usará seu produto, permitindo que eles «vendam na alta».
Staking, governança, custódia — esses não são «funcionalidades adicionais», são o sistema imunológico do token. Sem eles, o token não resistirá ao lançamento.
Apenas 9,4% dos tokens que caíram na primeira semana conseguiram se recuperar; o desempenho na primeira semana basicamente decide o destino.
As «leis físicas» por trás do TGE
Existe um modelo mental útil, inspirado na física. Cada emissão de token envolve duas forças opostas:
Pressão de venda = gravidade. Ela existe objetivamente, é paciente, e não se importa com suas grandes visões.
Necessidade real = motor de foguete.
O problema não é a gravidade (ela sempre estará lá), mas se seu motor é forte o suficiente para romper essa gravidade. Infelizmente, a maioria das equipes constrói foguetes sem motor, e depois culpa a gravidade do planeta.
Quem venderá no primeiro dia? (Não é por maldade deles)
Muitos fundadores cometem um grande erro aqui: confundem venda com traição. Na verdade, é simples matemática.
O custo para os airdrops é zero. Algo recebido de graça é racional de trocar por dinheiro de verdade. Dados mostram que 80% dos usuários de airdrop vendem seus tokens nas primeiras 24 horas. Não é deslealdade, é comportamento humano.
Exchanges centralizadas que recebem tokens como taxa de listagem, isso é sua receita. Realizar a liquidez, é natural e justo.
Se os market makers usam um «modelo de empréstimo» para fazer hedge, usando stablecoins para cobrir riscos e preparar cotações, eles também precisarão vender parte dos tokens emprestados. Isso não é traição, é o que o modelo prevê, com suas fórmulas matemáticas.
Tradeadores que fazem short early, antes do preço se estabilizar, são veteranos, mais antigos que você. Eles não são o problema; o problema é que você não esperava que eles viessem, aí está a questão.
Muitos projetos assumem que esses atores não existem ao desenhar seus tokens. Mas eles existem de verdade. Ou você os considera, ou eles te ensinam uma lição.
A armadilha da avaliação (como usar matemática para enganar a si mesmo)
A peça de maior vaidade no mercado de criptomoedas não são os avatares, mas a «Avaliação Total Diluída (FDV)» exorbitante.
Um truque comum é: a equipe libera só 5% do total de tokens («baixa circulação»), mas afirma publicamente que a «avaliação total diluída» é de 1 bilhão de dólares.
O mercado faz as contas: os 95% restantes de tokens desbloqueados, são considerados com preço baseado em «nunca serem desbloqueados». Mas isso é impossível; eles terão que ser liberados eventualmente. Quando isso acontecer, o preço despencará como uma «queda de esqui» em linha reta.
Dados assustadores que todo fundador deve ver:
FDV na emissão
Acima de 1 bilhão de dólares: até o fim do ano, nenhum token atingirá o preço de emissão. A mediana da queda é de 81%.
Abaixo de 100 milhões de dólares: a probabilidade de bom desempenho no primeiro mês é três vezes maior do que tokens com FDV acima de 500 milhões.
A taxa de fracasso é 100%, não 70%, nem 90%, mas 100%.
Ainda assim, os fundadores continuam, porque «FDV de 1 bilhão de dólares» fica bonito em comunicados, e mostra lucros no papel antes de venderem de verdade. Em suma, é uma «ilusão de precificação» que o mercado não perdoa.
Focar na FDV do dia da emissão é como avaliar uma empresa só pelo PPT, sem olhar o longo prazo. Isso engana quem não pensa no futuro. Uma avaliação mais baixa dá espaço para uma descoberta de preço mais realista, e assim, uma trajetória mais sustentável. Emitir de forma discreta costuma garantir sobrevivência, enquanto a vaidade leva à falência.
Quatro amuletos (coisas realmente úteis)
A Arrakis consolidou quatro pilares essenciais que distinguem quem sobrevive de quem só paga a escola. Aqui acrescentamos nossa visão.
Amuleto 1: Proteção contra os «feiticeiros» — filtre antes de emitir
Dois exemplos, resultados claros:
@LayerZero_Core trabalhou duro, filtrou 800 mil «endereços de feiticeiro» (contas de airdrop). Esses só pegam o token para vender na hora, sem intenção de usar o produto. Resultado: queda de apenas 16% no primeiro mês.
zkSync não filtrou bem, e 47 mil «endereços de feiticeiro» receberam airdrop. Resultado: queda de 39% no mesmo período.
