Imagine-se se fosse possível minerar Bitcoin de graça, quão incrível seria. Mas a realidade é que, em 2026, a situação da mineração de Bitcoin já mudou completamente. A era em que se podia obter BTC facilmente com um computador comum já passou, sendo agora dominada por grandes instituições e capitais. Então, será que ainda é possível para indivíduos minerar Bitcoin? Se sim, qual seria o custo e o retorno? Hoje vamos conversar detalhadamente sobre esse assunto.
O que exatamente é a mineração de Bitcoin? Análise dos conceitos centrais
Primeiro, é importante esclarecer o que realmente significa minerar Bitcoin. Simplificando, mineração de Bitcoin refere-se ao processo em que os mineradores usam equipamentos especializados (chamados de “矿机” ou “mineração”) para registrar transações na blockchain do Bitcoin, recebendo como recompensa os Bitcoins (BTC) emitidos pelo sistema.
Mais especificamente, “minerador” é quem possui o hardware de mineração e participa do processo; “矿机” é o equipamento hardware capaz de realizar cálculos complexos, atualmente principalmente chips ASIC. Esse processo funciona assim: há uma grande quantidade de transações ocorrendo na rede, que precisam ser registradas em um conjunto de dados chamado “bloco”. Quem faz esse registro? São os mineradores. Eles competem usando sua capacidade computacional para resolver um problema matemático; quem conseguir resolver primeiro, ganha a recompensa.
Podemos dizer que os mineradores são os principais fornecedores de criptomoedas na rede. Suas ações afetam diretamente a estabilidade da rede Bitcoin e até determinam sua sobrevivência. Se todos os mineradores pararem de minerar, a rede Bitcoin entrará em colapso.
De Prova de Trabalho a Recompensa de Bloco: a lógica técnica da mineração de Bitcoin
Para entender por que minerar Bitcoin é tão difícil, primeiro é preciso compreender seu mecanismo subjacente. A mineração de Bitcoin baseia-se em um sistema chamado “Prova de Trabalho” (Proof-of-Work, PoW).
A lógica desse sistema é a seguinte: todos os dias, milhares de transações são geradas na rede, e essas transações são agrupadas em blocos de dados. Cada minerador realiza a mesma tarefa: através de cálculos matemáticos complexos, tenta encontrar um valor hash que atenda a certos critérios. É como procurar pérolas na praia: você não sabe exatamente o que vai encontrar, só pode tentar uma por uma até encontrar uma que satisfaça os requisitos.
Quando um minerador consegue encontrar um hash válido, ele transmite esse novo bloco para toda a rede, onde os demais nós verificam sua validade. Se a maioria concordar que o bloco é legítimo, ele é adicionado à blockchain. O minerador que encontrar o bloco recebe duas recompensas:
Recompensa de bloco: ao registrar um bloco, o minerador recebe uma quantidade de BTC recém-criada. Essa recompensa é predefinida pelo sistema e diminui pela metade a cada 4 anos, começando com 50 BTC e atualmente em 3,125 BTC (após o halving de 2024).
Taxas de transação: os usuários que realizam transações pagam uma taxa de serviço, que também vai para os mineradores. Quando a rede está congestionada, os usuários pagam taxas mais altas para que suas transações sejam confirmadas com prioridade, aumentando a receita dos mineradores.
Em resumo, a dificuldade de minerar Bitcoin depende do poder computacional total da rede. Atualmente, a hash rate global do Bitcoin ultrapassa 580 EH/s, tornando praticamente impossível que um único equipamento consiga minerar com sucesso.
De computadores a ASICs: por que minerar Bitcoin ficou cada vez mais difícil?
Se perguntarmos por que minerar Bitcoin ficou mais difícil, a resposta está na evolução dos equipamentos de mineração.
Fase inicial (2009-2012): era possível minerar usando CPU de computadores comuns. Na época, o poder de processamento da rede era baixo, e um laptop tinha chances de minerar BTC. Por isso, muitos consideravam a mineração inicial como uma forma de obter BTC “gratuitamente” — o investimento era muito baixo.
Era das GPUs (início de 2013): com mais pessoas entrando na mineração, a dificuldade aumentou, e as GPUs (placas de vídeo) começaram a dominar. GPUs têm capacidade de processamento paralelo muito superior às CPUs, aumentando a eficiência de mineração em dezenas de vezes. Mas isso também significava que, para competir, era preciso investir em placas de vídeo de alto desempenho.
