「Liquidar por margem de garantia」o que significa? Um artigo para entender as causas e formas de evitar a liquidação por margem de garantia【Leitura obrigatória para iniciantes】
Para muitas pessoas que estão entrando no mercado de investimentos, liquidação forçada (爆倉) é uma palavra assustadora. Simplificando, liquidação forçada significa: quando sua posição de investimento sofre uma perda suficiente e a margem na conta já não é suficiente para manter a posição, o sistema de negociação irá automaticamente fechar todas as suas posições. Em outras palavras, você não só perderá todo o capital investido, mas em alguns casos pode até ficar devendo ao corretor. É por isso que muitos investidores evitam falar sobre liquidação forçada.
Compreendendo profundamente o verdadeiro significado e o funcionamento da liquidação forçada
Para entender o que realmente é liquidação forçada, primeiro é preciso entender a lógica central do sistema de margem. Quando você realiza negociações com alavancagem, o corretor exige que você deposite uma quantia de margem para iniciar a operação. Essa margem funciona como um “bilhete de entrada” — seu propósito é proteger o corretor, garantindo que você tenha fundos suficientes para cobrir possíveis perdas.
O processo de liquidação forçada ocorre assim:
Você escolhe comprar um ativo e define uma alavancagem → Com a oscilação do mercado, sua posição começa a sofrer perdas → As perdas aumentam, e o saldo de margem diminui → Quando o índice de margem de manutenção na conta cai abaixo do nível mínimo exigido pela plataforma (geralmente 30%) → O sistema automaticamente aciona a liquidação forçada → Todas as suas posições são fechadas de uma só vez → Se as perdas excederem a margem, você ficará com saldo negativo
Esse processo geralmente acontece em questão de segundos, sem dar tempo para você reagir. Ou seja, a liquidação forçada não é uma decisão sua de fechar a posição, mas uma ordem executada automaticamente pelo sistema.
Quais operações são mais propensas a disparar o risco de liquidação forçada?
Nem todas as negociações levam à liquidação forçada, mas as seguintes estratégias são particularmente perigosas:
Configuração de alavancagem excessivamente alta
Essa é a causa mais comum de liquidação forçada. Por exemplo, usando 10 mil euros de capital com uma alavancagem de 10x para negociar futuros do índice, equivale a operar uma posição de 100 mil euros. Se o mercado se mover contra sua posição em apenas 1%, sua perda será de 10%; se a oscilação atingir 10%, a margem pode ser completamente consumida, levando à liquidação e à chamada de margem.
Muitos investidores iniciantes se sentem confiantes, achando que podem controlar o risco, mas a velocidade do mercado muitas vezes supera suas expectativas. Por isso, é recomendado começar com alavancagens baixas, para ter espaço para reagir a movimentos inesperados.
Comportamento de resistência emocional
Erro comum entre investidores de varejo. Quando a posição começa a perder, muitos pensam “esperar um pouco, vai reverter”, alimentando uma esperança que pode ser destruída por uma queda abrupta do mercado. Quando o pregão abre, a corretora executa ordens de mercado para liquidar a posição, muitas vezes resultando em perdas muito maiores do que o esperado.
Custos ocultos e taxas de corretagem
Muita gente ignora os custos invisíveis das negociações. Por exemplo, ao fazer day trade sem liquidar a posição no mesmo dia, no dia seguinte você precisa de mais margem; ou ao vender opções, se a volatilidade subir repentinamente (como em eleições ou tensões geopolíticas), a plataforma pode exigir aportes adicionais de margem, até dobrando os requisitos. Sem fundos suficientes, a liquidação forçada é inevitável.
Risco de liquidez e falhas de mercado
Negociar ativos pouco líquidos ou em horários de baixa liquidez (como após o horário regular) pode levar a spreads maiores. Você pode querer sair a 100 unidades, mas não há compradores nesse preço, e sua ordem é executada a 90 ou menos, gerando perdas maiores do que o previsto.
Eventos imprevisíveis de “cisne negro”
Eventos como a pandemia de COVID-19 ou conflitos como a guerra na Ucrânia podem causar quedas contínuas no mercado. Nesses momentos, não só os investidores têm dificuldades de fechar posições, mas até as próprias corretoras podem não conseguir executar ordens de liquidação. Como resultado, sua margem e capital podem ser completamente consumidos, e há risco de “estouro de margem” (perder mais do que a margem, devendo dinheiro ao corretor).
