Havia duas pessoas na aldeia, uma honesta e íntegra, chamada A-Shan; outra astuta e calculista, chamada A-Hua.



Nos negócios, A-Shan era honesto com crianças e idosos, com mercadorias genuínas e preços justos; A-Hua trapaceava nas medidas, mentia constantemente, e ainda assim ganhava mais dinheiro.

Na convivência com as pessoas, A-Shan tratava os outros com sinceridade, ajudava em qualquer dificuldade; A-Hua era falso e fingido, abandonava as pessoas depois de usá-las, e mesmo assim parecia ter mais relacionamentos.

A-Shan frequentemente saía prejudicado, era ridicularizado por ser tolo, inflexível e fraco demais.

Algumas pessoas o aconselhavam: "Você também deveria ser mais astuto, tomar decisões mais duras, assim conseguiria prosperar."

A-Shan apenas abanou a cabeça:
"Não é porque tenho medo, nem porque sou fácil de enganar, é apenas porque não quero me tornar uma pessoa que eu próprio detestaria."

Os dias passavam.

A-Hua lucrava com seus cálculos, mas no final, ninguém mais quis lidar com ele, seu negócio ruiu, ficou isolado de todos.

A-Shan sempre guardou sua consciência, embora nunca tenha ficado excessivamente rico, mas todos confiavam nele, e quando tinha dificuldades, todos estavam dispostos a ajudá-lo.

Depois, alguém perguntou a A-Shan: "Você nunca se sentiu injustiçado naquela época?"

A-Shan respondeu:
"Os virtuosos não conseguem vencer os vis;
os honestos não conseguem argumentar contra os mentirosos;
os sinceros não conseguem enganar como os hipócritas;
os bons não conseguem enfrentar os de coração de lobo e intestino de cachorro.
Eu vi tudo isso.

Mas ainda assim escolho ser bom, não porque sou fraco,
porque acredito que, além da lei,
existe algo mais rigoroso e equitativo neste mundo, chamado karma.
O que as pessoas te devem, o céu te devolverá;
o que você perdeu no coração, o tempo compensará.
O bem e o mal, no final, têm seu retorno, ninguém consegue escapar."
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