Após um cliente ser persuadido por um agente de seguros a cancelar a apólice e posteriormente contratar uma nova, resultando numa grande perda por cancelamento, pode exigir-se que a seguradora compense? Recentemente, o Tribunal Popular do Distrito de Chaoyang, Pequim, julgou e condenou a seguradora a pagar uma parte das perdas decorrentes do cancelamento.
【Revisão do Caso】
O Sr. Ji e a Sra. Xu, ambos clientes antigos de uma companhia de seguros, tiveram suas apólices acessadas pelo agente Lan. Este visitou-os de forma proativa e afirmou que o produto que eles tinham contratado tinha baixos juros, e que um novo produto ofereceria juros compostos e melhores retornos, sugerindo que cancelassem as 10 apólices existentes para contratar duas novas. Lan também prometeu compensar as perdas causadas pelo cancelamento.
Sob forte recomendação de Lan, o Sr. Ji e a Sra. Xu cancelaram as 10 apólices e contrataram duas novas sugeridas por Lan. No entanto, após o cancelamento, Lan não cumpriu a promessa de compensar as perdas. Além disso, perceberam que Lan, ao promover os novos produtos, evitou deliberadamente cláusulas desfavoráveis, com comportamentos de engano, como apresentar dividendos como juros compostos ou afirmar que “pagar apenas um ano de prémio não causaria perdas”.
Os dois alegaram que as ações de Lan — propaganda falsa, promessas ilegais e vendas enganosas — constituíam atos no exercício de funções, devendo a seguradora assumir a responsabilidade pelos resultados. Assim, entraram com ação judicial pedindo que a seguradora compensasse as perdas do cancelamento e devolvesse as prémios dos novos contratos.
【Processo Judicial】
Durante o julgamento, a seguradora ré recusou-se a devolver os prémios, alegando que os autores solicitaram voluntariamente o cancelamento e deveriam arcar com as perdas decorrentes. Os dois contratos de seguro posteriores foram firmados com base na compreensão de suas necessidades e na informação fornecida pela seguradora, que cumpriu sua obrigação de esclarecimento.
O tribunal concluiu que Lan, na venda dos produtos, fez promessas falsas de compensação por perdas de cancelamento, distorceu regras de contratação e cancelamento, levando os autores a entenderem erroneamente os riscos e consequências de cancelar e adquirir novos seguros. Como agente da seguradora, suas ações devem ser consideradas no exercício de suas funções, e a seguradora deve ser responsabilizada pelos efeitos.
Além disso, as ações de Lan revelam falhas na gestão de informações de clientes, treinamento e supervisão, permitindo que um funcionário conduza vendas de forma irregular, o que configura culpa da seguradora, que deve assumir a responsabilidade.
A corte também observou que, mesmo cientes de que o cancelamento normal poderia gerar perdas, os autores confiaram nas promessas irregulares do agente, devendo assumir parte dessas perdas, com a seguradora arcando com 70% do valor de diferença. Quanto aos dois contratos posteriores, devido a problemas como entrega tardia e ausência de consentimento do segurado, foram considerados inválidos ou rescindidos.
【Decisão】
O tribunal de primeira instância condenou a seguradora a pagar 38.427,49 yuans pelos prejuízos do cancelamento, e declarou a rescisão e invalidade dos dois contratos posteriores, obrigando a seguradora a devolver os prémios e pagar perdas por uso indevido de fundos.
【Lição do Caso】
O juiz principal, Wu Tong, alertou que as seguradoras devem reforçar a gestão de informações de clientes e de seus funcionários, cumprir suas obrigações contratuais e realizar acompanhamento efetivo. Os segurados devem agir com racionalidade, aumentar a consciência de conformidade, guardar provas e identificar riscos. Quando um agente fizer promessas ou divulgar informações duvidosas, os clientes podem consultar o telefone oficial ou visitar a agência para verificar.
