A comunidade de criptomoedas foi abalada por uma grande revelação. Uma lista vazada de recompensas de influenciadores revelou como os principais influenciadores recebem somas enormes através de promoções pagas, sem quase nenhuma divulgação dessa prática. Com mais de 200 contas incluídas, essa lista acelerou o apelo por maior transparência na indústria.
A lista vazada continha endereços de carteiras e valores específicos de pagamento. O valor máximo atingia 20.000 dólares por postagem, enquanto contas menores solicitavam cerca de 500 dólares por tweet. O mais chocante foi a falta de divulgação. De mais de 160 contas, menos de 5 claramente indicaram que suas postagens eram patrocinadas, o que significa que mais de 95% das publicações pagas pareciam orgânicas.
Impacto do vazamento de mais de 200 influenciadores
Documentos compartilhados pelo investigador on-chain ZachXBT detalhavam quanto cada influenciador cobrava, suas preferências de pagamento e seus endereços de carteira. Os valores variavam bastante: influenciadores de alto nível pediam até 20.000 dólares por postagem, enquanto contas com menos seguidores cobravam cerca de 500 dólares por tweet. Também havia pacotes de descontos para múltiplas publicações ou vídeos, indicando uma operação de marketing organizada.
A maior preocupação era que quase todas as publicações ocultavam seu caráter promocional. Órgãos reguladores como a Federal Trade Commission (FTC) e a Advertising Standards Authority (ASA) exigem que conteúdos patrocinados sejam claramente identificados. No entanto, apenas uma pequena fração das contas indicou que suas postagens eram patrocinadas, levando a suspeitas de que a maioria dos espectadores interpretava essas publicações como opiniões espontâneas. O envio direto de fundos para carteiras também sugere que o dinheiro circulava sem contratos formais ou supervisão.
A explicação de Attity sobre os 60.000 dólares e as questões de transparência
Entre os nomes na lista vazada estava o influenciador conhecido Attity. Sua carteira Solana mostrava um pagamento de 60.000 dólares, tornando-o um dos maiores beneficiados.
Após o vazamento, Attity divulgou uma declaração, admitindo ter recebido os 60.000 dólares, mas alegou que esse valor não era por uma única postagem, e sim pelo conjunto de atividades de marketing na plataforma ao longo de semanas. Segundo ele, inicialmente foi contratado para tarefas gerais de marketing, mas depois foi solicitado a postar threads, memes e comentários. Também afirmou que, eventualmente, foi pedido que fizesse publicações relacionadas à pré-venda, e que deveria ter divulgado esses pagamentos na ocasião.
Attity afirmou que recebeu instruções de seu cliente para fazer publicações com aparência orgânica, sem intenção de prejudicar seus seguidores. Ele também pediu desculpas pela falta de transparência. Além disso, alegou ter sido ameaçado pelo cliente após uma falha na pré-venda, sugerindo uma situação complexa. Sua declaração de que “não fez rugpull nem prejudicou ninguém” reflete a preocupação de investidores com perdas financeiras.
Riscos do boom de especulação liderado por influenciadores
A lista vazada de recompensas revela a verdadeira face do marketing pago no mercado de criptomoedas. Especialistas alertam que esse sistema funciona praticamente sem responsabilidade ou fiscalização.
No setor, recomendações de influenciadores frequentemente causam grandes oscilações nos preços de tokens. Um exemplo famoso foi o token CR7, associado a Cristiano Ronaldo, que atingiu um valor de mercado de 1,43 bilhões de dólares antes de despencar. Muitos influenciadores que fizeram recomendações deletaram suas publicações, dificultando rastrear sua participação. Outro caso envolveu o presidente argentino Javier Milei, que promoveu o token $LIBRA, gerando controvérsia política e suspeitas de fraude posteriormente.
Esses exemplos mostram como a falta de regras de divulgação torna difícil para investidores menores distinguir entre hype genuíno e marketing pago. A lista vazada evidencia que esse negócio opera de forma organizada e sistemática, muitas vezes de forma oculta.
Autoridades reguladoras reforçam que, mesmo com rótulos de “marketing”, promoções não divulgadas violam diretrizes e podem enganar investidores. A expectativa é que, com a divulgação de informações como a lista vazada, a fiscalização sobre publicidade de ativos digitais se torne mais rigorosa.