Era dos ASICs (meados de 2013 até hoje): esse foi um divisor de águas. ASICs são chips de circuito integrado projetados especificamente para mineração, com capacidade de cálculo muito superior às GPUs. Desde então, a mineração se tornou uma indústria altamente especializada. Os ASICs mais comuns incluem Antminer, WhatsMiner, AvalonMiner, com preços que variam de aproximadamente 1.000 a 2.000 dólares ou mais.
Ao mesmo tempo, a estrutura organizacional da mineração também mudou radicalmente.
De mineração solo para pools de mineração: no começo, os mineradores trabalhavam de forma independente, cada um tentando minerar sozinho. Mas, com o aumento do poder computacional da rede, as chances de um minerador individual encontrar um bloco tornaram-se extremamente pequenas. Para resolver isso, mineradores começaram a se unir em “pools” de mineração, como F2Pool, Poolin, BTC.com, AntPool.
No pool, o poder de hashing de todos os participantes é combinado. Quando um bloco é minerado, a recompensa é distribuída proporcionalmente à contribuição de cada um. Assim, mesmo mineradores pequenos podem obter uma renda estável, embora tenham que pagar uma taxa ao pool.
Mineração na nuvem: outra modalidade é a mineração na nuvem, onde o poder de processamento é alugado de servidores remotos. Essa abordagem reduz a barreira de entrada, mas apresenta riscos, como fraudes por plataformas não confiáveis.
Em 2026, ainda é possível minerar Bitcoin de graça? A realidade versus expectativa
Sinceramente, a resposta é: muito difícil.
Se você tenta minerar Bitcoin com um computador comum, as chances de sucesso são praticamente zero. O motivo é simples: seu poder de hashing é uma fração ínfima do total da rede — como um grão de areia na praia. Mesmo operando 24 horas por dia, durante um ano, provavelmente não minerará um único bloco.
E na mineração em pool? Teoricamente, você receberia uma parcela proporcional ao seu poder de hashing, mas a quantidade de BTC obtida seria tão pequena que dificilmente cobriria os custos de energia e de hardware.
A causa fundamental é o processo de industrialização da mineração de Bitcoin. Hoje, grandes fazendas de mineração e mineradores institucionais controlam mais de 95% do poder de hashing da rede. Eles têm vantagens como:
Economia de escala: grandes operações negociam tarifas de energia muito baixas, às vezes construindo suas próprias usinas hidrelétricas para reduzir custos.
Equipamentos de ponta: usam os ASICs mais eficientes, trocando equipamentos antigos por modelos mais novos assim que disponíveis.
Custos operacionais baixos: com operações em grande escala, os custos de manutenção por máquina são muito menores.
Em contrapartida, mineradores individuais não conseguem competir.
Porém, é importante esclarecer: isso não significa que indivíduos não possam minerar. Legalmente, qualquer pessoa pode comprar um minerador e minerar Bitcoin. Mas, do ponto de vista econômico, a maioria acabará tendo prejuízo. A menos que você tenha uma ou mais dessas condições:
Energia extremamente barata (por exemplo, residindo em regiões com energia hidrelétrica abundante e barata)
Capital suficiente para adquirir milhares de ASICs de última geração
Capacidade de organizar uma pequena fazenda de mineração, compartilhando recursos
Caso contrário, para investidores individuais, comprar Bitcoin na exchange e manter ou negociar é uma alternativa mais viável.
Se deseja minerar Bitcoin, saiba o que é essencial
Se ainda assim quer tentar minerar Bitcoin, pelo menos prepare-se para:
Primeiro passo: verificar a legalidade na sua região
A mineração consome muita energia, e diferentes regiões têm políticas distintas. Algumas já proibiram totalmente, outras restringem, e algumas incentivam. É fundamental consultar os órgãos governamentais locais para evitar problemas futuros.
