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De Zhang Xue "contra-ataque" a como derrubar "A essência da pobreza"
Fonte: Editora CITIC
28 de março de 2026, Portimão, Algarve, circuito internacional.
No circuito SSP do Campeonato Mundial de Superbike (WSBK), uma piloto francesa pilotando a moto Zhang Xue, a 820RR-RS, cruzou a linha de chegada com uma vantagem de 3,685 segundos.
Neste evento de elite, onde normalmente a vitória é decidida por milissegundos, essa diferença significa uma dominação absoluta. No dia seguinte, a mesma moto conquistou novamente o campeonato, alcançando o “dobradinha” na etapa.
Isso marcou a primeira vez que uma marca chinesa de motocicletas conquistou o topo do WSBK.
Anteriormente, quem monopolizava essa competição há décadas eram gigantes internacionais como Ducati, Yamaha e Kawasaki, com décadas de tecnologia acumulada. Mas quem derrotou esses titãs foi uma equipe chinesa com menos de dois anos de existência, e um homem de uma vila rural de Hunan com apenas ensino fundamental.
No momento da chegada do campeão, esse homem de 39 anos ajoelhou-se na pista, cobriu o rosto e chorou, tremendo.
Ele é Zhang Xue.
Um garoto pobre que saiu de uma casa de barro com telhado de chapa vazando na vila de Xixi, levou 20 anos para chegar ao topo do mundo.
Mas essa não é uma história simples de “filho de família pobre que se torna grande”. A vida de Zhang Xue, na essência, é um processo contínuo de romper o “pensamento de pobreza”.
Cada decisão crucial que ele tomou nesta jornada contrasta fortemente com as lógicas internas que, segundo o livro “A essência da pobreza”, dificultam a ascensão dos pobres.
Por trás do menino pobre que virou campeão, nos leva a refletir: por que alguns conseguem sair da pobreza, enquanto outros não?
Naquela noite chuvosa, o jovem fez uma escolha contra a intuição
Em 1987, Zhang Xue nasceu numa vila remota na cidade de Huaihua, Hunan.
Seus pais se divorciaram, e ele, a avó e a irmã moravam numa casa de barro com telhado de chapa vazando, vivendo uma infância marcada pela pobreza e solidão, sem conseguir compreender totalmente essa situação. Aos cerca de 10 anos, começou a cuidar da irmã sozinho.
Na idade de 14 anos, pilotou sua primeira moto.
Naquele momento, tomou uma decisão: “Sei que isso não vou largar na vida.”
Naquele ano, abandonou a escola, entrou numa oficina de conserto de motos como aprendiz, ganhando apenas 300 yuans por mês, dormindo no sótão da oficina. Antes do amanhecer, já estava levantado, desmontando peças, limpando, montando… Suas unhas sempre sujas de óleo, com feridas que se abriam e fechavam.
Em um ano e meio, tornou-se um mecânico capaz de consertar sozinho, até mesmo dominando a técnica de montar um motor de olhos fechados, com habilidade de montar um motor a partir de peças.
Assim, seus colegas de moto o apelidaram de “Selvagem” — sua obsessão por motos era pura, como a de um selvagem.
Porém, no coração de Zhang Xue havia um sonho maior: tornar-se piloto profissional. Com 8 mil yuans economizados, comprou uma Honda VFR400 usada com 20 anos de uso. Sim, mais velha que ele, cheia de problemas.
Mas esse foi seu ponto de partida.
Em 2006, surgiu um ponto de virada.
Naquele ano, a equipe do programa “Noite” da Hunan TV veio filmar em Xixi. Zhang Xue ligou várias vezes para a equipe, dizendo que tinha boas habilidades de pilotagem e queria aparecer na TV. Depois de muitas ligações, a equipe, sem alternativa, concordou em encontrá-lo.
No dia da gravação, começou a chover forte. A pista estava lamacenta, Zhang Xue pilotando sua moto quebrada na chuva, caindo várias vezes, coberto de lama. A equipe balançou a cabeça, querendo encerrar.
Deveria ter acabado ali.
