Donald Trump emitiu um aviso severo a Teerão. É um ultimato para que aceite um acordo “significativo” ou prepare-se para enfrentar “coisas realmente más”. Este aviso foi oficialmente divulgado durante a reunião em Washington a 19 de fevereiro, aumentando a tensão entre os EUA e o Irão.
Aumento rápido da presença militar aumenta o risco de guerra
Os EUA estão a reforçar rapidamente a sua presença militar no Médio Oriente. Aviões de carga, caças, tanques de abastecimento e porta-aviões estão a ser enviados sucessivamente, e há relatos de que um segundo grupo de porta-aviões chegará em breve. Este aumento de força mostra claramente que Washington está a preparar-se para possíveis ações militares.
As autoridades não confirmaram planos específicos, mas a expansão da presença militar torna a possibilidade de guerra cada vez mais real. A tensão na região do Médio Oriente aumenta dia após dia.
Negociações na Suíça avançam, mas conflitos fundamentais permanecem
A 17 de fevereiro, as negociações indiretas entre os EUA e o Irão na Suíça geraram avaliações contrastantes. O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abdullah Araghchi, afirmou que as discussões estavam a mostrar “bom progresso” e que ambos os países tinham chegado a um entendimento sobre os princípios orientadores.
Por outro lado, os EUA têm uma perspetiva diferente. O vice-presidente J.D. Vance reconheceu avanços parciais, mas apontou que o Irão continua a rejeitar requisitos essenciais dos EUA. As posições continuam bastante afastadas.
Os EUA querem que o Irão elimine completamente o seu programa nuclear, limite o desenvolvimento de mísseis balísticos e termine o apoio a grupos armados na região. Estes pontos centrais representam obstáculos significativos para um acordo.
Crise interna no Irão e crise diplomática dupla
Durante as negociações, o Irão enfrenta também agitação interna. Protestos relacionados com a economia espalharam-se por todo o país em janeiro, recordando o movimento “Mulheres, Vida, Liberdade” de 2022. As autoridades cortaram amplamente o acesso à internet e reprimiram duramente os manifestantes. Organizações de direitos humanos relatam milhares de mortos e detidos.
Externamente, o Irão respondeu com demonstrações de força. Realizou exercícios militares conjuntos com a Rússia e, durante treinos com munições reais, ameaçou fechar temporariamente o Estreito de Hormuz. Avisou ainda a Nações Unidas que, em caso de ataque, considerará as bases e ativos americanos na região como “alvos legítimos”.
Apesar de afirmar que não deseja guerra, Teerã deixa claro que está preparado para o confronto.
Mudanças de regime e encruzilhada diplomática
Alguns líderes da oposição, incluindo o príncipe exilado Reza Pahlavi, afirmam que o acordo entre os EUA e o Irão apenas prolonga o regime da República Islâmica e não responde ao desejo de mudança de regime.
No entanto, o caminho para um acordo abrangente permanece incerto. Desde que os EUA saíram do acordo nuclear de 2015 em 2018, há diferenças profundas sobre enriquecimento nuclear, capacidade de mísseis e alianças regionais. Mesmo após várias negociações, essas diferenças continuam por resolver.
O prazo de 10 dias: ponto de viragem entre diplomacia e confronto
O prazo de 10 dias é um elemento crucial para decidir o que acontecerá a seguir. Este período poderá mostrar se as negociações terão sucesso ou se a tensão escalará para um conflito mais intenso.
Embora as preparações militares avancem, a possibilidade de uma resolução diplomática ainda não está completamente descartada. No entanto, com as posições cada vez mais rígidas e a instabilidade na região a aumentar, é difícil prever uma solução rápida.
Esta crise representa um momento decisivo para a relação entre os EUA e o Irão, bem como para a estabilidade de todo o Médio Oriente. Se a solução virá pela diplomacia ou pelo confronto, dependerá dos próximos 10 dias.