Fonte: Diário dos Trabalhadores
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【Caso】Vendedor "persuade" o cancelamento de apólice, causando prejuízo ao cliente, e a seguradora é condenada por má gestão
Repórter Lu Yue
Após um cliente ser persuadido por um agente de seguros a cancelar a apólice e posteriormente contratar uma nova, resultando numa grande perda por cancelamento, pode exigir-se que a seguradora compense? Recentemente, o Tribunal Popular do Distrito de Chaoyang, Pequim, julgou e condenou a seguradora a pagar uma parte das perdas decorrentes do cancelamento.
【Revisão do Caso】
O Sr. Ji e a Sra. Xu, ambos clientes antigos de uma companhia de seguros, tiveram suas apólices acessadas pelo agente Lan. Este visitou-os de forma proativa e afirmou que o produto que eles tinham contratado tinha baixos juros, e que um novo produto ofereceria juros compostos e melhores retornos, sugerindo que cancelassem as 10 apólices existentes para contratar duas novas. Lan também prometeu compensar as perdas causadas pelo cancelamento.
Sob forte recomendação de Lan, o Sr. Ji e a Sra. Xu cancelaram as 10 apólices e contrataram duas novas sugeridas por Lan. No entanto, após o cancelamento, Lan não cumpriu a promessa de compensar as perdas. Além disso, perceberam que Lan, ao promover os novos produtos, evitou deliberadamente cláusulas desfavoráveis, com comportamentos de engano, como apresentar dividendos como juros compostos ou afirmar que “pagar apenas um ano de prémio não causaria perdas”.
Os dois alegaram que as ações de Lan — propaganda falsa, promessas ilegais e vendas enganosas — constituíam atos no exercício de funções, devendo a seguradora assumir a responsabilidade pelos resultados. Assim, entraram com ação judicial pedindo que a seguradora compensasse as perdas do cancelamento e devolvesse as prémios dos novos contratos.
【Processo Judicial】
Durante o julgamento, a seguradora ré recusou-se a devolver os prémios, alegando que os autores solicitaram voluntariamente o cancelamento e deveriam arcar com as perdas decorrentes. Os dois contratos de seguro posteriores foram firmados com base na compreensão de suas necessidades e na informação fornecida pela seguradora, que cumpriu sua obrigação de esclarecimento.
O tribunal concluiu que Lan, na venda dos produtos, fez promessas falsas de compensação por perdas de cancelamento, distorceu regras de contratação e cancelamento, levando os autores a entenderem erroneamente os riscos e consequências de cancelar e adquirir novos seguros. Como agente da seguradora, suas ações devem ser consideradas no exercício de suas funções, e a seguradora deve ser responsabilizada pelos efeitos.
Além disso, as ações de Lan revelam falhas na gestão de informações de clientes, treinamento e supervisão, permitindo que um funcionário conduza vendas de forma irregular, o que configura culpa da seguradora, que deve assumir a responsabilidade.
A corte também observou que, mesmo cientes de que o cancelamento normal poderia gerar perdas, os autores confiaram nas promessas irregulares do agente, devendo assumir parte dessas perdas, com a seguradora arcando com 70% do valor de diferença. Quanto aos dois contratos posteriores, devido a problemas como entrega tardia e ausência de consentimento do segurado, foram considerados inválidos ou rescindidos.
【Decisão】
O tribunal de primeira instância condenou a seguradora a pagar 38.427,49 yuans pelos prejuízos do cancelamento, e declarou a rescisão e invalidade dos dois contratos posteriores, obrigando a seguradora a devolver os prémios e pagar perdas por uso indevido de fundos.
【Lição do Caso】
O juiz principal, Wu Tong, alertou que as seguradoras devem reforçar a gestão de informações de clientes e de seus funcionários, cumprir suas obrigações contratuais e realizar acompanhamento efetivo. Os segurados devem agir com racionalidade, aumentar a consciência de conformidade, guardar provas e identificar riscos. Quando um agente fizer promessas ou divulgar informações duvidosas, os clientes podem consultar o telefone oficial ou visitar a agência para verificar.
Fonte: Diário dos Trabalhadores