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Entrevista com o fundador do Superform: bancos, fintechs e FTX, todos faliram
编译:Fala Blockchain
Já passou por ter a conta bancária bloqueada sem aviso, por ser saqueado na fronteira ou por ver a ganância acumulada sem aviso prévio? Sobre os escombros do colapso de bancos tradicionais e das primeiras caixas pretas de criptomoedas (como FTX), uma revolução silenciosa pelo “soberania financeira” está a acontecer.
Nesta edição do fundo, contamos com Vikram, ex-membro de topo da equipe do Block Tower e cofundador da Superform. Ele foi um trader profissional que manipulava milhões, mas decidiu “lavar as mãos” na vanguarda do setor, prometendo derrubar as muralhas do sistema financeiro centralizado. Desde a sua saída do mercado, explicando como o USDC gera um rendimento transparente de 6%, até como fazer “auto-custódia” para que o seu dinheiro seja realmente seu — esta não é apenas uma conversa profunda sobre o setor, mas um guia de sobrevivência para proteger a riqueza em tempos de crise. Se está satisfeito com o sistema financeiro atual, este artigo revela como será o futuro dos bancos.
1. Missão da Superform: construir um “banco” verdadeiramente na blockchain
Moderador: Vikram, trabalhaste na Block Tower, um fundo de criptomoedas de topo, e agora és cofundador da Superform. Se tivesses que explicar à tua mãe o que é a Superform em uma frase, o que dirias?
Vikram: Estamos a construir um sistema bancário novo e melhor.
Durante muito tempo, o sistema bancário tradicional usou os nossos fundos sem dar nada em troca, falhando connosco. As fintechs tentaram resolver isso, mas também tinham uma má experiência de usuário e bloqueavam os fundos dos clientes. Basicamente, as fintechs construíram castelos bonitos sobre infraestruturas quebradas.
Deixei de negociar após sair do fundo porque quero que os investidores comuns possam ganhar. No mundo cripto, tudo deve ser transparente e verificável. Os colapsos da Celsius e FTX, com operações às escondidas, causaram desastres, enquanto os nossos lucros vêm da verdadeira necessidade de ativos criptográficos nas camadas subjacentes. O ponto principal é: autocustódia. Os lucros passados eram reais, mas nunca se tinha realmente a posse dos ativos. A autocustódia resolve esse problema de confiança.
Moderador: Bem-vindo ao podcast Drops. Procuramos fundadores que ainda não estão na linha principal, mas têm potencial. Vikram, o mercado cripto mudou bastante esta semana. Como te sentes? Dormiste bem?
Vikram: Honestamente, não muito. Acordei no meio da noite a olhar pela janela e pensei: “Este episódio tinha que acontecer agora.” Todas as dores que as pessoas reclamaram na última semana são exatamente as que queremos resolver.
2. A mudança do trader: por que os profissionais já não “especulam” com criptomoedas?
Moderador: Hoje conversei com outro fundador, que me disse que fez trades de circuit breaker como uma fera. Numa fase tão agitada, ainda vais participar em trades?
Vikram: Já fazem quatro anos que não toco no mercado secundário. Desde que saí do fundo, não fiz mais trades. Foi a melhor decisão para a minha saúde mental.
Moderador: Uma escolha bastante radical. Como ex-profissional, por que te afastaste completamente das competições?
Vikram: Há quatro anos, trading era tudo para mim. Passei por ciclos de alta e baixa no fundo, e acabei por descobrir uma verdade dura: na realidade, a maioria das pessoas não consegue ganhar dinheiro neste jogo. A maior parte dos que entram no cripto só especula — compram moedas populares, NFTs.
Essas atividades de especulação só criam “atenção”, que impulsiona o DeFi. Apesar de existirem protocolos que geram rendimentos reais, a maioria dos “protocolos de trading” não são feitos para fazer dinheiro ao utilizador. É como jogar num casino, a apostar contra o banqueiro. Por isso, decidi criar uma plataforma de rendimento (Yield Platform), uma das poucas coisas no cripto que realmente não te faz perder dinheiro.
Moderador: A mobilidade é boa para fundos, vocês sobrevivem assim. Por que achas que a maioria dos fundos está a ter um mau desempenho?
Vikram: Não há novidades sob o sol. A maior parte dos fundos cripto do ciclo passado eram apenas “longs”. São fundos de venture capital, cujo objetivo é fazer os investidores entrarem na cripto. Quando o mercado cai, eles entram em dificuldades. Apesar de existirem estratégias mais complexas agora, na semana passada ainda vimos muitos “falidos”. Muitos continuam a estar excessivamente expostos — essa ganância nunca mudou.
3. Visão: transformar a especulação em soberania financeira
Moderador: Como a negociação é difícil de lucrar, o que te motiva agora?
