Entrando em fevereiro de 2026, o mercado financeiro global volta a estar na encruzilhada de uma grande mudança macroeconómica. A reviravolta dramática na política tarifária dos EUA, a contínua propagação do risco geopolítico no Médio Oriente e as expectativas extremas de alta para o ativo de refúgio tradicional, o ouro, tecem uma rede complexa de causalidade. Como representante de ativos de alto risco, o mercado de criptomoedas está atento a cada pulso macroeconómico.
O “Enigma das Tarifas”: De Intervenções Excessivas a Novos Impostos Globais
A luta política em Washington está a causar ondas nos mercados globais. Em 20 de fevereiro, o Supremo Tribunal dos EUA tomou uma decisão histórica ao determinar que as tarifas implementadas anteriormente pelo governo Trump, sob a Lei de Poderes de Emergência Econômica Internacional, excederam as competências do presidente, configurando uma ação “ultrapassada”. Como consequência, a Customs and Border Protection confirmou que, a partir de 24 de fevereiro, deixou de cobrar as tarifas ilegais sob esse quadro.
No entanto, a controvérsia tarifária não terminou aí. A decisão do Supremo limitou-se a uma base legal específica, sem retirar ao presidente outros poderes de cobrança de impostos. O governo Trump rapidamente reagiu, anunciando que, com base no Artigo 122 da Lei de Comércio de 1974, aumentaria as tarifas de importação de bens de todos os países e regiões, elevando-as de 10% para 15% em apenas um dia.
Esta política comercial de “conversas e ações” incerta agravou a sensação de risco no mercado. Até 24 de fevereiro, segundo dados da Gate, o preço do Bitcoin (BTC) caiu abaixo de 63.000 dólares, atingindo um mínimo de 63.000 dólares, com uma queda de mais de 3% em 24 horas. Apesar de uma recuperação posterior para cerca de 65.000 dólares, a vulnerabilidade do mercado ficou evidente. O Ethereum (ETH) também sofreu pressão, permanecendo abaixo de 1.900 dólares.
UBS Clama por “Extrema Escassez”: Previsão de Ouro a 6.200 Dólares
Contrapondo-se à turbulência do mercado de criptomoedas, o ouro, ativo de refúgio tradicional, brilha intensamente. Impulsionado pela tensão geopolítica global (especialmente a expectativa de escalada no Médio Oriente) e pelo ciclo de afrouxamento do Federal Reserve, o UBS divulgou uma previsão surpreendente.
No seu relatório mais recente, o UBS afirmou que, devido à forte compra de ouro por parte dos bancos centrais e ao aumento da procura de investidores, a procura global por ouro em 2025 ultrapassou as 5.000 toneladas, atingindo um recorde histórico. Quanto à oferta, estima-se que até 2028, 80 minas de ouro irão esgotar a sua produção, agravando a escassez estrutural. Assim, o UBS elevou significativamente o preço-alvo do ouro para 6.200 dólares por onça, destacando que, num cenário de risco geopolítico elevado, o ouro continua a ser um instrumento insubstituível de proteção.
Dados da plataforma Gate mostram que o preço do ouro (XAU/USDT) já refletiu essa previsão, mantendo-se forte em 5.154,4 dólares por onça.
Geopolítica e Macro: Uma Dupla Corrente de Amarras para o Mercado de Criptomoedas?
As fronteiras entre finanças tradicionais e criptomoedas estão a desaparecer, com riscos geopolíticos a serem transmitidos por múltiplos canais ao mercado de criptomoedas:
Retirada de liquidez: Quando a guerra tarifária ou a escalada no Médio Oriente geram pânico, os investidores institucionais tendem a retirar-se de ativos altamente voláteis para cobrir margens ou manter liquidez. Segundo o cofundador da Orbit Markets, a incerteza macroeconómica está a pressionar o mercado de criptomoedas, com fundos a saírem de ativos digitais.
Relação dólar e taxas de juro: As políticas tarifárias podem, a curto prazo, aumentar a inflação e influenciar o ritmo de cortes de juros do Fed; contudo, o UBS acredita que as expectativas de cortes e a descida real das taxas de juro beneficiam o ouro a longo prazo. Essa lógica também se aplica ao Bitcoin, considerado por alguns como “ouro digital”. No entanto, atualmente, o Bitcoin mostra maior correlação com ativos de risco como o Nasdaq, devido às preocupações de aperto monetário.