Os riscos de liquidação forçada variam entre criptomoedas, câmbio e ações
Diferentes tipos de ativos apresentam níveis distintos de risco de liquidação. Conhecer essas diferenças ajuda a fazer escolhas mais seguras.
Mercado de criptomoedas: alta volatilidade e risco elevado
O mercado de criptomoedas é o mais volátil de todos, com maior risco de liquidação. Houve casos de Bitcoin oscilar mais de 15% em curto período, levando muitos investidores à liquidação simultânea. Além disso, na liquidação de criptomoedas, não só a margem é zerada, mas os ativos podem ser automaticamente liquidados, ou seja, suas moedas podem desaparecer, pois a plataforma vende tudo para cobrir perdas.
Negociação de câmbio (forex): barreiras de entrada
O mercado de forex parece simples — com pouco capital, você controla posições grandes — mas essa característica também aumenta o risco. Existem contratos de diferentes tamanhos:
Lote padrão (1.0 lote): 100.000 unidades da moeda base
Mini lote (0.1 lote): 10.000 unidades
Micro lote (0.01 lote): 1.000 unidades, ideal para iniciantes
A fórmula de margem é: Margem = (tamanho do contrato × quantidade de lotes) ÷ alavancagem
Por exemplo, usando uma alavancagem de 20x para negociar 0,1 lote de uma moeda avaliada em 10.000 dólares, a margem necessária é 10.000 ÷ 20 = 500 dólares. Quando o índice de margem de manutenção atingir o limite mínimo (geralmente 30%), o sistema fecha a posição automaticamente, conhecido como “stop out”. Se seu saldo cair para 50 dólares enquanto a perda já atingiu 450 dólares, a plataforma fechará tudo, levando à liquidação.
Mercado de ações: risco de liquidação
No mercado de ações, o risco depende do método de compra:
Compra à vista (sem alavancagem): Não há risco de liquidação forçada, pois você usa apenas seu capital. Se a ação cair a zero, perde o valor investido, mas não deve nada à corretora.
Compra a prazo (margin): Se você usar financiamento, a corretora exige uma margem de manutenção (geralmente 130%). Se o valor das ações cair e sua margem ficar abaixo do limite, a corretora pode solicitar aportes adicionais ou liquidar a posição. Se não houver fundos suficientes, ela fará a liquidação forçada.
Day trade (operações intradiárias): Se você abrir e fechar posições no mesmo dia, mas não liquidar corretamente, ou se deixar posições abertas e o mercado abrir com gap de baixa, a corretora pode liquidar sua posição automaticamente, levando à liquidação se a margem não for suficiente.
Como usar a gestão de risco para evitar liquidação forçada?
Depois de entender o que é e como ocorre a liquidação forçada, o próximo passo é aprender a evitá-la. A melhor estratégia é estabelecer um sistema de gestão de risco eficiente.
Importância de definir stop loss e take profit
Stop loss (parar perdas): é um preço automático de venda que você define para limitar perdas. Quando a posição atinge esse preço, ela é vendida automaticamente, evitando perdas maiores. Take profit (parar ganhos): é um preço de venda automático para garantir lucros ao atingir determinado valor.
Essas ferramentas são essenciais para proteger seu capital. O stop loss limita perdas em uma única operação, enquanto o take profit garante realização de lucros. Usá-los em conjunto ajuda a manter disciplina e evitar perdas catastróficas.
Muitos investidores acabam quebrando por não usar stop loss, confiando demais na esperança de reversão, e só percebem o problema quando já é tarde demais.
Cálculo e aplicação da relação risco-retorno
A relação risco-retorno é simples: o risco que você assume deve ser menor que o potencial de ganho. A fórmula é:
Risco-retorno = (preço de entrada - preço de stop) ÷ (preço de take profit - preço de entrada)
Por exemplo, comprando a 100, com stop em 95 e take profit em 110, temos:
(100 - 95) ÷ (110 - 100) = 5 ÷ 10 = 1:2
Ou seja, você arrisca 1 unidade para potencialmente ganhar 2 unidades. Quanto maior essa proporção, melhor a relação risco-retorno. Uma relação de 1:2 ou superior é considerada adequada, e permite que mesmo com uma taxa de acerto de apenas 33%, seja possível obter lucro a longo prazo.
Uso de análise técnica para definir stop loss e take profit
Profissionais experientes usam suporte, resistência, médias móveis e outros indicadores para definir pontos precisos de saída. Esses níveis representam áreas de forte suporte ou resistência psicológica do mercado.
