Revisão do ano de 2025: Da limpeza de stablecoins pelo MiCA, à invasão de IA no KYC, até o primeiro ano de RWA, uma história completa do nascimento de uma nova ordem no mundo das criptomoedas

Autor: trustin

Primeira parte: Revisão da linha do tempo — A construção da ordem

Janeiro: MiCA entra em vigor na totalidade, o mercado europeu completa a “melhoria de qualidade”

  • **【Evento】**As disposições regulatórias do Regulamento de Mercados de Criptoativos da UE (MiCA) para tokens de moeda eletrônica (EMT) e tokens de referência de ativos (ART) entram em vigor oficialmente. O Banco Central Europeu (EBA) removeu mais de 15 tipos de stablecoins algorítmicas não licenciadas e stablecoins offshore lastreadas em dólares.
  • **【Análise aprofundada】**Este é o primeiro grande “varredura” no mercado de stablecoins por uma grande economia global. A missão histórica das stablecoins algorítmicas no mercado regulamentado está praticamente encerrada. A lógica do mercado mudou de “eficiência prioritária” para “capacidade de pagamento prioritária”. Isso também força as exchanges globais a atualizarem seus mecanismos de revisão de listagem de tokens — se o ativo não possuir Prova de Reservas em Tempo Real (PoR) e uma entidade legal clara, perderá o direito de entrar na liquidez do pool europeu.

Fevereiro: Aceitação do sandbox de Hong Kong, regras de custódia “transparente”

  • **【Evento】**O Banco de Hong Kong (HKMA) concluiu os testes de sandbox para emissores de stablecoins fiduciárias, com as primeiras instituições recebendo aprovação preliminar. Ao mesmo tempo, foi publicado o “Guia de Custódia” que exige que as entidades licenciadas implementem “Isolamento de ativos do cliente” e tenham capacidade de reconciliação diária na cadeia.
  • **【Análise aprofundada】**A evolução regulatória de Hong Kong atingiu uma fase de “gestão granular”. Colocar dinheiro em cold wallets já não é suficiente; a exigência regulatória é de “transparência auditável em tempo real”. Isso marca a mudança do foco de conformidade na Ásia-Pacífico de “acesso” para “supervisão contínua”. Ferramentas de auditoria automatizadas na cadeia ###on-chain( começam a substituir auditorias manuais, tornando-se uma necessidade para as entidades licenciadas.

)# Março: AI quebra barreiras KYC, organização Lazarus volta à carga

  • **【Evento】**Dados de segurança na cadeia indicam aumento na atividade do grupo de hackers norte-coreano (Lazarus Group) neste mês. Diferente de ataques anteriores usando vulnerabilidades de código, nesta rodada eles usaram em grande escala a tecnologia de Deepfake (deepfake), conseguindo contornar a autenticação de vídeo KYC de várias exchanges secundárias.
  • **【Análise aprofundada】**Este é um sinal extremamente perigoso: A autenticação de identidade tradicional (KYC) está falhando. Quando “identidade” pode ser perfeitamente falsificada por IA, o ponto de âncora do gerenciamento de risco deve ser transferido. O setor é forçado a passar de “verificação de identidade estática” para “análise de comportamento dinâmico ###Behavioral KYT(”. Somente através do histórico de interações na cadeia e da relação de fundos é possível identificar agentes IA disfarçados de entidades legítimas.

)# Abril: Grande retração das moedas de privacidade globais

  • **【Evento】**Sob pressão do FATF, Dubai VARA, FSA do Japão e KoFIU da Coreia do Sul reforçam suas políticas, exigindo que as exchanges removam tokens com funções aprimoradas de anonimato (AEC) (como XMR, ZEC).
  • **【Análise aprofundada】**Este é um pronunciamento das autoridades reguladoras sobre o limite de “transparência na cadeia”. A liquidez é pragmática; quando as moedas de privacidade não atendem às exigências de penetrabilidade AML ###anti-lavagem(, elas são abandonadas pelos mercados de capitais tradicionais. “Rastreabilidade” torna-se oficialmente um dos fatores centrais na precificação de ativos — fundos não rastreáveis, em 2025, serão considerados “ativos tóxicos”.