Segundo passo: decidir entre comprar hardware ou alugar poder de hashing
Se você conhece bem o processo e tem capacidade de manutenção, pode comprar mineradores. Considere fatores como: capacidade de hashing, consumo de energia, ruído, necessidade de refrigeração. Exemplos de modelos:
Modelo
Características
Custo
Perfil de usuário
Antminer S19 Pro
Alto desempenho, baixo consumo
Caro
Minerador profissional
WhatsMiner M30S++
Alta taxa de hash, eficiência energética
Alto
Minerador profissional
AvalonMiner 1246
Boa relação custo-benefício
Médio
Iniciante/intermediário
Antminer S9
Econômico, bastante utilizado
Barato
Iniciante
Se não entende muito de mineração, pode optar por alugar poder de hashing em plataformas como NiceHash, Genesis Mining, HashFlare, Bitdeer. Assim, não precisa gerenciar hardware, embora o custo seja maior.
Terceiro passo: escolher um pool de mineração
Seja comprando hardware ou alugando, é necessário ingressar em um pool. Considere:
Tamanho e estabilidade do pool (preferencialmente de grande porte e confiável)
Taxa de serviço (normalmente entre 1% e 3%)
Limite e velocidade de saque
Risco de fraudes (evite plataformas desconhecidas ou que exijam pagamento antecipado)
Quanto custa minerar um Bitcoin? Análise detalhada de custos
Para avaliar se a mineração vale a pena, é preciso entender os custos. Os principais componentes são:
Hardware: ASICs de última geração custam entre US$ 1.000 e US$ 3.000 cada.
Energia elétrica: o maior gasto. Um ASIC consome cerca de 3.000 a 5.000 W. Com tarifa de energia de R$ 0,50 por kWh, o custo mensal pode chegar a R$ 2.000–3.000 por máquina.
Refrigeração: o calor gerado exige sistemas de ar-condicionado, ventiladores ou refrigeração líquida, aumentando custos.
Custos operacionais e de espaço: aluguel, internet, manutenção.
Taxas de pool: geralmente 1% a 3% do que é minerado.
Segundo cálculos do MacroMicro, em maio de 2025, o custo médio para minerar um Bitcoin foi estimado em cerca de US$ 108.256,62. Essa média varia conforme região e eficiência do equipamento.
Atualmente, o preço do Bitcoin oscila em torno de US$ 60.000. Isso indica que, se seus custos não forem baixos o suficiente, minerar pode ser uma atividade deficitária. Somente grandes operações com energia extremamente barata e equipamentos altamente eficientes conseguem manter a lucratividade.
Como os mineradores devem agir após o halving de 2024?
Em abril de 2024, o Bitcoin passou pelo seu quarto halving, reduzindo a recompensa por bloco de 6,25 BTC para 3,125 BTC. Isso impactou profundamente o setor de mineração.
Impactos do halving:
A consequência mais direta é a redução de receita dos mineradores pela metade. Se tudo permanecer igual, a margem de lucro diminui bastante, levando muitos a desligar máquinas de alto custo ou com equipamentos antigos. No curto prazo, a hash rate total caiu.
Porém, esse efeito tende a ser temporário. Com a alta do preço do Bitcoin e o lançamento de novos ASICs mais eficientes, a hash rate se recupera rapidamente e atinge novos recordes. Isso demonstra a forte capacidade de autorregulação do mercado.
Outro ponto importante é que, após o halving, a dependência de taxas de transação aumenta. Em 2023, durante o boom de Ordinals, as taxas representaram mais de 50% da receita dos mineradores. Isso mostra que, com o aumento da atividade na cadeia, as taxas se tornam uma fonte vital de receita.
Estratégias dos mineradores:
Atualizar equipamentos: substituir ASICs antigos por modelos mais novos e eficientes.
Buscar energia mais barata: migrar para regiões com tarifas reduzidas ou aproveitar fontes de energia renovável ou de resíduos industriais.
Diversificar mineração: usar pools que suportam troca automática de algoritmos, minerando também outras moedas além do Bitcoin.
Fazer hedge: usar contratos futuros para garantir preços de venda do Bitcoin, protegendo-se de quedas bruscas no preço.
Tendências após o halving:
Espera-se que pequenos mineradores saiam do mercado, concentrando ainda mais o poder de mineração em grandes operações com economia de escala. Novas inovações também podem surgir, como mineração combinada com inteligência artificial ou uso de energias alternativas.
Ainda há futuro na mineração de Bitcoin? Opções para investidores individuais
Voltando à questão inicial: será que, em 2026, indivíduos ainda podem minerar Bitcoin?
A resposta é sim, mas não de forma lucrativa.
