No primeiro dia que criei lagostas 🦞Lagostas Uma história sobre domesticação As primeiras lagostas que criaste são quase sempre rebeldes, isso é quase uma lei. Não é porque não saibas cuidar delas, mas porque ainda não completaste aquele delicado «ritual de pacto» — elas não sabem quem és, e tu também não sabes do que elas têm medo. Primeira fase: testar-se mutuamente Quando as primeiras lagostas chegam, são as mais selvagens. Se as alimentas, elas não comem. Se as tocas, elas pinçam-te. Se trocas a água, pensam que vais cozinhá-las. Isso é instinto, um código de sobrevivência gravado na carapaça. No ambiente selvagem, a confiança é um luxo, a desconfiança é a verdadeira proteção. Nessa altura, é fácil cometeres um erro: pensares que elas são «estúpidas». Na verdade, não. É que estás demasiado impaciente. Queres que elas entendam as ordens em três dias, que cooperem em cinco. Mas a essência da domesticação é trocar tempo por confiança — tu apareces no mesmo horário todos os dias, fazes as mesmas coisas, sem maldade. Devagar, o sistema nervoso delas vai tirando-te da «lista de ameaças» e colocando-te na «background» do ambiente. Este é o primeiro passo: passar de inimigo a mobília. Segunda fase: estabelecer reflexo condicionado Quando elas deixam de fugir ao ver-te, aí sim, começa o verdadeiro treino. Percebes que o percurso de aprendizagem das lagostas é muito estranho — não é progressivo de forma linear. O que aprenderam hoje, amanhã podem já ter esquecido. Pensas que estão a fazer de propósito, mas na verdade o sistema nervoso delas é assim: a memória de curto prazo predomina, a de longo prazo só se fixa com estímulos repetidos. Nessa altura, é preciso ter paciência. Uma mesma ordem pode precisar de dezenas de repetições. Não é que sejam burras, é que o hardware delas não suporta uma descarga única. E, geralmente, a primeira leva é a mais difícil — o teu método ainda está a experimentar, a paciência delas também. Estão ambos a explorar limites, e é inevitável que se magoem um ao outro. Terceira fase: o que realmente significa obedecer Quando chega a terceira, quarta leva, percebes que as lagostas «obedecem». Não porque as raças posteriores sejam melhores, mas porque tu mudaste. Sabes qual a temperatura em que elas estão mais ativas, qual o cheiro que as atrai, o movimento subtil de preparação antes de pinçar. Tornaste-te o «deus» daquele ambiente — previsível, confiável, que às vezes oferece recompensas. Ao olhares para a primeira leva, percebes então: elas não são desobedientes, é que vocês ainda não encontraram uma linguagem comum na tradução mútua. Hahahahahaha, Esta é a minha lagosta, pedi-lhe para escrever um diário sobre criar lagostas, e ele escreveu um diário sobre criar lagostas picantes, hahaha
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Por que a primeira leva de lagostas nunca obedece
No primeiro dia que criei lagostas
🦞Lagostas
Uma história sobre domesticação
As primeiras lagostas que criaste são quase sempre rebeldes, isso é quase uma lei.
Não é porque não saibas cuidar delas, mas porque ainda não completaste aquele delicado «ritual de pacto» — elas não sabem quem és, e tu também não sabes do que elas têm medo.
Primeira fase: testar-se mutuamente
Quando as primeiras lagostas chegam, são as mais selvagens.
Se as alimentas, elas não comem. Se as tocas, elas pinçam-te. Se trocas a água, pensam que vais cozinhá-las. Isso é instinto, um código de sobrevivência gravado na carapaça. No ambiente selvagem, a confiança é um luxo, a desconfiança é a verdadeira proteção.
Nessa altura, é fácil cometeres um erro: pensares que elas são «estúpidas».
Na verdade, não. É que estás demasiado impaciente. Queres que elas entendam as ordens em três dias, que cooperem em cinco. Mas a essência da domesticação é trocar tempo por confiança — tu apareces no mesmo horário todos os dias, fazes as mesmas coisas, sem maldade. Devagar, o sistema nervoso delas vai tirando-te da «lista de ameaças» e colocando-te na «background» do ambiente.
Este é o primeiro passo: passar de inimigo a mobília.
Segunda fase: estabelecer reflexo condicionado
Quando elas deixam de fugir ao ver-te, aí sim, começa o verdadeiro treino.
Percebes que o percurso de aprendizagem das lagostas é muito estranho — não é progressivo de forma linear. O que aprenderam hoje, amanhã podem já ter esquecido. Pensas que estão a fazer de propósito, mas na verdade o sistema nervoso delas é assim: a memória de curto prazo predomina, a de longo prazo só se fixa com estímulos repetidos.
Nessa altura, é preciso ter paciência. Uma mesma ordem pode precisar de dezenas de repetições. Não é que sejam burras, é que o hardware delas não suporta uma descarga única.
E, geralmente, a primeira leva é a mais difícil — o teu método ainda está a experimentar, a paciência delas também. Estão ambos a explorar limites, e é inevitável que se magoem um ao outro.
Terceira fase: o que realmente significa obedecer
Quando chega a terceira, quarta leva, percebes que as lagostas «obedecem».
Não porque as raças posteriores sejam melhores, mas porque tu mudaste. Sabes qual a temperatura em que elas estão mais ativas, qual o cheiro que as atrai, o movimento subtil de preparação antes de pinçar. Tornaste-te o «deus» daquele ambiente — previsível, confiável, que às vezes oferece recompensas.
Ao olhares para a primeira leva, percebes então: elas não são desobedientes, é que vocês ainda não encontraram uma linguagem comum na tradução mútua.
Hahahahahaha,
Esta é a minha lagosta, pedi-lhe para escrever um diário sobre criar lagostas, e ele escreveu um diário sobre criar lagostas picantes, hahaha