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A última advertência de 10 dias emitida por Trump intensifica o confronto entre os EUA e o Irão
Donald Trump emitiu um aviso severo a Teerão. É um ultimato para que aceite um acordo “significativo” ou prepare-se para enfrentar “coisas realmente más”. Este aviso foi oficialmente divulgado durante a reunião em Washington a 19 de fevereiro, aumentando a tensão entre os EUA e o Irão.
Aumento rápido da presença militar aumenta o risco de guerra
Os EUA estão a reforçar rapidamente a sua presença militar no Médio Oriente. Aviões de carga, caças, tanques de abastecimento e porta-aviões estão a ser enviados sucessivamente, e há relatos de que um segundo grupo de porta-aviões chegará em breve. Este aumento de força mostra claramente que Washington está a preparar-se para possíveis ações militares.
As autoridades não confirmaram planos específicos, mas a expansão da presença militar torna a possibilidade de guerra cada vez mais real. A tensão na região do Médio Oriente aumenta dia após dia.
Negociações na Suíça avançam, mas conflitos fundamentais permanecem
A 17 de fevereiro, as negociações indiretas entre os EUA e o Irão na Suíça geraram avaliações contrastantes. O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abdullah Araghchi, afirmou que as discussões estavam a mostrar “bom progresso” e que ambos os países tinham chegado a um entendimento sobre os princípios orientadores.
Por outro lado, os EUA têm uma perspetiva diferente. O vice-presidente J.D. Vance reconheceu avanços parciais, mas apontou que o Irão continua a rejeitar requisitos essenciais dos EUA. As posições continuam bastante afastadas.
Os EUA querem que o Irão elimine completamente o seu programa nuclear, limite o desenvolvimento de mísseis balísticos e termine o apoio a grupos armados na região. Estes pontos centrais representam obstáculos significativos para um acordo.
Crise interna no Irão e crise diplomática dupla
Durante as negociações, o Irão enfrenta também agitação interna. Protestos relacionados com a economia espalharam-se por todo o país em janeiro, recordando o movimento “Mulheres, Vida, Liberdade” de 2022. As autoridades cortaram amplamente o acesso à internet e reprimiram duramente os manifestantes. Organizações de direitos humanos relatam milhares de mortos e detidos.
Externamente, o Irão respondeu com demonstrações de força. Realizou exercícios militares conjuntos com a Rússia e, durante treinos com munições reais, ameaçou fechar temporariamente o Estreito de Hormuz. Avisou ainda a Nações Unidas que, em caso de ataque, considerará as bases e ativos americanos na região como “alvos legítimos”.
Apesar de afirmar que não deseja guerra, Teerã deixa claro que está preparado para o confronto.
Mudanças de regime e encruzilhada diplomática
Alguns líderes da oposição, incluindo o príncipe exilado Reza Pahlavi, afirmam que o acordo entre os EUA e o Irão apenas prolonga o regime da República Islâmica e não responde ao desejo de mudança de regime.
No entanto, o caminho para um acordo abrangente permanece incerto. Desde que os EUA saíram do acordo nuclear de 2015 em 2018, há diferenças profundas sobre enriquecimento nuclear, capacidade de mísseis e alianças regionais. Mesmo após várias negociações, essas diferenças continuam por resolver.
O prazo de 10 dias: ponto de viragem entre diplomacia e confronto
O prazo de 10 dias é um elemento crucial para decidir o que acontecerá a seguir. Este período poderá mostrar se as negociações terão sucesso ou se a tensão escalará para um conflito mais intenso.
Embora as preparações militares avancem, a possibilidade de uma resolução diplomática ainda não está completamente descartada. No entanto, com as posições cada vez mais rígidas e a instabilidade na região a aumentar, é difícil prever uma solução rápida.
Esta crise representa um momento decisivo para a relação entre os EUA e o Irão, bem como para a estabilidade de todo o Médio Oriente. Se a solução virá pela diplomacia ou pelo confronto, dependerá dos próximos 10 dias.