Desvio do refúgio: A forte previsão de valorização do ouro pelo UBS pode, a curto prazo, desviar parte do capital que busca refúgio. Mas, a longo prazo, se o sistema de moedas fiduciárias soberanas for corroído por guerras comerciais e dívidas, os ativos descentralizados, como o BTC, terão uma narrativa de oportunidade real.
Sentimento de Mercado e Pontos-Chave
O sentimento de mercado está extremamente sensível. Segundo dados do MyToken, o índice de medo e ganância das criptomoedas está em 8, indicando “medo extremo”.
Tecnicamente, 65.000 dólares é o suporte crucial para o Bitcoin. Uma quebra efetiva dessa linha pode transformar os 60.000 dólares na nova zona de disputa entre compradores e vendedores. Para uma reversão da tendência, o preço precisa recuperar e manter-se acima de 70.000 dólares.
Na plataforma Gate, os usuários podem acompanhar não só as cotações em tempo real, mas também indicadores derivados, como o índice de volatilidade do BTC (BVIX), que atualmente está em 55,42, refletindo a expectativa do mercado quanto à volatilidade futura.
Perspectiva da Gate: Uma Ponte entre Tradicional e Cripto
Diante de um cenário macro tão complexo, a volatilidade de um único ativo já não é suficiente para análise isolada. Como plataforma de ativos digitais completa, a Gate oferece não só negociações de principais criptomoedas como BTC e ETH, mas também produtos CFD de ativos tradicionais, incluindo ouro, petróleo e índices de ações dos EUA. Assim, investidores podem alternar livremente entre criptomoedas e ativos de refúgio tradicionais na plataforma, promovendo uma diversificação real para enfrentar os impactos duplos das tarifas e da geopolítica.
Conclusão
A “Tarifa 2.0” de Trump e a previsão de ciclo superlativo do ouro pelo UBS desenham o panorama macro atual: a incerteza é a única certeza. Para o mercado de criptomoedas, no curto prazo, continua sendo uma embarcação à deriva na tempestade macro, sob pressão de liquidez restrita e aumento do sentimento de refúgio. O preço do Bitcoin em 63.000 dólares, refletido nos dados da Gate, é um espelho dessa ansiedade. Contudo, a longo prazo, se o sistema de moedas soberanas for continuamente prejudicado por tensões comerciais, os ativos digitais, como reserva de valor alternativa, terão seu valor reavaliado. Neste labirinto macro, manter-se atento, monitorizar os dados em tempo real na Gate e diversificar os ativos são as chaves para atravessar os ciclos de alta e baixa.
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Trump lança nova política de tarifas, UBS otimista com o ouro, como a geopolítica pode influenciar o rumo do mercado de criptomoedas?
Entrando em fevereiro de 2026, o mercado financeiro global volta a estar na encruzilhada de uma grande mudança macroeconómica. A reviravolta dramática na política tarifária dos EUA, a contínua propagação do risco geopolítico no Médio Oriente e as expectativas extremas de alta para o ativo de refúgio tradicional, o ouro, tecem uma rede complexa de causalidade. Como representante de ativos de alto risco, o mercado de criptomoedas está atento a cada pulso macroeconómico.
O “Enigma das Tarifas”: De Intervenções Excessivas a Novos Impostos Globais
A luta política em Washington está a causar ondas nos mercados globais. Em 20 de fevereiro, o Supremo Tribunal dos EUA tomou uma decisão histórica ao determinar que as tarifas implementadas anteriormente pelo governo Trump, sob a Lei de Poderes de Emergência Econômica Internacional, excederam as competências do presidente, configurando uma ação “ultrapassada”. Como consequência, a Customs and Border Protection confirmou que, a partir de 24 de fevereiro, deixou de cobrar as tarifas ilegais sob esse quadro.
No entanto, a controvérsia tarifária não terminou aí. A decisão do Supremo limitou-se a uma base legal específica, sem retirar ao presidente outros poderes de cobrança de impostos. O governo Trump rapidamente reagiu, anunciando que, com base no Artigo 122 da Lei de Comércio de 1974, aumentaria as tarifas de importação de bens de todos os países e regiões, elevando-as de 10% para 15% em apenas um dia.
