Recentemente, há uma notícia bastante interessante: uma carteira fria de um político foi apreendida pelas autoridades e ainda está sendo desbloqueada, o que me fez lembrar que muitas pessoas na verdade não sabem o que é uma carteira fria, muito menos por que ela é tão difícil de ser hackeada.



Vamos começar pelo básico: carteiras de criptomoedas não são realmente lugares onde se guarda dinheiro, muitos novatos confundem isso. Na verdade, elas são um meio digital, uma ferramenta para armazenar, enviar e receber ativos virtuais, um pouco como um passaporte no mundo da blockchain. Os três elementos mais importantes dentro de uma carteira são a chave privada, a chave pública e o endereço. Dentre eles, a chave privada é a verdadeira joia: uma sequência de 256 bits de números aleatórios, que só você possui e que permite movimentar os ativos na carteira. Se alguém souber sua chave privada, seus criptoativos desaparecem.

Atualmente, no mercado, as carteiras se dividem em duas categorias principais. As carteiras quentes são conectadas à internet, como carteiras de exchanges, a MetaMask (a raposa) e plugins de navegador, que são super convenientes, mas também apresentam riscos. Você viu o caso da FTX, por exemplo: ao deixar seus fundos na carteira quente da exchange, se ela tiver problemas, seus ativos também estão em risco. Após a falência da FTX em 2022, cerca de 450 mil bitcoins foram transferidos pelos usuários para fora da exchange; uma grande exchange transferiu 90 mil bitcoins em uma semana de dezembro, e a Coinbase também retirou mais de 200 mil bitcoins em um mês. Todo mundo ficou assustado.

Em contrapartida, o que é uma carteira fria? Simplificando, é um dispositivo de hardware que armazena a chave privada totalmente offline, podendo ser um USB, um disco rígido ou um cartão. Você só conecta ao computador quando realmente precisa fazer uma transação, o que reduz bastante o risco de invasões por hackers. Marcas comuns no mercado incluem Ledger, Trezor e a Coolwallet de Taiwan, com preços entre 100 e 250 dólares, suportando milhares ou até dezenas de milhares de tokens, incluindo NFTs.

Por que as carteiras frias são tão difíceis de serem hackeadas? Porque a chave privada não está na internet, ou seja, os hackers não têm uma entrada online. Mesmo que você perca o dispositivo físico da carteira fria, basta lembrar da chave privada e da frase de recuperação para recuperar seus ativos, pois eles existem na blockchain, e a carteira fria é apenas uma ferramenta de leitura. É por isso que, se uma carteira fria de um político for apreendida pelas autoridades e ainda estiver sendo desbloqueada, para realmente retirar os ativos de lá, é necessário obter a chave privada.

Mas atenção: a carteira fria deve ser comprada diretamente do fabricante. Ao recebê-la, verifique se a embalagem está intacta, para evitar que alguém mal-intencionado tenha instalado softwares maliciosos. Se você mantém seus tokens por um longo prazo, a maneira mais segura é usar uma carteira quente para as transações diárias e deixar os ativos que não precisa movimentar por enquanto na carteira fria. Assim, você aproveita a conveniência das transações e maximiza a segurança dos seus ativos. O que é uma carteira fria, por que usá-la, na verdade, é bem simples: o importante é entender os riscos e não deixar todos os seus tokens na exchange, esperando que eles sejam usados indevidamente.
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