)# Maio: Estabelecimento do precedente regulatório para DeFi

  • **【Evento】**Órgãos reguladores dos EUA vencem ação contra operadores de front-end de exchanges descentralizadas (DEX). O tribunal decide que as entidades que operam a interface frontal têm a obrigação de impedir o acesso a endereços sancionados.
  • 【Análise aprofundada】“Descentralizado” não é mais uma proteção contra regulamentação. Isso leva ao surgimento de DeFi Permissivo ###Permissioned DeFi(. Protocolos DeFi mainstream começam a integrar APIs de triagem de carteiras de terceiros, realizando uma varredura de risco no momento da conexão da carteira pelo usuário. Endereços não conformes são barrados na porta do protocolo.

)# Junho: Cúpula do G7 foca em redes P2P subterrâneas

  • **【Evento】**O comunicado do G7 menciona especificamente atividades de lavagem de dinheiro subterrânea e pagamentos ilegais transfronteiriços usando USDT, convocando os países a reforçar a supervisão penetrante do mercado OTC ###over-the-counter###.
  • **【Análise aprofundada】**Isso significa que a guerra regulatória chegou ao estágio de “entrada e saída de fundos”. Para os comerciantes OTC e plataformas P2P, apenas KYC não é suficiente; é necessário possuir capacidade de rastreamento da origem dos fundos. Comerciantes OTC que não puderem provar a “limpeza” de seus fundos enfrentam congelamentos em larga escala de contas bancárias.

Segunda parte: Revisão da linha do tempo — Quebra na legislação

(# Julho: Lei de Pagamentos Estáveis dos EUA estabelece acesso

  • **【Evento】**A Câmara dos EUA aprova a “Lei de Clarificação de Pagamentos Estáveis 2025”. A lei rompe com a tradição de que apenas bancos podem emitir moeda, permitindo que entidades não bancárias emitam stablecoins de pagamento, desde que atendam a requisitos de Reserva de ativos líquidos de alta qualidade 1:1, Isolamento de falências e Auditoria independente mensal.
  • **【Análise aprofundada】**Os EUA finalmente entram na jogada. A lei estabelece a posição legal de stablecoins lastreadas em dólar como uma extensão do “dólar digital”. Para os emissores, o núcleo da competição passa de “retorno” para “transparência”. Seja uma gigante de Wall Street ou um emissor de pequeno porte, basta fornecer relatórios de auditoria transparentes para garantir o acesso.

)# Agosto: Reação em cadeia na lista de sanções da OFAC

  • **【Evento】**A OFAC dos EUA intensifica sanções contra endereços relacionados à Rússia e Irã, sancionando pela primeira vez vários “provedores de middleware” e “nós de mistura” que apoiam tecnicamente entidades sancionadas.
  • **【Análise aprofundada】**A jurisdição extraterritorial se estende à infraestrutura. Isso causa um sério efeito de “contaminação” — se fundos de um usuário comum passarem por um nó sancionado, seu endereço pode ser marcado como de alto risco por exchanges centralizadas. Isso impõe requisitos elevados aos sistemas de gerenciamento de risco na cadeia: é necessário possuir Capacidade de análise de múltiplos saltos ###Multi-hop Analysis( para evitar falsos positivos e omissões.

)# Setembro: Tempestade fiscal no mercado latino-americano

  • **【Evento】**O Banco Central do Brasil, junto ao departamento de impostos, realiza ações específicas contra evasão fiscal com criptomoedas, exigindo que todos os VASP ###provedores de serviços de ativos virtuais### relatem informações do beneficiário final de cada transferência transfronteiriça.
  • **【Análise aprofundada】**O foco regulatório em mercados emergentes difere do ocidente: eles se concentram em controle de capital e impostos. Para as empresas de pagamento que atendem essas regiões, o ponto central de conformidade é “como gerar rapidamente relatórios de transações compatíveis com as normas fiscais locais”.

(# Outubro: Rússia define “ativo em moeda estrangeira”

  • **【Evento】**A Rússia legisla oficialmente a criptomoeda como “ativo em moeda estrangeira”. Permite a liquidação de comércio transfronteiriço dentro do sandbox regulatório, mas proíbe seu uso para pagamentos internos e impõe limites rígidos às transações intermediadas.
  • **【Análise aprofundada】**Este é um marco na definição do conceito. Desvincula o ativo digital de “instrumento de pagamento”, consolidando-o como “produto financeiro”. Este modelo de “assetization e despagamentização” )assetization### pode se tornar o paradigma predominante nos BRICS. Para as entidades intermediárias, isso significa a necessidade de estabelecer um sistema de KYT capaz de interceptar fluxos de pagamento e liberar apenas transações autorizadas.