A diferença de 16% para 39% é o preço de não fazer o dever de casa.
Proteger contra feiticeiros parece trabalhoso, mas pense: você está pagando por usuários reais, não parasitas. Esses «woolers» não querem seu produto, só querem seu token. Faça com que o custo de obter seu token para eles seja maior.
Amuleto 2: Airdrop baseado em receita — encare o airdrop como «custo de aquisição»
Olhe para o airdrop de outro jeito: não como «recompensa comunitária», mas como «custo de aquisição de clientes».
Se um usuário gera US$500 de taxa na sua plataforma, e você devolve tokens no valor de US$400, mesmo que ele venda tudo imediatamente, você saiu no lucro (com US$100 de ganho líquido). A atividade econômica real aconteceu; a venda do token é só uma linha no livro-razão, não um desastre.
Amuleto 3: Infraestrutura pronta — não lance um carro sem motor
Staking e governança devem estar disponíveis na hora do lançamento do token. Não «em desenvolvimento», nem «quase pronto», mas «disponível imediatamente».
Sem isso, o resultado será:
Os apoiadores iniciais recebem tokens, mas não podem fazer staking ou votar. O capital fica ocioso. Capital ocioso não gera retorno, e será vendido. Não é deslealdade, é o básico de investimentos.
Além disso, desde o primeiro dia, é preciso ter uma solução de custódia confiável. Investidores institucionais vão exigir isso. Se a custódia for só «multiassinatura» sem um quadro regulatório, grandes fundos não entram. Não é complicação, é controle de risco.
Amuleto 4: Escolha do market maker — entenda o serviço que você contrata
Market makers oferecem «profundidade» (liquidez), não «demanda» (compradores). Isso é importante: alguns fundadores contratam market makers achando que estão contratando uma «guarda-costas de preço». Mas eles só deixam o mercado mais fluido, não criam compradores.
Modelo «por contrato» é mais transparente e confiável.
Modelo «empréstimo» também funciona, mas há conflito entre o hedge do market maker e seu objetivo de manter o preço estável.
Sinais de risco ao contratar market makers:
Garantia de volume de negociação
Recusa a aceitar suas condições
Promessas de suporte em momentos de forte venda
Isso pode indicar manipulação de «contra-mercado» ao invés de uma atuação legítima.
A liquidez deve ser concentrada. Distribuir US$1 milhão em três blockchains com profundidade rasa é arriscado. Melhor focar em um mercado principal, com profundidade sólida. Um mercado forte vale mais que três rasos.
Objetivo final: descentralização
As infraestruturas e distribuições mencionadas são estratégias defensivas. O verdadeiro objetivo de longo prazo é fazer o protocolo evoluir em quatro frentes:
Desenvolvimento descentralizado: não só a equipe, mas terceiros podem contribuir via programas de financiamento.
Governança descentralizada: processos transparentes, participação ampla, propostas que realmente se implementam.
Distribuição de valor descentralizada: o design econômico deve beneficiar mais pessoas, não só a pequena elite interna.
Canais de participação descentralizados: usuários globais podem participar de staking e votações de forma acessível, sem precisar ser veterano do mercado.
O diferencial do framework Arrakis está aqui. Um protocolo que só está bem na sua fase inicial, sem avançar na descentralização, apenas adia o risco de centralização, sem resolvê-lo de fato.
Palavras finais
A pesquisa da Arrakis é uma análise rigorosa do TGE neste primeiro trimestre. A mensagem principal é clara: emissão de tokens é sobre implantação de infraestrutura, não sobre marketing.
Times que tratam a emissão como marketing costumam fazer gráficos bonitos na primeira semana, e depois enfrentam quedas vertiginosas. Times que encaram como infraestrutura — estudam as pressões de venda, se preparam meses antes, evitam avaliações infladas, filtram parasitas — geralmente são os que sobrevivem aos 15% que permanecem.
Queremos acrescentar: a necessidade real do token deve vir das funções do protocolo, não de marketing. As pessoas só usarão o protocolo se precisarem do token para criar valor. Se o único uso do token for «governar um protocolo inútil», nem a melhor filtragem de feiticeiros ou a custódia mais regulada salvará. Governar algo sem valor não tem sentido.
