Al-Sisi do Egito Chega a Nairóbi para Cúpula África-França em meio a pedidos de reforma no Conselho de Segurança da ONU

(MENAFN- Daily News Egypt) O presidente egípcio Abdel Fattah Al-Sisi chegou a Nairóbi na segunda-feira para a Cúpula África-França, um evento destinado a reformular parcerias internacionais e reformar os sistemas financeiros globais, enquanto a União Africana usou a reunião para exigir representação permanente no Conselho de Segurança da ONU.

A cúpula de dois dias, realizada nos dias 11 e 12 de maio sob o tema “África Avança”, deve receber 30 chefes de estado, com 10 já chegados até o momento. Após sua chegada ao Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta, Al-Sisi foi recebido pelo Ministro da Saúde do Quênia, Aden Duale, pelo Chefe de Protocolo da República do Quênia, Séverine Luyali, pelo Embaixador do Egito no Quênia, Hatem Youssry, e por membros da embaixada egípcia.

O porta-voz presidencial egípcio Mohamed El-Shennawy afirmou que Al-Sisi fará o discurso do Egito durante a cúpula e realizará reuniões bilaterais com líderes africanos e oficiais internacionais.

A reunião marca a primeira vez que a cúpula é realizada em um país anglófono. Espera-se que ela gere reações à retirada das tropas francesas da África Ocidental, concluída no ano passado, em meio ao enfraquecimento da influência regional da França.

O Embaixador Youssry observou que o evento ocorre enquanto as grandes potências buscam fortalecer sua presença no continente rico em recursos. A cúpula tem como objetivo promover o desenvolvimento sustentável baseado no benefício mútuo e aproveitar oportunidades de investimento e comércio. As prioridades principais incluem crescimento econômico, transformação digital, energia, reforma do sistema financeiro internacional e integração das prioridades africanas nos marcos econômicos globais.

Os participantes incluem o Presidente francês, o Secretário-Geral da ONU, chefes de organizações financeiras internacionais e regionais, e representantes de negócios africanos e franceses.

À margem da cúpula, ocorreu a Reunião Ministerial sobre a Reforma do Conselho de Segurança da ONU. A presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, reafirmou a posição unificada do continente sobre o assunto.

“Africa não está pedindo um favor; a África está exigindo a correção de uma injustiça histórica,” disse Youssouf, enfatizando que o continente não pode mais permanecer excluído da representação permanente, dado seu peso demográfico, político e econômico.

Guiado pelo Consenso de Ezulwini e pela Declaração de Sirte, Youssouf afirmou que a África continua a solicitar pelo menos duas cadeiras permanentes com plenos prerrogativas, incluindo o veto enquanto existir, e cinco cadeiras não permanentes em um Conselho ampliado.

Ao acolher o apoio da França, do Quênia e de Serra Leoa na promoção do Modelo Africano, Youssouf pediu ações concretas para transformar o consenso internacional em uma reforma significativa.

“A credibilidade e a legitimidade do Conselho de Segurança dependem de sua capacidade de refletir as realidades do mundo de hoje, não a ordem geopolítica de 1945,” afirmou, observando que a participação permanente da União Africana no G20 demonstra que as instituições de governança global podem evoluir para se tornarem mais representativas.

Além da diplomacia de alto nível, a cúpula dá grande ênfase à sociedade civil. O primeiro dia é dedicado a painéis de representantes empresariais e debates com jovens.

Permanece a dúvida sobre o cumprimento das promessas feitas na cúpula França-África anterior, realizada em Montpellier em 2021. A atenção estará voltada ao Conselho de Monitoramento de Compromissos para verificar se as resoluções passadas foram implementadas. Por exemplo, a Casa dos Mundos Africanos e das Diásporas — um espaço dedicado às culturas africanas contemporâneas — foi fundada em Paris em 2025, mas ainda não possui um lar permanente, o que o governo francês prometeu entregar em 2027 após as eleições.

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