(# Novembro: Início do quadro CARF, transparência fiscal global

  • **【Evento】**O quadro de relatórios de ativos digitais liderado pela OCDE )CARF( inicia testes de troca de dados em 48 jurisdições.
  • **【Análise aprofundada】**Este é o último elemento do quebra-cabeça de conformidade. Com a integração de dados de exchanges às agências fiscais nacionais, a era dos “ativos ocultos” chega ao fim. A demanda de indivíduos de alto patrimônio e instituições por “limpeza e auditoria de ativos históricos” deve explodir no próximo ano.

)# Dezembro: A batalha final e a nova ordem

Os eventos de destaque deste mês encerram o ciclo de 2025 e apontam o caminho para 2026.

  • 12 de dezembro: Prazo do MiCA na Itália
  • Evento: Autoridades reguladoras italianas emitem ultimato, exigindo que todas as VASP solicitem licença MiCA até 30 de dezembro, caso contrário, devem encerrar operações e devolver ativos.
  • Análise: O período de “registro” termina, dando lugar ao rigor do “autorização”. Exchanges de médio e pequeno porte sem capacidade de conformidade enfrentam uma saída forçada.
  • 9 de dezembro: Mudanças na supervisão da SEC dos EUA
  • Evento: O novo presidente da SEC, Paul Atkins, anuncia o início do “Projeto Cripto”, com planos de lançar em início de 2026 a “Exceção de Inovação ###Innovation Exemption(”.
  • Análise: Esta é a maior mudança favorável do ano. Os EUA passam de uma postura “de defesa” para uma “regulação competitiva”. Projetos conformes terão acesso a um “período de sandbox regulatório” valioso.
  • 15 de dezembro: Reino Unido estabelece “Lei de Ativos Digitais como Propriedade”
  • Evento: O Reino Unido aprova a “Lei de Propriedade (Ativos Digitais etc.) 2025”, reconhecendo legalmente os ativos digitais como “propriedade”. Anuncia também a criação de uma estrutura regulatória completa até 2027.
  • Análise: A definição de “propriedade” é a base legal para entrada de fundos institucionais, sendo altamente favorável à emissão de RWA )ativos reais( sob jurisdição britânica.
  • 22 de dezembro: Legalização de “stablecoin lastrada em ouro” na Gana
  • Evento: Gana aprova legislação que legaliza as negociações de criptomoedas e anuncia a exploração de “stablecoin lastrada em ouro” em 2026.
  • Análise: Países africanos estão pulando o sistema bancário tradicional, usando a tokenização de RWA para reconstruir seu sistema de crédito e liquidação comercial. Isso abre um enorme mercado para infraestrutura regulatória regional.

) Terceira parte: Especial aprofundado — Novos paradigmas de RWA, tokenização e stablecoins

Na segunda metade de 2025, com o esclarecimento do quadro regulatório, Tokenization ###tokenização( e Stablecoins )stablecoins( tornaram-se o centro de atenção regulatória. Isso representa não apenas uma mudança na forma de ativos, mas uma reestruturação na definição legal e no controle de riscos.

)# Tokenização (Tokenization) — Paradoxo regulatório na cadeia de ativos e suas soluções

2025 é considerado o ano do RWA. Desde o fundo de títulos tokenizados da BlackRock até o projeto Ensemble liderado pelo Banco Central de Hong Kong, trilhões de dólares em ativos tradicionais começaram a migrar para a cadeia. Contudo, surge um paradoxo regulatório central: o conflito entre a “liquidez permissionada” do blockchain e a “confirmação condicional de propriedade” de ativos reais.

Se um título do Tesouro dos EUA tokenizado for enviado a um endereço sancionado pela OFAC, como a lei deve agir? Essa é a questão central que os reguladores questionam os emissores em 2025.

Evolução da conformidade:

  1. Popularização de padrões de conformidade como ERC-3643: a indústria começa a adotar em larga escala tokens com lógica embutida de conformidade. Esses padrões exigem que, a cada transferência, seja consultado um registro de identidade na cadeia. Somente se o destinatário passar por KYC/KYT, a transferência será concluída.
  2. “Jardins murados” no mercado secundário: ativos RWA deixam de buscar liquidez global e se limitam a “pools de whitelist”. A Trustin observa que cada vez mais emissores de RWA exigem integração de KYA ###perfil de endereço( com oráculos, garantindo que os ativos nunca caiam em endereços blacklisted, assegurando a Finalidade Legal )Legal Finality###.

