Acabei de perceber algo interessante no mercado de café hoje. Tanto os contratos futuros de arábica quanto de robusta subiram bastante na quinta-feira - arábica quase 1,65% e robusta saltando 2%, o que é um movimento sólido para esses contratos. O gatilho foi a valorização do real brasileiro para uma máxima de 1,75 anos, o que na verdade desencorajou os produtores brasileiros de vender, causando uma cobertura de posições vendidas nos contratos de café.



Aqui está o que tem pesado nos preços nas últimas semanas: o Brasil está a caminho de uma colheita recorde de café, o Vietnã está exportando uma quantidade enorme de robusta (subindo 38% ano a ano em janeiro), e os estoques têm se recuperado. A produção da Colômbia caiu 34%, o que é um ponto positivo, mas não é suficiente para compensar o quadro de oferta global. O USDA projeta que a produção mundial atingirá um recorde de 178,8 milhões de sacos na próxima temporada.

Então, essa recuperação é interessante porque mostra como os movimentos cambiais podem desencadear negociações técnicas nos contratos de café, mas a história fundamental — toneladas de oferta vindo — não mudou realmente. Continue acompanhando os relatórios meteorológicos do Brasil e os números de exportação se estiver acompanhando esse mercado. Os dados de contratos futuros de café do barchart têm sido bastante úteis para seguir essas mudanças na oferta.
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