Mas Zhang Xue fez algo que ninguém esperava: montou na moto, seguiu o carro da equipe na chuva fria, perseguindo por mais de 100 km, por mais de três horas.
Na Xixi de novembro, com temperatura de pouco mais de 10 graus, ele usava duas roupas leves, molhado até os ossos, com os lábios roxos de frio, as mãos quase sem força para segurar o guidão, mas não parou.
Um repórter perguntou: “Realmente é tão importante aparecer na TV?”
Ele respondeu: “Não é importante aparecer na TV, mas sim que uma equipe de corrida me veja e me convide para entrar nela.”
Outro perguntou: “E se ninguém te quiser ainda?”
Ele, com lágrimas, disse: “Se você não tenta quando é jovem, vai se arrepender quando ficar velho. Se tentou na juventude, mesmo que fracasse, não vai se arrepender na velhice.”
Felizmente, após a exibição do programa, Zhang Xue foi realmente visto por uma equipe de corrida.
Essa perseguição naquela noite foi o primeiro momento em que Zhang Xue quebrou o “pensamento de pobreza”. Ele fez uma escolha extrema e contra a intuição: investir todos os recursos — tempo, energia, coragem — em um “investimento” sem retorno imediato.
Quando todos achavam que era melhor desistir, ele decidiu avançar mais um passo.
E o livro “A essência da pobreza: por que não conseguimos nos livrar da pobreza” revela que, ao contrário, a maioria dos pobres, justamente, age ao contrário.
Um caso marcante do livro é o de Ouchaa Mback, numa vila remota de Marrocos. Ele mal tinha comida, sua casa não tinha água potável, as condições sanitárias eram precárias. Mas, ao entrar no quarto dele, o autor encontrou uma TV, uma antena parabólica e um DVD.
Perguntaram a ele: “Se a família toda não consegue se alimentar, por que comprar essas coisas?”
Ele respondeu sorrindo: “Porque a TV é mais importante que comida!”
Isso não é um caso isolado. O livro também fala de Pahk, um fazendeiro na Indonésia, que vive em fome constante, fraco, mas sua casa cheia de TVs, DVDs, celulares, além de chá, café e açúcar. Quando perguntado por que não enche a barriga primeiro, respondeu: “Tenho que me divertir.”
Além disso, os dois ganhadores do Nobel em “A essência da pobreza” descobriram, por meio de muitas pesquisas de campo, que os pobres, diante de recursos escassos, priorizam a satisfação imediata, em vez de investimentos de longo prazo.
Esses “hobbies” não são consumos impulsivos, mas uma forma de combater o tédio na vida monótona. Mas essa prioridade pelo “prazer imediato” faz com que eles entrem na “pressão de consumo”: o dinheiro que deveria ser investido no futuro (aprendizado de habilidades, saúde, educação dos filhos) é gasto no presente.
A escolha de Zhang Xue é o oposto dessa regra.
Quando tinha apenas 300 yuans, gastou 260 para comprar algo para a avó, e o restante investiu no treino de pilotagem. Não gastou em prazeres imediatos, não comprou roupas melhores, nem saiu para diversão, colocou todos os recursos na realização de um sonho que parecia distante.
Ele não tinha impulsos de satisfação instantânea? Tinha, mas sabia exatamente o que realmente queria.
Por trás disso, vemos que uma chave para sair da pobreza é: controlar o impulso de satisfação imediata, gastar dinheiro e energia em coisas que te façam melhorar.
Quando Deus fecha uma porta, abre uma janela
Ao entrar na equipe, Zhang Xue logo encontrou obstáculos.
Como piloto profissional, suas antigas lesões começaram a aparecer, seu talento não era suficiente para alcançar o topo. Lesões, dinheiro, competição acirrada… tudo isso se tornou uma barreira intransponível.
O sonho de ser piloto foi destruído.
Mas ele não desistiu, como a maioria, que bate na mesma parede e desiste ou se lamenta. Ele rapidamente descobriu outro caminho:
“Se não posso pilotar o carro mais rápido, então vou fazer o mais rápido.”
Essa foi sua segunda decisão de romper a “armadilha do pensamento”.