Tecnicamente, qualquer pessoa pode comprar um minerador ou alugar poder de hashing para minerar. Não há impedimentos legais.
Economicamente, a maioria dos investidores individuais enfrentará prejuízos. A menos que tenham vantagens específicas, como energia extremamente barata, grande capital ou experiência operacional, minerar dificilmente cobrirá seus custos.
Para quem deseja participar do mercado de Bitcoin, há alternativas mais viáveis:
Compra à vista (spot): adquirir Bitcoin em exchanges regulamentadas, como Gate.io, e manter ou negociar.
Contratos futuros: negociar contratos de Bitcoin, que oferecem maior flexibilidade, incluindo posições longas e curtas, além de alavancagem — embora com maior risco.
Vantagens dessas opções:
Minerar exige altos investimentos iniciais, custos operacionais contínuos, além de riscos de depreciação de hardware e variações no preço da energia. Comprar e vender Bitcoin na exchange é mais simples, com maior liquidez, menor custo e risco controlado.
Resumindo: a mineração de Bitcoin foi uma via direta de aquisição no passado, mas hoje é uma indústria dominada por grandes capitais. Para indivíduos, a melhor estratégia é investir por meio de compra e venda na exchange, aproveitando a liquidez e a facilidade de operação.
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Ainda é possível minerar Bitcoin em 2026? Análise dos custos reais e benefícios da mineração de Bitcoin por indivíduos
Imagine-se se fosse possível minerar Bitcoin de graça, quão incrível seria. Mas a realidade é que, em 2026, a situação da mineração de Bitcoin já mudou completamente. A era em que se podia obter BTC facilmente com um computador comum já passou, sendo agora dominada por grandes instituições e capitais. Então, será que ainda é possível para indivíduos minerar Bitcoin? Se sim, qual seria o custo e o retorno? Hoje vamos conversar detalhadamente sobre esse assunto.
O que exatamente é a mineração de Bitcoin? Análise dos conceitos centrais
Primeiro, é importante esclarecer o que realmente significa minerar Bitcoin. Simplificando, mineração de Bitcoin refere-se ao processo em que os mineradores usam equipamentos especializados (chamados de “矿机” ou “mineração”) para registrar transações na blockchain do Bitcoin, recebendo como recompensa os Bitcoins (BTC) emitidos pelo sistema.
Mais especificamente, “minerador” é quem possui o hardware de mineração e participa do processo; “矿机” é o equipamento hardware capaz de realizar cálculos complexos, atualmente principalmente chips ASIC. Esse processo funciona assim: há uma grande quantidade de transações ocorrendo na rede, que precisam ser registradas em um conjunto de dados chamado “bloco”. Quem faz esse registro? São os mineradores. Eles competem usando sua capacidade computacional para resolver um problema matemático; quem conseguir resolver primeiro, ganha a recompensa.
Podemos dizer que os mineradores são os principais fornecedores de criptomoedas na rede. Suas ações afetam diretamente a estabilidade da rede Bitcoin e até determinam sua sobrevivência. Se todos os mineradores pararem de minerar, a rede Bitcoin entrará em colapso.
De Prova de Trabalho a Recompensa de Bloco: a lógica técnica da mineração de Bitcoin
Para entender por que minerar Bitcoin é tão difícil, primeiro é preciso compreender seu mecanismo subjacente. A mineração de Bitcoin baseia-se em um sistema chamado “Prova de Trabalho” (Proof-of-Work, PoW).
A lógica desse sistema é a seguinte: todos os dias, milhares de transações são geradas na rede, e essas transações são agrupadas em blocos de dados. Cada minerador realiza a mesma tarefa: através de cálculos matemáticos complexos, tenta encontrar um valor hash que atenda a certos critérios. É como procurar pérolas na praia: você não sabe exatamente o que vai encontrar, só pode tentar uma por uma até encontrar uma que satisfaça os requisitos.
Quando um minerador consegue encontrar um hash válido, ele transmite esse novo bloco para toda a rede, onde os demais nós verificam sua validade. Se a maioria concordar que o bloco é legítimo, ele é adicionado à blockchain. O minerador que encontrar o bloco recebe duas recompensas:
Recompensa de bloco: ao registrar um bloco, o minerador recebe uma quantidade de BTC recém-criada. Essa recompensa é predefinida pelo sistema e diminui pela metade a cada 4 anos, começando com 50 BTC e atualmente em 3,125 BTC (após o halving de 2024).