Vikram: Entrei porque acredito que podemos criar um mercado totalmente permissionless, algo impossível na finança tradicional. Lá, entregas o teu dinheiro ao banco, que ganha 7%, e só te devolve 1%. No cripto, ao acederes ao mesmo produto, podes possuir toda a camada de software, partilhando o controle.
Porém, os investimentos que procurávamos eram todos especulativos. As maiores aplicações do ciclo eram trading e mercados de previsão. Quero construir um protocolo que transforme essa energia especulativa em algo real. Vamos criar a base da finança do futuro, levando bancos e fintechs para a blockchain. Sem KYC, a única via para liberdade financeira.
Moderador: Há alguns anos, Silicon Valley dizia: “front-end com fintech, hardware com blockchain”. Queres dizer que temos que refazer não só a infraestrutura principal, mas também o front-end?
Vikram: As fintechs atuais podem integrar blockchain, mas fazem-no sobre infraestruturas antigas e quebradas. Pegam nas nossas soluções gratuitas e descentralizadas e cobram por cada camada. Entregam o controlo a eles, e assim o dinheiro fica “nas mãos deles”, não na tua. Se queres focar na descentralização e na não custódia, tens que construir uma pilha completa desde a base.
4. Nos dias do Block Tower: a “muralha” dos fundos cripto
Moderador: Conta-nos um pouco do teu percurso. O que fazias na Block Tower?
Vikram: Entrei neste setor em 2016, na Block Tower, gerindo um portfólio de DeFi. Em 2020, com o boom do DeFi, a nossa estratégia principal era arbitragem entre exchanges centralizadas (CEX) e descentralizadas (DEX).
A nossa vantagem era o conhecimento profundo das infraestruturas de DeFi e a capacidade de construir na base. Com tanto capital a entrar, cheio de idealismo, percebemos que as camadas existentes não suportavam uma gestão de fundos em grande escala. Essa lacuna levou-nos a criar o nosso próprio protocolo, até mesmo a Superform.
Moderador: Muitos pensam que é fácil ganhar dinheiro no cripto, e há quem deixe tudo para fazer trading em tempo integral. De onde vem essa ilusão?
Vikram: Porque o risco era baixo, qualquer pessoa podia começar. E, no início, não havia vantagens de “instituição”. Eu podia competir com amigos na quinta página do CoinGecko, escolhendo moedas pequenas, e superar fundos que só compram Bitcoin e Ethereum. Essa ilusão de “competição justa” era perfeita. Mas, no final, percebes que o back-end, o middle-office e os riscos reais são muito difíceis.
Moderador: Qual foi a tua posição mais louca?
Vikram: Em 2021, negociei uma meme coin chamada Samoyed na Solana. Estava numa fase de loucura, comprando na Raydium durante duas semanas. Essa trade foi clássica — na altura, tudo se baseava na “cultura”, agora é na “valor”. Se dava para ganhar dinheiro, ninguém impedia de apostar em moedas de cachorro.
Moderador: Então, hoje, os investidores comuns ainda podem ganhar dinheiro com trading?
Vikram: Está muito mais difícil. Como ex-trader profissional, minha dica é: parar. O mercado atual tem uma clara desvantagem de informação. As instituições já dominam. A seleção de ações a longo prazo é medíocre, e, no cripto, sem regras de proteção ao investidor, estás a apostar contra quem tem mais vantagem de informação.
Agora, tenho o meu dinheiro em protocolos DeFi como Morpho, Superform, Euler. Não faço mais trades secundários. Às vezes, não fazer nada é a melhor estratégia.
5. Vendas, riscos e o usuário “Web 2.5”
Moderador: Disseram-te que “tudo é venda”, até mesmo análises profundas de DeFi. O que queres dizer com isso?
Vikram: Porque é que o DeFi ainda não é popular? Porque não fazemos uma boa venda ou educação. Muitas pessoas acham mais seguro deixar o dinheiro no banco, mas um protocolo DeFi bem desenhado, de baixo risco, pode ser mais seguro do que bancos tradicionais que podem falir ou bloquear fundos. Precisamos mostrar e educar para que as pessoas confiem na blockchain.
Moderador: Em 2021, deixaste um emprego bem pago na Block Tower para empreender. Como te sentiste?
Vikram: Foi a decisão mais difícil da minha vida, com um custo enorme de oportunidade. Mas, aos 25 anos, percebi que, se não construísse algo no setor, ficaria sempre à margem. A verdade é que os construtores enfrentam uma montanha-russa emocional muito maior que os investidores. Os investidores só precisam de fazer uma coisa, os construtores têm que ser bons em dez áreas.
Moderador: A Superform começou como um mercado de rendimento, mas percebeste que havia um mercado que perdeste.
Vikram: Exatamente. Achávamos que os nativos cripto iam gostar, mas eles só querem mais rendimento. Nosso produto — simples, seguro, fácil — é na verdade para os “Web 2.5”.
Moderador: Quem são os “usuários Web 2.5”?