Antes de pensar em como emitir, pense em como criar uma necessidade real.
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Por que 85% das emissões de tokens acabam se tornando caros "funerais"?
Antes de pensar em como emitir, pense em como criar uma necessidade real.
Escrito por: Eli5DeFi
Traduzido por: AididiaoJP, Foresight News
A emissão de tokens em 2026 precisa enfrentar um ambiente de mercado brutal.
Não é uma celebração, nem uma homenagem pelo seu esforço de construção.
É mais como uma «arena de combate aberta» — qualquer ponto mal planejado no seu modelo econômico de token será aproveitado por pessoas experientes, com modelos mais fortes que o seu, que irão expô-lo e usá-lo publicamente.
A Arrakis Research analisou os dados de 2025, e o resultado foi claro: 85% dos projetos de emissão de tokens terminaram com prejuízo.
Isso não é culpa do mercado em baixa; o mercado não escolhe tokens com má economia de tokenomics para atacar, deixando os bem planejados de lado.
Esse número é um alerta para os fundadores: a maioria está indo para uma batalha, mas só preparou a cerimônia de inauguração.
Boa notícia? Os 15% que sobreviveram não foi por sorte. Eles simplesmente são rigorosos na execução, e seus métodos podem ser replicados.
«Se o desempenho na primeira semana for ruim, basicamente você já foi condenado. Dados mostram que apenas 9,4% dos tokens que caíram na primeira semana conseguiram se recuperar.» — Arrakis Research
Essa frase merece reflexão.
Resumo
As «leis físicas» por trás do TGE
Existe um modelo mental útil, inspirado na física. Cada emissão de token envolve duas forças opostas:
O problema não é a gravidade (ela sempre estará lá), mas se seu motor é forte o suficiente para romper essa gravidade. Infelizmente, a maioria das equipes constrói foguetes sem motor, e depois culpa a gravidade do planeta.
Quem venderá no primeiro dia? (Não é por maldade deles)
Muitos fundadores cometem um grande erro aqui: confundem venda com traição. Na verdade, é simples matemática.
O custo para os airdrops é zero. Algo recebido de graça é racional de trocar por dinheiro de verdade. Dados mostram que 80% dos usuários de airdrop vendem seus tokens nas primeiras 24 horas. Não é deslealdade, é comportamento humano.
Exchanges centralizadas que recebem tokens como taxa de listagem, isso é sua receita. Realizar a liquidez, é natural e justo.
Se os market makers usam um «modelo de empréstimo» para fazer hedge, usando stablecoins para cobrir riscos e preparar cotações, eles também precisarão vender parte dos tokens emprestados. Isso não é traição, é o que o modelo prevê, com suas fórmulas matemáticas.
Tradeadores que fazem short early, antes do preço se estabilizar, são veteranos, mais antigos que você. Eles não são o problema; o problema é que você não esperava que eles viessem, aí está a questão.
Muitos projetos assumem que esses atores não existem ao desenhar seus tokens. Mas eles existem de verdade. Ou você os considera, ou eles te ensinam uma lição.
A armadilha da avaliação (como usar matemática para enganar a si mesmo)
A peça de maior vaidade no mercado de criptomoedas não são os avatares, mas a «Avaliação Total Diluída (FDV)» exorbitante.
Um truque comum é: a equipe libera só 5% do total de tokens («baixa circulação»), mas afirma publicamente que a «avaliação total diluída» é de 1 bilhão de dólares.
O mercado faz as contas: os 95% restantes de tokens desbloqueados, são considerados com preço baseado em «nunca serem desbloqueados». Mas isso é impossível; eles terão que ser liberados eventualmente. Quando isso acontecer, o preço despencará como uma «queda de esqui» em linha reta.
Dados assustadores que todo fundador deve ver:
FDV na emissão
A taxa de fracasso é 100%, não 70%, nem 90%, mas 100%.
Ainda assim, os fundadores continuam, porque «FDV de 1 bilhão de dólares» fica bonito em comunicados, e mostra lucros no papel antes de venderem de verdade. Em suma, é uma «ilusão de precificação» que o mercado não perdoa.
