Recentemente, muitas pessoas ao meu redor têm me perguntado se vale a pena comprar uma carteira fria. Em vez de explicar repetidamente, achei melhor escrever e discutir aqui.



Primeiro, a conclusão: se você possui uma quantidade considerável de ativos em criptomoedas, uma carteira fria é definitivamente recomendada. Mas o pré-requisito é entender exatamente como ela funciona.

Muita gente pensa que a carteira é o lugar onde se guarda as moedas, na verdade não é. Seus fundos estão na blockchain; a carteira apenas gerencia um par de chaves — a chave pública (seu endereço) e a chave privada (seu direito de assinatura). A carteira fria é simplesmente colocar a chave privada em um dispositivo físico offline, que hackers mais habilidosos não conseguem acessar, e essa é a sua principal vantagem.

As marcas de carteiras frias mais conhecidas que já usei ou conheço incluem:

A série Ledger é a mais popular, tanto o Nano S quanto o Nano X são ótimos. Com uma carcaça de metal, tela OLED clara, suporte a centenas de moedas, e ainda permite recuperar os dados em caso de falha. O preço fica na faixa de centenas de reais, com uma boa relação custo-benefício.

Trezor é uma marca antiga, lançada em 2014, desenvolvida pela Satoshi Labs. É rápida de configurar (15-20 minutos), suporta Bitcoin, Ethereum, Dogecoin e outras moedas principais. Segurança é garantida, com uma frase de recuperação que permite restaurar a carteira mesmo se o dispositivo for perdido.

A Safepal tem uma interface bastante intuitiva, com múltiplas camadas de segurança, armazenamento offline da chave privada, e se for adulterada, pode se autodestruir. Comunica-se via QR code e aplicativo móvel, sem necessidade de conexão à internet, permitindo transações a qualquer momento.

Resumindo, as razões para recomendar uma carteira fria são estas: primeiro, a chave privada é gerenciada totalmente offline, protegendo contra phishing, malware e vulnerabilidades de servidores; segundo, você controla totalmente seus ativos, sem precisar confiar em exchanges ou terceiros; terceiro, esses dispositivos são compactos e portáteis.

Claro que há desvantagens. A operação é mais complexa do que com uma carteira quente, pois é preciso conectar a outro dispositivo para fazer transações. O custo também não é baixo, geralmente entre cinquenta e duzentos dólares. Além disso, por serem dispositivos físicos, podem se danificar ou deteriorar com o tempo. O mais chato é que, para interagir com DApps, você precisa transferir para uma carteira quente, o que torna o processo um pouco mais trabalhoso.

O procedimento para transferir moedas para a carteira fria é bem simples: copie o endereço da carteira, envie as moedas da exchange ou de outro lugar, e por fim, verifique se o saldo foi atualizado. São esses três passos, mas é fundamental conferir o endereço e a moeda para não errar.

Alguém perguntou se a carteira fria pode ser hackeada. Em teoria, sim, mas a probabilidade é extremamente baixa. Phishing ou ataques sociais ainda podem acontecer, mas invasões puramente técnicas são praticamente impossíveis.

Quanto ao preço, os modelos principais recomendados geralmente variam entre 50 e 250 dólares, dependendo das funcionalidades e do suporte às moedas. Se você é um grande investidor, esse custo vale totalmente a pena.

Por fim, uma dica: mantenha os ativos de longo prazo na carteira fria, e os ativos para uso diário na carteira quente. Ledger Nano X, Trezor Model T e SafePal S1 são opções bem avaliadas, escolha de acordo com suas necessidades e preferências. Se tiver dúvidas, deixe um comentário e vamos discutir juntos.
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