Esta política comercial de “conversas e ações” incerta agravou a sensação de risco no mercado. Até 24 de fevereiro, segundo dados da Gate, o preço do Bitcoin (BTC) caiu abaixo de 63.000 dólares, atingindo um mínimo de 63.000 dólares, com uma queda de mais de 3% em 24 horas. Apesar de uma recuperação posterior para cerca de 65.000 dólares, a vulnerabilidade do mercado ficou evidente. O Ethereum (ETH) também sofreu pressão, permanecendo abaixo de 1.900 dólares.
UBS Clama por “Extrema Escassez”: Previsão de Ouro a 6.200 Dólares
Contrapondo-se à turbulência do mercado de criptomoedas, o ouro, ativo de refúgio tradicional, brilha intensamente. Impulsionado pela tensão geopolítica global (especialmente a expectativa de escalada no Médio Oriente) e pelo ciclo de afrouxamento do Federal Reserve, o UBS divulgou uma previsão surpreendente.
No seu relatório mais recente, o UBS afirmou que, devido à forte compra de ouro por parte dos bancos centrais e ao aumento da procura de investidores, a procura global por ouro em 2025 ultrapassou as 5.000 toneladas, atingindo um recorde histórico. Quanto à oferta, estima-se que até 2028, 80 minas de ouro irão esgotar a sua produção, agravando a escassez estrutural. Assim, o UBS elevou significativamente o preço-alvo do ouro para 6.200 dólares por onça, destacando que, num cenário de risco geopolítico elevado, o ouro continua a ser um instrumento insubstituível de proteção.
Dados da plataforma Gate mostram que o preço do ouro (XAU/USDT) já refletiu essa previsão, mantendo-se forte em 5.154,4 dólares por onça.
Geopolítica e Macro: Uma Dupla Corrente de Amarras para o Mercado de Criptomoedas?
As fronteiras entre finanças tradicionais e criptomoedas estão a desaparecer, com riscos geopolíticos a serem transmitidos por múltiplos canais ao mercado de criptomoedas:
Sentimento de Mercado e Pontos-Chave
O sentimento de mercado está extremamente sensível. Segundo dados do MyToken, o índice de medo e ganância das criptomoedas está em 8, indicando “medo extremo”.
Tecnicamente, 65.000 dólares é o suporte crucial para o Bitcoin. Uma quebra efetiva dessa linha pode transformar os 60.000 dólares na nova zona de disputa entre compradores e vendedores. Para uma reversão da tendência, o preço precisa recuperar e manter-se acima de 70.000 dólares.
Na plataforma Gate, os usuários podem acompanhar não só as cotações em tempo real, mas também indicadores derivados, como o índice de volatilidade do BTC (BVIX), que atualmente está em 55,42, refletindo a expectativa do mercado quanto à volatilidade futura.
Perspectiva da Gate: Uma Ponte entre Tradicional e Cripto
Diante de um cenário macro tão complexo, a volatilidade de um único ativo já não é suficiente para análise isolada. Como plataforma de ativos digitais completa, a Gate oferece não só negociações de principais criptomoedas como BTC e ETH, mas também produtos CFD de ativos tradicionais, incluindo ouro, petróleo e índices de ações dos EUA. Assim, investidores podem alternar livremente entre criptomoedas e ativos de refúgio tradicionais na plataforma, promovendo uma diversificação real para enfrentar os impactos duplos das tarifas e da geopolítica.
Conclusão
A “Tarifa 2.0” de Trump e a previsão de ciclo superlativo do ouro pelo UBS desenham o panorama macro atual: a incerteza é a única certeza. Para o mercado de criptomoedas, no curto prazo, continua sendo uma embarcação à deriva na tempestade macro, sob pressão de liquidez restrita e aumento do sentimento de refúgio. O preço do Bitcoin em 63.000 dólares, refletido nos dados da Gate, é um espelho dessa ansiedade. Contudo, a longo prazo, se o sistema de moedas soberanas for continuamente prejudicado por tensões comerciais, os ativos digitais, como reserva de valor alternativa, terão seu valor reavaliado. Neste labirinto macro, manter-se atento, monitorizar os dados em tempo real na Gate e diversificar os ativos são as chaves para atravessar os ciclos de alta e baixa.