Focar na FDV do dia da emissão é como avaliar uma empresa só pelo PPT, sem olhar o longo prazo. Isso engana quem não pensa no futuro. Uma avaliação mais baixa dá espaço para uma descoberta de preço mais realista, e assim, uma trajetória mais sustentável. Emitir de forma discreta costuma garantir sobrevivência, enquanto a vaidade leva à falência.
Quatro amuletos (coisas realmente úteis)
A Arrakis consolidou quatro pilares essenciais que distinguem quem sobrevive de quem só paga a escola. Aqui acrescentamos nossa visão.
Amuleto 1: Proteção contra os «feiticeiros» — filtre antes de emitir
Dois exemplos, resultados claros:
A diferença de 16% para 39% é o preço de não fazer o dever de casa.
Proteger contra feiticeiros parece trabalhoso, mas pense: você está pagando por usuários reais, não parasitas. Esses «woolers» não querem seu produto, só querem seu token. Faça com que o custo de obter seu token para eles seja maior.
Amuleto 2: Airdrop baseado em receita — encare o airdrop como «custo de aquisição»
Olhe para o airdrop de outro jeito: não como «recompensa comunitária», mas como «custo de aquisição de clientes».
Se um usuário gera US$500 de taxa na sua plataforma, e você devolve tokens no valor de US$400, mesmo que ele venda tudo imediatamente, você saiu no lucro (com US$100 de ganho líquido). A atividade econômica real aconteceu; a venda do token é só uma linha no livro-razão, não um desastre.
Amuleto 3: Infraestrutura pronta — não lance um carro sem motor
Staking e governança devem estar disponíveis na hora do lançamento do token. Não «em desenvolvimento», nem «quase pronto», mas «disponível imediatamente».
Sem isso, o resultado será:
Os apoiadores iniciais recebem tokens, mas não podem fazer staking ou votar. O capital fica ocioso. Capital ocioso não gera retorno, e será vendido. Não é deslealdade, é o básico de investimentos.
Além disso, desde o primeiro dia, é preciso ter uma solução de custódia confiável. Investidores institucionais vão exigir isso. Se a custódia for só «multiassinatura» sem um quadro regulatório, grandes fundos não entram. Não é complicação, é controle de risco.
Amuleto 4: Escolha do market maker — entenda o serviço que você contrata
Market makers oferecem «profundidade» (liquidez), não «demanda» (compradores). Isso é importante: alguns fundadores contratam market makers achando que estão contratando uma «guarda-costas de preço». Mas eles só deixam o mercado mais fluido, não criam compradores.
Sinais de risco ao contratar market makers:
Isso pode indicar manipulação de «contra-mercado» ao invés de uma atuação legítima.
A liquidez deve ser concentrada. Distribuir US$1 milhão em três blockchains com profundidade rasa é arriscado. Melhor focar em um mercado principal, com profundidade sólida. Um mercado forte vale mais que três rasos.
Objetivo final: descentralização
As infraestruturas e distribuições mencionadas são estratégias defensivas. O verdadeiro objetivo de longo prazo é fazer o protocolo evoluir em quatro frentes:
O diferencial do framework Arrakis está aqui. Um protocolo que só está bem na sua fase inicial, sem avançar na descentralização, apenas adia o risco de centralização, sem resolvê-lo de fato.
Palavras finais
A pesquisa da Arrakis é uma análise rigorosa do TGE neste primeiro trimestre. A mensagem principal é clara: emissão de tokens é sobre implantação de infraestrutura, não sobre marketing.
Times que tratam a emissão como marketing costumam fazer gráficos bonitos na primeira semana, e depois enfrentam quedas vertiginosas. Times que encaram como infraestrutura — estudam as pressões de venda, se preparam meses antes, evitam avaliações infladas, filtram parasitas — geralmente são os que sobrevivem aos 15% que permanecem.
Queremos acrescentar: a necessidade real do token deve vir das funções do protocolo, não de marketing. As pessoas só usarão o protocolo se precisarem do token para criar valor. Se o único uso do token for «governar um protocolo inútil», nem a melhor filtragem de feiticeiros ou a custódia mais regulada salvará. Governar algo sem valor não tem sentido.
Antes de pensar em como emitir, pense em como criar uma necessidade real.