Se você é iniciante, pode usar uma abordagem mais simples, como a “percentagem”: ao comprar, defina um stop loss a 5% abaixo do preço de entrada e um take profit a 5% acima. Assim, você cria uma faixa de risco controlado, sem precisar monitorar o mercado o tempo todo.
Proteção de saldo negativo (negative balance protection)
No mercado regulado, as corretoras são obrigadas a oferecer mecanismos de proteção contra saldo negativo. Ou seja, você não pode perder mais do que seu saldo na conta, e não ficará devendo à corretora. Caso as perdas ultrapassem sua margem, o restante é absorvido pela própria corretora, protegendo o investidor de dívidas.
Embora essa proteção seja uma rede de segurança, ela não deve ser usada como licença para operar sem cuidado. Algumas corretoras podem reduzir a alavancagem em momentos de alta volatilidade para limitar riscos.
Recomendações práticas para investidores iniciantes
Se você está começando, considere as seguintes dicas:
Comece com ativos de menor risco: invista em ações à vista, usando seu próprio capital, sem alavancagem. Assim, a perda máxima é o valor investido, sem dívidas.
Evite alavancagem excessiva: mesmo que opte por produtos alavancados, limite a alavancagem a 10x ou menos, para ter margem de segurança.
Inicie com micro lotes: no mercado de forex, comece com 0,01 lote, para aprender sem riscos elevados.
Sempre defina stop loss: nunca opere sem um limite de perda, pois isso é a base do gerenciamento de risco.
Invista de forma regular e planejada: ao invés de colocar tudo de uma vez, faça aportes periódicos, reduzindo o impacto de oscilações de curto prazo.
Investir sempre envolve riscos, e investidores inteligentes não são aqueles que acertam todas as previsões, mas aqueles que gerenciam bem seus riscos e permanecem no mercado por mais tempo. Compreender o que é a liquidação forçada, aprender a evitá-la e estabelecer uma gestão de risco sólida são passos essenciais para qualquer investidor. Com uma estratégia adequada de stop loss, take profit, uso racional de alavancagem e proteção de saldo negativo, é possível reduzir significativamente o risco de liquidação forçada e trilhar um caminho mais seguro no mercado.
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「Liquidar por margem de garantia」o que significa? Um artigo para entender as causas e formas de evitar a liquidação por margem de garantia【Leitura obrigatória para iniciantes】
Para muitas pessoas que estão entrando no mercado de investimentos, liquidação forçada (爆倉) é uma palavra assustadora. Simplificando, liquidação forçada significa: quando sua posição de investimento sofre uma perda suficiente e a margem na conta já não é suficiente para manter a posição, o sistema de negociação irá automaticamente fechar todas as suas posições. Em outras palavras, você não só perderá todo o capital investido, mas em alguns casos pode até ficar devendo ao corretor. É por isso que muitos investidores evitam falar sobre liquidação forçada.
Compreendendo profundamente o verdadeiro significado e o funcionamento da liquidação forçada
Para entender o que realmente é liquidação forçada, primeiro é preciso entender a lógica central do sistema de margem. Quando você realiza negociações com alavancagem, o corretor exige que você deposite uma quantia de margem para iniciar a operação. Essa margem funciona como um “bilhete de entrada” — seu propósito é proteger o corretor, garantindo que você tenha fundos suficientes para cobrir possíveis perdas.
O processo de liquidação forçada ocorre assim:
Você escolhe comprar um ativo e define uma alavancagem → Com a oscilação do mercado, sua posição começa a sofrer perdas → As perdas aumentam, e o saldo de margem diminui → Quando o índice de margem de manutenção na conta cai abaixo do nível mínimo exigido pela plataforma (geralmente 30%) → O sistema automaticamente aciona a liquidação forçada → Todas as suas posições são fechadas de uma só vez → Se as perdas excederem a margem, você ficará com saldo negativo
Esse processo geralmente acontece em questão de segundos, sem dar tempo para você reagir. Ou seja, a liquidação forçada não é uma decisão sua de fechar a posição, mas uma ordem executada automaticamente pelo sistema.
Quais operações são mais propensas a disparar o risco de liquidação forçada?
