Os membros do grupo de fãs recentemente me perguntaram como jogar com contratos perpétuos, então pensei em escrever algo para explicar bem esse tópico.



Vamos começar pelo básico. Os contratos perpétuos na verdade são uma versão aprimorada dos futuros tradicionais, que têm uma data de vencimento, mas os contratos perpétuos são diferentes, eles não têm uma data de liquidação, sua posição pode ser mantida indefinidamente, e você pode fechar quando quiser. Essa é também a razão pela qual quase 75% do volume de negociações no mercado global de criptomoedas ocorre em contratos perpétuos, porque essa ferramenta é realmente mais flexível.

Qual é a lógica central dos contratos perpétuos? Eles são cotados em stablecoins, como USDT, tornando a negociação muito direta. Depois, usam um mecanismo de taxa de financiamento para garantir que o preço do contrato siga a maior parte do tempo o preço à vista, sem se desviar muito. Você só precisa de uma margem de garantia para abrir uma posição, com alavancagem ajustável geralmente entre 10 e 125 vezes, o que também significa que seus lucros e riscos são ampliados.

Um aspecto especial dos contratos perpétuos é a negociação T+0, operando 24 horas por dia, 7 dias por semana, o ano todo, permitindo entrar no mercado a qualquer momento. O mecanismo de preço de marca também é muito importante, pois calcula com base em um índice de várias exchanges, com o objetivo de evitar manipulação de mercado. Além disso, há fundos de garantia e mecanismos de redução automática de posições, que podem proteger o mercado de uma crise extrema.

Como jogar com contratos perpétuos? O método mais comum é a negociação de tendência, comprando na alta e vendendo na baixa, usando análise técnica ou macroeconômica para tomar decisões. Também há arbitragem de hedge, com posições opostas em spot e futuros, para limitar riscos ou lucrar com a diferença de preço. Se você notar que a taxa de financiamento está muito alta, fazer short pode ser mais caro; por outro lado, quando a taxa é negativa, manter uma posição long é mais vantajoso.

Mas também é preciso deixar claro os riscos. O erro mais comum dos iniciantes é usar uma alavancagem muito alta, recomendo que os novatos não passem de 5x, pois pequenas oscilações podem levar à liquidação. A gestão de posição também é fundamental, nunca vá com tudo, deixe espaço para stop loss e reposição de posições. Para posições de longo prazo, é importante monitorar a taxa de financiamento, especialmente em mercados de alta volatilidade, onde o consumo dessa taxa pode ser significativo.

Oscilações extremas, como gaps ou quedas abruptas, são as mais propensas a disparar liquidações, e diferentes plataformas têm proporções de margem, mecanismos de liquidação e regras de redução automática diferentes, então é preciso estudá-las com antecedência. O último risco é a questão emocional: os contratos perpétuos são uma batalha de soma zero, e operar emocionalmente pode levar à liquidação, esse é um erro que já vi muita gente cometer.

No geral, os contratos perpétuos são uma espada de dois gumes. Usados corretamente, podem ampliar os lucros e oferecer uma flexibilidade de hedge; usados de forma errada, podem levar à perda total rapidamente. Minha sugestão para iniciantes é começar com posições pequenas e baixa alavancagem, aprendendo a controlar as perdas. Usuários mais experientes podem combinar análise técnica e macroeconômica. Traders de longo prazo devem construir seu próprio sistema de negociação e manter uma rotina de revisão.

Quanto de alavancagem vocês costumam usar ao negociar contratos perpétuos? Já passaram por alguma liquidação? Vamos conversar nos comentários.
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