Taxas de transação: os usuários que realizam transações pagam uma taxa de serviço, que também vai para os mineradores. Quando a rede está congestionada, os usuários pagam taxas mais altas para que suas transações sejam confirmadas com prioridade, aumentando a receita dos mineradores.
Em resumo, a dificuldade de minerar Bitcoin depende do poder computacional total da rede. Atualmente, a hash rate global do Bitcoin ultrapassa 580 EH/s, tornando praticamente impossível que um único equipamento consiga minerar com sucesso.
De computadores a ASICs: por que minerar Bitcoin ficou cada vez mais difícil?
Se perguntarmos por que minerar Bitcoin ficou mais difícil, a resposta está na evolução dos equipamentos de mineração.
Fase inicial (2009-2012): era possível minerar usando CPU de computadores comuns. Na época, o poder de processamento da rede era baixo, e um laptop tinha chances de minerar BTC. Por isso, muitos consideravam a mineração inicial como uma forma de obter BTC “gratuitamente” — o investimento era muito baixo.
Era das GPUs (início de 2013): com mais pessoas entrando na mineração, a dificuldade aumentou, e as GPUs (placas de vídeo) começaram a dominar. GPUs têm capacidade de processamento paralelo muito superior às CPUs, aumentando a eficiência de mineração em dezenas de vezes. Mas isso também significava que, para competir, era preciso investir em placas de vídeo de alto desempenho.
Era dos ASICs (meados de 2013 até hoje): esse foi um divisor de águas. ASICs são chips de circuito integrado projetados especificamente para mineração, com capacidade de cálculo muito superior às GPUs. Desde então, a mineração se tornou uma indústria altamente especializada. Os ASICs mais comuns incluem Antminer, WhatsMiner, AvalonMiner, com preços que variam de aproximadamente 1.000 a 2.000 dólares ou mais.
Ao mesmo tempo, a estrutura organizacional da mineração também mudou radicalmente.
De mineração solo para pools de mineração: no começo, os mineradores trabalhavam de forma independente, cada um tentando minerar sozinho. Mas, com o aumento do poder computacional da rede, as chances de um minerador individual encontrar um bloco tornaram-se extremamente pequenas. Para resolver isso, mineradores começaram a se unir em “pools” de mineração, como F2Pool, Poolin, BTC.com, AntPool.
No pool, o poder de hashing de todos os participantes é combinado. Quando um bloco é minerado, a recompensa é distribuída proporcionalmente à contribuição de cada um. Assim, mesmo mineradores pequenos podem obter uma renda estável, embora tenham que pagar uma taxa ao pool.
Mineração na nuvem: outra modalidade é a mineração na nuvem, onde o poder de processamento é alugado de servidores remotos. Essa abordagem reduz a barreira de entrada, mas apresenta riscos, como fraudes por plataformas não confiáveis.
Em 2026, ainda é possível minerar Bitcoin de graça? A realidade versus expectativa
Sinceramente, a resposta é: muito difícil.
Se você tenta minerar Bitcoin com um computador comum, as chances de sucesso são praticamente zero. O motivo é simples: seu poder de hashing é uma fração ínfima do total da rede — como um grão de areia na praia. Mesmo operando 24 horas por dia, durante um ano, provavelmente não minerará um único bloco.
E na mineração em pool? Teoricamente, você receberia uma parcela proporcional ao seu poder de hashing, mas a quantidade de BTC obtida seria tão pequena que dificilmente cobriria os custos de energia e de hardware.
A causa fundamental é o processo de industrialização da mineração de Bitcoin. Hoje, grandes fazendas de mineração e mineradores institucionais controlam mais de 95% do poder de hashing da rede. Eles têm vantagens como:
Em contrapartida, mineradores individuais não conseguem competir.
Porém, é importante esclarecer: isso não significa que indivíduos não possam minerar. Legalmente, qualquer pessoa pode comprar um minerador e minerar Bitcoin. Mas, do ponto de vista econômico, a maioria acabará tendo prejuízo. A menos que você tenha uma ou mais dessas condições:
Caso contrário, para investidores individuais, comprar Bitcoin na exchange e manter ou negociar é uma alternativa mais viável.