Nem todas as negociações levam à liquidação forçada, mas as seguintes estratégias são particularmente perigosas:
Configuração de alavancagem excessivamente alta
Essa é a causa mais comum de liquidação forçada. Por exemplo, usando 10 mil euros de capital com uma alavancagem de 10x para negociar futuros do índice, equivale a operar uma posição de 100 mil euros. Se o mercado se mover contra sua posição em apenas 1%, sua perda será de 10%; se a oscilação atingir 10%, a margem pode ser completamente consumida, levando à liquidação e à chamada de margem.
Muitos investidores iniciantes se sentem confiantes, achando que podem controlar o risco, mas a velocidade do mercado muitas vezes supera suas expectativas. Por isso, é recomendado começar com alavancagens baixas, para ter espaço para reagir a movimentos inesperados.
Comportamento de resistência emocional
Erro comum entre investidores de varejo. Quando a posição começa a perder, muitos pensam “esperar um pouco, vai reverter”, alimentando uma esperança que pode ser destruída por uma queda abrupta do mercado. Quando o pregão abre, a corretora executa ordens de mercado para liquidar a posição, muitas vezes resultando em perdas muito maiores do que o esperado.
Custos ocultos e taxas de corretagem
Muita gente ignora os custos invisíveis das negociações. Por exemplo, ao fazer day trade sem liquidar a posição no mesmo dia, no dia seguinte você precisa de mais margem; ou ao vender opções, se a volatilidade subir repentinamente (como em eleições ou tensões geopolíticas), a plataforma pode exigir aportes adicionais de margem, até dobrando os requisitos. Sem fundos suficientes, a liquidação forçada é inevitável.
Risco de liquidez e falhas de mercado
Negociar ativos pouco líquidos ou em horários de baixa liquidez (como após o horário regular) pode levar a spreads maiores. Você pode querer sair a 100 unidades, mas não há compradores nesse preço, e sua ordem é executada a 90 ou menos, gerando perdas maiores do que o previsto.
Eventos imprevisíveis de “cisne negro”
Eventos como a pandemia de COVID-19 ou conflitos como a guerra na Ucrânia podem causar quedas contínuas no mercado. Nesses momentos, não só os investidores têm dificuldades de fechar posições, mas até as próprias corretoras podem não conseguir executar ordens de liquidação. Como resultado, sua margem e capital podem ser completamente consumidos, e há risco de “estouro de margem” (perder mais do que a margem, devendo dinheiro ao corretor).
Os riscos de liquidação forçada variam entre criptomoedas, câmbio e ações
Diferentes tipos de ativos apresentam níveis distintos de risco de liquidação. Conhecer essas diferenças ajuda a fazer escolhas mais seguras.
Mercado de criptomoedas: alta volatilidade e risco elevado
O mercado de criptomoedas é o mais volátil de todos, com maior risco de liquidação. Houve casos de Bitcoin oscilar mais de 15% em curto período, levando muitos investidores à liquidação simultânea. Além disso, na liquidação de criptomoedas, não só a margem é zerada, mas os ativos podem ser automaticamente liquidados, ou seja, suas moedas podem desaparecer, pois a plataforma vende tudo para cobrir perdas.
Negociação de câmbio (forex): barreiras de entrada
O mercado de forex parece simples — com pouco capital, você controla posições grandes — mas essa característica também aumenta o risco. Existem contratos de diferentes tamanhos:
A fórmula de margem é: Margem = (tamanho do contrato × quantidade de lotes) ÷ alavancagem
Por exemplo, usando uma alavancagem de 20x para negociar 0,1 lote de uma moeda avaliada em 10.000 dólares, a margem necessária é 10.000 ÷ 20 = 500 dólares. Quando o índice de margem de manutenção atingir o limite mínimo (geralmente 30%), o sistema fecha a posição automaticamente, conhecido como “stop out”. Se seu saldo cair para 50 dólares enquanto a perda já atingiu 450 dólares, a plataforma fechará tudo, levando à liquidação.
Mercado de ações: risco de liquidação
No mercado de ações, o risco depende do método de compra:
Compra à vista (sem alavancagem): Não há risco de liquidação forçada, pois você usa apenas seu capital. Se a ação cair a zero, perde o valor investido, mas não deve nada à corretora.
Compra a prazo (margin): Se você usar financiamento, a corretora exige uma margem de manutenção (geralmente 130%). Se o valor das ações cair e sua margem ficar abaixo do limite, a corretora pode solicitar aportes adicionais ou liquidar a posição. Se não houver fundos suficientes, ela fará a liquidação forçada.