Em 2013, aos 26 anos, Zhang Xue voltou a tentar, levando apenas 20 mil yuans, vindo sozinho a Chongqing, a “capital da moto”.
Sem conexões, sem dinheiro, visitando fornecedores um a um; sem recursos, pediu dinheiro à esposa, à família.
Seu começo foi quase rudimentar: reformar motos, postar em fóruns, vendê-las, usando sua técnica para ganhar reputação.
Em 2017, fundou a Kayo Motor com um parceiro.
O primeiro modelo, 500X, com leveza e potência, conquistou o mercado rapidamente, vendendo 800 unidades no primeiro ano, 3 mil no segundo, e depois mais de 30 mil por ano, com receita de bilhões de yuans.
Em 2023, liderou a equipe Kayo na Dakar, tornando-se a primeira equipe chinesa a completar a corrida.
Porém, quando a Kayo estava no auge, surgiram conflitos com investidores.
Zhang Xue insistia: o dinheiro deve ser reinvestido em pesquisa e desenvolvimento, especialmente no motor. Ele não queria ser apenas uma “montadora”, nem ficar dependente de marcas estrangeiras. Mas os investidores queriam ampliar a produção e buscar retorno rápido.
Em 2024, Zhang Xue tomou uma decisão surpreendente: abandonar todas as ações, “sair de cena”.
No dia da renúncia, pilotou seu próprio 450RR, olhou uma última vez para o prédio da empresa na chuva, e postou: “Se nem amo a mim mesmo, como posso amar os outros e o mundo?”
Na época, o setor desacreditava: “Sem a Kayo, ele não é nada.” “Sonhar em competir na WSBK? Impossível.”
Ele não se defendeu.
Um mês depois, Zhang Xue registrou uma nova empresa com seu nome, com mais de 73% de participação. Disse: “Colocar meu nome na moto é apostar minha vida. Se não der certo, vou fechar tudo.”
Esse é um passo importante para romper a “armadilha da pobreza”: não se deixar levar por ganhos ou perdas de curto prazo, estar disposto a abrir mão de interesses imediatos por objetivos de longo prazo.
No livro “A essência da pobreza”, também há uma análise de uma triste regra por trás da pobreza:
Diante de fracassos, os pobres tendem a cair na “carga cognitiva”, pois a pressão de sobrevivência consome seus recursos mentais, levando à dúvida, à perda de motivação para mudar. Eles reduzem seus padrões para suportar, ao invés de melhorar suas habilidades para mudar de situação.
A escolha de Zhang Xue é exatamente o contrário. Ele não reduziu seus padrões, mas os elevou ainda mais. Quando “pilotando o mais rápido” não deu certo, não desistiu, mas decidiu “fazer o mais rápido”.
Quando os investidores querem lucros rápidos, ele não cede, mas abandona tudo e recomeça do zero.
De piloto frustrado a empreendedor, de ser expulso de sua própria empresa a renunciar e recomeçar, em cada bifurcação do destino, Zhang Xue fez uma escolha contra a intuição: quando um sonho foi destruído pela realidade, ele não parou, mas encontrou uma nova saída — criar um carro que pudesse levar outros ao topo.
Transformou cada “fracasso” em trampolim para o próximo avanço.
Com patrimônio de mais de um bilhão, ainda usa aquele celular quebrado com a tela rachada
A jornada empreendedora é muito mais difícil do que parece.
Nos momentos mais difíceis, Zhang Xue e sua esposa não conseguiam juntar 20 yuans para uma janta. Depois, ela postou na rede social o caderno de contas da época, anotando cada centavo emprestado de amigos e familiares, riscando à medida que pagava. Após 15 anos de casamento, eles quitaram dívidas por 11 anos.
Em 2025, a produção total da sua motocicleta atingiu 750 milhões de yuans, com investimento em P&D de quase 70 milhões. Mesmo assim, a empresa teve prejuízo de 22,78 milhões de yuans.
Isso mostra que, mesmo sob pressão financeira, Zhang Xue investe pesado em inovação.
Sua vida pessoal contrasta com seu sucesso empresarial.
Após alcançar patrimônio de bilhões, ele ainda usa um antigo Huawei de mais de 2000 yuans, com a tela rachada. Para atender clientes, usa um carro comum.