Vikram: Pessoas que foram machucadas pelo FinTech. Já tiveram fundos bloqueados na Venmo ou Robinhood, por decisão da plataforma de fechar o mercado. Ouviram falar dos benefícios do cripto, mas ainda não conseguem usar protocolos complexos por conta própria. Estão no meio do caminho entre Web2 e Web3, e é aí que queremos chegar com aplicações mobile-first.
6. Política, desbancarização e o papel social do cripto
Moderador: Porque é tão importante fazer este produto agora?
Vikram: Se não agirmos, as fintechs vão dominar essas tecnologias permissionless e transformá-las em ferramentas de controle do usuário.
Moderador: Essa diferença é clara para os usuários?
Vikram: Para os americanos ou europeus comuns, talvez não. Mas para quem foi privado de direitos, é uma tábua de salvação. Como grupos políticos, setores emergentes, até Trump, que foi “desbancarizado” durante a campanha. Nunca se sabe quando uma fala ou uma transação sensível pode levar ao bloqueio bancário.
Moderador: Eu sei bem disso. Em 2019, fui desbancarizado pela Revolut por transferir 7000 dólares para comprar Bitcoin. E até hoje, não sei porquê. Recentemente, minhas contas na Hong Kong e Singapura também foram bloqueadas, sem aviso.
Vikram: É por isso que a confiança está a acabar. Esses sistemas não deviam exigir confiança. A essência do cripto é “trustless”. Agora, usamos stablecoins para pagar, porque não confiamos mais nos bancos.
7. Desmistificando o rendimento: por que o USDC oferece 6% APY?
Moderador: Essa é uma questão central. Meu tio perdeu tudo na Celsius e FTX. Agora, diz-lhe que o USDC rende quase 6%, e ele pensa que é mais uma fraude. Como explicas que esses 6% não são “incríveis”?
Vikram: Essa é uma questão que todo o setor precisa responder. A Celsius criou um esquema centralizado disfarçado de DeFi, que deu errado.
Nosso rendimento vem da necessidade real de financiamento de ativos cripto. Por exemplo, alguém quer alavancar para comprar mais ativos, e paga juros para emprestar USDC. Esses 6% vêm do custo real dessas operações no mercado.
A grande diferença é que, na Superform, cada dólar seu, em qual protocolo está e como gera rendimento, é transparente na blockchain. Não seguramos seus ativos, você tem autocustódia. Essa é a única solução para o FTX.
8. Marca, mascote e simplificação do produto
Moderador: Têm um mascote porco chamado Piggy, que é “o Pinguim fofo do DeFi”. A maioria dos fundadores de DeFi só pensa em APIs, por que achas que um porquinho fofo consegue vencer?
Vikram: No DeFi, tentámos quase tudo para atrair usuários, exceto ser “divertido”. Podemos falar de segurança, transparência, mas só assim conseguimos atrair o público geral. Para os próximos bilhões de usuários, precisamos de comunidade e cultura. O porquinho simboliza uma poupança tradicional, tornando as finanças menos assustadoras. Ontem, a Superform anunciou a aquisição da marca Piggy, usando-a como símbolo cultural para alcançar o público.
Moderador: No app, marcamos ativos derivados como “USD” ou “BTC”. Isso ajuda, mas pode enganar os usuários?
Vikram: É um equilíbrio delicado. Muitos novos usuários ficam assustados com termos como “token embrulhado na cadeia X”. Nosso objetivo é não criar obstáculos logo de início. Claro, na camada de execução, oferecemos detalhes e avisos de risco. Procuramos um meio-termo entre “não assustar” e “ser transparente”.
9. Perspetivas para 2030: o DeFi será invisível?
Moderador: Imagina que estamos em 2030, e a Superform revolucionou o DeFi, com milhões de usuários. O que deve ser feito nos próximos cinco anos para alcançar esse objetivo?
Vikram: Primeiro, a autocustódia deve tornar-se normal. Os usuários não precisam de memorizar 24 palavras para usar com segurança. Depois, temos que criar uma rede de proteção semelhante à tradicional — seguros, proteção contra quedas, produtos em camadas.
Embora os bancos sejam resgatados pelo governo, podemos usar tecnologia para criar proteção equivalente no DeFi. Devemos provar que o financeiro descentralizado é não só mais livre, mas também tão seguro ou mais do que o tradicional.
Moderador: Para terminar, que mensagem gostarias que as pessoas guardassem?
Vikram: O futuro é brilhante.
As instituições atuais estão a destruir as pessoas, e o cripto é a única solução sistémica. Não é só tecnologia, é uma luta social para “recuperar o controlo da vida”. Se estás insatisfeito por alguém poder tirar os teus ativos à força, participa. Agora, é a tua vez de agir.
Moderador: Obrigado, Vikram. Obrigado por seres tão honesto e por perceberes que temos que simplificar para que os nossos pais e familiares entendam. Se não tornarmos tudo mais fácil, nunca chegaremos lá.