Stablecoins (Stablecoins) — De “fichas” a “camada de liquidação”

Em 2025, o volume de negociações de stablecoins ultrapassou o da Visa pela primeira vez, conquistando uma fatia significativa na liquidação de comércio transfronteiriço (especialmente B2B). A regulamentação está “bancarizando” as stablecoins, dividindo-as em duas categorias:

  1. Stablecoins de pagamento: como USDC/USDT conformes. O foco regulatório é na resposta rígida de 100% e na combate à lavagem de dinheiro. Para esses ativos, o ponto central de supervisão é a “visualização do fluxo de fundos” — não basta provar que o dinheiro está na reserva, é preciso garantir que as moedas em circulação não sejam usadas para financiamento terrorista.
  2. Stablecoins de rendimento: com lógica próxima à “gestão de valores mobiliários”. Em 2025, vários projetos de stablecoins que distribuem dividendos aos detentores foram interrompidos pela SEC.

Conclusão: as stablecoins evoluíram para se tornarem o “protocolo de liquidação” fundamental na finança global. Para empresas de pagamento e OTC, distinguir essas duas categorias e oferecer relatórios de conformidade tributária e AML penetrantes para as “stablecoins de pagamento” é condição prévia para suportar o fluxo de fundos do comércio internacional.

( 2026 e perspectivas futuras — Era da “Conformidade Embutida”

Se 2025 foi o “concretizar” das regras, 2026 será a “reação química” da conformidade. Acreditamos que o setor passará por três profundas transformações.

)# 1. De “responsabilização pós-fato” para “conformidade embutida ###Embedded Compliance(”

A AML do passado era passiva: transação ocorre -> descobre-se que é dinheiro sujo -> congela-se a conta -> aplica-se multa. O AML do futuro será ativa: transação inicia -> contrato inteligente chama oráculo de conformidade -> risco considerado alto -> transação é revertida/rejeitada )Revert(. Previsão: a conformidade será codificada. As regras regulatórias serão integradas à lógica dos contratos inteligentes. Se a verificação KYT não passar, a transação nem entrará na cadeia. Isso eliminará completamente o risco de lavagem, mas exigirá que os participantes do mercado estejam conectados a redes de conformidade em tempo real.

)# 2. “Livro-razão unificado ###Unified Ledger(” e a fusão com blockchains públicas

O conceito de “livro-razão unificado” proposto pelo BIS entrará em fase prática em 2026. Previsão: veremos o surgimento de uma “arquitetura de cadeia híbrida”**. Bancos e bancos centrais usarão CBDCs em blockchains permissionadas, mas interligadas por pontes cross-chain com Ethereum/Solana e ativos RWA conformes. Nessa arquitetura, “comprovação de conformidade cross-chain” será fundamental — ao transferir ativos de uma blockchain pública para uma rede de consórcios bancários, será necessário portar uma prova de “histórico limpo”.

)# 3. Forte vinculação entre identidade e ativos (Identity-Bound Assets)

A era de “posse anônima de ativos de alto valor” está chegando ao fim.

Previsão: o Web3 começará a usar Credenciais Verificáveis ###Verifiable Credentials / DID. Futuramente, as carteiras não serão mais apenas hashes de chaves públicas, mas conterão uma série de etiquetas verificadas (como “KYC aprovado”, “não sancionado”, “investidor qualificado”).

A Trustin prevê que, até o final de 2026, protocolos DeFi principais e plataformas RWA recusarão interagir com “carteiras nuas” sem qualquer “etiqueta de credencial”.

Conclusão

A roda da história não para de girar, e 2025 será lembrado como um ponto de inflexão: Crypto finalmente deixou de ser um território fora da lei e passou a ser um espaço mais transparente e eficiente dentro da lei.

Neste novo era, Tokenization confere liquidez aos ativos, Stablecoins oferecem âncoras de valor, e Conformidade (Compliance) constitui a base da confiança.

Para todas as instituições que visam o desenvolvimento de longo prazo, abraçar a conformidade não é mais uma escolha, mas uma obrigação. A Trustin deseja ser seu guardião neste novo ordenamento financeiro, usando dados e tecnologia para proteger sua segurança, expandir seus limites comerciais.

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