Depois de ficar famoso, alguém quis presenteá-lo com um Rolls-Royce alongado de 13 milhões de yuans, mas ele respondeu: “Se alguém realmente me der, vou vender para um vendedor de carros usados por 80% do valor, doar o dinheiro para caridade, e continuar usando meu carro popular.”
A única “face” que ele valoriza é: se a moto chinesa puder vencer com dignidade no cenário mundial.
Fora isso, ele é imune a toda vaidade.
Esse “poupador” não é uma auto-restrição forçada, mas uma manifestação natural de seus valores internos. No seu mundo, só duas coisas valem a pena: o amor pelas motos e a obsessão por criar o carro mais rápido. O resto, não importa.
De fato, “A essência da pobreza” também diz que a dificuldade de sair da pobreza muitas vezes não é por incapacidade, mas porque, diante da escassez, as pessoas tendem a fazer escolhas de curto prazo — gastar dinheiro em coisas que parecem “dignas” (como uma cerimônia luxuosa), ao invés de investir em mudanças de longo prazo (como fertilizantes, educação).
Um caso triste do livro é de uma mãe na Índia, que começa a economizar 10 anos antes, para pagar o dote da filha de 8 anos; ou de uma família na África do Sul, que gasta 40% da renda anual em um funeral. Esses recursos, se investidos em sementes, cursos, pequenos negócios, poderiam mudar o destino da família, mas são consumidos por “rituais” e “vaidade”.
E Zhang Xue, vindo de uma origem pobre, quebrou esse ciclo vicioso. Ele não falta com motivos para gastar — quem tem bilhões compra carros de luxo, troca de celular —, mas não precisa dessas coisas para se provar.
Esse é o terceiro segredo para sair da pobreza: distinguir o que é realmente importante do que é vaidade. Investir dinheiro e energia em coisas que geram valor de longo prazo, ao invés de gastar em rituais vazios e reconhecimento externo.
Em 2026, após a vitória, a moto de Zhang Xue entrou em alta demanda. A versão civil do modelo campeão, 820RR, custa apenas 43.5 mil yuans, um terço do preço de carros importados similares. Em menos de 100 horas de pré-venda, mais de 5500 unidades foram reservadas. No mercado, alguns modelos já têm entregas agendadas para junho ou julho.
Mais surpreendente ainda, após a alta demanda, Zhang Xue tomou uma decisão que deixou os gerentes de vendas loucos: proibiu a compra do modelo 820RR por quem tem menos de um ano de experiência de pilotagem.
Ele disse: “Quero evitar mortes, não quero que essa venda represente 10%. A empresa não vai morrer por causa disso.”
Essa atitude foi elogiada pelo Departamento de Trânsito do Ministério da Segurança Pública: “O verdadeiro amor não é libertinagem, mas entender os limites. Velocidade faz o coração pulsar, mas responsabilidade faz o amor durar mais.”
“Uma vida, uma missão, lutar até o fim”
“Uma vida, uma missão, lutar até o fim” — essa não é uma frase de efeito, mas uma descrição real da vida de Zhang Xue ao longo de 20 anos.
Desde os 14 anos, aprendiz na oficina, até aos 39, no pódio do WSBK, a trajetória de Zhang Xue tem um tema único: motos.
Após a vitória, um repórter perguntou seu segredo. Ele respondeu: “Fazer uma coisa não é pelo resultado, mas por paixão. Talvez o resultado seja diferente.”
Perguntaram por que consegue fazer motos tão boas, ele disse: “Se você gosta de verdade, quer fazer de verdade, e se dedica, como não conseguir? Pode aprender, pode criar conexões, o importante é querer fazer.”
Ele diz que não é um talento nato, mas que sua força vem do “perseverar até o fim”, de se desafiar constantemente.
E qual é o resultado dessa perseverança?
O carro de corrida 820RR-RS, com motor de três cilindros de 819cc, tem mais de 90% de componentes nacionais. No circuito do WSBK, considerado o “teste de desempenho de carros de produção em massa”, a moto de Zhang Xue derrotou Ducati, Yamaha, Kawasaki, gigantes com décadas ou até séculos de tecnologia acumulada.