Day trade (operações intradiárias): Se você abrir e fechar posições no mesmo dia, mas não liquidar corretamente, ou se deixar posições abertas e o mercado abrir com gap de baixa, a corretora pode liquidar sua posição automaticamente, levando à liquidação se a margem não for suficiente.
Como usar a gestão de risco para evitar liquidação forçada?
Depois de entender o que é e como ocorre a liquidação forçada, o próximo passo é aprender a evitá-la. A melhor estratégia é estabelecer um sistema de gestão de risco eficiente.
Importância de definir stop loss e take profit
Stop loss (parar perdas): é um preço automático de venda que você define para limitar perdas. Quando a posição atinge esse preço, ela é vendida automaticamente, evitando perdas maiores.
Take profit (parar ganhos): é um preço de venda automático para garantir lucros ao atingir determinado valor.
Essas ferramentas são essenciais para proteger seu capital. O stop loss limita perdas em uma única operação, enquanto o take profit garante realização de lucros. Usá-los em conjunto ajuda a manter disciplina e evitar perdas catastróficas.
Muitos investidores acabam quebrando por não usar stop loss, confiando demais na esperança de reversão, e só percebem o problema quando já é tarde demais.
Cálculo e aplicação da relação risco-retorno
A relação risco-retorno é simples: o risco que você assume deve ser menor que o potencial de ganho. A fórmula é:
Risco-retorno = (preço de entrada - preço de stop) ÷ (preço de take profit - preço de entrada)
Por exemplo, comprando a 100, com stop em 95 e take profit em 110, temos:
(100 - 95) ÷ (110 - 100) = 5 ÷ 10 = 1:2
Ou seja, você arrisca 1 unidade para potencialmente ganhar 2 unidades. Quanto maior essa proporção, melhor a relação risco-retorno. Uma relação de 1:2 ou superior é considerada adequada, e permite que mesmo com uma taxa de acerto de apenas 33%, seja possível obter lucro a longo prazo.
Uso de análise técnica para definir stop loss e take profit
Profissionais experientes usam suporte, resistência, médias móveis e outros indicadores para definir pontos precisos de saída. Esses níveis representam áreas de forte suporte ou resistência psicológica do mercado.
Se você é iniciante, pode usar uma abordagem mais simples, como a “percentagem”: ao comprar, defina um stop loss a 5% abaixo do preço de entrada e um take profit a 5% acima. Assim, você cria uma faixa de risco controlado, sem precisar monitorar o mercado o tempo todo.
Proteção de saldo negativo (negative balance protection)
No mercado regulado, as corretoras são obrigadas a oferecer mecanismos de proteção contra saldo negativo. Ou seja, você não pode perder mais do que seu saldo na conta, e não ficará devendo à corretora. Caso as perdas ultrapassem sua margem, o restante é absorvido pela própria corretora, protegendo o investidor de dívidas.
Embora essa proteção seja uma rede de segurança, ela não deve ser usada como licença para operar sem cuidado. Algumas corretoras podem reduzir a alavancagem em momentos de alta volatilidade para limitar riscos.
Recomendações práticas para investidores iniciantes
Se você está começando, considere as seguintes dicas:
Comece com ativos de menor risco: invista em ações à vista, usando seu próprio capital, sem alavancagem. Assim, a perda máxima é o valor investido, sem dívidas.
Evite alavancagem excessiva: mesmo que opte por produtos alavancados, limite a alavancagem a 10x ou menos, para ter margem de segurança.
Inicie com micro lotes: no mercado de forex, comece com 0,01 lote, para aprender sem riscos elevados.
Sempre defina stop loss: nunca opere sem um limite de perda, pois isso é a base do gerenciamento de risco.
Invista de forma regular e planejada: ao invés de colocar tudo de uma vez, faça aportes periódicos, reduzindo o impacto de oscilações de curto prazo.
Investir sempre envolve riscos, e investidores inteligentes não são aqueles que acertam todas as previsões, mas aqueles que gerenciam bem seus riscos e permanecem no mercado por mais tempo. Compreender o que é a liquidação forçada, aprender a evitá-la e estabelecer uma gestão de risco sólida são passos essenciais para qualquer investidor. Com uma estratégia adequada de stop loss, take profit, uso racional de alavancagem e proteção de saldo negativo, é possível reduzir significativamente o risco de liquidação forçada e trilhar um caminho mais seguro no mercado.