Se deseja minerar Bitcoin, saiba o que é essencial
Se ainda assim quer tentar minerar Bitcoin, pelo menos prepare-se para:
Primeiro passo: verificar a legalidade na sua região
A mineração consome muita energia, e diferentes regiões têm políticas distintas. Algumas já proibiram totalmente, outras restringem, e algumas incentivam. É fundamental consultar os órgãos governamentais locais para evitar problemas futuros.
Segundo passo: decidir entre comprar hardware ou alugar poder de hashing
Se você conhece bem o processo e tem capacidade de manutenção, pode comprar mineradores. Considere fatores como: capacidade de hashing, consumo de energia, ruído, necessidade de refrigeração. Exemplos de modelos:
Se não entende muito de mineração, pode optar por alugar poder de hashing em plataformas como NiceHash, Genesis Mining, HashFlare, Bitdeer. Assim, não precisa gerenciar hardware, embora o custo seja maior.
Terceiro passo: escolher um pool de mineração
Seja comprando hardware ou alugando, é necessário ingressar em um pool. Considere:
Quanto custa minerar um Bitcoin? Análise detalhada de custos
Para avaliar se a mineração vale a pena, é preciso entender os custos. Os principais componentes são:
Segundo cálculos do MacroMicro, em maio de 2025, o custo médio para minerar um Bitcoin foi estimado em cerca de US$ 108.256,62. Essa média varia conforme região e eficiência do equipamento.
Atualmente, o preço do Bitcoin oscila em torno de US$ 60.000. Isso indica que, se seus custos não forem baixos o suficiente, minerar pode ser uma atividade deficitária. Somente grandes operações com energia extremamente barata e equipamentos altamente eficientes conseguem manter a lucratividade.
Como os mineradores devem agir após o halving de 2024?
Em abril de 2024, o Bitcoin passou pelo seu quarto halving, reduzindo a recompensa por bloco de 6,25 BTC para 3,125 BTC. Isso impactou profundamente o setor de mineração.
Impactos do halving:
A consequência mais direta é a redução de receita dos mineradores pela metade. Se tudo permanecer igual, a margem de lucro diminui bastante, levando muitos a desligar máquinas de alto custo ou com equipamentos antigos. No curto prazo, a hash rate total caiu.
Porém, esse efeito tende a ser temporário. Com a alta do preço do Bitcoin e o lançamento de novos ASICs mais eficientes, a hash rate se recupera rapidamente e atinge novos recordes. Isso demonstra a forte capacidade de autorregulação do mercado.
Outro ponto importante é que, após o halving, a dependência de taxas de transação aumenta. Em 2023, durante o boom de Ordinals, as taxas representaram mais de 50% da receita dos mineradores. Isso mostra que, com o aumento da atividade na cadeia, as taxas se tornam uma fonte vital de receita.
Estratégias dos mineradores:
Tendências após o halving:
Espera-se que pequenos mineradores saiam do mercado, concentrando ainda mais o poder de mineração em grandes operações com economia de escala. Novas inovações também podem surgir, como mineração combinada com inteligência artificial ou uso de energias alternativas.
Ainda há futuro na mineração de Bitcoin? Opções para investidores individuais
Voltando à questão inicial: será que, em 2026, indivíduos ainda podem minerar Bitcoin?
A resposta é sim, mas não de forma lucrativa.
Tecnicamente, qualquer pessoa pode comprar um minerador ou alugar poder de hashing para minerar. Não há impedimentos legais.
Economicamente, a maioria dos investidores individuais enfrentará prejuízos. A menos que tenham vantagens específicas, como energia extremamente barata, grande capital ou experiência operacional, minerar dificilmente cobrirá seus custos.
Para quem deseja participar do mercado de Bitcoin, há alternativas mais viáveis:
Vantagens dessas opções:
Minerar exige altos investimentos iniciais, custos operacionais contínuos, além de riscos de depreciação de hardware e variações no preço da energia. Comprar e vender Bitcoin na exchange é mais simples, com maior liquidez, menor custo e risco controlado.
Resumindo: a mineração de Bitcoin foi uma via direta de aquisição no passado, mas hoje é uma indústria dominada por grandes capitais. Para indivíduos, a melhor estratégia é investir por meio de compra e venda na exchange, aproveitando a liquidez e a facilidade de operação.