De sua estreia na Austrália, em 14º lugar, ao bicampeonato em Portugal, em apenas um mês. A equipe fez 12 melhorias técnicas em 30 dias. Essa é a força do “perseverar até o fim”.
Após a vitória, Zhang Xue disse: “Nos próximos cinco anos, vamos conquistar mais de 50% do mercado de marcas internacionais.”
Não é arrogância, mas a confiança de alguém que, após 20 anos, saiu de uma oficina de conserto de motos para o topo do mundo, apaixonado pelo que faz.
Curiosamente, em “A essência da pobreza”, os dois ganhadores do Nobel também levantaram uma questão provocativa:
Por que, mesmo sabendo que “fertilizantes aumentam a produção”, os agricultores na Quênia, por exemplo, só usam fertilizantes em 25% das plantações? Por que, mesmo sabendo que é uma estratégia eficaz para sair da pobreza, eles não investem mais?
A resposta é: a pobreza de longo prazo corrói a “capacidade de pensar a longo prazo”.
Quando você vive preocupado com a próxima refeição, não tem espaço mental para pensar “devo comprar fertilizantes no próximo ano”. Sua mente está ocupada com a sobrevivência, sem espaço para planejar o futuro.
Isso revela que a pobreza não é só escassez material, mas uma limitação de mentalidade. Torna as pessoas curtas de visão, focadas apenas no presente, incapazes de imaginar os anos seguintes.
A história de Zhang Xue é uma prova contrária a essa regra. Um menino pobre de uma vila, que consegue, mesmo em condições extremas, manter uma “visão de longo prazo”: gastar dinheiro em aprender habilidades, dedicar tempo a desenvolver seu motor, focar em um grande objetivo — ele tem chances de escapar desse ciclo vicioso.
Zhang Xue não foi arrastado pela inércia da pobreza, mas criou uma “aceleração ascendente”. Não foi sorte, foi a vitória da “pensamento de longo prazo” sobre a “carga cognitiva”.
Ele levou 20 anos, passo a passo, da oficina ao topo do mundo.
Epílogo
A história de Zhang Xue é uma história de paixão, de perseverança, de “até onde uma pessoa pode chegar”.
Mas, acima de tudo, é uma história de “como sair da pobreza”.
De uma casa de barro com telhado vazando ao pódio mundial, de aprendiz que ganhava 300 yuans por mês a empreendedor avaliado em bilhões, Zhang Xue, com cada passo de seus 20 anos, respondeu àquela questão que assombra muitos:
Por que um garoto pobre pode mudar seu destino contra todas as probabilidades?
A resposta está em cada detalhe: na teimosia de perseguir uma perseguição na noite chuvosa aos 19 anos; na prática de começar na oficina aos 20; na coragem de levar 20 mil yuans para Chongqing aos 26; na aposta de abandonar tudo e colocar seu nome na moto aos 37; e na extrema disciplina de ainda usar um celular com a tela rachada, recusando-se a luxos.
E por trás de tudo isso, há uma lógica mais profunda, que explica por que alguns conseguem sair da pobreza e outros não — essa lógica está no livro “A essência da pobreza”.
Escrito pelos dois ganhadores do Nobel de Economia, Abhijit Banerjee e Esther Duflo, baseado em 15 anos de pesquisa de campo em cinco continentes e em inúmeros testes aleatórios, ele usa uma linguagem acessível e exemplos vívidos para analisar as armadilhas mentais que nos mantêm na pobreza — consumo de pressão, carga cognitiva, falta de informação, pressão social — uma rede invisível que prende muitos no mesmo lugar.
Ao ler a história de Zhang Xue, você se sentirá inspirado. Você pensará: se ele conseguiu, por que eu não posso?
“A essência da pobreza” talvez seja o seu manual para entender essas “armadilhas da pobreza”:
Ele ajuda a entender por que os pobres tomam decisões aparentemente “irracionais”; por que a ajuda financeira simples muitas vezes não consegue tirar alguém da pobreza; e como, usando métodos científicos, podemos romper esse ciclo vicioso e derrubar a parede invisível.