Tenho lido muito sobre planeamento de reforma recentemente, e uma coisa que continua a surgir é que as pessoas parecem estar a entender mal: diversificação. A maioria pensa que basta distribuir o dinheiro por diferentes contas bancárias ou investir em alguns fundos mútuos. Mas isso não é realmente o que significa.



Na verdade, a verdadeira diversificação na reforma consiste em obter exposição a diferentes classes de ativos e minimizar o risco de uma forma que realmente proteja o seu dinheiro. O problema é que muitos reformados nem sequer estão a investir as suas contribuições corretamente desde o primeiro dia. Se estiver apenas a deixar o dinheiro numa conta de poupança sem investir, não verá qualquer crescimento real. A chave é investir desde o primeiro dia e ajustar a sua estratégia à medida que envelhece—mais conservador com obrigações à medida que se aproxima da reforma, mas sempre a distribuir o seu dinheiro por diferentes investimentos.

Os fundos de reforma com data-alvo são uma opção sólida para quem quer manter as coisas simples. Escolhe o ano da sua reforma, e o fundo ajusta automaticamente a composição para si, tornando-se mais conservador à medida que se aproxima. Uma abordagem bastante prática.

Aqui é que fica interessante, no entanto. A divisão tradicional de 60% ações e 40% obrigações de que toda a gente fala? Muitos consultores estão a considerá-la perigosa agora. Porquê? Porque tanto as ações como as obrigações podem cair ao mesmo tempo—2022 provou isso. Assim, acaba por captar menos potencial de subida e mais risco de descida do que esperaria. Não é o ideal.

Em vez disso, olhe além do habitual. Futuros geridos, ouro e estratégias de proteção contra riscos extremos têm historicamente tido bom desempenho durante crises de mercado e períodos de alta inflação. O ouro, em particular, tem sido a proteção definitiva contra a incerteza durante séculos. E a proteção contra riscos extremos funciona como um seguro no mercado de ações—você aceita perdas pequenas ao longo do tempo, mas quando os mercados caem, estas estratégias podem disparar centenas de por cento.

Um consultor que encontrei usou uma ótima analogia: imagine que tem uma empresa de protetor solar e uma de guarda-chuva. Ambas rendem cerca de 10%, mas funcionam bem em momentos diferentes. Quando está sol, uma prospera. Quando chove, a outra faz o seu trabalho. Essa é a verdadeira diversificação—ter investimentos que funcionam em diferentes condições de mercado. Assim, não é preciso vender ativos quando os preços estão baixos só para cobrir despesas de vida.

O objetivo é gerar fluxo de caixa suficiente a partir do seu portefólio para que possa viver da renda sem precisar vender ações durante períodos de baixa. Se precisar de proteção extra além disso, a gestão estratégica de correlação ajuda—misturando títulos que podem absorver algum risco de descida. Algumas pessoas também adicionam anuidades para garantir uma renda vitalícia.

A verdadeira diversificação na reforma realmente abrange todo o espectro: ações, obrigações, metais preciosos, imóveis, commodities, estratégias de momentum, private equity, exposição internacional. Não é complicado, mas exige pensar além do básico. Vale a pena falar com um consultor financeiro sobre o que realmente funciona para a sua situação específica.
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