Principais conclusões:
A cripto já não é um projeto periférico. De acordo com dados da indústria, está a entrar agora no coração das finanças globais, e as empresas começaram a considerar os ativos digitais como um ativo estratégico.

Garlinghouse, num recente evento com Maria Bartiromo, explicou como a perceção sobre a cripto evoluiu com o passar do tempo. Ele traçou um caminho explícito: depois de ter sido tratada como “veneno para ratos”, gozada como um “rock de estimação”, chegou a uma fase em que está efetivamente a mudar os sistemas financeiros.
Esta transformação é uma extensão de uma mudança mais geral na perceção da tecnologia blockchain por parte das instituições. Agora trata-se tudo de casos de uso reais, e não de especulação, e é sobretudo utilizada em pagamentos, na gestão de liquidez e em transações transfronteiriças. As empresas que antes ignoravam a cripto estão agora a colocar uma nova questão: como podem integrá-la.
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Garlinghouse salientou que as grandes empresas já não estão a debater se a cripto “importa” ou não. Estão a avaliar como a usar. No centro desta mudança estão as stablecoins. São vistas como ferramentas eficazes de liquidação e de pagamentos mais rápidos, bem como como forma de as empresas reduzirem a dependência de infraestruturas bancárias mais tradicionais.
A Ripple colocou-se nesta tendência, focando-se em parcerias que não estão dentro do ecossistema cripto normal. A empresa tem-se concentrado nas instituições financeiras tradicionais, em vez de se limitar a focar-se apenas em players nativos de cripto.
Como nota Garlinghouse, esta estratégia está a começar a dar frutos, uma vez que a procura está a aumentar entre as empresas que estão a investigar finanças baseadas em blockchain.
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As stablecoins proporcionam estabilidade nos preços e eficiência da blockchain. A combinação de ambas torna-as apelativas para:
Elas também são uma das ligações mais evidentes entre as finanças tradicionais e a cripto, já que estão a ser adotadas.
Houve também a questão da direção regulatória nos Estados Unidos que foi levantada por Garlinghouse. Nos seus alertas, ele advertiu contra o que chamou a armação da política de cripto, citando métodos anteriores, intensivos em aplicação, de elaboração de regras, em curso durante o antigo regime da SEC, incluindo Gary Gensler.
Para ele, a regulamentação esporádica ou motivada politicamente gera incerteza que retarda a adoção ao nível institucional. Em alternativa, quadros regulamentares claros podem abrir o campo a uma participação mais ampla por parte de bancos, gestores de ativos e corporações multinacionais.
A discussão aponta para a viragem da cripto. A história já não é sobre ciclos de hype e orgasmo de preços, mas sim que tudo se resume a infraestruturas e à utilização. As empresas não estão apenas a investir: estão a desenvolver sistemas que se baseiam em recursos online.