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A tabela de recompensas dos influenciadores vazada revela a realidade obscura do marketing em criptomoedas
A comunidade de criptomoedas foi abalada por uma grande revelação. Uma lista vazada de recompensas de influenciadores revelou como os principais influenciadores recebem somas enormes através de promoções pagas, sem quase nenhuma divulgação dessa prática. Com mais de 200 contas incluídas, essa lista acelerou o apelo por maior transparência na indústria.
A lista vazada continha endereços de carteiras e valores específicos de pagamento. O valor máximo atingia 20.000 dólares por postagem, enquanto contas menores solicitavam cerca de 500 dólares por tweet. O mais chocante foi a falta de divulgação. De mais de 160 contas, menos de 5 claramente indicaram que suas postagens eram patrocinadas, o que significa que mais de 95% das publicações pagas pareciam orgânicas.
Impacto do vazamento de mais de 200 influenciadores
Documentos compartilhados pelo investigador on-chain ZachXBT detalhavam quanto cada influenciador cobrava, suas preferências de pagamento e seus endereços de carteira. Os valores variavam bastante: influenciadores de alto nível pediam até 20.000 dólares por postagem, enquanto contas com menos seguidores cobravam cerca de 500 dólares por tweet. Também havia pacotes de descontos para múltiplas publicações ou vídeos, indicando uma operação de marketing organizada.
A maior preocupação era que quase todas as publicações ocultavam seu caráter promocional. Órgãos reguladores como a Federal Trade Commission (FTC) e a Advertising Standards Authority (ASA) exigem que conteúdos patrocinados sejam claramente identificados. No entanto, apenas uma pequena fração das contas indicou que suas postagens eram patrocinadas, levando a suspeitas de que a maioria dos espectadores interpretava essas publicações como opiniões espontâneas. O envio direto de fundos para carteiras também sugere que o dinheiro circulava sem contratos formais ou supervisão.
A explicação de Attity sobre os 60.000 dólares e as questões de transparência
Entre os nomes na lista vazada estava o influenciador conhecido Attity. Sua carteira Solana mostrava um pagamento de 60.000 dólares, tornando-o um dos maiores beneficiados.
Após o vazamento, Attity divulgou uma declaração, admitindo ter recebido os 60.000 dólares, mas alegou que esse valor não era por uma única postagem, e sim pelo conjunto de atividades de marketing na plataforma ao longo de semanas. Segundo ele, inicialmente foi contratado para tarefas gerais de marketing, mas depois foi solicitado a postar threads, memes e comentários. Também afirmou que, eventualmente, foi pedido que fizesse publicações relacionadas à pré-venda, e que deveria ter divulgado esses pagamentos na ocasião.
Attity afirmou que recebeu instruções de seu cliente para fazer publicações com aparência orgânica, sem intenção de prejudicar seus seguidores. Ele também pediu desculpas pela falta de transparência. Além disso, alegou ter sido ameaçado pelo cliente após uma falha na pré-venda, sugerindo uma situação complexa. Sua declaração de que “não fez rugpull nem prejudicou ninguém” reflete a preocupação de investidores com perdas financeiras.
Riscos do boom de especulação liderado por influenciadores
A lista vazada de recompensas revela a verdadeira face do marketing pago no mercado de criptomoedas. Especialistas alertam que esse sistema funciona praticamente sem responsabilidade ou fiscalização.
No setor, recomendações de influenciadores frequentemente causam grandes oscilações nos preços de tokens. Um exemplo famoso foi o token CR7, associado a Cristiano Ronaldo, que atingiu um valor de mercado de 1,43 bilhões de dólares antes de despencar. Muitos influenciadores que fizeram recomendações deletaram suas publicações, dificultando rastrear sua participação. Outro caso envolveu o presidente argentino Javier Milei, que promoveu o token $LIBRA, gerando controvérsia política e suspeitas de fraude posteriormente.
Esses exemplos mostram como a falta de regras de divulgação torna difícil para investidores menores distinguir entre hype genuíno e marketing pago. A lista vazada evidencia que esse negócio opera de forma organizada e sistemática, muitas vezes de forma oculta.
Autoridades reguladoras reforçam que, mesmo com rótulos de “marketing”, promoções não divulgadas violam diretrizes e podem enganar investidores. A expectativa é que, com a divulgação de informações como a lista vazada, a fiscalização sobre publicidade de ativos digitais se torne mais rigorosa.