Recentemente, encontrei um tópico interessante, muitas pessoas na verdade confundem um conceito básico — por que o yuan que usamos todos os dias é chamado de CNY no mercado internacional, e não de RMB? Por trás disso, há na verdade bastante história, política e economia.



Vamos falar primeiro sobre a questão do nome. RMB é a abreviação do pinyin de Renminbi, e essa expressão é reconhecida na legislação e nos padrões nacionais do nosso país. Mas no âmbito internacional, eles usam unicamente CNY — isso é definido pelo padrão internacional de códigos monetários ISO 4217. Simplificando, RMB é a nossa denominação, enquanto CNY é a identidade universal no cenário global.

Por que essa distinção existe? É preciso voltar à história. Após a reforma e abertura em 1978, começamos a nos integrar ao sistema internacional. Em 1980, ingressamos oficialmente no FMI, tornando-nos um de seus membros. O FMI trabalha principalmente em inglês e francês, então cada moeda precisa ter um código em inglês. De acordo com a convenção internacional, usa-se a abreviação do país em inglês mais a letra inicial da moeda — China (China) com C e Yuan (Yuan) com Y, formando CNY. Essa lógica de nomenclatura é a mesma para todos os países: o dólar é USD, o iene é JPY, o euro é EUR.

O interessante é que essa mudança reflete um processo maior — a internacionalização do yuan. De circulação apenas doméstica, ele vem se tornando gradualmente uma moeda de reserva internacional, e isso não é apenas uma mudança de nome, mas um símbolo do aumento da posição do nosso país na economia global. Após a crise financeira de 2008, a vantagem absoluta do dólar foi abalada, e o yuan realmente teve uma oportunidade no palco internacional.

Atualmente, a participação do yuan nas reservas cambiais globais ainda é inferior a um décimo do dólar, mas a tendência de crescimento é clara. Cada vez mais países começam a usar o yuan para liquidação de comércio, o que reflete nossa força econômica e influência internacional. Então, da próxima vez que vir CNY, não pense apenas como um código, mas como um espelho do processo de abertura econômica do nosso país.
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